Between earth and heaven

1 Me chame de Patch, Eu insisto


Notas iniciais
Bem, essa é a minha primeira Fic, pode não estar muito boa mas com o tempo eu vou pegando o jeito, hahaha >< Por favor sejam pacientes, todas as sugestões serão muito bem vindas ! PS.: Por enquanto o unico personagem da saga Hush Hush que eu vou usar será o Patch, mas talvez possa aparecer outros no decorrer dos capitulos !

– Mamãaaae, Mamãaaae – Eram exatamente 8:00 hrs de um sábado e eu podia sentir pequenas mãozinhas me balançando – Vamos mamãe acorde ! – Meus estreitos olhos puxados se abriram lentamente focando na pequena menininha de olhos igualmente puxadinhos, ela vestia uma roupinha rosa de bailarina – Hany, bom dia – Disse eu em meio a um sorriso preguiçoso – Mamãe, minha primeira aula de Ballet ! – disse ela com uma animação invejável – Ah sim querida, eu lembro – Dei um suspiro pesado e reuni todas as forças que pude e levantei – Porque aos sábados mesmo ? – Perguntei ainda dormindo – Mamãe, nos outros dias eu tenho aula ! – disse ela colocando as mãos na cintura e já fazendo uma expressão impaciente, incrível como se parecia com sua mãe biológica, sempre acreditei que tudo acontecia por uma razão, mas o que aconteceu a pequena Hany nunca teve uma explicação, pelo menos não aos meus olhos, desde que ela entrou na minha vida quando ainda era uma recém-nascida tudo mudou, e eu sou muito grata por tê-la, mas isso custou a vida de Jin, minha melhor amiga desde que me lembro, crescemos juntas em um orfanato na Coréia do Sul, mas quando tínhamos idade e dinheiro suficiente nos mudamos para os E.U.A. sem pensar duas vezes, ao chegarmos aqui Jin se apaixonou perdidamente por alguém e Hany veio como fruto desse amor, pobre Jin, ela realmente amava Hany com todas suas forças e eu ainda buscava respostas sensatas para aquela história cheia de interrogações.

– O que está pensando, mamãe ? Vaaaamos, estou com fome, faça as suas panquecas mamãe! – A voz da pequena me fez sair daquele devaneio, — Claro querida, mas antes vamos dar um jeito nesse cabelinho, hm ? Bailarinas tem que ter um penteado apropriado ! – Disse com um enorme sorriso, logo pegando minha pequena no colo e selando sua testa com carinho.

Já estávamos a caminho da escola, Hany estava no banco de trás e nós cantarolávamos uma musica sobre copos de leite, ela dava gargalhadas e parecia extremamente ansiosa para suas primeiras aulas, saímos um tanto mais cedo porque moramos em uma casa no meio de um bosque, é um lugar maravilhoso se você gosta de paz e sossego ou quer se esconder, é uma casa grande, com um ótimo terreno, um jardim repleto de margaridas e copos de leite e um lago que fica congelado no inverno, Hany adora brincar por lá caçando borboletas e colocando-as em potinhos.

– Chegamos querida, mas a mamãe não poderá ficar para ver a aula, preciso por um anuncio de que precisamos de um jardineiro – Falei rapidamente enquanto a tirava da cadeirinha especial para crianças – Mamãe, quando você disse que eu vou fazer cinco aninhos mesmo ? – Dei uma risadinha tocando o dedo indicador no nariz da pequena – Não se preocupe amor, a mamãe vai dizer quando o dia chegar – Peguei a mãozinha da menor e a guiei até a sala de dança onde ficaria, a professora de Hany me passou instruções precisas sobre o horário de pega-la, atrasos seriam imperdoáveis !

Feito isso me encarreguei de cumprir com meus assuntos na cidade, coloquei o anuncio de que precisava de um jardineiro, fiz algumas compras de legumes e guloseimas para a pequena Hany, e também algumas flores, já que estava na cidade, eu pretendia ir até o cemitério, fazer uma visita a minha querida Jin.

– Jin, como tem passado ? Sabe, ainda não consigo me acostumar com a sua ausência, poxa, porque você se foi ? Eu sei que já deveria ter me conformado ... Mas não dá, simplesmente, não dá – Enquanto as palavras saiam as lágrimas quentes corriam meu rosto, eu nunca tive ninguém na minha vida, apenas a Jin, mas agora ela se foi, estou com a Hany, e a amo como uma mãe, mas faria qualquer coisa para que Jin pudesse ver a pequena crescendo linda e tão parecida com ela – Sabe Jin, a pequena Hany vai fazer cinco anos em duas semanas, está tão parecida com você ... Mas me pergunto se aqueles olhos e cabelos tão negros foram puxados do seu misterioso pai, você nunca me disse muito sobre ele, lembro-me vagamente de um nome ... Jev ? Não tenho muita certeza. Onde será que ele está ? Pode ser possível que nunca tenha se perguntado sobre a Hany ? – Fiz um gesto negando com a cabeça e enxugando as lágrimas, olhei rapidamente o relógio e vi que era hora de buscar a pequena, deixei em cima do túmulo de Jin algumas margaridas, as flores preferidas dela.

No caminho de volta para casa a pequena Hany estava radiante, em seu primeiro dia havia recebido muitos elogios, ela era considerada grande para sua idade, aparentava ser uma criança mais velha, tinha um rosto maravilhosamente bem desenhado, com traços bastante expressivos, desde sempre fora um bebê admiravelmente lindo.

Era segunda-feira de manhã, eu estava arrumando a pequena Hany para a aula e me preparando para o trabalho, eu trabalho como corretora de imóveis e ultimamente as coisas tem estado bem agitadas no meu trabalho, o que era algo ótimo, pois eu precisava manter aquela casa, jamais abriria mão de lá, Jin e eu escolhemos a dedo aquele lugar, e eu sinceramente amava estar lá !

Foi então que ouvimos três batidas sutis na porta, Hany correu até lá, era raro receber visitas, seria possível ser a resposta ao anuncio ?

Abri a porta e dei de cara com um homem alto, vestia-se completamente de preto, usava um boné de algum time que me era estranho, ele curvou os lábios em um sorriso que fez correr um frio pela minha espinha, institivamente tomei Hany nos meus braços e o fitei – Posso ajuda-lo, senhor ? – Perguntei, objetiva. E com a mesma objetividade ele me respondeu – Estou aqui pelo emprego de jardineiro ! – Passei os olhos mais uma vez examinando o homem e ele pela primeira vez levantou o olhar e o foco de seus olhos foi a minha filha, Hany, pude jurar que vi acender-se um pequeno brilho no rosto até então vazio do homem – Hm, devo lhe perguntar, tem alguma experiência ? – Disse sem me deixar intimidar pela aura de mistério que o envolvia – Sim senhorita, na verdade cuidar de jardins é um hobbie – Seu tom era casual, calmo e seguro – Oh sim, entendo, desculpe a falta de confiança, é que preciso de mãos gentis para cuidar dos meus copos de leite – Falei em um breve sorriso tentando amenizar a tensão, pondo a pequena Hany no chão – Querida, escove os dentinhos, logo a mamãe te levará para a escola, hm ? – Afaguei o cabelo dela e assim ela obedientemente foi cumprir o meu pedido.

Levei o homem até o jardim, mostrei os pequenos canteiros de margaridas e copos de leite – Senhor, acho que ainda não disse como se chama –

– Patch, Patch Cipriano – Ele disse em seu tom baixo e grave, não parecia um homem de muitas palavras – Agora você fala como se chama – E assim me toquei que estava processando as informações e não havia dito nada – Honnie, Honnie Blay, e a pequena é a Hany Blay – Não sei bem porque inclui a informação sobre o nome da minha filha, mas já havia saído antes que eu pudesse perceber.

– Você parece jovem para ser mãe – Patch não tinha a mínima atenção em mim, ele estava bastante interessado nas margaridas, — Ah, sou mãe dela, mas não biológica – E mais uma vez eu não fazia ideia do porque estava falando da minha vida –super- pessoal para alguém que eu conhecia a quinze minutos, mas eu não fazia plano algum de continuar com aquilo – Ah, sim, desculpe a curiosidade, mas porque uma mulher tão jovem e aparentemente solteira adotou uma criança ? – Ele ainda olhava as margaridas – A mãe dela era minha melhor amiga, crescemos como irmãs ... – Eu disse em um suspiro agora ignorando os motivos de estar falando algo assim, tudo que me veio a mente foi a imagem de Jin e meus olhos marejaram, acho que Patch percebeu pois não fez mais nenhuma pergunta. – Bem, então, Sr. Cipriano, como estão as flores ? – Ele levantou-se e então olhou-me como quem analisava um produto e disse por fim – Honnie, me chame apenas de Patch, eu insisto ! – Fez uma breve pausa, talvez esperando por uma resposta, mas eu estava me perguntando que nível de intimidade tínhamos para ele me chamar assim pelo primeiro nome e antes que eu pudesse falar algo, ele tomou minha frente – Devo dizer que as flores estão incrivelmente bem tratadas, mas que devem ser adubadas diariamente, o que parece que o antigo jardineiro não fazia –

– Eu mesma cuidava do jardim, mas de uns tempos para cá fiquei sem tempo – Eu disse da forma mais seca que pude – Por favor, você só precisa vir as terças, quintas e sábados, cuida das plantas e vai embora, mas acho que viu tudo isso nas informações do anuncio, tenho certeza que especifiquei tudo ! –

– Oh sim, então posso começar amanhã ? – Seu tom estava começando a mudar e eu estranhava aquilo, pessoas que mudam de humor repentinamente me davam nos nervos em algumas ocasiões – Hm, sim, pode começar amanhã, Sr. Cipriano –

Logo após acertei os detalhes dos horários e pagamento, que ficou na verdade super barato, mas como a proposta foi dele eu não relutei ou protestei, apenas aceitei e fechamos negócio.