Between death and love

4 -Eu prometo te proteger


Notas iniciais
CAP GAYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY AUHSAUSAUSHAUHSUAHSUHSHU' Eu deveria ter postado esse cap a tempos mas sla o que houve e eu achando que ja tinha postado ele mas n tinha postado mas enfim.. tá ai Boa leituraaa !!!

Então ele veio para cima de mim e me segurou pelo pescoço.

–Seu viadinho, onde você estava até agora, e essas roupas ? De quem são ?

–Não interessa- Disse tirando as mãos dele do meu pescoço e tentando passar por ele, mas o mesmo se colocou na minha frente me impedindo novamente, me segurou pelos ombros dessa vez.

–Me diga agora, moleque! — Ao dizer isso minha mãe apareceu e o segurou pelo ombro.

–Arnold, não faça iss…- Antes que pudesse terminar a frase meu padastro me largou e virou levando sua mão ao rosto da minha mãe.

Ao ver aquilo algo subiu pela minha garganta, então o empurrei e ele caiu no chão, por ele ser magrelo e alto, não tinha tanta força. Então dei dois chutes nele e sai correndo para meu quarto. Chegando lá, tranquei a porta, peguei minha mochila e comecei a colocar o máximo de roupas que eu podia nela, quando ouvi ele batendo na minha porta, aquilo me desesperou.

–Abra a porta! Quando eu te pegar eu vou te matar, tenha certeza disso!

Eu nunca havia batido no meu padastro, também nunca o vi batendo na minha mãe, mesmo sabendo que isso ocorria a muito tempo, eu nunca vi assim... bem na minha frente, eu precisava sair de casa, só por aquela noite.

Depois de colocar tudo o que podia dentro da mochila, coloquei ela nas costas e pulei a janela que saia no quintal de trás da minha casa, como não tinha nada mais que dois andares não deu trabalho de pular, tive que pular na casa do vizinho pois no quintal dos fundos não tinha como sair pela frente e eu não iria voltar para dentro daquela casa.

Pulei o muro do vizinho que dava na rua de trás da minha, então eu me toquei de que não tinha para onde ir. Sentei na calçada e comecei a chorar, com o choro vieram os soluços e quando percebi estava desesperado.

Pensei que ficaria ali a noite toda, mas não se passou 5 minutos e pude ouvir os gritos daquele homem nojento vindo do começo da rua. Me levantei em desespero e comecei a correr, ele era rápido, mas, como estava bêbado, não conseguiu me alcançar. Continuei correndo, estava com lágrimas nos olhos e apertava minhas mãos em volta da alça da mochila, com toda a força que minha raiva me fazia ter.Enquanto corria, eu tropeçava em alguns momentos, e isso me fez ferir os joelhos, mas isso não me impediu de continuar correndo. Eu já tinha entrado na floresta, foi então que eu lembrei da casinha dos gêmeos, fui até ela, quando cheguei lá torci por duas coisas. Primeira, ninguém estar lá, e segunda, a porta estar aberta, se é que havia como trancar ela. Rodei a maçaneta redonda e dourada, já desgastada, calmamente com todo o silencio, tudo em vão, não havia ninguém lá dentro.

Deitei na cama do Ziv e comecei a pensar em como a vida era idiota, uma grande merda, não fazia nenhum sentido ficar nela. Me encolhi na cama ficando na posição fetal. Pra a falar a verdade, hoje foi muito melhor do que qualquer outro dia. Lembrei de quando nós pulamos da montanha, foi a primeira vez que eu me senti… Vivo. Um sorriso se formou no meu rosto, senti o corte arder mas ignorei a dor, sentei na cama e olhei volta, vi o vidro da casa partido em alguns pedaços, fui até ele , tirei um pedaço dos outros e voltei para cama, encarei meu braço, cicatrizes por toda parte. Era difícil ter uma parte sem cicatrizes, então comecei a passar o vidro contra meu braço, os primeiros cortes foram pequenos e dolorosos, mas depois de um tempo a velocidade em que passava o vidro aumentou, o que fazia os cortes serem bem mais profundos, a dor já não era tanta, era um prazer diferente de qualquer outro, o sangué escorria do seu braço para o chão, aquilo de certa forma era um alivio. Após alguns minutos eu joguei o vidro no chão e suspirei, fiquei encarando o sangue pingando no chão, então deitei e me encolhi novamente, com o tempo eu acabei adormecendo.

Senti meu rosto arder, logo minha visão ficou meio alaranjada e meus olhos começaram a arder, então lentamente eu os abri e sentir a luz do sol quente atingi-los, demorei alguns segundos para me recordar de como minha vida continuava a ser uma merda a ponto de eu ter que fugir de casa. Estava tudo bem até eu tentar me mexer e sentir alguma coisa em cima da minha cintura, rapidamente levei meu olhar para o local e vi um braço, me senti ficar paralisado, logo então senti a cabeça de alguém nas minhas costas, tentei verificar quem era, e vi apenas um corpo másculo e grande, podia ser qualquer um se não fosse pelos cabelos ruivos, Ziv, porque diabos ele estava deitado comigo e me abraçando ? Fiquei ali sem reação por alguns segundo, então em um impulso, peguei sua mão e levei até meu peito e me aconcheguei em seu abraço.

Eu não tinha muito contado com outras pessoas, ainda mais físico e afetivo, eu não me sentia confortável com isso, mas naquele momento, me senti muito, muito seguro naquele abraço, de todas as coisas, o que eu mais queria naquele momento era ficar assim, para sempre….

–QUE PORRA ESTA ACONTECENDO AQUI!- Alguém gritou, nos fazendo levantar repentinamente ao mesmo tempo…

–NADA!!- Dissemos em uni-solo, olhando um para o outro, senti minhas bochechas esquentarem.

–Vocês não estavam transando não né ? — Disse a garota ruiva na nossa frente, com a maior cara de espanto.

–Que ideia idiota Liv, Cale a boca !- Foi a vez de seu irmão — Amigos costumam dormir juntos, não precisam transar por causa disso.



Liv não parecia estar nada contente, também não entendi muito bem porque me bateu uma decepção com as respostas do garoto, mas tudo bem. Depois dele se explicar dizendo que veio dormir aqui e não tinha outro lugar para deitar, foi minha vez de explicar por que eu estava ali, tive que repetir mais uma vez a noite de ontem mentalmente, mas ao menos me entenderam perfeitamente.

–E isso no seu rosto- Disse o ruivo passando o dedo sobre minha ferida.

–Meu padrasto, a garrafa que ele jogou em mim me causou isso, mas não é nada grave, estou bem.

–ele é realmente um tremendo idiota- Ele falou chegando mais perto, estávamos nos dois sentados na cama, sua irmã havia saído pra comprar comida e curativos para mim- Olha pra mim um minuto — Segurou meu queixo me fazendo olhar em seus olhos- A partir de hoje, eu prometo te proteger de qualquer coisa ok ? Por que sem alguém para te proteger você não vai poder ver o melhor da vida.

– Ok- Disse em um sorriso amargo, deixando escapar algumas lagrimas, eu nunca havia chorado na frente de ninguém antes.



Ficamos assim, olhando um para o outro por alguns segundos, então ele me abraçou bem apertado, o que me fez chorar ainda mais.

Notas finais
Eaer ? Mereço coments ? sim ? tbm acho ! AUSHAUHSUAHU' Então meus amores, seus noias, seus putos... Ta ai, eu particularmente fiquei tipo *0* AMOOOOOOOOOO AUSHUAHSUAHUSHU' bjs gente... até o próximo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.