Between Fights And Surprises
5 Capítulo 5 ''Somente aceite''
Notas iniciais
Anteriormente em BFAS:
A azulada não pensou em nada, e abraçou o moreno pelas costas. Com o rosto pressionado contra o corpo do Dragon Slayer, sussurrou-lhe:
—Eu não tenho medo. -sussurrou ela, fazendo o corpo de Gajeel se irrigecer. —Eu gosto de você, Gajeel.
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Between Fights And Surprises
Capítulo 5
''Somente aceite''
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Os olhos vermelhos arregalaram-se com as palavras da pequena azulada. Ela não poderia ama-lo. Ele, que fez tanto mal a pequena maga. Aceitaria até que ela amasse um babacas que formavam time com a pequena, mas não ele. Ele não merecia nenhum sentimento bom, muito menos se este sentimento viesse daquela azulada esquentadinha.
Segurou os braços da pequena, afastando-a de seu corpo. Não era justo aceitar seu carinho. Não era justo aceitar seus sentimentos. Muito menos em frente àquele lugar. Virou-se para ela, encarando as belas orbes confusas.
—Me desculpe, mas você não pode gostar de alguém como eu. -falou-lhe, tentando manter sua voz firme, falhamente.
Desviou o olhar quando viu as belas orbes encherem-se de água. Não suportaria ver-a chorar. Se visse suas lágrimas, nunca mais a soltaria.
—P-porque? -perguntou a doce e tristonha voz da azulada.
Ele ouviu-a fungar, segurando as lágrimas que queriam sair. Encarou-a novamente.
—Não é justo com você. Não pode gostar de alguém que lhe fez tanto mal. -respondeu-he, firmemente.
Ela se aproximou, desafiando-o a olhar-a nos olhos.
—E tudo o que você fez de bom? E todas as vezes que você me ajudou? -perguntou ela.
—Não são nada comparado a o que eu fiz para você. -disse Gajeel, desviando o olhar.
—Jet, Droy, o Mestre, eu e toda a guilda já lhe perdoamos. Você é um de nós, e não guardamos mágoas de nossos nakamas.
—Levy, por favor. Você só... Não pode. -resmungou Gajeel, quase vencido pelos argumentos da azulada.
—Eu posso! -gritou-lhe, irritada. —Eu te amo, Gajeel! Porque é tão difícil aceitar?
—Levy...
—Somente aceite. Só aceite. -pediu a baixinha.
Ele não se controlou mais. Puxou-a pela cintura, e prendeu-a em um abraço. Ela estava ali, tão pequena, tão frágil. Tão dele. E apesar de achar errado magoa-la, pois iria acabar machucando-a, continuava amando aquela nanica envocada.
—Eu te amo, Levy. Mas é tão errado. -sussurrou-lhe.
—Não há nada de errado nisso, Gajeel. -falou ela, aconchegando-se ainda mais entre seus braços.
—Eu vou lhe machucar. -falou ele, em um lamento. —De novo.
—Não se preocupe, você não vai. E eu suportaria, de qualquer forma.
Ele riu, afastando seus corpos. Encarando-a com um sorriso sarcástico enfeitando-lhe os lábios.
—Que nada, nanica. Você é frágil como uma bonequinha de vidro. -retrucou ele. —Uma bem irritadinha, pro seu tamanho.
Ela inflou as bochechas, apontando o dedo indicador para ele.
—Melhor ser uma nanica irritadinha do que um brutamontes como você! -falou-lhe, irritada.
Ela virou-se, emburrada. Batia com o pé minusculo no chão, como quem estivesse furiosa demais para ficar quieta. Um sorriso maldoso brotou nos lábios do Dragon Slayer, que puxou-a pela cintura e prendeu-a em seus braços.
—Vai ficar emburrada comigo, baixinha? -perguntou ele, com voz macia.
O rosto de Levy atingiu um tom de vermelho intenso, enquanto a maga desviava o olhar, envergonhada pela proximidade do corpo de ambos. Gajeel não se importou, e segurando-a apenas com um braço e com o máximo de delicadeza possível, selou seus lábios. Sentiu o corpo da pequena arrepiar-se, e podia jurar que ela esta estava com os olhos arregalados. Aos poucos, sentiu o corpo da menor relaxar e entregar-se ao aperto de seus braços.
Lentamente, para não assusta-la, fez-a abrir um pouco mais os lábios, e então aprofundou o beijo. Sua língua brincava com a língua tímida da azulada. Sentia as pequenas mãos da maga deslizarem até seus braços, acariciando-o delicadamente. O moreno quase não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Era errado, mas parecia tão certo. Tão completo.
Encerrou o beijo com uma pequena mordida, fazendo-a corar mais do que podia. Ela tinha um sorriso tímido nos lábios avermelhados, e o rosto corado, e Gajeel sabia que provavelmente estava tão corado quanto ela.
—Que foi baixinha? Tá com esse sorriso bobo na cara... Não sabia que eu era tão apaixonante assim. -debochou ele, malicioso.
Ela virou o rosto, bufando.
—Gajeel baka!
Ele gargalhou, enquanto livrava a pequena do aperto de seus baços. Não deu nem tempo para que ela ficasse confusa, e capturou a pequena mão de Levy entre a sua. Pôs-se a andar, puxando a azulada pela mãe.
—Ei, Gajeel! Onde vamos? -perguntou ela, envergonhada.
—Pra guilda, baixinha. Pra onde mais seria? Temos que falar com o Mestre, não é mesmo?
—Ah, sim. -respondeu ela, dando-se conta que nem lembrava mais o porque de terem chegado mais cedo do que o previsto na guilda.
Gajeel parou, encarando-a.
—Só se você quiser ganhar mais alguns beijos. Se for isso, terei prazer em ficar mais algum tempo com a baixinha naquela praça. -falou ele, maliciosamente.
A azulada corou, para logo responder, desesperada:
—N-não é isso! Vamos logo.
Ele riu, enquanto voltava a puxá-la pela mão. Seria uma grande surpresa para a guilda, mas Gajeel não se importava. Só queria ficar perto o bastante de sua pequena boneca Levy.
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