Between Fights And Surprises
3 Capítulo 3 ''Não haverá felicidade''
Notas iniciais
Anteriormente em BFAS:
Sabia que Sting, Rufus e qualquer outro da guilda fariam de tudo para protege-los, mas agora isso era apenas sua missão. Aquela era a sua família, e nada nem ninguém tiraria isso dele. Não se importava com o que teria que fazer para protege-los.
Pois Rogue os amava, mais do que amava a si mesmo.
E daria sua vida por eles.
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Between Fights And Surprises
Capítulo 3
''Não haverá felicidade''
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Não há uma santa alma neste mundo que não sinta ódio de alguém... Ou talvez há, mas este não era o caso de Minerva. A ex-tigresa odiava a todos, desde as fadas a qualquer outro cidadão imundo que habitasse o mesmo mundo que ela. E claro que quando ela quisesse, tinha o direito de exterminá-lo cruelmente em praça pública. E era isso, só isso, que ela desejava às malditas fadas da Fairy Tail.
Sua vingança começaria por Rogue, mas é claro, sem feri-lo. Seu erro, anteriormente, foi ter tentado atingi-lo diretamente. Mas uma Dama Cruel como Minerva não cometeria o mesmo erro duas vezes. Ela destruirá tudo ao redor do moreno, desde seu maldito ''irmão'', até sua desprezível esposa. A proposito, aquela sim merecia uma bela tortura para aprender a deixar de ser sonsa.
Lucy Heartfilia, ou melhor: Lucy Cheney, sofreria em suas mãos. Minerva teria o prazer de quebrar cada osso de seu corpo, começando pelas belas e intactas mãozinhas de princesa da loira. Quebraria cada falange, rindo de sua expressão de dor, e dos gritos desesperados de Rogue. Porque é claro que permitiria ao moreno assistir seu grande show de horrores! Desde a captura da maldita loira, até seu último suspiro.
Ah sim, ela vivia para fazer parte deste show. Ou melhor, para ser protagonista de seu Show vingativo. Seria a grande vilã justiceira, seria a grande estrela! A grande Dama Sangrenta! E não precisava da ajuda de nenhum maldito fracote para auxilia-la. Era Minerva Orlando, e ninguém ousaria contrariar suas vontades. Rogue Cheney iria se arrepender amargamente de tê-la rejeitado e trocado por Lucy.
Os saltos altos faziam barulho quando chocavam-se contra o assoalho da bela mansão que Minerva estava hospedada. Aquela era uma de seus muitas propriedades que até o momento não haviam lhe sito úteis, muito menos habitadas pela ex-tigresa. Um belo casarão localizado em uma afastada montanha de Magnólia, longe de qualquer suspeita.
O vestido tigrado arrastava pelo chão, enquanto ela caminhava apressadamente pelos longos corredores da imensa mansão. As paredes eram pintadas de branco, e adornadas com quadros que representavam boa parte das gerações anteriores dos Orlandos. As molduras de cada quadro eram feitas de ouro maciço, e o chão coberto por caríssimos tapetes, em geral, na cor dourada. Era tudo tão extravagante, e ao mesmo tempo tão semelhante a Minerva, que se alguém conhecesse aquele lugar, preveria o paradeiro da morena.
—Senhorita Minerva. -chamou a voz arrastada do velho caseiro.
O homem, com aparentemente 50 anos, estava parado no início do corredor. Vestia-se com um velho e puído uniforme de mordomo. Seus cabelos eram grisalhos, um tanto rebeldes, mas faziam um belo contraste aos traços masculinos e olhos verdes.
—Lembro-me de ter mandado você não pisar neste andar, seu verme. -disse a mulher, enojada.
O homem a encarava, sem medo algum. Que grande tolo! Se soubesse quem era a herdeira daquela mansão. Se soubesse quem verdadeiramente Minerva Orlando era. Ele fez uma breve reverencia, antes de novamente falar.
—Isso chegou para a Senhorita, agora a pouco. -disse o ''mordomo'', entregando a mulher um envelope amarelado.
Ela pegou o envelope de suas mãos, cuidando para não chocar sua pele contra a pele surrada do homem, e fez sinal para que o mesmo se retirasse dali.
A morena girou o corpo sobre o salto, fazendo o caminho contrário, novamente voltando ao escritório. Empurrou a velha porta de madeira nobre, sentando-se em uma das poltronas confortáveis que jaziam próximas a lareira acesa. Não fazia frio, mas ela se acostumou com o fogo, enquanto queimava milhares de documentos antigos no mesmo.
Suas longas e bem cuidadas unhas rasgaram o envelope, que não dizia o remetente. Dentro do mesmo havia um papel porcamente dobrado, e um outro papel rasgado com o desenho da antiga marca da extinta guilda Sabertooth. Seus olhos arregalaram-se ao ver o desenho mal feito. Jogou o envelope e a marca no chão, segurando entre os dedos trêmulos o papel dobrado. Lentamente abriu-o, e começou a ler.
Senhorita, ou devo endereçar a cadela?
As noticias correm rápido, sabia Minerva? Fiquei sabendo que fugiu da prisão, e tive certeza que estaria nesta velha casa! É o lugar mais próximo pra cumprir tua vingança canina, não é mesmo?
Mas pedi para que escrevessem esta carta para te falar uma única coisa: Terá volta! Você me ferrou, e me deixou na merda desta prisão! Se você acha que vai ficar assim, pode tirar seu jegue da chuva.
Então: Ou você me tira desta porcaria de gaiola, ou eu acabo com sua raça, entendeu cadela? E espero que seja rápido, porque senão certos membros do conselho vão saber sobre o esconderijo xexelento da Senhorita Minerva.
Carinhosamente,
Orga.
A morena soltou um grunhido de raiva, enquanto arremessava a carta no fogo da lareira.
—Maldito Nanager! -gritou ela.
Teria que ceder a chantagem do ex-tigre, ou teria sérios problemas e seu plano seria cruelmente prejudicado. Ela poderia até soltar o Nanager, mas nada garantia que ele continuaria saudável. Afinal, desafiar a Dama Sangrenta não era algo inteligente a se fazer. E Orga, nunca foi inteligente.
Bom, uma coisa foi boa nesta carta. Pelo menos bom para Rogue, já que agora a primeira parte da vingança de Minerva estava direcionada a Orga. E é claro que a morena já planejava passo a passo de como iria fazer com que o ex-tigre se arrependesse da chantagem que fez.
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