Between Cheerleaders And Rebels
17 I Will Always Find You
Notas iniciais
Uma semana tinha se passado e pela primeira vez Regina e Emma viram Mary e Hook na escola. Elas estavam guardando o material nos armários para poderem voltar para casa enquanto os dois agiam como se nada tivesse acontecido e aquilo as deixou preocupadas:
– Esses dois tão aprontando alguma coisa, Em! Eu posso sentir – Regina disse enquanto pegava seus livros no armário
– Eu geralmente acalmo os ânimos, amor... Mas tenho que dizer que também to preocupada. Eles tão muito estranhos... Se falando em cantinhos, eu to com um mal pressentimento também Re... – Emma fechou o armário encarando o casal que estava conversando confidencialmente num canto oposto
– Você acha que eles possam estar planejando uma coisa pior do que fizeram com você? – Regina parecia incomodada – Mesmo sabendo que aquilo não foi plano deles mas fruto da consciência bêbada do Hook... – a morena fez Emma rir.
– Eu não sei, amor... Mas... – Emma se virou para Regina parando de secar o casal – Você acha que tem alguma coisa pior que eles podiam tentar? Não acha que aquele foi o limite? – a loira estava com medo e a morena podia perceber.
– Ei! Não fica com medo ta bom? Eu não vou deixar nada de ruim acontecer com você! Eu prometo! – Regina sorriu e deu um selinho na namorada que também sorriu porém ainda estava com uma sensação ruim.
– Re... Eu vou te esperar lá fora tá? – Ela falou com uma mão no peito – não to me sentindo muito bem... – Emma deu uma cambaleada e só não caiu porque Regina a segurou.
– Emma! – Regina buscou o rosto da namorada pra ver se ela estava bem – O que aconteceu?
– Nada, amor... Nada... Foi só uma tontura... – Emma não queria contar mas estava com a sensação de que algo de muito ruim aconteceria – eu só preciso tomar um ar... Eu te espero la fora ta bom? – Emma deu um abraço apertado na morena e saiu andando. Regina ficou vendo-a ir embora tentando entender o que tinha acontecido.
Lá fora, Emma estava com uma forte dor de cabeça e no peito. Estava com uma sensação ruim demais... Nunca tinha se sentido assim. Ela fechou os olhos e encostou numa árvore e jogou seu peso contra ela. Quando abriu-os, porém, viu o que não queria: Hook estava ali na sua frente a encarando e Mary estava um pouco mais atrás.
Ela tentou correr mas Hook segurou-a:
– Você não vai a lugar nenhum, Swan! – Killian estava com uma expressão sinistra no rosto – Eu vou falar umas verdades pra você, sua vagabunda – Hook bateu as costas de Emma contra a árvore. Mary só assistia tudo com um sorriso maldoso no rosto.
Emma tentava se soltar, mas não conseguia:
– Se você pensa que se livrou de mim, ta muito enganada entendeu? – ele apertava o braço de Emma – você e a sua namoradinha vão pagar muito caro por isso – ele apontou para o machucado que, provavelmente, Regina tinha causado. Emma reprimiu uma risada e sentiu Hook forçar seu pescoço contra a árvore – Ta rindo do que? Eu é quem vou rir muito depois que isso acabar! – Emma se debatia e Mary tinha um sorriso cínico atrás do homem.
Emma viu Regina saindo da escola e correndo ao seu encontro depois que viu o que estava acontecendo. A morena separou a loira e o garoto em um golpe brusco e se colocou na frente da namorada protegendo-a.
– Não se atreva a encostar nela de novo, Hook! – Regina gritou empurrando o rapaz.
Hook tentou partir pra cima de Regina. Mas logo que encostou na morena um colar em seu pescoço começou a brilhar. Mary mudou sua expressão para uma feição de surpresa e Emma e Regina não estavam entendendo.
Blanchard se colocou na frente dos dois e olhou fixamente para o colar e depois para Regina. Um sorriso sinistro apareceu em seu rosto:
– Finalmente nos reencontramos – uma onda de energia atingiu Regina e a levantou pelo pescoço. Emma gritou apavorada – Princesa Mérida!
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*Flashback*
– É simples assim!
– Simples? Quer dizer que eu vou ter que sair apalpando todas as garotas da escola e ver se esse colar brilha?
– Pra você isso não é simples, Hook? – Mary deu um sorriso safado e piscou para o garoto que também sorriu — Se você... E eu repito: você! Tocar na Mérida, esse colar vai brilhar... Mas se ela tocar em você não acontece nada! Então coloque a mãozinha boba para funcionar! — Mary riu
– É... Pensando bem... Não é tão dificil – Killian riu
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– S... S... So... Lara? – Regina falava com dificuldade seu rosto estava roxo devido à falta de ar. Emma estava em choque.
– Mérida querida! Achou que ia conseguir fugir, princesinha rebelde? Minha vingança finalmente vai se completar! – Mary tinha os olhos vermelhos de tanta ira. Mal percebia que, lentamente, Emma se aproximava das duas – Eu vou acabar com a sua vida, princesinha órfã...
Emma jogou todo o peso do próprio corpo contra o de Mary, causando a queda das duas. Regina desabou no chão tossindo descontroladamente
– Regina, CORRE! – Emma gritou para a namorada que olhou aflita para os olhos verdes da loira e se levantou depressa. A morena correu e Swan se desvencilhou da rainha caída no chão para fugir também.
Após alguns passos Emma sentiu algo agarrar seu pé fazendo-a cair no chão. Viu que uma raiz tinha se enrolado perfeitamente no seu tornozelo e, ao olhar para trás viu que aquele ramo estava sendo controlado por Mary.
A raiz começou a arrastar Emma de volta para Solara e Hook. A loira tentava, em vão, soltar a perna.
– RE, SOCORRO! – Emma gritou desesperadamente com a voz chorosa e cheia de medo. Regina se virou vendo o que não queria: sua namorada estava presa pela magia de Solara.
A morena tentou disparar campos de energia para soltar a menina mas sua magia não era forte o suficiente. Ela não sabia mais o que fazer e quando viu o sorriso cínico no rosto da rainha, se desesperou:
– Em... NÃÃÃÃO! -A princesa correu para tentar impedir o que ela previa que iria acontecer, mas já era tarde: Mary, Killian e Emma desapareceram em meio a uma fumaça roxa.
Regina caiu no chão como se um portal fosse se abrir ali. Ela não conseguia conter as lágrimas. A morena se culpava e se xingava. Não tinha conseguido salvar a garota! Ficou por um bom tempo ali se lamentando até que recobrou a sanidade e, encarando o vazio afirmou:
– Eu vou te salvar Emma! – ela fechou os olhos permitindo a queda de mais algumas lágrimas – Eu vou te encontrar... – ela viu que o anel que, um dia, tinha dado para Emma caído no chão. Dentro tinha o nome das duas gravado e a morena usava um igual. Ela apertou a aliança dourada na mão, beijou-a, levou-a até o peito e, apertando os olhos fez uma promessa – Eu sempre vou te encontrar!
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