Best Thing I Never Had
3 Capítulo 3 - I'm A Believer
Notas iniciais
Tudo bem?
Bom, finalmente estamos de volta com mais um capítulo e bom, agora sim que a fanfic começa a andar! Haha
Estamos SUPER felizes em saber que estão gostando tanto, de verdade, muuuuito obrigado lindas! ♥♥♥
Então, esperamos que gostem do cap., que foi feito com muito carinho e loucura. LOOOOL
E queremos reviews heim!
Boa leitura!
Beijooos :*:*
AMAMOS VOCÊS ♥♥
“Oh, love was out to get me, that's the way it seems, disappointment haunted all my dreams. Then I saw her face, now I'm a believer, not a trace of doubt in my mind, I'm in love”
Amber PDV
- Hey Amb, por que não vai dormir um pouco? Está tarde baixinha e amanhã você não ia sair com a Mandy e a Victoria? – Papai perguntou colocando a mão no meu ombro, estava de pijama, segurava um copo d'água em suas mãos e seus olhos estavam pequenos, quase como se ele fosse dormir ali mesmo, sorri fraco.
- Sim, vamos, e eu já estou indo pai, só estava terminando essa canção. – Respondi mostrando as folhas cheias de rabiscos e notas à minha frente, papai sorriu bagunçando de leve meus cabelos.
- Depois quero escutar, mas agora vou dormir antes que desmaie em cima de você. – Ele disse fechando os olhos e balançando, fingindo que iria cair em cima de mim, gargalhamos juntos. – Boa noite Amb.
- Boa noite papai. – Disse o abraçando forte enquanto ele me dava um beijo na testa, comecei a arrumar às folhas espalhadas em cima do piano enquanto ouvia seus passos se distanciarem.
- É Bieber, sua música está pronta, só espero poder tocá-la algum dia para você. – Sussurrei baixinho enquanto me levantava e caminhava vagarosamente até meu quarto, penteei meus cabelos e fiz uma trança solta, logo me ajoelhado à beira da cama e juntando minhas mãos em meio a meu colar com um pequeno pingente prata de crucifixo, e logo tratei de rezar, assim como fazia todas às noites desde que me entendia por gente.
- Senhor, muito obrigado por mais esse dia, por me dar tantas coisas, tantas alegrias, obrigado por me deixar viver mais um dia perto de minha família e amigos, pessoas que eu amo e desejo o melhor que possa existir, por favor Senhor cuide deles, não deixe nada de mal os acontecer, e assim lhe prometo dar o melhor de mim, peço Senhor que abençoe Justin, seja quais forem os problemas que ele esteja passando, oro por ele e agradeço se o senhor ouvir minhas preces, e mais uma vez, obrigado por mais esse dia. Amém.
Logo que acabei de rezar tratei de ir dormir, meu dia amanhã seria cheio, e com toda a certeza, maluco.
[...]
- VAMOS LOGO AMBER! – Mandy gritava batendo na porta do meu quarto com toda a força que podia, revirei os olhos dando uma última olhada na minha roupa e logo abrindo a porta, fazendo Mandy parar de bater na hora, antes que me desse um belo soco na cara.
- Já cheguei, poxa! E aliás, amei seu sapato. – Sorri encarando os sapatos de salto rosa chamativo de Mandy, que a fazia ficar uns sete centímetros mais alta que eu, não que me importasse, afinal já havia me acostumado. Mandy adorava saltos altos e moda, enquanto eu adorava minhas roupas normais e meus tênis confortáveis, tinha um visual mais romântico, e sinceramente, adorava isso.
- Obrigado, aliás, você tem que ver a roupa da sua tia, por isso eu amo a Vick! – Disse rindo e me puxando escada abaixo, corremos pela sala e logo encontramos tia Vick parada no hall da casa, conversando animadamente com o papai.
- Fala gatinhas, então, vamos? – Perguntou balançando as chaves do seu mais "novo" carro — um fusquinha um tanto velho, rosa e totalmente chamativo — na mão enquanto mastigava um chiclete, ri baixinho encarando a roupa da minha tia, que parecia ter 15 anos, me fazendo sentir uma velha perto dela. Porém tenho que admitir que a saia preta dela com bolinhas coloridas em relevo era simplesmente linda, me lembrava um estilo Katy Perry de se vestir.
- Claro, mas você vai dirigir? – Perguntei temerosa, encarando tia Vick que tinha um sorriso enorme no rosto, e logo virando o olhar para o papai que deu de ombros derrotado.
Afinal, pelo que me lembro, tia Vick rodou QUATRO vezes na prova da auto escola.
- Claro que sim! Finalmente peguei minha carteira, e rá, vamos agitar, vamos, vamos, vamos! – Disse animada puxando a mim e Mandy para fora de casa, lancei um último olhar de desespero para o papai mas ele deu de ombros me olhando como um pedido de desculpas.
É, não tínhamos outra opção, ou era a tia Vick ou não iríamos comprar os ingressos pra o show do Justin.
Deixei Mandy sentar no banco da frente, e ela e tia Vick passaram o caminho inteiro cantando, quer dizer, gritando as músicas que tocavam no rádio enquanto eu tentava me esconder.
- Chegamoooooooos!!! Temos que comprar os ingressos mais pertos do palco, porque daí uma de nós tem chance de ser escolhida como One Less Lonely Girl, e... – Tia Vick desandou a falar, como sempre acontecia quando ela estava animada.
Revirei os olhos, segurando uma risada. Pulamos para fora do carro e corremos para a fila que só aumentava. Eu sentia meu coração bater tão rapidamente que tinha certeza que ia desmaiar a qualquer momento. Nem queria imaginar como estaria no dia no show.
E eu tinha certeza de que não seria escolhida como OLLG. Mandy tinha muito mais chances do que eu. Ela era linda, maluca e carismática. E chamava a atenção de todos. Exatamente o que era necessário para ser escolhida. Mordi o lábio, triste. Mas sabia que, apesar de tudo, ficaria feliz se ela fosse escolhida.
Só notei que estava chorando de nervosismo quando tia Vick me olhou docemente.
- Awn, querida! Não precisa chorar. Nem você, Mandy. Vamos conseguir os ingressos e vamos aproveitar o show. JUUUUUUUUUUUUUUUUUUSTIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIN!!!!!! – ela gritou, fazendo-nos rir.
As outras garotas que estavam na fila olharam para ela como se fosse louca. O que na verdade, elas tinham toda a razão. Mas elas não sabiam como era se sentir assim. Elas eram fãs, nós éramos B-E-L-I-E-B-E-R-S. Até mesmo Vick. Nós ficaríamos com ele para o que der e vier.
- AIMEUSDEUSES, SOMOS NÓS!!!! – gritou tia Vick, correndo para falar com a atendente.
Revirei os olhos. Depois de ler Percy Jackson, tia Vick ficou com a mania de inventar palavras gregas e falar “ai meus deuses”.
- Tia Vick, só existe um Deus. – falei, olhando-a seriamente.
- Você não pode provar. – ela me mostrou a língua e se virou para a atendente, suspirei começando a discutir com Mandy os detalhes da camiseta e dos cartazes que iríamos fazer para o show enquanto tia Vick comprava os ingressos, porém um grito seu prendeu minha atenção e de muitas garotas atrás de nós na fila.
- Esses são os últimos ingressos da pista da frente! Oh deuses, ainda bem que conseguimos! – Tia Vick disse começando a beijar os ingressos em sua mão, vi algumas garotas bufarem decepcionadas atrás de mim, algumas até mesmo xingando tanto a atendente quanto o próprio Justin, revirei os olhos constatando que apesar de muitos fãs, aquele lugar também estava rodeado de vários posers, que infelizmente haviam comprado os ingressos antes.
- É isso aí, vamos lá! – Tia Vick disse animada, balançando os ingressos em suas mãos, entregando um em minhas mãos e saindo da fila abraçada com Mandy, enquanto às duas estavam ocupadas demais gritando e pulando, concentrei meus pensamentos na pequena garotinha que deveria ter uns 7/8 anos, atrás de mim.
- O que houve minha flor? – Perguntei colocando uma mecha de seu cabelo para trás, ela era linda, tinha olhos verdes e os cabelos castanhos, pequeninha e branquinha, parecia uma boneca de porcelana, tive que conter minha vontade de apertar suas bochechas vermelhas por conta do choro.
- Os ingressos do show do Jus esgotaram, e agora eu não vou poder ir, por que a mamãe disse que só me levava no show se fossemos na pista da frente, por que não tem tanta gente, pois sou nova demais! – Disse chorando mais forte, senti meu coração se apertar ao vê-la cobrir o rosto com às pequenas mãos, olhei em volta um tanto tonta, sem saber o que realmente fazer.
- E onde está a sua mãe?
- Eu me perdi dela, está...está dando tudo errado! – Disse triste e apavorada, respirando com dificuldade, tentando parar de chorar, encarei o ingresso em minhas mãos, intercalando olhares entre ele e a menininha à minha frente.
Eu amava Justin Drew Bieber, mais do que qualquer um poderia julgar, rotular ou medir, eu amava aquele garoto como ele nunca saberia, e sabia exatamente o sentimento de fã que aquela garotinha à minha frente tinha, e sabia que ela era tão nova para ter seus sonhos assim, arruinados.
Então de repente lembrei da manhã de ontem, quando encontrei Justin na rua, lembrei do que senti ao ver o garoto dos meus sonhos ali na minha frente, e de como aquele momento, por menor que tivesse sido, fora extremamente mágico e inesquecível.
Foi aí que descobri exatamente o que devia fazer.
- Hey...qual o seu nome? – Perguntei limpando algumas de suas lágrimas.
- Julie. – Respondeu em um fio de voz, encarando o chão, suspirei pesadamente fechando os olhos, seria extremamente difícil fazer o que viria a seguir, mas era o que eu devia fazer, eu sabia, eu sentia isso. E ainda que Mandy fosse me matar, ela veria que no final fizemos o certo.
- Então Julie, meu nome é Amber, e eu vou te ajudar a procurar sua mãe e ainda te vendo o meu ingresso pro show, que tal? Mas me promete que não vai mais chorar! – Disse estendendo meu ingresso em sua direção, e logo vi o rosto da garotinha se iluminar em um sorriso enorme, ela se jogou em meus braços e eu ri a abraçando forte.
- Eu prometo! Nossa, muito obrigado tia Amb! – Gritou animada me abraçando forte, sorri sentindo uma lágrima escorrer pelo meu rosto.
Eu estava feliz por Julie, ela realizaria seu sonho e por um momento senti que apesar das conseqüências tristes para mim, havia feito a escolha certa.
[...]
- Não acredito nisso! – Mandy disse um tanto irritada, se jogando no banco de trás do carro, suspirei fechando a porta com cuidado, eu havia encontrado a mãe de Julie, e eu e Many vendemos nossos ingressos para às duas, logo tia Vick vendeu seu ingresso para outra garota ali na fila, que estava acampada à dois dias e fomos comprar os ingressos para às arquibancadas, e apesar de estar tão decepcionada quanto Mandy não estava triste, estava feliz por Julie, sua mãe e a fã que tia Vick vendeu os ingressos.
- Fizemos o certo Mandy, fique feliz, nós vamos ao show, isso que importa! – Disse a encarando com um sorriso aberto, tentando confortar a mesma, Mandy acabou por se conformar, soltou um longo suspiro e logo sorriu junto comigo.
- Estou orgulhosa de você Amb, e tenho certeza que esse show vai ser demais de onde quer que a gente veja! – Tia Vick disse sorrindo, me abraçado de lado e logo dando a partida no carro, ou melhor, tentando dar a partida no carro.
Ah não, agora sim ferrou!
- Liga o merda, vamos! – Tia Vick gritou irritada girando a chave na iguinição e se abalançando pra frente e pra trás, Mandy gargalhou e eu encarei às pessoas indo embora do estádio. – Filha da putagem isso, argh! Vamos lá! – Gritou outra vez tentando acelerar o carro, ouvimos um rangido e logo o carro deu um solavanco, fazendo o cinto de segurança quase me enforcar e Mandy no banco de trás quase voar em cima de nós, logo o carro começou a andar sozinho e desgovernado e nós três começamos a gritar juntas, o vi andar em direção à um poste e fechei meus olhos vendo minha vida inteira passar diante dos meus olhos.
MEU DEUS DO CÉU, VAMOS MORRER!
- AI CACETE, ALGUÉM ME SALVA! – Mandy berrou no meu ouvido me fazendo saltar no banco, ainda de olhos fechados. – OLHA, VAMOS BATER, NÃO, NÃO, NÃO! – Foi a vez de tia Vick gritar e pronto, ouvi um barulho de batida e gritei o mais forte que pude junto com tia Vick e Mandy, pronto, já era!
- Nós morremos? – Perguntei baixinho, ainda de olhos fechados, ouvi uma risadinha e abri os olhos encarando Mandy que olhava maliciosa para fora do carro e tia Vick que parecia ter congelado.
- Ah, se eu morri devo estar no céu, por que noooossa...- Disse encarando um carinha lindo que passou no outro lado da rua e piscou para nós, para tudo!
Me virei para frente e vi que o carro havia apenas batido em uma lata de lixo ao lado do poste, respirei aliviada, apesar de ter sido muito constrangedor os nossos ataques, estava fez por ter sido apenas isso.
- Hey tia Vick, acorda! Precisamos ir pra casa, sabe é cedo ainda e esse bairro de Atlanta é perigoso. – Disse chacoalhando minha tia, que parecia ter derretido o cérebro, eu mereço mesmo.
- Você quis dizer perigoso pra caralho, né? Se ficarmos dois minutos aqui voltamos pra casa sem os rins, isso se voltarmos pra casa, né! Tô te falando. – Mandy disse nervosa olhando para os lados, revirei os olhos respirando fundo e dando um tapa na cara da tia Vick, fazendo-a finalmente acordar.
- Meu Deus, nós morremos? – Perguntou assustada se levantando rápido e dando uma cabeçada no teto do carro, fiz careta enquanto ela xingava até nossa primeira geração.
- Claro tia Vick, olha só, a Amy Winehouse! – Mandy disse tirando com a cara dela apontando para um carinha do outro lado da rua, rimos juntas enquanto tia Vick fazia caretas infantis para nós duas.
- Bom é melhor irmos antes que...
- Saiam do carro! – Um cara alto e meio gordo disse em uma voz grossa, parado em frente à porta da tia Vick, com alguma coisa nas mãos, arregalei os olhos e tia Vick soltou um grito abafado pelas mãos. – AGORA! – Dessa vez gritou e nós três imediatamente saltamos do carro, e perdão pelas palavras Senhor, mas...FUDEU A PORRA TODA, CACETE, CACETE, CACETE, AGORA SIM VAMOS MORRER MESMO!
- Por favor eu...- Antes que tia Vick pudesse terminar de falar algo o carinha mostrou o dedo do meio na nossa direção, abri minha boca totalmente incrédula.
MAL EDUCADO!
- Perderam minas, falow! – Disse entrando no carro e logo dando a partida, porém como o calhambeque da tia Vick era realmente velho e ainda tinha batido, o carinha andava em uma velocidade relativamente baixa, foi quando deu um estalo na minha cabeça, e eu e Mandy nos olhamos apavoradas.
- OS INGRESSOS! – Berramos começando a correr atrás do carro, tia Vick rosnou de raiva e arrancou seus sapatos começando a correr com nós duas.
- VOLTA AQUI FILHO DA PUTA! – Tia Vick gritou tacando com tudo o salto em suas mãos no vidro traseiro do carro, o carinha lá dentro gargalhou e só então tia Vick se tocou que aquele carro era dela. – NÃO! QUE MERDA, EU TE MATO! – Berrou mais furiosa ainda, mirando uma bicicleta rosa de rodinhas no jardim de uma das casas que passamos correndo, ela subiu desajeitada na bicicleta e começou a pedalar o mais rápido que podia em direção ao carro, tentando não cair de boca no chão, enquanto eu e Mandy a seguíamos totalmente loucas e descabeladas.
A cena seria realmente cômica se não fosse tão trágica. Eu somente rezava para tia Vick conseguir os ingressos de volta, ou sinceramente, acho que nosso sonho estaria acabado de vez.
Notas finais
Hum? Hum???
Haha
Até o próximo cap.!
Beijooos :*:*
AMAMOS VOCÊS s2s2
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