Best Friends
4 Controle
Notas iniciais
Bom, sem mais delongas, vamos ao qie interessa.
Divirtam-se.
Pov's Thomas.
Eu não devia contar, não queria. Mas ele insistiu, e como sempre, eu cedi às suas vontades.
Sua reação foi inesperada, mas ao mesmo tempo incrível. Ele disse que também me amava e então nós nos beijamos. Nossas línguas se enroscando numa dança sensual, minha mão em seus cabelos, sua mão em contato com a minha pele, fazendo-me gemer de tesão... E de repente eu parei. Não dava pra continuar, eu ainda não me sentia preparado.
Quando ele me preguntou se nós estávamos ficando meu coração doeu. Lembrei-me de quantas garotas deliravam por ele e decidi que eu não queria correr riscos, então o pedi em namoro.
Ele aceitou com um aceno de cabeça e um beijo de tirar o fôlego.
Depois disso nós descemos pra comer, ficamos jogando videogame com os meninos e voltamos para o nosso quarto. Trancamos a porta para podermos dormir na mesma cama e ficamos trocando carícias durante a metade da noite.
Acordei na manhã seguinte com beijos deliciosos no pescoço. Sem abrir os olhos comecei a acariciar seus cabelos e passei a mão de leve por suas costas.
-Bom-dia, amor- sussurrei.
Ele passou a língua por meu lábio inferior e mordiscou-o.
-E aí, namorado. Dormiu bem?
-Como um anjo. E você?
-Sonhei contigo.
Abri os olhos para fitá-lo. Seu sorriso era malicioso.
-Sonho bom?
-Maravilhoso! Acordei super excitado.
Me levantei rindo e fui no banheiro lavar o rosto e escovar os dentes. Quando voltei encontrei Lanza esparramado na cama.
Fiquei sobre ele e beijei-o com entusiasmo, deixando suas mãos subirem minha camiseta sem nenhum pudor...
Fomos interrompidos por uma batida na porta.
-Quem é?- perguntei ajeitando a blusa.
-O lobo- mau- disse Koba.- Olha, não to querendo atrapalhar a reconciliação de vocês, mas é que já ta quase na hora do almoço.
Fitei o relógio aturdido. Já passava das 13h00.
-Descemos em um minuto- respondeu Lanza.
-Ok.
Os passos se distanciaram e Lanza me deu um selinho.
-Quando será que nós vamos poder ficar sozinhos? A gente nem tem tempo de se curtir.
Engoli em seco. Eu ainda não me sentia preparado, mas como contar esse tipo de coisa sem magoar seu namorado?
-Vamos descer logo antes que eles desconfiem- eu disse de cabeça baixa.
Descemos as escadas correndo e encontramos Pe largado no sofá com umas olheiras terríveis.
-Você não dormiu?- perguntei
Ele meneou a cabeça.
-Você sabe que eu odeio claridade.
-Pensa pelo lado bom: hoje é dia do Koba não dormir.
Sufoquei o riso. Koba simplesmente morre de medo de escuro e Pe só dorme no breu total, consequentemente eles vivem revezando quem vai ficar sem dormir.
-Bora dar um mergulho na piscina? Ta um sol lindo aí fora- disse Koba.
-To dentro- empolguei-me.
-Eu também- disse Lanza.
Pe apenas se enroscou no sofá e fechou os olhos.
Demos de ombros e corremos para o sol que nos aguardava.
Arranquei a camiseta num gesto rápido e dei um mortal, espirrando água pra todo lado.
-CONVENCIDO!- gritou Koba que se juntou a mim com outro mortal.
-Lanza, você não vem?- perguntei fazendo bico.
Meu namorado riu e pulou de cabeça, muito mais suave.
Ficamos zuando e falando merda durante mais de meia hora, até que Koba se levantou.
-Bom, vou arrumar o almoço e tentar rebocar o Pe do sofá. Vocês ficam?
-Sim. Quando o rango tiver pronto avisa.
-Ok.
Nosso amigo se afastou e eu me encostei na borda da piscina.
Lanza se postou ao meu lado e entrelaçou nossas mãos.
-Eu quero te beijar- murmurou.
-Aqui não! Os meninos podem ver.
Ele parou na minha frente e acariciou meu rosto.
-Ninguém te falou que perigoso é muito mais divertido?
Me deixei levar por seus toques. Quando fechei os olhos sua boca ja estava na minha, nossa línguas disputando a liderança de uma forma quase violenta, minha mão firmemente enroscada em seus cabelos, seu corpo pressionando o meu com tanta força que eu mal podia respirar. Eu podia sentir os volumes sob nossas bermudas se roçando, pedindo por um contato maior.
Afastei-o para tentar clarear as ideias.
-Lanza, nós não...
Antes que eu pudesse terminar a frase seus lábios já estavam em meu pescoço, e de repente já não havia mais controle algum. Sua boca macia e quente em contato com a minha pele gelada me fez gemer de prazer, a pressão entre minhas pernas era tão forte que chegava a doer.
-Eu te amo- ele sussurrou entre meus lábios.
-Também te amo- respondi com voz trêmula.
Voltamos a nos beijar. Dessa vez com menos urgência, aproveitando melhor o contato entre nossas línguas.
Suspirei e apoiei minha cabeça em seu ombro.
-Eu não to preparado- desabafei.
Silêncio.
-Não to preparado pra transar contigo- completei.
Ele beijou meus cabelos.
-A gente conversa depois do almoço. Vamos entrar?
Assenti e saí da piscina, sendo seguido por Lanza segundos depois.
Quando chegamos à cozinha o delicioso — e conhecido- cheiro de macarrão com salsicha dominou nosso sentido olfativo.
-Vai demorar muito?- questionei.
-Cinco minutos- respondeu Koba.
-Vou tomar um banho enquanto isso- anunciou Lanza.
-E eu vou usar o quarto de vocês pra fazer o mesmo- disse eu.
-Só não demorem muito- aconselhou Koba.
Entramos em nossos quartos aliviados e Lanza me deu um selinho rápido.
-Nos encontramos lá em baixo?
-É.
Peguei uma toalha, uma muda de roupa decente e fui tomar banho.
Abri todo o registro e deixei a água quente escorrer, aliviando-me
De olhos fechados relembrei a cena da piscina. Seu corpo roçando no meu, seus lábios na minha pele...
Respirei fundo para tiras esses pensamentos da cabeça e fechei o registro
Quando voltei ao quarto- ja totalmente vestido- deparei com um retrato de nós quatro. Fiquei olhando a foto duarante algum tempo com a leve sensação de que eu estava traindo meus melhores amigos.
Suspirei e voltei à cozinha, onde encontrei todos reunidos.
-A gente só estava te esperando. Por que você demorou tanto?- perguntou Koba.
-Fiquei perdido em pensamentos.
-Que tal a gente comer logo? Eu to morrendo de fome- disse Pe.
Agradeci-o metalmente e comecei a me servir.
Nosso almoço foi tranquilo e cheio de brincadeiras, tudo muito Restart. A louça sobrou para mim e pro Lanza e de pois de tudo arrumado nós voltamos ao nosso quarto.
Ele trancou a porta, se sentou na cama e me fitou seriamente.
-Por quê?
Sentei-me de frente pra ele.
-Não sei! Isso tudo é muito novo pra mim, eu ainda não me acostumei à ideia de ser gay e de estar apixonado pelo meu melhor amigo.
Lanza riu.
-Essa parte eu consigo entender, mas o que o sexo tem a ver com isso? Você não sente tesão por mim?
Revirei os olhos.
-Você não tem noção do vulcão que se torna o meu corpo quando você me toca, mas é que eu ainda não estou pronto. Eu não sei o que fazer, não sei como agir... Eu me sinto um virgem!
Ele acariciou meu rosto.
-Você esquece que eu também nunca tive esse tipo de experiência.
-Eu sei! Mas você sempre foi mais corajoso que eu. De boas, eu vou precisar de mais um tempo... Será que você pode me esperar?
Ele me abraçou.
-Vou esperar o tempo necessário até você se sentir seguro.
-Obrigado- murmurei contar seu pescoço.
Nos beijamos durante longos minutos e quando nos separamos Lanza se pronunciou.
-Thominhas, nós ainda temos um outro problema pra resolver.
-Qual?- perguntei sem entender.
Ele suspirou.
-O que nós vamos fazer com relação a Pe e Koba?
Engoli em seco. Para aquela pergunta eu não tinha nenhuma ideia de resposta.
Notas finais
Espero que tenham gostado e obrigado pela paciência.
Beijos.
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