Berklee Romance

42 Capítulo 42, L.A Baby - Part II


Notas iniciais
Hey :) 8 capítulos pro fim da fic...

POV DEMI

Los Angeles era uma cidade muito, mas muito bonita. Também era encantadora. Acho que eu gostaria de morar lá, pois apenas ao passar por alguns lugares de taxi, já estava gostando. Joe e eu nos hospedamos em um hotel pelo fato de a casa não estar arrumada ainda e nós iriamos providenciar isso o mais rápido possível. O hotel era extremamente confortável, e estava ótimo para passar algumas noites, ou até mesmo uma.Assim que acordei, já uma hora da tarde, observei um bilhete deixado por Joe na cômoda ao lado da grande cama de casal na qual eu dormia.

''Fui pegar a chave de nossa casa e comprar um carro. Volto logo, Joe.''

O fato de nossa casa ser mobiliada já ajudava muito, com os móveis planejados e eletrodomésticos mais modernos possíveis. Só precisaríamos comprar o básico e pronto.

Levantei-me da cama ainda sonolenta e fui até o banheiro escovar meus dentes. Minha cara estava horrível; parecia que eu nem havia dormido. Dei um suspiro ao olhar minha imagem no espelho. Tirei toda minha roupa e entrei dentro do chuveiro, regulando-o para a água morna. Procurei não molhar os cabelos, e dei uma boa lavada em meu rosto. Ao sair do box, comecei a sentir frio e me enrolei na toalha imediatamente, saindo do banheiro e vestindo uma roupa qualquer que achei na mala.

Penteei meu cabelo e fiz um rabo de cavalo, logo depois jogando um óculos preto Ray Ban que eu tinha. Eu iria almoçar, poderia esperar por Joe, mas estava com fome. Fiz o mesmo que Joe e deixei um bilhete no mesmo local aonde ele deixou o seu, dizendo que estava no restaurante, caso ele chegasse. Saí do quarto e dirigi-me até o restaurante do hotel.

O local estava cheio, principalmente de homens com ternos e mulheres metidas a madame. Sentei-me em uma mesa do lado de fora do ambiente, em uma varanda, aonde estava mais calmo e logo depois fui atendida por um garçom simpático.

– Olá, senhorita. O que deseja? – perguntou-me com um sorriso.

– Uhm... Pode ser um salmão com salada mista. – pedi e o garçom anotou o pedido em um bloco.

– E pra beber?

– Suco de laranja, por favor.

– Certo. – o garçom saiu de minha vista.

Ao esperar meu pedido, resolvi dar uma olhada em meu celular. Haviam mensagens de Selena e de Miley, e fiz questão de respondê-las imediatamente. Ousei em entrar em um site de fofocas e dei risada ao ver várias fotos de Joe e eu na página inicial.

– Eles não perdem tempo... – dei uma risada baixa.

Passando-se quase trinta minutos, meu pedido chegou. Perguntava-me como conseguem demorar tanto tempo para preparar uma coisa tão simples, acho que foi apenas pelo fato do local estar cheio. Agradeci o garçom, e comecei a comer. Estava divino. Enrolei para beber o suco, e minutos depois Joe chegou com o mesmo boné que tinha usado no dia seguinte e um óculos diferente.

– Boa tarde amor. – beijou-me na bochecha.

– Boa. – sorri.

Joe puxou a cadeira que encontrava-se na minha frente e a colocou do meu lado, já que a mesa era apenas para dois. Seus braços rapidamente ficaram em torno de meu pescoço e ele puxou meu rosto para um beijo.

– Boas notícias. – ele falou encerrando o beijo.

– Uhm? Quais? – perguntei.

– Eu comprei meu novo carro, já estou com ele. Fiquei um tempão na concessionária arrumando toda a papelada, mas tudo já está feito.

– Que bom, fico feliz. E qual você comprou?

– Bom, eu amo carros esportivos, então comprei um Audi R8 Quattro. Eu tinha um desses, porém era um modelo mais antigo e esse é um dos novos. Estou apaixonado pelo carro. – Joe falou deslumbrado.

– Apaixonado? Ei, vou ficar com ciúmes dele. – dei um tapa leve em seu ombro.

– Não vai não. – Joe deu um riso contido. – Eu te amo.

– Eu te amo também. – selei meus lábios no dele. – E... Você precisa fazer a barba, Joseph.

– Eu faço. Outra notícia é que eu já peguei a chave de nossa casa, se você quiser nós podemos nos mudar hoje.

– É. Assim ficamos livres logo, né?

– Sim. Você já terminou de almoçar?

– Já sim. Vou pagar logo a conta e nós vamos embora.

– Não precisa. Vou pedir para incluirem na conta do hotel.

– Certo. Então vamos pegar nossas coisas.

Joe e eu nos levantamos e saímos do restaurante de mãos dadas. Ignorei todos os olhares suspeitos e seguimos até nosso futuro antigo quarto. Juntei minha coisas soltas e as coloquei dentro de minha mala; as coisas de Joe já estavam completamente arrumadas. Solicitamos a ajuda de alguns funcionários do hotel para o carregar das malas de Joe, que eram muitas e não demorou muito e nós já estávamos no saguão do hotel acertando a conta.

– São $ 2,459, senhor. – Joe tirou de sua carteira um cartão dourado, que foi passado na máquina. Instantes depois, guardou o cartão na carteira novamente já com a conta paga.

– Vamos, amor.

Joe novamente pediu a ajuda de alguns funcionários e solicitou dois taxis somente para levar nossas malas, dando o endereço certinho para os taxisitas. No carro de Joe, fomos apenas eu e ele. Realmente, o carro era lindo — todo preto, novo em folha. Maravilhoso. Eu gostava mais de carros grandes, como Land Rover, mas aquele realmente era impressionante. Deveria ter custado uma fortuna, porém Joe não precisava preocupar-se com dinheiro.

Chegamos em nossa nova casa. Era mais bonita do que nas fotos, com certeza. Era totalmente deslumbrante, a casa dos sonhos. Joe estacionou seu carro em nossa garagem, que cabia pelo menos seis carros. Enorme.

Entramos dento da casa, apenas uma palavra para descrevê-la: perfeita. Valia a pena o preço que Joe havia pagado, com certeza.

Ouvimos buzinas do lado de fora — eram os taxis que chegaram um pouco depois de nós dois. Nos ajudaram com as malas, e as colocaram em um corredor da casa. Joe pagou os dois taxistas, que foram embora satisfeitos. Um pouco depois, ajudei Joe pouco a pouco a carregar as malas até nosso quarto. Era enorme, e muito bonito. Parecia um daqueles quartos de filme, ou até mesmo de novela, das pessoas ricas. Bom, eu cresci no berço, sim, morei em uma casa chique, mas não tanto quanto aquela. Na verdade, eu me lembro vagamente, enfim, não gosto muito de lembrar de minha família.

Joe começou a arrumar suas coisas em seu enorme closet, e eu fiz o mesmo com as minhas. Lógico que eu teria que comprar outras roupas, porém arrumaria as que estavam ali presentes. Cada um tinha um closet, e ambos eram enromes. Eu teria que comprar muitas coisas pra encher aquilo ali. Joe tinha muita coisa e para ter uma noção, não conseguiu completar nem metade do closet. Além de roupas, eu teria que comprar algumas roupas de cama, toalhas, e também mantimentos, óbvio.

Não demorei muito para arrumar todas as minhas coisas em meu closet, e fui dar uma volta pela casa. Dessa vez eu tinha demorado, já que a casa era enorme, e voltei para nosso quarto.

– Acabei. – Joe falou enxugando algumas gotas de suor que caiam em sua testa. – Nós temos que comprar algumas coisas para comer depois. – falou pensativo.

– Sim, mas hoje podemos simplesmente jantar fora e amanhã resolveremos isso. Ok?

– Ok. Também acho melhor. Joe olhou em seu celular, havia uma nova mensagem. – Nick. – falou.

– O que houve? – perguntei.

''Joe, estavam tentando ligar para seu celular, porém estava dando fora de área. Enfim, foi marcada uma entrevista na Ellen DeGeneres, com nós três amanhã e ela solicitou a presença de Demi, vocês podem ir?'' – leu em voz alta.

– Claro. – respondi brevemente. Era uma maneira de assumir nosso namoro publicamente, de uma vez por todas.

– Certo. – Joe digitou uma mensagem rapidamente e guardou o celular em seu bolso, dando um sorriso logo em seguida. – Vou tomar banho, aí podemos sair para jantar fora.

– Tudo bem. – respondi.

Joe não demorou muito tempo no banho, e logo em seguida, tomei o meu também. Quando saí, Joe já estava arrumado e demorei um pouco para me arrumar. Vesti um vestido preto, como de costume, acompanhado de uma jaqueta de couro da mesma cor e salto alto. Deixei meus cabelos soltos e não preocupei-me muito com a maquiagem.

Eu e Joe saímos em seu carro em direção a qualquer restaurante que nos agradasse, e fomos parar em um francês. Quando eu ia sair do carro, Joe disse para que eu esperasse e abriu a porta para mim.

– Obrigada. – sorri.

Entramos dentro do estabelecimento, que por sinal, era muito chique e organizado. Havia um tipo de música ao vivo; um cara ruivo com um violão que trajava um terno descontraído e tocava músicas de amor acústicas. Sentamos-nos em uma mesa perto de uma janela, e fomos atentidos por um garçom com o típico bigode francês. Joe perguntou o que eu queria, e eu apenas respondi que era por sua conta.

Satisfeitos, nós saímos do restaurante e quando nós iamos para o estacionamento, flashes e mais flashes me cegavamm. Coloquei minha bolsa em minha cara e segurei forte a mão de Joe com a minha mão vazia, que me guiava até o carro.

Eu teria que me acostumar, não estava mais em Berklee, e Los Angeles é mais agitada que Boston, it's L.A, Baby. Bom, não seria tão difícil com um grande amor ao seu lado, e era tudo o que eu precisava.

Notas finais
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