Berklee Romance

34 Capítulo 34, Shut the door, turn the light off.


Notas iniciais
Esse capítulo é curto, mas sei lá, gosto dele. :')

POV JOE


Quando acordei, haviam cinco pessoas no quarto além do médico. Meu pai, minha mãe, meu irmão Kevin e meu suposto irmão Nick, do qual eu não me lembrava e que só fui me lembrar horas depois. Também havia uma garota muito bonita por sinal da qual eu não me lembrava, mas quando olhava para ela, ela não me parecia uma estranha. Era visível a frustração da garota no momento em que eu disse que não me lembrava dela e com a minha resposta, ela saiu do quarto sem dizer nenhuma palavra. Observei meus pais se entreolharem e meus irmãos suspirarem tristes, porém não disseram nada. Me senti como se tivesse quebrado um coração, mas não seria viável mentir sobre minhas lembranças. Meus irmãos tiveram que ir embora logo a tarde e meu pai também. Minha mãe ficou comigo, até no momento em que a mesma garota chegou novamente, a garota da qual eu não me lembrava, porém que sabia que se chamava Demi e que era minha namorada. Minha mãe tinha me falado, porém eu ainda não me lembrava de nada relacionado a ela. Era horrível, pois pelo o que minha mãe disse nós já namorávamos a meses e nenhuma memória vinha em minha cabeça, nada.


– Oi Joe, e Denise. – Demi falou.


– O que houve com seu rosto? Está um pouco roxo... – minha mãe perguntou.


– Nada demais. – não demorou para responder. – Como você está, Joe?


– Bem, Demi. – falei, encarando um pouco o rosto dela. Realmente estava roxo, parecia que tinha levado uma surra.


– Demi? – ela perguntou um pouco assustada.


– Minha mãe me disse quem você é. – sorri fraco para Demi; estava constrangido por não me lembrar dela. – Eu preciso me lembrar de você.


– É, eu também acho... – ela falou um pouco desanimada.


Nisso, Demi sentou-se na beirada de minha cama e nós dois ficamos nos olhando como se estívessemos nos vindo pela primeira vez.


– Vou deixar vocês dois sozinhos... – minha mãe falou e saiu pela porta.


– Ok, agora que estamos sozinhos você pode me dizer o que aconteceu. – falei direto.


– O que aconteceu o que? – perguntou se fazendo de boba.


– Com o seu rosto, e tal... – olhei para o rosto de Demi e ela tampou com a mão.


– Ja falei que não foi nada.


– Pode falar, nós somos namorados. – sorri. – Não somos?


– Somos, Joe... – retribuiu com um sorriso também.


Demi sorria para mim com um sorriso lindo, um sorriso verdadeiro. Quando nós estávamos conversando, de alguma forma eu me sentia totalmente a vontade com ela sem ao menos me lembrar. Pelo o que ela tinha feito por mim, ela deveria me amar muito e o mínimo que eu tinha que fazer seria me lembrar, mas tudo parecia tão difícil. Eu tentava forçar minha cabeça para tentar lembrar, mas nada vinha. Apenas o vazio, o vago, o nada.


– Então você pode se abrir comigo.


– Tudo bem. Ontem a noite eu estava saindo de um bar com um amigo e nós fomos vítimas de uma tentativa de um assalto, os ladrões tentaram nos roubar... – parecia triste, pois quando falava nem ao menos olhava par mim. – E um deles acabou me batendo, mas no final nós saímos em segurança.


– E a polícia conseguiu prender esses ladrões?


– Er... Se-sei lá. – ela gaguejou. – Acho que não, não fiquei lá para ver.


– Ah. – falei, e depois soltei um suspiro.


– E aí, quando você vai sair daqui? – Demi perguntou-me sem graça.


– Provavelmente semana que vem, depende muito.


– Suas fãs vão adorar.


– É, creio que sim....


– Eu também. – ela sorriu. – Bom, eu só vim ver como você estava, e já vi que está bem... Então, devo ir embora, você precisa descansar.


– Mas já? – falei e Demi soltou um olhar confuso sobre mim. – Fique mais, por favor.


– Não sei se devo, Joe. Olha, eu não quero que você se lembre de mim forçadamente, quero que isso ocorra naturalmente, entende? Eu já esperei muito tempo para nós ficarmos juntos, não tem problema esperar mais um pouco. Eu vou continuar te visitando, e uma hora você vai ter que se lembrar.


– Talvez se você me beijar... – ousei e Demi deu um sorriso e olhou para mim com um olhar tímido. Um olhar de como se não quisesse recusar.


– Não sei se devo também... – ela coçou a nuca e seus cabelos caíram em seu rosto. – Aliás, eu não devo. Eu vou embora, tenho algumas coisas pra fazer... Amanhã eu volto.


– Tudo bem. Volte mesmo, ok? Foi legal conversar com você. – dei um sorriso fraco.


Demi respondeu com um sorriso e saiu pela porta. Não entendi o porque dela ter recusado um beijo meu se era minha namorada, aquilo tinha me deixado extremamente confuso e sem reação. Eu fiquei com vergonha de ter tido um beijo recusado pela minha própria namorada. Talvez ela estivese confusa com alguma coisa, ou estivesse frágil. Pelo o que minha mãe tinha me dito, ela tinha passado por muita coisa pra ficar comigo e realmente me amava de verdade. Eu fiquei impressionado com tudo o que ela tinha me dito sobre ela e fiquei animado para lembrar-me logo de Demi.


Depois de alguns minutos de Demi ter saído, minha mãe voltou para o quarto com um donut em suas mãos.


– Encontrei com Demi no corredor, vocês brigaram?


– Não, porque?


– Ela não demorou muito tempo aqui...


– Ela disse que tinha assuntos para resolver.


– Espero que isso não inclua aquele amigo dela bonito que esteve aqui.


– Qual amigo? – perguntei um pouco enciumado.


– Não sei o nome dele, mas ele era bem bonito e olhava com um olhar apaixonado para Demi. Joe, ela é especial. Você tem que se lembrar dela logo.


– Você acha que ela irá me trocar?


– Não, claro que não filho.– levou sua mão vazia até meu cabelo. – Mas é que eu tenho certeza que está sendo difícil pra ela. Imagine se você não se lembrar dela?


– Eu vou, eu tenho certeza... E caso isso não aconteça, eu irei me apaixonar de novo, ela é tão linda e apaixonante. Não tem como deixar uma garota dessas ir embora.


– Isso é lindo de se ouvir, Joe. Vamos ter apenas paciência.


– É, claro. Tenho que pensar no novo álbum dos Jonas Brothers, assim quando eu sair daqui quero começar a produzí-lo.


– Calma, Joe. Eu sei que você está animado com a ideia, mas tenha um pouco de paciência. Talvez quando você sair daqui, precise de repouso domiciliar.


– Mas que bosta. – resmunguei. – Que graça tem sair do hospital e ficar preso em casa?


– Modere a boca, mocinho. – repreendeu-me. – É pro seu bem.


– Ah, claro. – revirei os olhos. – Wilmer irá vir te visitar mais tarde. Enquanto isso, tente descansar, Joe, ok? Não faça muitos esforços.


– Tá bom. – dei um pequeno suspiro. – Mãe, você lembra quando eu fiz Shane em Camp Rock, não lembra?


– Sim, eu lembro.


– Então... Estou me sentindo como ele. Lembra que ele procurava pela garota da voz que ele encontrou assim que chegou lá novamente? Mitchie... Demi é a ''voz'' que eu estou procurando, mas não consigo encontrar.


– Mas no final Shane encontra a voz; Mitchie.


– Sim. – sorri. – Vou ''encontrá-la''.


– É claro que vai. – minha mãe sorriu.


– Eu vou dormir um pouco, minha cabeça começou a doer... Tudo bem?


– Tudo, filho. Durma bem.


– Obrigado. Quando Wilmer chegar, me acorde.


– Claro.


Minha cabeça realmente estava doendo, era como se algumas memórias tivessem entrando novamente em meu cérebro, ou ficando claras. A primeira delas foi minha em uma boate me agarrando com uma garota e outra foi minha em um carro resmungando. A garota loira provavelmente seria Taylor que eu não me lembrava, porém minha mãe tinha me falado sobre ela. A terceira e última memória foi quando eu dava alguma aula e me virei para falar com uma pessoa, porém antes que eu pudesse ver quem era, eu apaguei.


Notas finais
Reviews?