Berklee Romance

35 Capítulo 35, My Heart Beats for Love.


Notas iniciais
Finalmente ♥

POV DEMI

Depois que eu saí do hospital aonde Joe estava, fui tomar um pouco de ar e pensar no que tinha acontecido lá. Era óbvio que eu queria beijar Joe e não acredito que eu tinha negado aquilo a ele, porém eu estava me sentindo confusa. Eram tantos pensamentos me atormentando que eu acabei fazendo a coisa errada, porém poderia ter sido bom eu ter negado. Liguei para Selena e nós conversamos quase uma hora e eu tinha contado tudo o que tinha acontecido: Sobre o assalto, sobre Ian ter me beijado e nesse momento Selena o xingou muito pois era visível ela ser ''Team Joe'' e também sobre o fato de Joe ter pedido para que eu beijasse ele. Tive que aturar Selena gritando histéricamente por ter achado fofo da parte dele e até achei ela mais exagerada do que Miley, que era a rainha dos exageros. Selena também me disse que tudo ficaria bem uma hora e que todo o sofrimento estava para acabar e aproveitou para dizer que ela e Justin praticamente estavam namorando e que no próximo feriado ele iria buscá-la em Berklee para eles saírem.

Aproveitei também para comprar algumas coisas no shopping e em meio de uma compra recebi uma ligação de Denise falando que ela tinha tirado uma cópia da chave da mansão Jonas e que era para eu ir buscar. Aquilo era provisório, bom, eu não pretendia morar na casa dos meus sogros apesar de ser enorme e quando Joe melhorasse queria que nós morassemos juntos. Não hesitei em ir buscar e quando eu fui, Joe dormia como um bebê. Minha vontade era que quando eu pisasse naquele quarto, ele já tivesse se lembrado de tudo, mas nem sempre nós podemos ter tudo o que queremos.

– Demi, querida, aqui está a chave. – falou entregando-me uma pequena chave dourada.

– Obrigada, Denise. – agradeci e sorri.

– De nada, Demi. – sorriu também.

– Joe é tão lindo quando está dormindo. – falou olhando pro filho.

– Ele é lindo sempre. – acrescentei.

– É. Menos quando xinga. – ela riu.

– Ele é engraçado xingando. – ri. – Como ele está?

– Joe está bem. Wilmer veio visitá-lo, porém ele não acordou por nada e nós dois ficamos apenas conversando. Não achamos viável acordá-lo.

– É bom que ele descanse, a cabeça dele deve estar confusa. Ele deve estar fazendo bastante esforço para se lembrar.

– O médico falou a mesma coisa. Quanto mais ele se esforça, mais fraco ele irá se sentir. Tem que ser natural.

Do nada, Joe começou a se debater na cama e nós duas nos assustamos. Denise correu e segurou os braços do filho que parecia estar tendo um pesadelo e eu gritei pelo médico que não demorou muito para chegar no quarto e aplicou uma injeção no braço de Joe que se acalmou imediatamente.

– O que aconteceu com ele? – perguntei já preocupada com medo de Joe ter piorado.

– Nada demais. – o médico falou arrumando seus óculos. – Joe deve ter tido algum tipo de alucinação ou pesadelo e acabou se alterando. Na injeção havia somente um calmante... Isso é completamente normal, não se preocupem. – nos tranquilizou.

– Ah bom né, pois era só o que me faltava se tivesse acontecido alguma coisa. – suspirei aliviada e olhei para Joe. Ele voltou a dormir como estava antes, calmamente.

– Eu tenho que olhar um paciente, caso algo mais ocorra, não hesitem em me chamar, ok?

– Ok. – Denise respondeu e médico saiu pela porta.

– Meu Deus, que susto. – minha mão estava no peito.

– Passou. Até dormindo Joe nos dá trabalho. – ela brincou.

– Verdade. – concordei.

POV JOE

Eu estava parado em uma sala enquanto observava eu mesmo em uma sala de aula. Era tudo tão estranho, haviam dois de mim ali, mas ninguém me via. Eu era invisível.

– Seu nome, por favor? – o outro Joe perguntou para a menina de cabelos negros.

Ele não obteve nenhuma resposta e estava visivelmente irritado com a menina, que era Demi, minha namorada. Eu estava me lembrando totalmente desse dia. Meu primeiro dia com Demi, o dia em que tinha a conhecido. O ''outro'' eu foi até Demi, que estava com fones de ouvido.

– Seu nome.

– Demi Lovato. – ela respondeu com um tom frio e voltou a olhar para fora da janela. De repente, comecei a sentir um formigamento em meu corpo e fui teletransportado para outra memória.

Novamente, eu era invisível e ninguém me via. Eu apenas observava. Eu e Demi estávamos nos beijando em minha casa e novamente eu tinha toda aquela memória de volta. Foi o dia em que eu a levei para passar um feriado em minha casa e nele ela conheceu meus pais, eu acabei me irritando com meu pai, roubei algumas drogas de Wilmer, Selena criou uma paixonite por Nick e tudo acabou bem.

Aonde Demi e o outro Joe se beijavam, apareceu uma enorme poça d'agua, mas somente eu a visualizava. Ouvi uma voz me dizendo para que eu pulasse nela, e eu o fiz. Dessa vez, fui teletransportado para outro dia, aonde eu e Nick conversarmos sobre Demi pelo telefone.

– Joe, e Demi, você está mesmo apaixonado por ela? – ele perguntava. – Hoje vocês fazem duas semanas de namoro.

– Não, cara. Eu amo Demi, eu não tenho dúvidas. Ela é tudo pra mim. – respondi.

Nesse momento eu cruzei os braços e sorri de mim mesmo.

– Fico feliz por você, irmão. Eu estou enrolado, mas acho que amo Miley. Ela trouxe as coisas boas de mim novamente, coisas que Delta tinha escondido.

– Peça-a em namoro, Nick.

– Não sei se devo...

– Você deve sim, você a ama. Não deixe ela ir embora, eu tenho certeza que ela também te ama, ok? Ela não é como a Delta. – eu sorri enquanto falava no telefone com meu irmão.

Eu tinha dado um empurrão no relacionamento dos dois e nem me lembrava disso, mas agora tudo tinha ficado claro. Foi uma das melhores coisas que eu tinha feito, pois Miley tinha sido feita especialmente para Nick e Nick para Miley e para falar a verdade, nunca tinha gostado de Delta. Ela era arrogante, metida e queria que todos mudassem para lhe agradar.

Mais uma nova memória estava voltando a tona, um dos dias que eu tinha brigado com Demi.

– JOE, ME DEIXE EM PAZ, OK? – ela gritava e corria para longe de mim.

– Qual é, Demi? – corria atrás dela incrédulo. – Você vai mesmo ficar com ciúmes de uma aluna insignifcante?

– Joe, qual parte do me deixa em paz você não entendeu? – ela tinha parrado de correr e tinha diminuido o tom de voz pelo fato dos outros poucos alunos estarem olhando. – Me. Deixa. – falou pausadamente.

– Eu não vou te deixar. Qual é a parte do ''não vou te deixar'' que você não entendeu, hein? – segurei suas mãos.

Dei risada observando eu e Demi brigando. Demi tinha se acalmado e nós dois fomos conversar em um lugar aonde não havia ninguém e nos reconciliamos com um beijo. Demi era do tipo estressada e se irritava facilmente, mas com o tempo eu tinha amansado a fera.

Eu tinha me lembrado de tudo. De tudo mesmo. De como eu tinha conhecido Taylor, antes de entrar na faculdade e começar a lecionar e do beijo que nós dois trocamos cujo eu me arrependia profundamente; um simples beijo que me infernizou por meses. Lembrei-me de Demi, de como a conheci, em Berklee e de como ela me tratava mal e de quando eu a salvei de Taylor. Lembrei-me de Selena e Miley, que eram como minhas irmãs mais novas e que se tornaram especiais para mim em tão pouco tempo... Lembrei-me do dia em que levei Demi para minha casa e as memórias desse dia tinham ficado mais claras ainda; eu tinha levado Demi para o mirante e nós nos beijamos. Lembrei-me do dia em que Taylor armou para separar Demi de mim com um beijo forjado e de como eu vi Demi com lágrimas nos olhos e um pulso totalmente machucado; uma poça de sangue no chão misturada com lágrimas de sofrimento causadas por um diabo loiro que leva o nome de Taylor Swift. Também do dia em que eu e Demi nos resolvemos ''graças'' a Justin e também da nossa primeira noite de amor que foi marcada para sempre, uma das melhores da minha vida. Demi tinha mudado tudo em minha vida, tanto que eu não me arrependia nenhum pouco por ter arriscado minha vida para salvá-la; não suportaria que ela ficasse no meu lugar e não sei se ela aguentaria o impacto de um tiro. Eu aguentei por tanto tempo por ela, nos tempos mais sombrios do meu coma eu continuava forte para não deixar Demi sozinha e também todas as outras pessoas que eu amo.

Contra minha vontade, fui teletransportado para um dos piores dias da minha vida. Um dia no qual tudo tinha mudado. O dia em que fui baleado. Eu estava caído no chão com Demi me segurando em seus braços e chorando como um bebê. Comecei a chorar também visualizando a cena; foi muito para que eu aguentasse. Corri até Demi e me ajolhei, e beijei seu rosto, porém o beijo foi atravessado, ela não podia me sentir, e ''eu'' mesmo estava deitado em seus braços. A ambulância chegou e me levou para o hospital e Demi me acompanhou em todos os momentos. Era estranho como eu via Demi todos os dias no hospital durante semanas, sendo que eu não podia vê-la por causa do coma, porém acho que aquela parte era fruto da minha imaginação, mas tudo que ela dizia era tudo o que eu ouvia em coma, todas as mesmas palavras, todas as conversas com minha mãe, meus irmãos, meu pai e até a briga que teve com Taylor cujo eu ouvia tudo e torcia para que Demi saísse vencedora, o que ocorreu.

Dessa vez, eu tinha acordado. Tudo era real, o sonho tinha acabado e vi minha mãe e Demi sentadas no sofá que se encontrava na frente de minha cama. Eu já me lembrava de Demi, de tudo que nós dois tinhamos passado, de tudo o que tinha acontecido e minha vontade era de me levantar da cama e beijá-la imediatamente. Comecei a fazer isso, até que fui impedido pela minha mãe, Denise.

– Joe, o que você está fazendo? Você não deve se levantar. – repreendeu-me.

– Mãe, me faça um favor?

– Sim, filho.

– Pode deixar eu e Demi sozinhos por alguns minutos? Nós precisamos conversar. – saiu como um cochicho e ela balançou a cabeça positivamente, saindo da sala.

– Demi... venha até aqui. – pedi.

– Sim, Joe? O que aconteceu? – ela perguntou.

– Eu me lembro de você. Eu lembro de nós. – peguei uma de suas mãos que estavam apoiadas no suporte da cama e sorri, fazendo com que ela sorrisse também. – Tudo não poderia ser esquecido tão facilmente assim, nada por fazer com que eu te esqueça, Demi, pois você é inesquecível. – tossi involuntariamente, ainda estava fraco. – Eu agradeço por tudo o que você me fez, você realmente me ama de verdade, e eu nunca tive dúvidas disso. Eu te amo, eu te amo demais, Demi. Não aguentava mais ficar sem você... Eu não posso viver sem você, você foi minha salvação, minha única esperança e se tornou na coisa mais preciosa da minha vida. – terminei e Demi já chorava. Estava tudo entalado em minha garganta adormecida por dias. Demi não me disse nada, apenas selou seus lábios que já estavam molhados por suas lágrimas.

Eu e Demi nos beijamos de uma forma tão apaixonada que até eu estava emocionado e também deixei que lágrimas escorressem em meu rosto. Depois de muitas coisas que tentaram nos separar, nós permanecemos com o amor e provamos para muita gente que ele é maior do que tudo.

Notas finais
Reviews?