Notas iniciais
Olá amores, estamos muito felizes por nossa inspiração cooperar em um momento tão importante, esse até agora é um dos nossos capítulos favoritos, talvez por que ele é fortemente emocional, então, quem for muito sentimental, principalmente as fãs do nosso querido Loki, aconselho lerem este capítulo com uma caixinha de lenços de papel ao lado, eu não preparei a Mari para isso e ela caiu de cara no chão e começou a chorar, então, é só um aviso. Outra coisa importante, aconselho lerem a primeira parte do capitulo ao som de "Ready aim fire" de Imagine Dragons, tem até parte da letra nela, ela está aqui como se fosse a mente de Loki. Queremos agradecer também a Delilah Ronnelle por mencionar nós duas no seu perfil, ficamos muito felizes (Mesmo você já fazendo parte da nossa família) Enfim, o link da música é esse:https://www.youtube.com/watch?v=flLxVHYKeyk. Boa leitura *.* Bec

Astrid estava se olhando no grande espelho do seu novo quarto.


–Como estou diferente!- ela pensou. –Minha vida mudou muito rápido, e eu? Mudei?- ela estava perdida em seus pensamentos.
–Um pouco talvez, mas nada para se preocupar. – ela ouviu uma voz familiar. Mas como ele sabia o que ela estava pensando era um mistério para ela. Ela virou-se e o ódio tomou conta dela quando viu que quem estava lhe dirigindo à palavra era mesmo Loki. –O que faz aqui?
–Não posso fazer uma visita a minha irmã?
–Nós dois sabemos que não somos irmãos.
–De qualquer jeito vim te fazer uma visita.
–Por quê?
–Por nada.
–Você sempre tem seus motivos.
–E você fala como se me conhecesse muito bem.
–Você acha que eu não te conheço? Veremos. – ela o desafiou.
–Você que pediu!-ele se aproxima dela fazendo-a recuar por instinto até que sente a parede atrás de si. –Você acha mesmo que me conhece Astrid Hofferson? Sabe de tudo que eu já fiz em toda a minha vida? Tem a capacidade de saber o quanto as pessoas me rejeitaram somente por não aceitarem quem eu sou de verdade?-ele gritava com ela e começou a ficar azul e seus olhos vermelhos a ponto de começar a assusta-la. –Do mesmo modo que está fazendo agora, muitas pessoas me insultaram e me deixaram de lado por quê? Medo. As pessoas tem medo de mim, só por que eu sou o monstro das histórias que os pais contam para os seus filhos irem dormir. -ele soca o espaço da parede um pouco acima da cabeça de Astrid a “prendendo” por conta da diferença de tamanho. -São todos iguais, quando temem alguma coisa que não conhecem. Transformam em criaturas repugnantes, vilões, monstros!-ele congela a parede, irritado. -Quando na verdade eles é que estão sendo os verdadeiros monstros!- Uma pequena lágrima escorre em seu rosto, mas Astrid a seca.

You close your eyes and the glory fades

Ready aim fire, ready aim fire away

How come I've never seen your face 'round here?

I know every single face 'round here

A man on a mission, changing the vision

I was never welcome here

Ready aim fire.

–Eu não penso assim.

–Pensa sim, para você eu sou um monstro, consigo perceber isso em seu olhar, mas você está certa! Eu sou um verdadeiro monstro. –ele se vira com força e joga as peças de vidro da mesinha que as continha no chão e se ajoelha na frente da mesma sem se importar com as pontas afiadas dos cacos de vidro que rasgam a pele de seu joelho manchando o chão com o vermelho de seu sangue, desce a cabeça até o encontro de seus braços apoiados a superfície, e finalmente se permite chorar ignorando a presença de Astrid por completo.
–Loki, acalme-se, você não é um monstro. –Ela tenta acalma-lo colocando a mão em seu ombro.
–Sou sim!-ele gritou e tudo em volta de ambos se transformou no cenário do pior pesadelo de Loki.
–O... O que é isso Loki?-Ele olha em volta e se assusta com a própria atitude.
–Me perdoe eu... -Ele suspirou e foi surpreendido com um abraço, que o fez esquecer tudo o que ele havia dito e vivido sobre ele mesmo e tudo voltou ao normal.
–Está tudo bem, nada disso é culpa sua. -ela deitou sua cabeça em seu peito.
–Obrigado. Minha irmã. –ele brincou e beijou seus cabelos.
–Disponha. Meu irmão. –Os dois riram até que alguém entra no quarto. Thor.
–Astrid voc... Ele ficou paralisado ao ver os dois se abraçando.
–Thor, não é o que você pensa, ele estava assustado, não aconteceu nada entre nós dois. –Astrid se soltou do abraço e tentou impedir Thor de fazer alguma coisa contra Loki, o que estava nítido em seu olhar.
–Eu confio em você Astrid, mas não confio nele. –Ele tenta alerta-la.
–Deixe que nós dois resolvamos isso sozinhos. – Loki disse olhando para Thor. –Astrid, por favor, você pode?
–Sim, mas vou ficar em alerta. –Ela disse e se retirou de seu quarto, encontrando Sif impaciente na porta.
–O que aconteceu?
–Loki estava se questionando, e ele acabou perdendo a sanidade e eu o ajudei, acabamos nos abraçando e Thor acha que aconteceu algo mais do que isso.
–E aconteceu?
–Não! Será que ninguém acredita em mim?
–Nós acreditamos, mas não... –Astrid a cortou.
–Não confiam no Loki, sei sempre a mesma história, só que... Ele não é como dizem.
–E como ele é?
–Bom, ele é... -um som alto pelo que parecia ser um vidro se chocando contra a parede cortou a fala Astrid e elas foram apressadas ver o que havia acontecido.
–NINGUÉM NUNCA VAI TE ACEITAR COMPLETAMENTE, NOSSO PAI NUNCA VAI TE ACEITAR, EU NUNCA VOU TE ACEITAR, E NOSSA MÃE MORREU NÃO TE ACEITANDO COMPLETAMENTE... MONSTRO! –Thor grita e aponta o martelo para Loki, que está caído no chão já ferido tanto por causa da luta tanto emocionalmente com as palavras daquele que a vida inteira o chamará de irmão, mas isso tinha acabado, Thor iria mata-lo e quando estava prestes a fazer isso as duas entraram no quarto e Astrid olhou com ódio a cena.
–Como você pode?-ela diz a Thor decepcionada. –Não fazia ideia de que você era capaz de chegar a esse ponto.
–Eu estava te protegendo dele.
–Eu não preciso de sua proteção. –Astrid arrancou o anel e jogou o mesmo aos pés de Thor.
–Astrid... –Ela o ignora e vai até Loki que está quase morrendo.
–Loki, me escuta eu estou aqui, olha para mim Loki. – Ela segurou seu rosto o forçando a olhar em sua direção e ele notou que ela estava chorando. –Não se preocupe você vai ficar bem, só presta atenção em mim. –Sif se aproxima. –Sif, chame os guardas, por favor.
–Ok. –Ela caminha apressadamente até a porta, mas sem perder a oportunidade de lançar um olhar mortal a Thor, como se dissesse “Você não devia ter feito isso com ela”.
–Vai ficar tudo bem Loki, você vai ficar bem, eu vou te ajudar a sair dessa. –Ela dizia torcendo para ele ficar acordado.
–Astrid... Minha irmã — ele se esforça para falar e mesmo assim sua voz sai rouca e falha.
–Shiii... — ela encosta o dedo indicador nos lábios gelados de Loki. — Não se esforce, respire fundo e olhe nos meus olhos. — Ela segurou sua mão.-Eu estou aqui, sou sua irmã, por favor, fique acordado, por mim.-Ele apenas concorda com a cabeça e tenta sorrir.
–Me desculpe. –E desmaia.
*****
E longe, muito longe de deuses argardianos e de robôs, havia uma loira de olhos azuis cansada de tudo. Cansada e aliviada. Pela verdade que fora contada.
Creio que você se lembre de Elsa e Anna. As duas irmãs com um passado muito perturbado. E que agora não havia mais segredos...
Elsa acordara na cama do hotel. As marcas das lágrimas da noite que passou chorando teimavam em continuar no seu rosto. Mas apesar disso, permitiu-se sorrir. Isso pode parecer louco e sem sentido, mas pela primeira vez em anos ela sentiu-se livros. Não havia segredos, não havia mentiras que a afastavam de sua irmã.
Ela esperava...
As cortinas continuavam abertas e aquele sol, que nada esquentava com aquela neve toda que caíra durante a noite, pareceu dar Bom Dia à Elsa.
–Bom Dia – ela murmurou sua resposta.
Ela respirou bem fundo e foi tomar um banho, para lavar de vez a noite mal dormida. Entrou na banheira e quando se sentiu mais do que bem, pegou o seu celular cuidadosamente da mesinha ao lado dela.
Discou o número e a foto do Jack apareceu na tela. Sorriu quando ele atendeu.
–Alô ?
–Bom Dia Jack.
¬¬¬- Olá Elsa, bom dia ¬– Elsa sorriu ainda mais quando percebeu que a voz de Jack animou-se ao perceber ser ela. – A que devo a honra de escutar sua voz nessa linda manhã ?
–Deixe de ser bobo Jack – ele riu.
–É sério Elsa, sua voz é linda e a dona dela mais ainda – Elsa corou fortemente e ficou feliz de não estarem frente a frente para que ele a visse.
¬-Bem, obrigada. Mas respondendo a sua pergunta... A minha irmã ligou-me ontem e... Acho que preciso contar algumas coisas para você. Acho que posso confiar em você – ela mexeu na espuma que se formou na banheira, que lhe davam coragem para falar.
Jack estava no apartamento que dividia com o Soluço acompanhando as notícias do amigo e de seu robô. Mas a quem ele queria enganar? Pensava apenas no beijo que Elsa lhe dera no seu último “encontro”.
Quando ouviu a voz da encantadora lourinha, não pode impedir que seu coração acelerasse. E vendo que ela criava coragem para dizer tudo aquilo, não se reprimia de sentir orgulho dela.
–Elsa eu não quero que se sinta pressionada a contar nada para mim. Quando você estiver pronta...
–Eu estou pronta, Jack – ela interrompeu. – Eu estou feliz, eu estou sentindo-me livre novamente. Embora a minha irmã... Embora ela não tenha dito nada para mim que comprovasse que me perdoava... Eu confio em você Jack. Você... É um dos únicos amigos que tive em anos... E... Eu creio que posso confiar em você.
–É claro que pode. É claro que... Você pode Elsa – ele sorriu com a maior felicidade do mundo. – Onde quer me encontrar senhorita? – Elsa riu.
–Bom, pode ser naquela praça que você mostrou para mim na primeira vez que te encontrei. Acho que ainda consigo chegar lá.
–A Praça do Lago Congelado? Tudo bem, encontro você lá.
–Até logo Jack.
–Até logo Elsa.
Elsa tentava tirar o sorriso bobo da cara.
–Elsa, Elsa, você já está velha demais para paixões adolescentes – ela falou para si mesma e saiu da banheira para vestir-se.
*****
Quando Elsa chegou ao Lago Congelado procurou por Jack por todos os lados.
–Eu espero estar no lugar certo – ela murmurou e sentou-se num dos bancos de frente para lago.
Jack chegou logo depois e a avistou de longe sentada. Sorriu. Aproximou-se por trás dela e a abraçou. Ela pulou com o susto.
–Te assustei? – ele perguntou rindo.
Elsa deu um tapa de leve nele.
–Menos brincadeiras Jackson Frost – eles sentaram-se um do lado do outro no banco. – Obrigada por ter vindo Jack – ela olhou profundamente em seus olhos.
–É claro que eu viria. Pode contar comigo.
Eles ficaram olhando para o lago e Elsa começou a contar sua historia.
–Lembra quando eu disse para você que me afastei da minha irmã por um bom tempo?
–Lembro sim – Jack respondeu.
–Bom, tudo isso começo quando eu ainda era bem pequena e a Anna um bebê...
Relembrar daquilo tudo já era bem doloroso. Relembrar tudo aquilo dois dias seguidos era insuportável. Mas Elsa avançou na história, deixou algumas lágrimas caírem embora ela tentasse segurá-las. E então ela chegou num ponto crítico da sua história. Ela parou e Jack julgou ser o fim da história.
–Isso é terrível Elsa – ele levantou-se do banco. — Se um dia eu encontrar o Drago eu...
–Ainda não acabou Jack – ela fechou os olhos e disse.
–Ainda não? – ele perguntou sentando-se.
–Não. Agora... Lembra-se que eu te disse que era apaixonada por esquis? Bom, parte disso veio dos meus pais. Mas eu sempre fui encantada por eles. Pelo gelo, por tudo. Eu pensei que tinha esquecido com o tempo. Mas quando voltei do meu curso de Botânica percebi que não. Eu continuava com essa paixão. Então eu descobri sobre a Competição Mundial em Sortland. E procurei uma equipe para entrar. Mas a minha irmã... Ela não podia descobrir nada. Então entrei para uma equipe. Para a equipe Alpha’s – ela parou a história e olhou para Jack. – E o técnico... Era o Drago.
–O quê? – ele perguntou.
–Sim, era o Drago. Ele não me conheceu logo de início, mas eu nunca me esqueceria daqueles olhos. Não disse meu sobrenome e falei que gostaria de ser chamada de Esquiadora Misteriosa. E bom... Quando... Você perguntou se eu gostaria de ir à competição... Eu tive que negar Jack. Ninguém poderia descobrir quem eu era. A minha irmã não podia. O Drago não podia – ela tremia e chorava enquanto falava.
–Calma – ele disse e a abraçou. – Fique calma, não precisa continuar.
Ela recuperou-se aproveitando a segurança daquele abraço e respirou fundo.
–Sim, eu preciso. – ela separou-se dele. – Drago descobriu quem eu era no dia da Competição. Ele queria ganhar a todo custo aquela Campeonato. Ele é doente na realidade. Então ele sabotou a equipe Guardians. Ele fez algo com os esquis e eu descobri. Mas ele ameaçou-me como há anos ameaçou meus pais. Eu engoli aquilo e jurei a mim mesma que quando terminasse o Campeonato eu nunca mais iria querer ver aquele cara. Eu não podia acreditar que havia me submetido àquilo. Mas avancei. E queria que você ganhasse Jack. Estava só nós dois na final. E eu pensei que o seu esqui não havia sido sabotado e... Eu não sei como pude ser tão idiota. Mas ele ameaçou você também. Eu tentei parecer que não me importava com você, mas ele deve ter percebido. E... Eu te ajudei naquela hora, mas no final eu ganhei a competição. Eu... Eu me odiei por isso na verdade. E aquele louco do Drago ainda me maltratou. Eu o denunciei, mas ele mudou de nome. E nem ao menos peguei o nome verdadeiro. Como eu sou burra Jack. Como eu fui e sou burra – ela colocou as mãos na cabeça e permitiu-se chorar. – Desculpe pela competição. Perdoe-me por favor.
Jack processou aquilo tudo. Não, a culpa não era dela. E ele não a deixaria pensar desse jeito.
–Olha Elsa, a culpa não é sua. Sei que você agiu sem pensar, mas o Drago é cruel. Você não precisa me pedir perdão Elsa. Eu que preciso agradecer por você ter me ajudado. Estou em dívida com você loirinha...
Elsa riu e olhou em seus olhos.
–Obrigada. Por tudo. Por ter me escutado, por ter me consolado. Por estar sendo meu amigo agora e... Obrigada Jack.
Ele enxugou as lágrimas do rosto dela e sorriu.
–É um prazer ajudar você Elsa.
Ele aproximou-se dela com um sorriso retribuído por ela segurando o rosto da loira.
–Estamos jogando um jogo muito perigoso Elsa. Eu posso estar me apaixonando por você.
Ela arregalou um pouco os olhos e o seu coração acelerou. Ele está se apaixonando por mim. Ele está se apaixonando por mim. Ela repetia para si mesma.
–Sim – ela respondeu. – Estamos jogando um jogo muito perigoso.
E quando os dois beijaram-se, o coração de ambos fora aquecido. Aquele sentimento precoce aqueceu a fria neve de Sortland.

Notas finais
Espero que tenham gostado, até o próximo capítulo (provavelmente amanhã) Bec