Notas iniciais
Olá amores, eu sei que devem estar querendo cortar minha cabeça na guilhotina, mas eu tive um motivo, entrei em um bloqueio criativo profundo e até cheguei a pensar que ficaria louca de não conseguir escrever, receei até que tivesse perdido meu dom, mas passou e aqui estou à vocês, assim sendo, boa leitura. Uma Viking Anônima

–E agora milady, eu lhe apresento... –Soluço puxa o pano que cobria o robô. -...O novo Banguela, o nosso dragão.

–Uau! Ficou incrível Soluço!-Astrid disse encantada.

–Quer ver como funciona?

–Sim! –Ela respondeu animada. Ele então segurou sua mão e a levou até Banguela.

–Que tal voarmos um pouco?

–Mas é claro! –Ela entrelaçou os braços na cintura dele.

**

–Está tudo muito parado por aqui. –Disse Lady Sif se acomodando no sofá.

–Bom, a paz está estabelecida nos nove reinos, então, a não ser que alguém se rebele, tudo vai ficar muito parado por aqui.

–Ele tem razão. –Alguém entra na sala.

–Oi gente. –Astrid os cumprimenta animada.

– Oi Astrid!-Todos a cumprimentam, e Soluço e Banguela aparecem.

–Oi. –Soluço os cumprimenta.

–Eu trouxe meu namorado... E o dragão dele.

–Então você é o famoso Soluço! –Loki diz animado.

–Prazer...

–Loki Odinson.

–Aproveita que ele está de bom humor Soluço. –Astrid disse.

–O que quer disser com isso? –Loki pergunta.

–Nada... Então Soluço, você já conheceu o Loki, e esses são Thor.

–Oi!

–Fandral.

–Oi!

–Hogun.

–Oi.

–Volstagg.

–Olá.

–E a digníssima, Lady Sif.

–Oi!

–E esse ai, quem é? –Thor perguntou.

–Ah, esse é o Banguela, nosso dragão robô sentimental.

–Uau! Ele é lindo! –Sif o elogiou e ele abriu um sorriso envergonhado. –Enfim, que tal você levar o Soluço para conhecer o castelo Astrid? Nós ficamos aqui com o Banguela.

–Ok então, vamos.

–Sim, obrigado Sif.

–Disponha.

**

–José, eu não entendo, por que isso tinha que acontecer comigo? –Diz Rapunzel chorando abraçada a José.

–Você vai ficar bem Rapunzel.

–E se eu não ficar?.

–Rapunzel, a doença não tem nem um mês, você vai conseguir, é só você fazer o tratamento que vai ficar tudo bem, confia em mim. –Ele diz a abraçando um pouco mais forte.

**

–Como aqui é lindo... –Comentou Soluço olhando para toda Asgard na sacada do Grande Salão.

–Sim, mas fica ainda melhor com você aqui. –Disse Astrid e Soluço sorriu e olhou profundamente para os olhos azuis de Astrid que brilhavam com a luz da cidade os iluminando.

–Sabia que você é a pessoa mais linda de todos os mundo.

–Impossível.

–O que estou dizendo não é IM-possível, é possível, tão possível que você existe, e está aqui, na minha frente. –Eles então selaram um beijo calmo e doce.

**

–Droga! –Anna reclama errando pela décima vez o traço do delineador. –Onde eu coloquei o algodão? –Anna procura rapidamente o algodão nas gavetas. –Achei!

O celular toca.

–Alô?

–Oi Anna. –Elsa diz desanimada.

–Oi Elsa, espera só um minuto, vou te colocar no viva-voz. Pronto.

–Vai sair com o Kristoff?

–Sim.

–Usa o vestido tomara que caia vermelho.

–Obrigada.

–Então, na verdade, eu te liguei para contar uma péssima notícia.

–Sério! Bem quando estou saindo, bom, fazer o que, conta ai.

–A Rapunzel está com câncer.

Anna entrou em choque.

–E-Elsa... Isso é sério?

–Sim. –Anna ficou muda.

–Anna?

–Olha, eu vou ter que desligar Elsa, tchau. –Anna desligou o telefone.

–Tchau... –Elsa disse já para o nada.

**

–Então, podemos deixá-lo aqui?

–Olha, acho que para isso vocês têm que falar com o Pai de Todos.

–Certo então.

–Querem que nós os acompanhemos? –Thor perguntou.

–Pode ser.

Eles vão até a sala do trono.

–Pais de todos. –Todos os reverenciam.

–Olá.

–Pai de todos, queremos permissão para guardar um robô em Asgard.

–Perante as leis de Asgard é proibido manter robôs de qualquer outro mundo no castelo.

–Mas e se transformasse-lo em um dragão de verdade? –Loki sugeriu.

–Bom, então não vejo problema.

–Mas como vamos fazer isso Loki? –Sif perguntou.

–Até breve pai de todos. –Loki disse e os outros também logo depois. –Sigam-me.

Ele os levou até a biblioteca.

–O livro está por aqui... Transfiguração! Esse aqui. –Ele retirou da estante um grande livro dourado e o colocou na mesa. –Hm... –Ele começou a folhear as páginas. –Aqui!-Ele disse animado e depois começou a ler. –Bom, pelo que está escrito, precisamos de um sopro de vida e dos filhos de Ivaldi.–Mas como faremos isso se Brokkr e Sindri não podem vir até aqui?–Não precisamos, é só irmos até lá, aqui diz que depois da transformação o sopro de vida pode ser concebido em até vinte e quatro horas.–Então o que estamos esperando? Vamos até Nidavellir!**

Aconselho está música a partir deste ponto:

https://www.youtube.com/watch?v=BXCt9i9fh5o

O outro dia amanheceu como qualquer outro, frio, com a névoa cobrindo a cidade a cidade e o céu nublado. Soluço havia acordado com o barulho de seu despertador, que ele achava irritante e desnecessário, porém, gostava de sua vida organizada, e isso incluía ter uma rotina de sono. Então ele se levantou, puxou a persiana e ficou observando a rua coberta de neve por alguns poucos minutos, e depois foi em direção ao pequeno banheiro de seu quarto e lavou o rosto tentando inutilmente se despertar e mandar a preguiça para longe. Quando terminou de se arrumar tentou ajeitar os cabelos uma última vez a fim de ficarem com uma aparência aceitável, digamos assim, foi em direção a escada e percebeu que a porta do quarto de Jack estava entreaberta, e decidiu verificar por que. Quando chegou mais perto percebeu que o motivo era um tênis virado de cabeça para baixo que estava preso entre a porta e o batente, então o chutou e abriu a porta com cuidado para não fazer barulho e se deparou com Jack roncando igual um porco com metade do corpo na cama e a outra metade no chão e o cobertor enroscado entre suas pernas.–Como ele consegue? –Soluço se perguntou em voz alta e sentiu seu celular tremer no bolso, então o pegou e viu que era uma mensagem de Astrid no Whattsap.“Já está acordado?” –Ela sabia que ele estava mas perguntou do mesmo jeito.“Sim, bom dia minha loirinha” –Ele respondeu.“Quer vir aqui ler mais um pouco?” –Ela o sugeriu.“Ok, estarei ai em um minuto”“Vou estar te esperando. Te amo”“Também te amo”Ele então desceu as escadas rapidamente, pegou o capacete de sua moto que estava no cabide de entrada e foi até a garagem.**Elsa está arrumando suas coisa, relutante em aceitar o fato de que sua prima estava com câncer, então decidiu conversar com a sua prima sobre tudo o que estava acontecendo na vida da doce Rapunzel. Que reviravolta a vida deu na vida daquela menininha loira tão alegre.
Infelizmente ela não sabia o número do celular dela e decidiu iniciar uma conversa no Skype. Chamou a prima na conversa em vídeo e ela atendeu.
— Oi prima, como você está? — Elsa pergunta. Ela na realidade odiava essa pergunta. Ela sabia que Rapunzel não estava bem, ma o que ela poderia fazer?
–Sabe aquela sensação de estar no meio de um furacão? É assim que eu me sinto Elsa. -Rapunzel respondeu e Elsa observou os olhos inchados e vermelhos da prima.
–Não adianta dizer que sei como é que você está sentindo, não entendo e sei disso. Só quero apoiar aquela menina sapeca que era minha companheira quando eu ficava triste e que me alegrava nos momentos mais difíceis da minha infância. Estou triste, porque você é como uma irmã para mim.Foi como se parte do meu coração se partisse ao meio, por que não consigo te ver assim sabendo que não posso fazer nada que realmente te cure. Mas tenho certeza que tudo dará certo.
–Eu mentalizei isso. O médico e o José me acalmam ou pelo menos tentam, dizendo que o câncer foi descoberto no início e que câncer de mama tem maior possibilidade de cura. Mas vou ter que fazer quimioterapia. E... Você sabe os efeitos colaterais...
Elsa ficou paralisada olhando para a Prima/irmã. Tão jovem e já iria sofrer tanto. Ela só queria poder ajudar.
–Há algo que eu possa fazer por você Rapunzel?
–Acho que agora só ouvir sua voz já me ajuda. Entender que você está disposta a me apoiar.
–Sempre.
–Obrigada prima. Acho que você pode rezar por mim. É o melhor a fazer agora.
As duas concordaram que era melhor desligar logo. Corriam o risco de chorar pela vida ser tão injusta com as melhores pessoas...
**A campainha tocou e Astrid abriu.–Bom dia! –Astrid o abraçou ainda na porta. –Vai indo para o meu quarto, em silêncio por que meu pai ainda está dormindo, vou pegar alguma coisa para nós bebermos e te encontro lá.–Ok.-Ele subiu as escadas brancas e entrou o mais silenciosamente no quarto, quando entrou, viu que o livro já estava na cama arrumada, então ele sentou na cama e esperou apenas dois minutos e depois Astrid entrará no quarto empurrando a porta pelo pé com uma bandeja com duas xícaras de café e dois pedaços de bolo.–Quer ajuda?–Não precisa. –Ela colocou a bandeja em cima de um dos cridos mudos mais próximo.–Então, onde paramos?–Aqui, marquei a página.

“-Olá! –Uma fada foi até eles e os cumprimentou.

–O-oi. –disse Skip apreensivo.

–Eu me chamo Pearl, e vocês?

–E-eu me chamo Skip, e ela é a Helmi.

–Oi. –Helmi acenou para a fadinha apreensiva.

–Podem ficar tranquilos, eu não mordo.

–Eh...Pearl, onde estamos?

–Oh, turistas! Enfim, vocês estão em Matryshol, por que não vamos até minha casa?

–Não sei...

–Se ficarem ai vão criar raízes, literalmente.

–Ok então, melhor irmos, não quero ficar presa aqui não.

–Ok então, vamos.

Eles seguiram a luz que a fada emitia no escuro e chegaram a uma clareira.

–É aqui?

–Só um minuto. –A fada puxou um galho que estava no chão fazendo um efeito “alavanca” e parte do chão se afundou e uma escada se formou no buraco. –Entrem.-Os dois desceram e logo depois Pearl foi atrás de ambos.

Era um lugar agradável, iluminado e fresco, era uma casa como outra qualquer, menos pelo fato dos objetos serem de madeira, folhas e outros assim, exceto por alguns acessórios estranhos guardados nos armários de vidro.

–Desculpem a simplicidade, mas...

–Não Pearl, não precisa se preocupar está ótimo. –A fada sorriu.

–Bom... –Ele tirou uma bolsinha que estava presa em sua saia e ficou de tamanho de uma pessoa normal. –Eu sei que vocês estão cheios de perguntas, mas primeiro, tenho que fechar a casa para o ataque de dragões. –Ela puxou um cajado de um canto escuro entre um armário de bambu e prateleiras de madeira. –Já volto já.- E sumiu no buraco da entrada, minutos depois voltou voando.

–Então, o que é esse “Ataque de dragões?” –Skip fez aspas com as mãos.

–Então, devem ter notado a caminho daqui que este reino é dividido em dois territórios. –Os dois concordaram com a cabeça. –Então, esse dois reinos são os do Sol e das Trevas, vocês, por sorte estão no reino do Sol, onde vivem fadas, dragões e o Rei Branco que preteje todo o reino solar, e no reino das trevas moram as fadas, os dragões e a Rainha Azul, acho que ela não precisa ser descrita. Ah, Skip, tome essa água, vai curar seu machucado.

–Obrigado.

–Então, como eu ia dizendo... Os dois reinos são separados pelo rio da cura, são tão grandes que ninguém que foi ver onde ele acabava voltou, é de onde veio essa água que você está bebendo. –Ela apontou para o copo de água que estava pela metade repousando na mesa. – Nas margens do rio da cura existem as flores da vida, lá é onde as fadas nascem, elas ficam dentro das flores até ficarem adultas, por que é quando suas asas terminam de crescer, e depois que saem das flores elas se tornam fadas independentes e as flores que elas ficaram morrem e no local nascem outras flores e consequentemente novas fadas, e isso acontece em torno de uma década. –Pearl ficou olhando para o nada por alguns instantes pensando no que falar a seguir. — Pela manhã, enquanto ainda está claro, todo o território de Matryshol é das criaturas do Sol, e a noite das criaturas das Trevas, qualquer uma das espécies que se atreve a sair na estação errada morre ou congelada ou vira pó, no caso das fadas das trevas. Então, à noite as fadas solares se abrigam em suas casas no subsolo e os dragões solares no fundo do mar e de dia as fadas das trevas se abrigam nas copas das árvores da floresta negra e os dragões em cavernas.

– E como faremos para sair daqui?

–Bom vocês têm que ir até o final do rio da cura.

–Mas espera, você não disse que era impossível?

–Não, eu disse que ninguém havia voltado de lá, e acho que agora você sabe por que, mas para isso precisaram de asas.

–Mas como...?

–Aqui. –Ele ergueu duas correntes com pingentes com um desenho de um sol e de uma lua juntos. –Esses colares permitem que façam suas escolhas para que lado ficaram. Está noite podem dormir aqui na minha casa, mas a partir do nascer do Sol de amanhã começaram sua jornada, como são normais não serão afetados pelos efeitos do Sol e da Lua, mas é sempre bom se esconderem em um lugar longe dos olhares dos dragões a noite.

–Obrigada Pearl, não sabe como está nós ajudando. –Helmi agradeceu prendendo o colar no pescoço e observando as belas asas que ganhará. –Mas como vamos devolver as asas?

–É um presente.

–Obrigado. –Skip agradeceu ainda se acostumando com suas asas.

–Nestas bolsas tem pólen, é só prenderem nas vestes que encolheram para o tamanho fada, é bem útil. –Ela jogou duas bolsinhas de pano marrons para eles.-E o quarto de hóspedes ficam no final do corredor a direita, fiquem à vontade.

–Obrigada.

–Obrigado.

Helmi e Skip responderam em uníssono.

–Boa noite a vocês. –E se dirigiu flutuando para seu quarto.”

Notas finais
Espero que tenham gostado, acho que vão ficar com a Temperana a partir daqui. Bjs. Uma Viking Anônima