Bem perto de Mim
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Henrique, obrigada por ter betado a historia para mim! (...)
acho que demorei um cadinho... mais em fim, aqui está ela, uhul, boa leitura!
Aoi desviou os olhos, sentia raiva de Uruha, este que provavelmente também estava com raiva do moreno. Sabia que se ficasse deficiente as coisas iriam piorar ainda mais. Seu maior medo era que Kai o tirasse da banda e o restante dos amigos concordasse com o fato.-Ai eu acho que... Não vou ter mais utilidade pra vocês... — A voz saiu falha e com um tom choroso, fazendo Kai se aproximar.–Tá falando isso por quê?– Quem iria querer um guitarrista preso a uma cadeira de rodas?- O The GazettE iria.O rebate do baterista fez Aoi se calar e abaixar a cabeça. Escutando pequenas fungadas e vendo alguns pingos sobre a cama, Kai abraçou Aoi, que não se conteve mais.– Eu disse.... Aquela noite, que preferia... Morrer do... Do que perdê-lo e se... – Aoi ofegava ao contar para Kai, que o acariciava.Este ficou em silêncio, fazendo com que Aoi se acalmasse. O moreno não via Ruki desde o dia que deixou o prédio da gravadora para ir atrás do ex.<<<<>>>>Com o decorrer da semana Aoi se esforçava na fisioterapia. Estava no meio de duas barras de ferro que iriam ajudá-lo a manter-se de pé, usaria para se apoiar enquanto tentava andar com dificuldade.O moreno, pela primeira vez depois de muito tempo, começou a sentir os pés. Aoi se levantou da cadeira com a ajuda da fisioterapeuta e conseguiu dar dois passos sem a ajuda. Sorriu imensamente.O sorriso se desfez quando uma das mãos escorregou e ele não pôde se segurar, caindo no chão em seguida. Uruha, que o observava em seus exercícios, tapou a boca, virou-se e recostou no vidro, apoiando o rosto entre as mãos. Chorou.Aoi percebeu que ele chorava... Por ele. Franziu a testa ao perceber que Uruha ainda se importava e sofria junto com ele. O moreno abaixou a cabeça reprimindo a grande vontade de chorar.Uruha tomou fôlego, secou as lágrimas que marcaram o rosto e virou-se novamente. Ficou boquiaberto.O moreno estava novamente de pé segurando as barras, Yuu soltou ambas mãos, sorrindo e piscou para Uruha. Os olhos do pequeno se encheram e sem notar sorria, enquanto aquelas lágrimas escorriam. Não demorou muito para ficar sério. Aoi se desequilibrou e quase caiu novamente, mas voltou a segurar nas barras.Uruha secava o rosto e tentava parar de chorar. Aoi não sabia se o loiro chorava de tristeza ou alegria, talvez um pouco dos dois.Pouco tempo depois, Aoi volta para o quarto do hospital, as enfermeiras o medicaram e saíram do local, fazendo com que ele e Urunha ficassem sozinhos depois de um tempo sem se dar bem.Aoi olhou para Uruha, que rebateu com um olhar de preocupação que o fez abaixar a cabeça.– Uruha, eu... Não quero ver você sofrer a cada vez que minha mão não aguentar meu peso, preciso lidar com isso agora. Talvez eu não possa voltar a andar....– Yuu, eu... — Com uma carinha de assustado, Uruha não pôde terminar.– Shii... – Pediu que o outro apenas escutasse – Eu já sinto meus pés quando formigam, e se espetar, certamente vou sentir dor, mas isso não quer dizer que vou conseguir andar como antes. Então quero te pedir que... – A voz falhou visivelmente –... Se afaste. Não quero que me olhe com pena. Não vou suportar vê-lo sofrer por minha causa. Quero uma relação estritamente... – Deu um suspiro longo e pesado –...profissional.– Não, você está mentindo! Está tentando me afastar, só que seu coração chama meu nome.– Você não pode di...Uruha o cortou – Shii! Escuta! – Aoi arregalou os olhos, acabou de falar coisas parecidas para o loiro quando pediu que o escutasse. – Nós temos uma coisa forte.– E desde... – deu uma pausa com medo da reação do outro e tomou coragem – ...desde quando existe nós dois? Agora sou eu e você.Uruha conhecia tais palavras frias, disse isso no exato momento em que terminou com o mais velho. Sorriu e rebateu, disposto a lutar por uma reconciliação.– Shiroyama Yuu... – respirou, tentando não corar ou chorar – Não me importa o que diga, sei que no fundo diz que não quer que exista \"nós\", você nunca se esqueceu disso. Afinal, você me disse que nunca me esqueceria! – Aoi olhava para Uruha que estava com uma doce expressão no rosto – E por mais que tente, que me peça para nunca mais me aproximar, não vou atender seu pedido, vou ficar ao seu lado ainda que me negue, me expulse e me maltrate. Estou magoando a você e você a mim. .. EU TE AMO e não quero abandonar você, quero que fique bem perto de mim. – Uruha concluiu se aproximando da cama onde Aoi estava. Nessas alturas o moreno estava chocado.
O olhar que antes parecia sem vida e vago, agora se enchera de esperanças. Sentiu-se acolhido com as conhecidas palavras. Pouco antes do acidente, Aoi pronunciou poucas destas. Uruha modificou algumas, mas foi o suficiente para que ele se reprimisse. Abaixou a cabeça e Uruha pensou que iriam discutir novamente... não... Ao invés disso o moreno começou a chorar. Entre ofegos Aoi se manifestou.– Tive tanto medo de te perder... Pensei... Que nunca iria ter você de volta... – Uruha se aproximou e sentou-se na cama, fazendo caricias no moreno. – Não me deixe sozinho... Só não se esqueça que... Existo...– N-não esquecerei. — Se Uruha disesse mais alguma coisa, provavelmente choraria.– Me perdoe, me perdoe....– É claro que te perdôo. Por Kami... Eu também lhe devo esse pedido. – Uruha ficou de pé e abaixou a cabeça – Yuu me perdoe, por favor.Os olhinos do maior brilharam- Por que ...tá me pedindo desculpas?Uruha se sentou novamente perto de Aoi e abaixou a cabeça. – Se eu tivesse apenas pedido um tempo pra poder pensar ao invés de sair daquele jeito, você não teria ido atrás de mim e consequentemente não... Capotaria.– A culpa não foi sua, não se castigue dessa forma. Se eu tivesse deixado você ir, mas tive medo de perder você, medo que não voltasse mais pra mim. Pensei que poderia fazer alguma besteira.– Aoi suspirou cansado.Uruha estendeu a mão, tirando a franja que escondia o olhar triste do moreno,encarou aqueles olhos negros que brilharam com o toque do loiro. Se aproximaram um pouco mais, Aoi sentiu a respiração quente do loiro, parecia que ele iria explodir por dentro, o coração estava acelerado, os lábios se roçaram. Uruha ainda encarava Aoi, que o encarava tambem, esperando e desejando muito aquele beijo. Aoi sentiu se corpo querer tremer, segurava para não gemer o nome do loiro, Uruha fechou os olhos lentamente e Aoi o acompanhou. Os lábios se chocaram e Aoi sentiu como se seu corpo estivesse soltando fogos de artifício. Como ambos desejavam aquilo, era um beijo quente e com um ar de saudade. Os dois sempre se desejaram.Com uma leve batida na porta Uruha se afastou do moreno, finalizando o beijo com um selinho.– Licença... Oi Aoi... Uruha?! — Kai e Reita entraram percebendo a reação do antigo casal.Uruha e Aoi coraram violentamente enquanto Reita segurava pra não gargalhar ( afinal não sabia o que Uruha e Aoi estavam fazendo, e se tivessem discutindo?). Kai abriu um sorriso enorme, evidenciando suas covinhas.– Atrapalhamos algumas coi... — Reita teve que conter a pergunta, já que levou uma forte cotovelada dada por Kai.Aoi sacudiu a cabeça, constrangido e querendo rir.– Tudo bem Kai, eu já conversei com ele.– E resolveram o quê?– Reita! – Agora levou outra cotovelada mais forte do que a primeira.– Ai! Foi só uma pergunta.– Que todo ser humano pode errar, e que sempre podemos dar uma chance.Aoi deu uma risada. Kai e Reita não entenderam bem o porquê dela.<<<<>>>>Aoi ficou cerca de 1 mês no hospital, para fazer o restante do tratamento. Voltaria algumas vezes ao hospital. Ele fazia exercícios 3 vezes na semana e demonstrava muita vontade de conseguir andar novamente. Por precaução, uma enfermeira ficava com ele 24 horas. O médico ficou surpreso pela rápida melhora demonstrada. Aoi surpreendeu algumas pessoas do hospital quando ia visitar Dr. Yoshiko para exames de rotina, agora não usava a cadeira de rodas, apenas um par de muletas. Ainda caminhava com dificuldade.Uruha suspirava aliviado, esperava uma boa recuperação do moreno. Teve um ponto em que o empresário não pôde mais justificar a ausência do guitarrista e precisou contar a alguns repórteres sobre o acidente. De início causou muito tumulto e alvoroço entre fãs e jornalistas que queriam saber notícias, mas logo foi esquecido quando miyavi armou um outro escândalo. O artista foi pego em um motel com um travesti, foram tiradas 3 fotos por um fotógrafo anônimo. O que ninguém sabe? Bom, o travesti era uma boneca inflável e o fotógrafo anônimo era Kai e Reita que se divertiam ao ver as revistas.O que os amigos não faziam para amenizar a dor do moreno... Logo a notícia do acidente transpareceu um pouco, fazendo Miyavi tomar as primeiras páginas de revistas por um bom tempo. Não demorou muito para ele desmentir a história do motel, afinal ele tinha uma carreira e não podia se marcar dessa forma. Explicou que era uma festinha e mostrou mais fotos, essas sim, mostravam ele dançando com a tal boneca inflável que ele cismava chamar de Margart.Aoi foi em algumas entrevistas e deu um pouco mais de informações sobre o acidente, mas em momento algum citou que tentava evitar que o namorado terminasse com ele. Claro que não faria isso. Sim, iria fazer a alegria de umas fãs e desapontar algumas que queriam se casar com o moreno, mais iria se expor muito. Decidiram então nunca contar o relacionamento em publico, decisão que já tinha sido tomada há anos.<<<<>>>>* No apartamento do moreno*– Espero que não se importe, amor, chamei algumas pessoas para virem aqui. – Uruha corava esperando a resposta do outro.-Claro que não me importo. Quem você chamou? — disse com um sorriso ao notar que Uruha tentava disfarçar o rosto vermelho.– Os de sempre. Kai, Reita e Miyavi.O moreno apenas deu um sorriso até a campainha tocar. Mas havia alguem que tocava esta várias vezes seguidas tirando sua paciência. Ele rolou os olhos ao imaginar quem seria a criança que fazia isso. Foi abrir a porta sorridente.– Aoi, é você? – Miyavi disse praticamente gritando de alegria ao ver que ele estava bem.– Não, é o chapeuzinho vermelho. – Rebateu, surpreso com a burrice do artista.– Não seria \"a\" chapeuzinho? – Reita tentava em vão não rir e cochichava isso para Kai.– É, Reita, mas esqueceu que sou homem?– É? – Miyavi de divertia as custas do moreno, fazendo todos rirem. – Ei! Tive uma idéia, Aoi. – Ele olhou pro ser estranho com medo do que poderia sair daquele gênio do mal e ficou quieto – Vamos apostar uma corrida? Se você ganhar, eu te dou aquela jaqueta preta de couro que você amou, aquela que comprei no Brasil.– Hunf! – Bufou sem jeito – eu vou enfiar essa muleta no seu...– Está se sentindo melhor, Aoi? – Kai interrompeu antes que Aoi disesse coisas impróprias, Este percebeu e sorriu enquanto acenanva afirmativamente com a cabeça.– Vai dizer que não deu pra notar? Já escutou a expressão pé-de-coelho?– MIYAVI!! – Kai chamou a atenção do namorado para evitar cenas constrangedoras.– Que foi? – Diante do olhar que pareceu fuzilá-lo por inteiro, continuou – Tá...Entendi, madame.Kai rolou os olhos e reita não conseguiu segurar a pequena gargalhada, acompanhado de Aoi e Uruha .– Eu estou de pé o dia todo. Será que você não tem cadeiras ou algo do tipo para sentarmos? Ahh, não vale sua cadeira de rodas! Nos convide para entrar nesse barraco. – O tom de deboche e brincalhão de Miyavi, não conseguiu deixar Aoi sério e o fez sorrir sem preceber.– \"Barraco\"?! – Aoi rebateu a brincadeira – Vamos ao meu quarto que eu te dou um lugar confortável pra sentar, eu o chamo de p...Uruha empurrou Aoi quase fazendo-o cair.–Uruha!!!– Ups! Foi mal! Oi gente.– Até que fim, já estava na hora de sermos convidados pra entrar. *risos* – Qual é, Reita?! Eu só tava brincando, sabem que não precisam ser convidados a entrar.Se passou algum tempo. Estavam todos rindo e conversando na sala enquanto Aoi, Kai e Reita bebiam chá e Uruha e Miyavi sakê. A campainha tocou novamente.– Quê? – Uruha perguntou sério olhando que Aoi o encarava.– Chamou mais alguém?– Não, só os três.Aoi respirou fundo prevendo quem poderia ser, se levantou indo em direção à porta. Estreitou os olhos ao ver aquele \"serzinho\" parado na porta.– O que quer? – Soou em um tom um tanto grosseiro.Ruki estava encostado na parede encarando o maior.– Vai embora Ruki!Ao escutar o nome do vocalista ser pronunciado, os quatro que conversavam na sala se levantaram. Os sorrisos se foram.– Meu namorado está aí, eu tenho o direito de ficar com ele. Eu não quero brigar.– Você tem o direito de ficar com ele aonde quizer, até mesmo na puta que pariu, mas na minha casa não.Temendo uma briga, Reita puxou Aoi para trás de si. Isso fez Ruki suspirar fundo.
–Taka, o que faz aqui?- A voz do baixista saiu calma, porém séria.– Por que não me avisou que iria vir para casa do Aoi?Reita não respondeu, deixando Ruki nervoso. Ele entrou no apartamento notando a presença dos amigos ali, inclusive o loiro.– Ah é uma festinha particular! – Sorriu irônico.CONTINUA....
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