Bem Vinda Ao Inferno, Alice
8 Verdades
O dia amanhece e Amy nem pregou os olhos dês de o acontecimento da noite anterior, ela se encontrava na cozinha sentada na cadeira, e com o rosto enfiado no meio dos braços cruzados apoiados sob a mesa. Ericles estava limpando o resto do sangue que estava na cama, a parede já voltara a ser branca, e o cadáver de Penni já fora limpa, e estava na cama. Após terminar o serviço, ele se junta a Amy na cozinha que estava imóvel, parecia estar dormindo, mas ouvia-se baixinho soluços, cada vez mais fracos.
–Amy, já é de manha, temos que conversas.
–Des que você chegou, tem acontecido coisas ruins... por que você não vai em bora..? – Seu rosto já tinha levantado, mas ainda não o encarava.
–Não posso lhe deixar, não agora que tudo isso começou.
Amy se levanta da cadeira e o olha, seu rosto estava molhado com suas próprias lágrimas, vermelho e com seus olhos azuis inchados.
–Como assim? Você não fala coisa com coisa, só repete o nome que não é o meu! Só me dá explicações pela metade, nem me explica o que está acontecendo! Como você quer me proteger se não me conta o que houve ontem a noite, e os dias anteriores dês de que te conheci!
Sua voz alta gritava com as poucas forças que lhe sobraram, seu cabelo voava contra em direção dele, deixando sentir seu cheiro que logo desaparece.
–Você ainda não está preparada, mas pelo seu bem, irei lhe contar...
“Há muito tempo, sua mãe era um ser celestial, seu pai, um ser demoníaco, os dois se apaixonou e, mas seu amor era proibido, com o tempo ela ficou grávida, Deus soube, e Lúcifer também, quando ela deu a luz, uma criança foi para o mundo inferior, e a outra ficou no céu. Mas o que Lúcifer não sabia, era que sua mãe esperava por três meninas, e a outra foi mandada para mundo mundado, até que seus 17 anos fosse completado, ela poderia viver em paz, ninguém ia conseguir rastreá-la.”
–Essa menina sou eu? – Amy se sentara na cadeira novamente, analisando a história.
–Sim, é você.
Os dois permaneceram quietos por pouco tempo, mas tempo suficiente para que ela assimilasse toda a história absurda que ele lhe contara. Após entender tudo, ela se levanta, anda um pouco, acompanhada por Hericles, mas logo olha para traz novamente com o dedo indicador apontado para ele, e forçando-o a recuar assustado.
–Sobre aquilo de “o quarto”, podemos pegar alguma alma de lá dentro?
–O-oque?
–Podemos resgatar alguma alma de lá de entro e colocar em um corpo reserva ou sei lá o que?
–Tecnicamente sim... mas...
–E como faz pra eu chegar até lá? – Amy chega perto de Ericles que cora com a aproximação repentina, data para ver o brilho de esperança em seus olhos ainda vermelhos do choro que durou quase 4h seguidas.
–Morrendo....
Ela se desanima e seu rosto fica pálido novamente, isso o fez repensar na sua resposta, e considerando que ela é um ser não mundano, pode até dar certo.
–Bom... há outro jeito...
–Qual? – Quase que na mesma hora, Amy pega sua mão e chega bem perto se seu rosto, fazendo-o ficar bem corado.
–E-e... você teria que ir para o mundo celestial.
–E qual o problema de ir lá? — Ericles via a felicidade nos olhos radiantes de Amy, e não queria estragar nada naquele momento, então, negou com a cabeça e deu um sorriso meio forçado. Mas sentia que devia conta-la, mas não agora.
–Nenhum Amy, vamos, temos que nos apresar que você se ainda quer ver sua amiga...
Amy não parecia contente em ter que sair de casa, mas ela o seguia por ter esperanças em ver sua amiga ainda.
–Mas antes, precisamos achar uma coisa. Quando você foi enviada para o mundo carnal, com certeza recebesse algum tipo de talismã, tem algo que você tenha que já faz muito tempo, ou que dizem que você apareceu com ele?
Amy não conseguia imaginar nada que pudesse ser esse tal talismã, pensou muito, sua feição já não estava não triste, pensativa, talvez até entusiasmada. Até que tudo ficara claro, ela o pega pelo braço e começa a puxar pelo caminho, até chagar novamente à seu quarto. A porta estava fechada, e chegar perto lhe dava arrepios, não tocava naquela maçaneta dês da noite que viu sua parede escrito em vermelho “Alice”. A noite anterior esteve no quarto de hospedes número dois. Ericles estava atrás dela, segurando-a pelos ombros, até que resolve tomar a iniciativa e abre a porta, devagar, se olhando todo o ambiente, e entra por completo.
–Oque a senhorita está procurando?
–Um coelho de pelúcia, ele é branquinho e... – Ela olha para a parede que estava escrito “Alice”, mas o nome não estava mais lá.
–É esse? – Ericles pega um coelho branco de pelúcia e bem velho, o coelho ainda estava com os botões vermelhos nos lugares dos olhos, roupinhas e um relógio de bolso. Amy o pega da mão dele e olha com esperança para seus olhos vermelhor.
–O que vamos fazer? – Um tom meio baixo sai de sua boca como um sussurro, dando-lhe a impressão de estar conversando com o coelho em vez dele. Seus olhos sobem como se estivesse levando uma bronca de seu pai, e cheios de duvidas, conflitos internos e medo.
Ericles a olha com serenidade, e lhe abraça. Quando os dois se separam ele começa a empurra-la, primeiro devagar, depois com mais força, até que ele a encosta no parapeito da janela, sorri e diz:
–Ir para o mundo celestial... – Nesse momento, ele a empurra com força contra a janela grande o suficiente para á fazer cair do segundo andar.
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