Bem Vinda Ao Inferno, Alice
5 O que?
–Já estamos chegando – Amy avisa pra Ericles que mancava muito, ele se mantia apoiado no ombro dela, que já estava ofegante, querendo chegar em algum lugar nenhum.
Ainda estavam na floresta, o sangue dele já tinha secado, então, não fazia mais trilhas vermelhas por onde passava, mas suas asas ainda estavam machucada, e não conseguia erguê-las, então, estavam sendo arrastadas, se sujando, e batendo em pedras no chão e em arvores que estavam muito juntas umas das outras. Uma dor agoniante que não parava.
–Grr... – Seus gemidos cada vez mais constantes e altos magoavam Amy, de certo modo, sabia que tudo aquilo era culpa dela.
Depois de meia hora, eles avistam a casa dela, uma casa bem grande, e bonita, feita de madeira, pintada de branca, e com seu teto azul, três andares, um verdadeira relíquia do passado. Depois de um grande esforço, eles conseguem atravessar a cerca que separava os terrenos, Amy só conseguia ouvir ele tremendo, cansado, e com muita dor, ela não conseguia olhar para ele, sentia a dor dele, como se fosse dela.
–Chegamos... – Amy o faz entrar em casa, e a ficar no sofá, que já tinha chagado da mudança.
Ela vai para o segundo andar correndo preparar um banho quente para ele, e logo ouve a porta abrir e fechar, e logo em seguida um grito feminino. Penni. Amy corre até a sala.
–Penni, eu posso explicar... tá, eu não posso explicar... – Amy chega na sala e vê Ericles em pé em cima do sofá e Penni com uma espada de bambu apontada para ele.
–Amy, vem pra traz de mim, agora!
–Não precisa ficar assim, ele é amigo...
–Amy, olha pra ele, ele é um monstro, fica atrás de mim!
–Me dê a catana agora Penni!
–O que?
–Me dê, e não vou repetir de novo !
–Tá louca? – Penni olha para Amy e percebe que ela está falando sério e lhe entrega a catana que acaba de guarda-lo perto da porta junto com os guarda-chuvas . Ela ajuda Ericles a descer do sofá com o braço ao redor da barriga cobrindo um corte que já parava de sangrar, e logo se senta de nojo no sofá dando um ultimo gemido de dor.
–Ericles, essa é Penni, Penni, esse é Ericles. Ele é meio que meu anjo da guarda, e não quero brigas entre vocês dois, fui bem clara?
Amy fica parada por pouco tempo na frente deles esperando uma resposta, mas não obtém nenhum resposta, e logo se lembra que da água da banheira que deixou ligada e corre para ver se já estava transbordando. Penni encara Ericles e ele o mesmo.
–Então... você não é daqui é?
–Eu acho que isso é meio obvio.
Penni o encara, depois de um tempo, sobe para seu quarto batendo os pés no chão irritada, não com a resposta, mas por um desconhecido, sobrenatural e geneticamente desconhecido receber mais atenção de sua melhor amiga e até uma paquera.
Amy aparece enrolada numa toalha toda molhada, o que deixa Ericles meio nervoso.
–Hora do banho, vamos?
–Banho? O que é banho?
–B-bom... é quando você tira a roupa, entra numa banheira e se limpa...
–Vou ter que ficar nu?
–Vamos logo... o quanto mais cedo começarmos mais rápido terminamos.
Amy sobe com Ericles até o banheiro, lá dentro ela permanece toda sem graça com a toalha, enquanto ele tira a roupa, quando ele tira a cueca, ela fecha os olhos, indica para que ele entre dentro da banheira.
–Por que você me chama de Alice? –Ao fazer essa pergunta, ela recebe toda a atenção de Ericles, que estava com um sabonete de barra na mão e.
–Você ainda não está preparada para saber.
Alice tira a toalha, e pega o sabonete da mão de Ericles, começando a passar pelo peito dele, indo para as costas, tomando cuidado para que suas asas não sejam molhadas. Quando ela vai passas no peito de novo, enxagua, ele se afasta, e a borda estava toda molhada, fazendo ela escorregar para dentro da banheira.
–Haaa
–Desculpa... –Ericles pega Amy no colo, ela sentia algo bem estranho na bunda, algo duro, e grande, e quando percebe o que é, ela pula pra fora da banheira, sem graça e vê que sua toalha ficou dentro da banheira, e sai correndo para seu quarto.
–O meu deu... o que foi aquilo... que sensação foi essa? – Amy toca em sua parte intima, sentindo algo molhado, não era água, era mais quente, mais escorregadio, mas melado, uma excitação.
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