Está na hora do almoço e até agora nem a metade das caixas foram abertas, provavelmente por que elas pegavam algumas coisas e relembravam momentos que fizeram com isso, ou oque isso lembrava. Isso era divertido, elas riam até suas barrigas doerem e suas bochechas arderem.

-Uau, olha a hora, já tá na hora do almoço – Penni estava deitava sobre no coxão do lado de Amy.

-Você cozinha – Amy fala logo e ri vendo sua amiga fazer uma careta de desaprovação e se levanta logo.

-Eu só faço se você me ajudar.

-Nem vem que não tem, eu cozinho amanha e você hoje.

Amy dá a mão pra Penni se levantar, mas quando Amy vai puxar Penni a puxa pra cima de si e a abraça, não a deixando sair. Amy começa a rir e olha para rosto de Penni que estava com seus olhos brilhando e mordendo seu próprio lábio inferior, Amy sabia oque isso significava, e no mesmo momento tentou sair dos braços da amiga, mas não conseguiu.

-Você nem ouse fazer isso!

-Isso oque?

-você sabe muito bem oque!

-há, isso talvez?

Penni roda Amy pra ficar em baixo dela e a encaixa entra suas pernas deixando-a no meio, bloqueando sua saída, Amy fica olhando apavorada pra Penni se posicionando sobre si e levantando sua blusa devagar. Penni deixa certo suspense no ar, e então começa as cocegas. Amy estava rindo, rindo muito, descontroladamente, ela batia suas pernas no coxão e os braços tentando empurrar e proteger seu corpo das mãos de Penni que não parava de nem desgrudava dela.

-Para! Para! Por favor, para! – Amy gritava e ria ao mesmo tempo, algo que ninguém ia conseguir decifrar.

Penni para e segura os braços de Amy pra parar de meche-los descontroladamente, ela esperou Amy parar de rir e a encarou com um sorriso admirador. Quando Amy finalmente parou de rir abriu seus olhos azuis e encarou os olhos castanhos claro de Penni. Ela sabia, ela sabia que sua melhor amiga tinha uma pequena queda e um grande amor por ela. E sabia oque significava esse olhar, era seu olhar de amor, significava tudo oque Penni sentia em sua relação, e como doía ver sua melhor amiga sofrer por amor, e o pior, não poder ajudar e falar que vai espancar o menino se ele continuasse o mané, porque esse mané era ela.

Penni sai do transe e se empurra pro lado. Elas firam ali por um tempo olhando o teto, Emmy está quase dormindo agarrado com o coelho de pelúcia.

Algumas horas depois ela acorda, já estava escuro, e nenhuma luz estava acesa na casa toda. Amy já acordava, mas continuava na cama com preguiça de se levantar, com o tempo, sua visão já estava acostumada com o escuro, e via algo manchando na parede. Não dava pra ver se esta um desenho, uma palavra, ou se era mesmo sua imaginação a enganando.

Sua curiosidade era maior que a preguiça, então meio mole, ela vai até a parede, mas ela estava muito escura, então Amy foi para o outro lado ligar a luz. No meio do caminho, Amy pisa em uma poça. Quando ela liga a luz, direciona seu olhar para a parede que tinha alto manchado, agora dava para ver, e a mancha estranha nela era uma palavra, um nome pra ser mais exato, “Alice”. Aquilo era estranho, o líquido estranho era vermelho, e parecia fresco, ainda escorria pela parede. Não sabia se era apenas impressão, mas a palavra ainda estava sendo feita, o final, é como se a palavra estivesse terminado ainda de ser escrita.

Amy sai do quarto cambaleando e desce as escadas correndo e sai ainda correndo de casa.

Fora de casa, ela um campo aberto, com apenas algumas árvores e uma cerca, Amy não sabia oque sentir, nem se devia sentir algo, sua melhor amiga era apaixonada por ela, mas ela não sentia nada por Penni, além é claro de pura amizade. Ela corria tanto que chegou a pular a cerca pegando impulso com uma mão, ela não parava de correr.

Do outro lado da cerca era propriedade desconhecida para Amy, a terra não parecia ser muito fértil, tudo que crescia lá era mato, e nem isso era bem cuidado, tudo era grande, ceco, mas mesmo assim ela continuou, sem se importar com os galhos que a arranhavam. Estava muito escuro, para se enxergar algo. Logo na frente, ela vê uma casa, não, uma cabana, era totalmente feita de madeira, chagava a ser bem charmosa, parecia ser bem simples e confortável.

Amy estava muito assustada com oque tinha visto, e não aguentava mais correr. Aos poucos foi se aproximando da casa, começa a ouvir algo baixo, “Alice, Alice” era oque se ouvia. Mas ignorando a voz que lhe parecia pensando ser sua cabeça pregando sua cabeça pregando uma peça com a palavra escrita em vermelho sangue na parede de seu quarto. Ela começa a chegar mais e mais perto da casa, ela parecia abandonada, e vendo ela nessas circunstâncias, não sabe se é melhor passar a noite em uma casa desconhecia que parecia abandonada, ou ficar em casa com algo ou alguém esperando por você chegar.

Quando ela abre a porta, tudo oque vê é uma cama já feita, uma cadeira de balando, e uma fogueira acesa. Não tinha ninguém lá dentro, mas parecia que alguém estava lá, e preparou aquilo tudo pra ela. Amy estava com a roupa com manchas de sangue, sua pele estava toda arranhada, e seus pés estavam bem machucados, suas mãos estavam tremendo, mas não sabia se era de medo, ou de frio, a noite realmente estava fria, mas aquela casa dava calafrios.

Pra falar a verdade, ali era tão assustador quando sua casa com o nome “Alice” em sua parede escrito em vermelho. E por que “Alice”? Nem mesmo seu nome era esse. E agora que ela lembrou que Penni estava ainda em casa, e agora? Será que o vermelho da palavra, das poças no chão, do cheiro estro no ar, vinha delá?

Notas finais
eu sei que não era oque esperávamos, mas está começando o inferno para nossa pequena Amy
bjs