Belo desastre
1 Prólogo
Notas iniciais
- Queria agradecer novamente ao Gus/Dylan, por me dar essa história perfeita, obrigado amor >.<
- Também aos meus amigos que permitiram usar seus nomes para personagens
Boa leitura
Prólogo...
A garota suspira fundo meio irritada, era uma manhã como todas, a filha de Hécate quase não havia dormido de noite, olhava seu reflexo no espelho, completamente insatisfeita, seus cabelos loiros estavam mais bagunçados do que o normal, olheiras em baixo de seus olhos castanhos esverdeados, parecia olho de algum animal noturno, poderia hipnotizar alguém brincando, sua pele pálida e sem cor, ela era baixa e com um corpo bem cuidado, seus olhos indicavam infelicidade... Um vazio.
—Mais um longo dia Alí... —Ela disse ainda olhando para seu reflexo no espelho, dando de ombros, ela tentou sorrir, mas foi tão mínimo que nem ela se convenceu, ouviu algumas batidas na porta do banheiro e alguns vidros caindo no chão, ela respirou fundo, saindo do banheiro com certa brutalidade, sabia que seus olhos haviam mudado de cor novamente, ela odiava aquilo, se sentia uma bruxa... Bom, era o que ela era. Ela deu de cara com uma cena meio frustrante, alguns novatos do chalé haviam derrubado os frascos de poção no chão. -O que aconteceu aqui? -Ela pergunta com um tom de autoridade até, ela não era a conselheira do chalé, mas às vezes parecia.
—Foi um acidente... —Disse Jonh, ele era novo no acampamento, já tinha conhecimento de magia e poções, mas por sua maldição ele era um pouco mais fraco que o restante, antes ele era um dos mais “perigosos” dos filhos de Hécate, haviam semideuses que eram encantados pela magia do chalé, mas com a fama tinham medo de se aproximar.
—Tudo bem... Só limpem isso... —Diz Alícia coçando a nuca, o chalé de Hécate era escuro, assustador para quem ia à noite, mas confortável para ela e os irmãos, seus poderes eram mais fortes no escuro ou à noite, principalmente expostos a luz da lua, de preferência cheia.
—Tudo bem... — Jonh disse, o outro irmão deles não falava, então apenas assentiu, eles começaram limpar o que haviam derramado no chão, a garota pega sua varinha e sua espada, colocando a varinha dentro do coturno para esconde — lá e a espada no cinto de sua calça jeans preta rasgada praticamente na parte da frente inteira, usava a blusa do acampamento, com uma jaqueta de couro por cima da mesma, ela se sentia invisível no resto do acampamento, os filhos de Hécate tinham uma fama inventada de serem traiçoeiros e sem humor, na maioria das vezes eram excluídos de tudo, ela queria mudar essa fama dela, queria ser reconhecida, por isso, todos os dias ia para a arena lutar pela bênção de Ares, ela o considerava um deus incrível,o sol bateu em seus olhos, por causa da luminosidade irritante e que poderia deixar alguém cego por um tempo, ela só escuta um grito dizendo "não", o sol baixa ela abre os olhos novamente, tinha uma flecha quase que havia acertado sua cabeça, ela a retirou da árvore em que estava, viu um garoto loiro de olhos azuis claros como o céu, meio magrelo e com a pele meio bronzeada vindo em sua direção.
—Você está bem?—Pergunta o garoto indo até ela, ela por um momento estranhou, pois alguém tinha falado com ela e não era um de seus irmãos, também brava por dentro por causa da flecha, ela encarou o garoto, que estava com as bochechas rosadas, talvez por vergonha, ela sabia quem ele era, um filho de Apolo, ou melhor, Dylan o sub-conselheiro do chalé.
—Você é louco?A flecha poderia ter me acertado!—Ela praticamente grita, soltando sua raiva, ele arregalou os olhos, se desesperando levemente.
—Desculpe moça, não fui eu, foi meu irmão... —Ele fala apontando para o garotinho loiro de olhos claros, que tinha no máximo, uns 7 anos, com um arco que era quase maior que ele nas mãos. —Não foi intenção de ninguém te machucar... —Diz Dylan coçando a nuca, a garota ficou meio furiosa.
—Mas como você da um arco pra uma criança?—Ela pergunta meio brava ainda, Dylan sorriu de canto, ainda mais envergonhado, mas ao mesmo tempo parecia se divertir com o fato que ela estava xingando-o por dar um arco e flecha, a uma criança.
—Eu não dei pra ele... Desculpe novamente... —Ele para a encarando, como se estivesse tentando lembrar-se de algo, fazendo uma careta que chegava a ser infantil e faria a garota rir se ela não estivesse meio irritada ainda. —Desculpe, mas acho que não te conheço...
—Claro que não conhece, sou Alícia do chalé 20... —Ela disse com um pouco de receio, ele apenas assentiu com um sorriso no rosto, o que ela estranhou muito novamente.
—Prazer Alícia, sou Dylan, d...
—Eu sei quem você é, namorado da Amy de Afrodite, amigo da Madu de Ares...—Ela o interrompe, ela odiava apresentações, pelo mesmo motivo de sempre, ninguém sabia quem ela era e ela sabia quem era todo mundo, ela sentiu algo pulando em seu ombro, logo soube que era Sirius seu gato preto, de olhos verdes intimidadores, eles dividiam a alma, era uma história louca, mas ela tentava pegar a metade de sua alma de volta, pra não ter que ter “dois corpos”. —Esse é o Sirius...
—Oi Sirius!—Diz Dylan num sorriso brincalhão, o garotinho se aproximou dos dois, ele sorriu abertamente ao ver o gato, logo o sorriso de Dylan desapareceu.
—Olha um gatinho... —Diz o garotinho, a garota agachou, com Sirius nas suas mãos e estendeu para o garotinho que foi correndo na direção do gato, mas num piscar de olhos o garoto estava no colo de Dylan, que estava sério.
—Tom, não pode brincar com gatinho... —Diz Dylan olhando para o irmão, o mesmo fez cara de choro, Alícia franziu a testa.
—Sirius não iria machucar ele...
—Eu sei, mas Tom é alérgico a gatos... —Diz Dylan, o mesmo abriu um sorriso gigantesco para o irmão. —Ei, que tal você ir brincar com o Zebra?—Pergunta o garoto, o garotinho assentiu e desceu do colo do irmão e saiu correndo em direção a praia, no mesmo segundo apareceu um garoto de olhos puxados, cabelos negros meio tigelinha bem lisos e finos, o rosto com uma expressão brincalhona, pele branca e rosada, olhos castanhos escuros, pulou nas costas do loiro, fazendo Alícia e Dylan se assustarem, o filho de Apolo derrubou o garoto no chão, o mesmo caiu de costas.
—Ta louco Art?—Pergunta Dylan se recuperando do susto, Alícia segurou o riso, mordendo o lábio, o japa olhou para os dois e sorriu.
—Eu só ia perguntar se você queria jogar verdade ou desafio... Vem também moça... —Disse o japa com o nome dito como Art, logo Alícia se lembrou de quem era, Arthur filho de Poseidon, que mesmo não parecendo... Era.
—Temos escolha?—Pergunta Dylan levantando uma sobrancelha, o filho de Poseidon fez que não com a cabeça, Alícia se segurou para não suspirar e revirar os olhos, ela simplesmente assentiu com a testa franzida.
—Não... —Disse Art, ele olhou para Alícia e pareceu não reconhece-lá também. —Sou Arthur e agora vamos...—Disse o filho de Poseidon, puxando Dylan e Alícia pelo braço, o que incomodou um pouco a garota, mas ela o seguiu, talvez fosse divertido.
Próximo capitulo -Óbvio que não deve recusar o Barney
Notas finais
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