Bellarke - The Wedding
8 Pay For It
Notas iniciais

Jasper
— Ai, meu Deus. — Jasper colocou as mãos na cabeça. — O-O que foi isso? Por que?!
Monty parecia tão chocado quanto ele. O que realmente aconteceu ali? Em um minuto eles estavam se matando por causa de um video-game e então... Então eles se beijam?!
— Para todos os efeitos, isso nunca aconteceu, tá bem? — ele percorreu as mãos pelo rosto, ainda muito abalado. Andou em direção até a porta. — Você tem a Maya, eu...acho que a Harper gosta de mim, e as duas não precisam saber disso.
Ele fez a menção de segurar a maçaneta, mas Jasper segurou a porta:
— Você ainda não me respondeu. Por que?
O rapaz abriu a boca para falar alguma coisa, mas logo fechou novamente, como um peixe.
— Eu bebi muito, foi só isso. — Monty finalmente respondeu, baixo. Ele balançou a cabeça e abriu a porta.
Jasper parou para pensar por um minuto:
Eles estiveram na casa de Clarke durante toda a noite e não tiveram tempo de beber — já que Lexa fez questão de dar um fora em Jaha e Clarke foi embora. Depois disso, eles saíram do jantar e começaram a jogar.
Monty não podia estar bêbado, pelo simples e puro fato de que: Ele não bebeu!
— Ei! Não pode simplesmente ir embora! — Jasper falou, quando o amigo já estava a caminho das escadas do prédio. — Monty! Isso ainda não acabou!
(X)
Clarke
Um dia depois
Clarke não sabia direito porquê, mas Lexa quis almoçar com Raven e Octavia. Alguma coisa sobre se conhecerem melhor e se darem bem, ou algo assim.
— Então, como vocês se conheceram? — Octavia perguntou, dando mais uma garfada em seu macarrão.
Clarke sorriu, se lembrando de como o primeiro encontro delas dependeu totalmente do destino.
A loira estava se encaminhando para a faculdade, em seu primeiro dia no curso de fotografia. Era mais um passatempo do que uma coisa realmente séria, mas, com o tempo, ela se apaixonou por sua Polaroid.
Como ela não sabia exatamente onde ficava sua sala, decidiu perguntar à uma mulher parada em frente ao banheiro.
— Desculpa incomodar, mas sabe em que andar fica o curso de fotografia? — Clarke disse, chamando sua atenção. — É que a professora não deixou muito claro no papel e eu...
A mulher se virou para ela, sorrindo:
— Tem razão. Que péssima primeira impressão de professora que eu dei, hein?
A primeira coisa que Clarke reparou na morena foram os olhos. Ela não conseguia definir a cor deles, talvez castanhos, mas também podiam ser verdes, dependendo da luz. A mulher parecia ser uns dois anos mais velha que ela, mas ainda assim nova demais para ser uma professora.
— Hã, não é nova demais para ser professora? — a loira franziu o cenho, percebendo que era um péssimo jeito de se começar uma conversa.
— Bem, eu sou, só prestei os exames mais cedo e é meio que um estágio. Mas, bem, hoje é meu último dia aqui. — ela cruzou os braços. — Se quiser pode mudar de professor, ou se transferir.
— Não! Não é isso, é que... — a loira abaixou o tom de voz, começando a ficar animada com a ideia de ter sua aula com ela. — É que é meu primeiro dia.
— Seu primeiro dia é o meu último... Por que tenho a impressão de que isso é chamado de destino? — ela balançou a cabeça, ainda sorrindo, direcionando a atenção para seu relógio. — Segundo andar. Sala 12.
Depois da aula, Lexa ofereceu uma carona à Clarke.
As duas se beijaram logo depois daquilo, quando Clarke a chamou para ficar em seu apartamento por aquela noite. Na época, a loira achou uma loucura beijar uma garota, que também era sua professora.
Mas, quem diria que elas se casariam, três anos depois?
— Ela foi minha professora de fotografia por um dia, na faculdade. Acho que tudo só aconteceu depois disso. — Clarke resumiu tudo, sorrindo.
— Isso é legal, levando em conta que meu professor é um velho caquético. — Octavia revirou os olhos. Ela olhou para Raven, que mantinha os olhos na sua comida (que era um hambúrguer, por sinal, o contrário de todos os pratos no lugar) e mal olhava para Clarke e Lexa. A Blake tentou compensar a "animação" de Raven. — Lexa, espero que não se importe, mas dormi no quarto do seu irmão noite passada.
— Tudo bem, acho que vou ter que viver com isso. — Lexa riu, concordando. — Nunca ouvi Lincoln falar tanto de uma garota antes. Eu quase o enfiei no meu carro e levei para sua casa.
As três ficaram mais um tempo no restaurante, conversando sobre o casamento e sobre a recente antecipação. Octavia parecia animada em ser madrinha e tudo mais, mas Raven não parecia ligar muito para aquilo.
— Você falou que a loja era na outra cidade. Acho que posso te levar, se quiser. — a mecânica finalmente disse alguma coisa, olhando apenas para Clarke.
A loira assentiu:
— Ia ser ótimo. Amanhã?
—Ah, que droga, amanhã eu vou ter que trabalhar. — ela se lembrou, batendo a mão na testa. — Mas, olha, tenho certeza que o Bell leva você, se eu falar com ele.
— Bellamy de novo? — Lexa não pareceu nem um pouco feliz com a sugestão. Ela mordeu o lábio, olhando para Clarke. — Queria muito te levar, mas prometi à Anya que iria ajudar com algum problema que ela arrumou no hotel.
— Tudo bem, acho que eu posso ir com o Bellamy. — Clarke assentiu, desconfortável, já que ela sabia que Lexa e ele já tiveram o suficiente um do outro por uns quarenta anos.
.
.
Raven
— Raven, qual é o seu problema? — Octavia disse, quando as duas voltaram para casa. — Você sabia que ia trabalhar amanhã e, mesmo assim, se ofereceu para levar a Clarke? Aí faz uma ceninha ridícula só para fazer o Bellamy passar um tempo com ela?!
Raven bufou:
— Parece ruim quando você fala desse jeito.
— E é! Eu sei que o Bellamy sente alguma coisa pela Clarke... Mas não tem nada que você possa fazer. — pela primeira vez, a Blake estava sendo consciente e isso era uma coisa completamente nova. — A Clarke gosta da Lexa de verdade, e é por isso que as duas vão se casar em dois meses.
— Eu não acredito que você confia nela! — Ravem arregalou os olhos, indignada. — Agora vai ser madrinha e carregar as flores também?
Aquilo era muito infantil, e Raven tinha total consciência disso. O problema era que ela tinha uma dívida com Bellamy (ele não sabia disso, mas ela se sentia em débito) e faria de tudo para reaproximar ele de Clarke.
— Não foi isso que eu quis dizer. Eu não gosto da Lexa, mas não vou sair por aí disparando meu mal humor para cima de todo mundo. — Octavia percorreu as mãos pelo cabelo, irritada. — Ai, meu Deus, você está me forçando a ser a sensata da nossa relação e esse papel não me cai bem!
— E se Lexa não for quem a Clarke pensa que é? E se... E se ela não souber nada sobre a pessoa com quem está se casando? — Raven pensou alto demais.
Raven não sabia porquê, mas tinha um péssimo pressentimento sobre Lexa. Ela podia até estar sendo injusta, mas sentia que a noiva de Clarke iria ser a pessoa que ia mudaria vida de todos ali.
E não parecia ser de um jeito bom.
— Acho que isso não é da nossa conta. Podemos parar de esfregar esse casamento na cara do meu irmão? — Octavia encerrou o assunto. — Bellamy não precisa disso.
— Não preciso de quê? — como se fosse algum tipo de ironia do destino, Bellamy saiu do quarto. Estava com os cabelos amassados e uma cara péssima, parecia ter acabado de acordar.
Octavia deu um passo à frente:
— Raven precisa que você...
— Não. — ele respondeu, se largando no sofá e ligando a televisão.
Raven colocou as mãos nos quadris, indignada:
— Mas nem sabe o que eu ia dizer!
— Tem razão, pode falar.
— Então, eu prometi à Clarke que a levaria nesta loja de vestidos, em outra cidade. Só que eu tenho que trabalhar amanhã. Pode, por favor, me fazer esse favor?
— Assim é melhor. — ele sorriu, satisfeito. — Mas, não.
Raven estava prestes a socar aquele cara. Será que ela era a única que estava realmente fazendo alguma coisa para juntar aqueles dois? Ela se sentia como uma casamenteira fracassada.
— Mas você tem que ir. — ela insistiu, então Bellamy aumentou o volume da televisão. — É melhor não testar minha paciência, Bellamy Blake. Você vai com a Clarke, se não eu...
Ele não botava nenhuma fé nas ameaças da mecânica:
— Se não você, o quê?
— Se não... — ela começou a pensar em coisas que podia usar contra ele, mas nada parecia bom o suficiente. Bellamy não ligava para completamente nada, exceto... — Eu conto tudo o que vai acontecer nas séries que você começou a ver!
— Você não faria isso. — ele cruzou os braços, ainda preso ao programa que assistia.
Raven se sentou ao seu lado, no sofá. Bellamy parecia satisfeito por ter vencido a discussão. Então, ela esperou exatos três segundos e soltou:
— Victoria Grayson morre no último episódio de Revenge.
— O que? — ele olhou para ela, chocado. — Raven!
Ela limpou as unhas, despreocupada:
— E você não tem ideia de quem morre na segunda temporada de Arrow. Eu esperava uma morte mais digna... Sério, não quero nem imaginar como o Tommy se sentiu! Não deve ser nada legal ter um ferro atravessando seu corpo. — ela balançou a cabeça, fingindo tristeza. — Ah, será que eu me lembro quem morre na terceira temporada de Game Of Thrones? Será que começa com a letra...
— Tudo bem, tudo bem, eu vou! — ele bufou, dando-se por vencido. — Você vai pagar por isso.
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