Bella diferente
14 Á procura de informações.
Notas iniciais
P.O.V. Deaton.
A clínica já estava fechada, mas quando alguém bateu á porta e ainda mais a essa hora eu sabia que era problema sobrenatural.
Eu abri a porta e encontrei uma figura desconhecida.
—Pois não? Está ferido?
—Não. Estou atrás de informações.
—Quem é você?
—Elijah Mikaelson.
Imagino que eu deva ter feito uma cara de surpresa e quando ele fez aquela cara de dor, eu soube o que havia ocorrido.
—O que foi isso?
—Temos uma Banshee na cidade.
—Uma banshee? Eu nunca encontrei uma banshee. Pensei que fossem um mito.
Logo todos os lobos estavam aqui.
—A Lydia...
—Eu sei.
—Mas, você não escuta.
—Mas, ele escuta. Imagino que ele seja o motivo do grito.
—O que você tomou Deaton? Banshees preveem a morte.
—Eu sei.
—Por favor, eu preciso de informações. Preciso confirmar um boato.
—Que boato?
—Sobre haver uma nova Duplicata Petrova.
—Eu fiquei sabendo disso, a filha de uma amiga minha me falou. Mas, se é verdade ou não, eu não sei.
—O que é uma duplicata Petrova?
—Uma ocorrência sobrenatural.
—Uma ocorrência rara?
—Não exatamente Scott, uma duplicata aparece uma vez a cada geração da linhagem Petrova.
—Peraí, essa coisa duplicata... é uma pessoa?!
—Sim. É uma pessoa.
—E o que que você quer com essa pessoa duplicata?
—Impedir que a garota vire uma bolsa de sangue ambulante. Eu tenho que encontrar a duplicata antes do meu irmão, então por favor se tem qualquer informação me diga.
—Eu soube que ela mora numa cidadezinha no estado de Washington. Forks. Eu não se é verdade ou não.
—Obrigado.
—E Mikaelson?
—O que?
—Essa é diferente.
—Diferente como?
—Ela não é completamente humana.
—Interessante. Obrigado.
Ele entrou no carro e foi embora.
—Coitada dessa menina. Isso é o que eu chamo de nascer com a cara errada.
P.O.V. Elijah.
Infelizmente, eu não cheguei antes do meu irmão. Mas, dessa vez a duplicata revidou. Ela o derrubou e correu. E ela com certeza, não era completamente humana. Nenhum ser humano corre á aquela velocidade.
—Vamos brincar de pega-pega então.
Niklaus começou a correr atrás dela.
—Pai! Pai!
—Hope.
—Ai Meu Deus! Caramba tio Elijah! Quer me fazer ter um infarte?
—Me desculpe.
—Eu não acredito que o meu pai me trouxe pra esse fim de mundo pra correr atrás de uma garota.
—Eu preciso pará-lo antes que pegue a menina.
—Vai nessa.
Eu fui correndo, cheguei bem á tempo de ver a garota saltar de um penhasco encima de uma pedra. Niklaus copiou o movimento, mas esse foi seu erro. Os indígenas se transformaram em lobos enormes e ameaçaram avançar sob ele.
—Desculpe, vampiro. Esse aqui é território quileute, território de lobo e você tá invadindo.
Os lobos pularam sob ele, mas ele facilmente os atirou longe.
—Paul! Quil!
Os lobos voltaram a ser homens, eles pareciam ter uns vinte e poucos.
—Meu Deus! Eu ouvi os ossos quebrando. Jacob! Jacob!
—O que? O que aconteceu?
—Ossos quebrados. Leva eles pro meu vô antes que a cura seja ativada. Já começou. Vai. Leva eles, leva.
—Mas...
—Leva Jacob! Agora!
Ela quebrou um galho de árvore, pegou um pedaço pontudo.
—A minha mãe me falou o que eu tenho que fazer pra matar um de vocês. Estaca? Sério? Que raça inferior.
Eu vi um garoto passar, ele tinha hipervelocidade.
—Alec não! A fronteira! Você não pode atravessar. Vem seu desgraçado. Vem!
Eles se chocaram, cada um voou para um lado. Niklaus voltou com tudo pra cima dela, mas ela absorveu o impacto facilmente. Derrubou-o, deu-lhe uma chave de braço, deslocou seu ombro. Ficou por cima dele.
—Morra cretino!
Ela enfiou a estaca nele. Depois se afastou.
—Tem algo errado. Ele devia queimar. Mamãe falou que depois que metemos as estacas neles, eles entram em combustão espontânea. Quer saber, que se foda.
Ela arrastou o corpo do meu irmão.
—Alec! Pega!
Ela atirou o corpo de Niklaus para o garoto.
—E agora?
—Vamo leva ele pra debaixo da igreja. Vamos tacar ele lá.
Eles foram até umas cavernas subterrâneas e havia uma pedra. Era um tipo de cripta.
—Porque colocar ele ai dentro?
—Porque se ele for o que acho que ele é, ele vai voltar. E outros virão atrás dele.
Ela abriu a porta de pedra com o pentagrama desenhado.
—Pare!
—Porque?! Esses cretinos estão atrás da minha família á gerações! Primeiro a Tatia, depois a Katherine, dai a Elena e agora eu. Eu não vou aturar isso não. Taca ele ai dentro.
—Ai Meu Deus.
—Não. Não atire ele aqui dentro. Por favor.
—Katerina.
—Oi. Elijah. Não, espera. Atira. Atira ele aqui dentro.
—Joga ele logo!
Ela tomou o corpo do meu irmão dos braços do garoto e o atirou dentro da tumba.
—Espera. Não fecha a porta ainda, ele tem que ver isso. Ele é que é o responsável!
Katerina olhou pra mim, ela arrancou a estaca do peito de Niklaus.
—Vocês mataram minha família, me caçaram, me usaram, mentiram na minha cara e quando eu tentei recomeçar... esse demônio veio atrás da minha filha e eu tive que ver ela morrer. Minha querida Nádia, nossa eternidade começa agora.
Katerina enfiou a estaca no próprio peito.
—Ai Meu Deus! Fecha a porta, fecha.
O garoto pálido, quase translúcido fechou a porta.
—O que é você?
O garoto olhou pra mim. Seus olhos eram vermelhos como o fogo do inferno. Ele deu um sorriso sacana e disse:
—Eu sou um vampiro. Versão dois ponto zero. Modelo mais novo da categoria. Basicamente, você é o telefone motorola, aqueles que parecem um tijolo e nós somos o IPhone dez.
—Deixa Alec. Vamos embora, ta frio aqui.
Eles saíram e foram caminhando pela floresta. E no caminho encontraram a Hope.
—Você está bem? Está perdida?
—Mais ou menos. O meu pai veio pra esse lado e eu to procurando ele.
—E como é que é o seu pai?
—Loiro, olhos azul esverdeado, camisa creme.
—Como é que é o seu nome?
—Hope. Hope Mikaelson.
—Puta merda! Olha só garota, seu pai veio atrás de mim. Eu meti uma estaca nele e taquei ele numa tumba. Como ele é meio vampiro, ele não vai conseguir sair.
—O que?
—Eu sinto muito por você. Mas, o seu pai é um maníaco homicida e eu não posso mais viver com medo de que algum Mikaelson ou algum Volturi vai vir atrás de mim!
—Eu meio que entendo isso. Sendo filha do meu pai, eu nasci com um alvo tatuado no meio da cara.
—E sendo uma híbrida duplicata, eu também. Mas, você tem... a sua mãe, não tem?
—Tenho. Mas, os meus tios vão fazer da sua vida um inferno enquanto você não tirar o meu pai de dentro dessa tal tumba.
—Ah, eles vão tentar. Os Mikaelsons são as lanças da Era Elizabethana e os meus pais e tios são uma ogiva nuclear. Eu não quero que ninguém morra, eu só... quero que o povo pare de vir atrás de mim!
—Eu também quero que o povo pare de vir atrás de mim, mas infelizmente... eles continuam vindo.
—Bem vinda ao clube amiga.
—Eu nunca tive nenhuma amiga.
—Bom, posso ser sua primeira. Renesmee Cullen.
Ela estendeu a mão para Hope.
—Hope Mikaelson.
Elas apertaram as mãos.
—Você não pode mesmo tirar o meu pai da tumba?
—Poder, eu posso. Talvez possamos tentar um acordo. Se ele prometer que não vai vir atrás de mim e da minha família ou mandar alguém... talvez possamos entrar num acordo. Mas, todo mundo que já fez algum tipo de acordo com um Mikaelson se fodeu. Ta morto ou petrificado, ou profundamente traumatizado.
—Credo. Não é um bom motivo pra se fazer um acordo.
—Eu sei. Mas, agora que você é minha amiga acho que... vou tentar, mas se ele vier atrás de mim, da minha família... eu taco ele lá dentro de novo e não tiro mais. Combinado?
—Eu acho que tudo bem. Combinado.
—Isso não é uma boa ideia Renesmee.
—Imagino que não, mas... temos um acordo. Se ele violar. Taco ele lá dentro de novo.
—Vem comigo. Vou levar você e a Hope de testemunha.
P.O.V. Klaus.
Quando eu acordei eu vi o corpo de Katerina e me vi preso na tumba. Tentei apurar o ouvido e ouvi a voz da minha filha.
—Que maneiro. Eu nunca fiz nada assim antes.
—Vai com cuidado, estamos na base dos penhascos. O terreno é ingrime.
—Eu sei.
—Ta pronta pra parte divertida?
—Mais divertida?
—Vai fica em pé. Ajuda ela Alec.
—Olha, tem uma cachoeira e uma lagoa!
—Vamos lá.
—Legal! Tem um buraco!
—Podem descer! Parece um escorrega.
Eu ouvi a Hope gritar e queria muito sair, mas não conseguia.
De repente, eles apareceram no meu campo de visão.
—Se vocês encostarem um dedo na minha filha...
—Meu Deus! Que paranoia. Não vamos machucar ela cabeção, eu trouxe ela e o Alec de testemunha.
—Testemunha?
—Você quer sair?
—Quero.
—Então, vamos fazer um acordo.
—Me tira daqui agora!
—Não. A sua filha aceitou o acordo, agora só falta você.
—E qual é o acordo?
—Você promete que não vai vir atrás de mim e nem mandar gente atrás de mim, dos meus amigos ou da minha família. Basicamente, você me deixa em paz e eu te tiro dai. E se você violar o acordo, eu te pego e te taco ai de novo. Te deixo pra apodrecer. Aceita?
—Você aceitou esse acordo Hope?
—Aceitei. E não olhe pra mim com essa cara. Eu sei como é ser caçada só por ser o que você é. Aquele povo todo lá de Nova Orleans vem atrás de mim desde que eu era bebê. E todo mundo que eu confiei tentou me matar! Vai pai, deixa de ser idiota.
—Me acha um idiota?
—Ás vezes. Vai pai, aceita o acordo e você pode sair e talvez, fazer um amigo! Aquilo é um corpo? Porque sempre tem um corpo?
—Ai que horrível.
—É, a minha ancestral pirou depois que o papaizinho querido matou a última família que ela tinha, a filha dela e forçou ela a assistir. Dai ela se matou, na nossa frente.
—Credo! Ai pai, como você consegue ser tão... cretino? Porque matou a filha dela?
—Eu...
—Porque ela era uma duplicata que nem eu e quando ela descobriu que o seu pai ia sacrificar ela num ritual profano pra destrancar seu lado lobisomem, ela fugiu. Correu por sua vida. Ela pensou, Klaus precisa de uma duplicata humana... se eu não for mais humana, ele vai me deixar em paz. Só que ele não deixou. Ele matou a família dela toda em mil quatrocentos e noventa, dai ela teve que passar quatrocentos anos fugindo e quando ela finalmente reencontrou a filha que lhe havia sido tirada em mil quatrocentos e guaraná de rolha, seu papai veio, mordeu a filha dela e a deixou pra morrer. E o idiota do seu tio abandonou ela quando ela mais precisou, então é culpa da sua família que ela morreu.
—Caramba! Caramba pai, você falou que tinha feito coisas ruins e não que era um cretino total.
—Você ousa virar minha filha contra mim?!
—Eu não quero virar ninguém contra ninguém Klaus. Mas, ela merece a verdade! Merece saber porque todo mundo quer matar ela!
—Ela ta certa. Eu mereço saber porque todo mundo quer me matar. Eu mereço a verdade! Sabe, uma vez eu ouvi alguém dizer que se vingar e guardar rancor é tomar veneno e esperar que o outro morra no seu lugar. Talvez um tempo preso ai nesse buraco te ajude a pensar. A refletir.
—Ta pensando mesmo em largar ele ai?
—Talvez isso ajude. Ele não vai se machucar, é como colocar uma criança de castigo. Ás vezes acho que eu sou a mãe ao invés da filha.
—Eu sinto muito.
—Eu também. O que foi?
—Não queria que o corpo dela ficasse ai. Ela já passou por tanto perrengue enquanto tava viva, queria pelo menos poder enterrar ela.
—E porque você não vai pegar?
—Eu posso ser de uma raça diferente, mas eu ainda sou metade vampira. Eu não sei se vou conseguir sair se eu entrar.
—Eu vou pegar o corpo. Á menos que você vá me usar como moeda de troca?
—Eu nunca faria isso Hope.
—Antes eu acreditava, agora eu duvido.
—Sua...
—Não é culpa dela! É culpa sua! É fácil você colocar a culpa no Mikael, na tia Rebekah, no tio Elijah, no tio Finn ou em qualquer outra pessoa, mas a culpa é sua! Eu vou entrar pra pegar o corpo e se você vier pra cima de mim, eu... vou usar o meu poder em você.
Eu vi as lágrimas brotando nos olhos da minha filha.
—Eu sinto muito.
Ela entrou na tumba e pegou o corpo de Katerina por debaixo dos ombros.
—Você diz que sente muito, mas sentir muito não muda nada. Você continua fazendo sempre as mesmas coisas. Ninguém nunca teve piedade de você, talvez porque você nunca teve piedade de ninguém. Devia tentar uma aproximação alternativa.
Ela arrastou com dificuldade o corpo carbonizado da vampira pra fora da tumba. Então, a duplicata veio ajudar. Ela carregou o corpo da sua duplicata morta.
—Como é que a gente vai sair dessas cavernas?
—Tem outro caminho. Eu só achei que você ia gostar do escorrega. Eu sei que eu gosto. Vou te dar um tempo pra pensar. Tchau híbrido Original.
Logo eu ouvi os saltos e eles já estavam do lado de fora da caverna.
—Caramba! Você tá brilhando!
—É o sol. Imagino que seja algum tipo de reação química. Credo! To passando muito tempo com o Carslile.
Eu então ouvi a minha filha desabar num choro compulsivo.
—Eu sinto muito. Hope, tem uma coisa que você tem que saber. É sobre a família da sua mãe.
—O que?
—Você tem duas tias. Eu sou amiga delas, eu nunca... nunca soube que elas tinham outra gêmea ou que elas eram tipo, realeza dos lobisomens. Eu sabia da marca, mas pra mim era só uma marca de nascença. E elas também não sabem sobre ser lobisomem. Eu vou... dar uma festa esse fim de semana, você podia ir. Elas foram convidadas. Eu sei que... você quer saber mais sobre a sua mãe biológica, talvez elas tenham alguma resposta. É um tiro no escuro, mas... acho que vale a tentativa.
—Sério?
—Sério.
—Hayley é gêmea?
—É. Acho que elas eram em três. Andréa que era a Hayley, Adriana que é a Cléo e Amanda que é a Faye. A Cléo e a Faye são bruxas, que nem você.
—Legal.
—Ah e... a sua tia Rebekah, tem uma duplicata. A sua avó Ester levou a criança da sua tia embora porque ela era...
—Uma primogênita.
—Isso. Mas, quando a Dhália morreu a coisa acabou. A Nanda tem vinte anos. E ela é uma primogênita.
—E a Dhália foi atrás dela?
—Foi. Eu não pude matá-la então, coloquei ela pra dormir, mas quando você nasceu, ela acordou.
—Eu pareço atrair a encrenca.
—Sei bem como é. Então, a festa começa ás seis. E não é lua cheia.
—Eu não sou lobisomem.
—Eu tava pensando na sua tia Cléo, na Nanda e na Drica.
—Mas, você não disse que ela não sabia que ela era lobisomem?
—E ela não sabe. Ela não tem a maldição ativada, ela é... outra coisa. Por isso elas piram na lua cheia. Vejo você no sábado ás seis?
—Claro. Legal. Eu nunca tinha sido chamada pra nada antes.

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