Bella diferente
12 Problemas de família
Notas iniciais
P.O.V. Aro.
Estávamos na sala do Trono cheios de tédio quando uma Heidi desesperada a invade.
—Heidi!
—Mestres, o garoto está matando os nossos guardas. Ele veio e exigiu falar com o Mestre Caius, eu mandei os guardas atrás dele e ele os massacrou, usando uma lâmina.
—Uma lâmina?
—Ele e a garota. Disse que se for necessário, ele vai matar todos no Castelo.
—E o que o garoto quer comigo?
—Ele disse que é assunto de família.
—Assunto de família?
—Sim. E imagino que o Mestre Aro vá gostar de saber que a garota é dotada. Ela parou todos os membros da guarda com uma mão, ela os paralisou facilitando para o garoto enfiar a lâmina neles.
—Acho que não há problema recebê-los. Traga-os aqui.
—Aro...
—Vai ser bom termos uma bruxa do nosso lado Caius.
Heidi trouxe o garoto encapuzado e armado e a garota ruiva.
—Vamos pra casa Jace, você não tem que fazer isso.
—Eu tenho sim.
O menino olhou para Caius e tirou seu capuz. Nós todos ficamos atônitos com tamanha semelhança física.
—Olá, primeira versão de mim.
—O que?
—É. Foi essa a cara que eu fiz quando vi o meu rosto, em alguém... que não era eu.
—Como assim?
—Olha só, se não é o rosto Horandale que gerou milhares de duplicatas. Quatrocentos anos e você não tem nada pra dizer pra mim Caius?! Não vai pedir desculpa?!
—Desculpa?
—Você desonrou o meu nome, o NOSSO nome! O nome da nossa família! Seu covarde! Ao invés de morrer com honra, como um guerreiro! Decidiu virar uma besta chupadora de sangue!
Ele desembainhou a lâmina. E encarou Caius com fúria.
—Tá na hora do acerto de contas.
—Garoto, você vai morrer tentando me matar.
—Acha que é o primeiro vampiro a me dizer isso? E adivinha onde eles estão agora? Não se meta Clary. Ninguém se mete! Isso é um problema de família.
Caius avançou sob o garoto, este deslizou passando por entre as pernas de Caius e então quando meu irmão avançou sob ele novamente, ele levantou uma lança enorme que usou o peso e a velocidade de Caius contra ele mesmo.
—Acha que esse ferimento mínimo vai me matar? Eu vou me curar e ai, vou atrás de todo mundo que você ama, a começar por ela.
Então, meu irmão começou a tossir. Ele cuspiu uma coisa preta.
—O... O que... é isso?
—Nada de aço comum. Prata esterlina, Verbena e cinza de Viking, forjado com o sangue de uma bruxa poderosa sob a luz da lua cheia. Uma bruxa que tem uma bela duma rixa com o seu Clã. A história pode lembrar de você Caius, mas apenas como uma besta.
Caius caiu de lado com a lança atravessada no seu peito. E o garoto derramou lágrimas, mas respirou fundo.
—Eu sinto muito Jace.
O menino, Jace, arrancou a lança do corpo de Caius e os dois saíram.
—Problema resolvido, eu suponho.
Então, o corpo de meu irmão se desfez. Virou uma pilha de pequenos cristais e depois os cristais evaporaram.
—Foi o mesmo que aconteceu com os outros. Os corpos se estilhaçaram e depois evaporaram.
—Uma bruxa que tem uma rixa com o nosso Clã. Eu só conheço uma bruxa.
—A Cullen.
—Cuida disso Félix. Pega o menino e mata ele.
P.O.V. Félix.
Eu peguei a cópia desprevenida e enfiei os meus dentes nele. Mas, então eu comecei a passar mal e senti a escuridão me abraçar.
P.O.V. Clary.
O vampiro mordeu o Jace.
—Jace? Você tá bem?
—To. Com essa eles não contavam.
—O que aconteceu?
—Objetos amaldiçoados. Renesmee fez um feitiço que canalizou o poder dos objetos amaldiçoados e transformou meu sangue em veneno.
—Meu Deus!
—Não faz mal pra mim. Só, pra eles. Vamos, Clary. Vamos sair daqui.
P.O.V. Aro.
Félix não voltava, então mandei a Heidi atrás dele. E ela voltou, de mãos vazias.
—Eu mandei você encontrar Félix!
—E eu encontrei Mestre. Encontrei o corpo dele. E como o senhor bem sabe, Félix tem o triplo do meu tamanho tornando impossível para mim, carregá-lo.
Nós fomos averiguar e encontramos o corpo de Félix. Havia sangue em sua boca.
—Sangue. Humano, mas ele está morto. Realmente morto.

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