Bella diferente
4 Bebê híbrido milagroso
Notas iniciais
P.O.V. Aro.
Eu concordei em ouvir todas as partes da verdade.
—Como a criança está no colo da sua esposa recém criada suponho que deva ouvi-lo primeiro Edward.
—Ela não é uma criança imortal. Ela não é como nada que você já viu. Acredite.
Eu peguei a mão dele e conforme os pensamentos passavam, eu vi a bruxa grávida, eu vi o nascimento da criança e testemunhei seu poder.
Vi o carro que era dirigido por uma das irmãs Denali simplesmente parar, morrer, de inicio eu não entendi o que estava se passando, mas então o carro voltou a ligar sozinho e Tânia olhou para o bebê sentado na cadeirinha no banco de trás. E a criança olhou de volta para ela como quem dissesse é, fui eu. E então, desviou o olhar.
—Incrível. Mas, porque a criança estaria com Tânia Denali?
—Sabíamos que se fosse mandar alguém, mandaria atrás de nós, por isso confiamos a nossa filha á Tânia, mas Renesmee tinha outras ideias.
—Fascinante. Metade mortal, metade imortal, concebida e carregada por essa recém criada, enquanto ainda era uma bruxa.
—Impossível!
—Acha que me enganaram irmão?
—Tragam a informante pra cá.
Irina apareceu.
—Essa é a criança que você viu?
—Eu não tenho certeza.
—Jane...
—Essa criança está... maior.
—Gostaria de conhecê-la.
Vieram a mãe, Emmett e um enorme lobo.
Eu pude ver a preocupação nos olhos da mãe, a criança começou a fazer barulhos, barulhos de bebê.
—Está tudo bem, está tudo bem garotinha.
Ela balançava a criança.
—Ah! Que beleza. Olá minha criança. Ela é uma gracinha.
—Se você encostar um dedo na minha filha, eu juro por Deus que eu vou te fazer sofrer de maneiras que nem a sua mente perturbada e maligna pode imaginar!
—Oh! Mas, porque eu iria querer ferir uma joia tão bela e tão rara.
Jane se pronunciou.
—Eu me lembro dele. Ele é um híbrido.
—Porque vocês não chegam mais perto. Eu vou adorar mostrar pra vocês um pouco de hospitalidade híbrida.
O bebê começou a chorar.
—Vê? Você aborreceu a criança.
—Você nem faz ideia do quanto eu quero te matar.
—Vamos, vamos voltar.
Edward puxou a esposa e eles se afastaram. Quando eles já estavam do lado deles, lancei um olhar para Jane e ela usou seu poder em Edward, mas de repente parou de funcionar.
—Ta funcionando.
Jane começou a procurar com os olhos e quando olhou para Isabella ela lhe deu um sorrisinho sacana.
O bebê olhou para Jane e Jane começou a gritar, gritar de agonia.
—Aneurisma?
—Não. Isso é diferente. Ela... ela jogou os poderes de Jane contra ela mesma.
Dai o bebê desviou o olhar e olhou inocentemente para mim. Jane ainda gritava.
Eu fiquei assustado e maravilhado com o poder daquela pequena criaturinha de gorro creme e chupeta colorida.
A mãe deu um beijinho na bochecha do bebê.
—É a minha garota.
O mais engraçado era que ela fazia, ela lançava seu poder sob nós e então nos olhava com aquela cara de... eu não fiz nada.
Alec tentou liberar sua névoa, mas eu fiz um gesto de mão para que ele a retraísse. Não posso arriscar perder mais uma arma.
—Eu acho que você está em considerável desvantagem.
Eu preciso de um motivo para os vampiros deles nos atacarem. Então os meus vampiros agarraram Irina e Caius acendeu uma tocha, mas então a tocha apagou e os vampiros que a seguravam voaram longe. Os pés de Irina saíram do chão.
—O que é isso?!
—Tente não se mover!
Gritou Isabella. Os pés de Irina só voltaram para o chão quando ela estava mais perto deles do que de nós. Então ela gritou e apertou a cabeça.
—Ela tá brava com você. Porque você traiu sua família. Se você fizer isso de novo, ela vai fazer você queimar. Literalmente queimar.
Então Irina voltou ao normal. Isabella passou a criança para o marido e agarrou o pescoço de Irina.
—Você traiu sua família, nos colocou sob sentença de morte porque não deixou a gente explicar. Trouxe esses assassinos italianos pra nossa casa! Ameaçou a minha filha! Faça isso outra vez e eu vou te dar veneno de lobisomem. É uma morte horrível sabia?
—Tudo bem. Não vamos brigar, mas eu tenho uma condição.
—Dependendo da condição, a gente cumpre.
—Um dos membros da guarda vai ter que ficar para... observar e relatar o desenvolvimento da criança.
—Concordo. Mas, eu escolho quem fica. De acordo?
—De acordo.
—O Alec fica.
—Se me permite perguntar, porque eu?
—Porque você é o menos pior. Mas, como é que ele vai ficar? Ele não tem roupas, nem dinheiro, nem nada. Aqui pelo menos.
—Vamos mandar o que ele precisar.
—Tudo bem. Não se esqueçam das lentes de contato. Ah e se você encostar um dedo na minha filha seu Justin Bieber do mal, eu acabo com a sua raça. E antes que eu me esqueça, a Rosalie bebeu a cura. Ela é humana agora.
—Cura?
—Pois é, existe uma cura. Ela escolheu beber e ela não pode ser transformada de volta. Não importa, ela é parte da família e ela não vai sair por ai falando que o marido dela é um vampiro, mas eu não espero que entendam esse tipo de lealdade.
—Eu tenho uma pergunta.
—Manda.
—Esses lobos... eles...
Edward respondeu:
—Não. Não funciona assim, eles estão aqui por vontade própria. Eles não são nossos servos, são nossos amigos.
—Vamos, vamos embora. Eu vou levar ela pra casa. Ta ficando cansada.
P.O.V. Alec.
Depois do Mestre Aro me passar as últimas instruções eles foram embora e eu segui os Cullens para sua residência.
Nós ultrapassamos Isabella que caminhava a uma velocidade humana carregando a criança.
—Porque caminhar?
—Se Bella correr com Renesmee ela fica agitada e não dorme.
—Gente! Chegamos!
—E como foi a briga?
—Foi boa. Os Volturi ficaram no chão! Devia ter visto a cara do Aro, ele não sabia onde enfiar a cara! Foi o maior vexame!
—E o que ele tá fazendo aqui?
—Aro mandou ele olhar a Renesmee.
Rosalie deu risada.
—O guarda Volturi virou babá!
—Eu posso ouvi-los.
—A gente sabe.
—Não sabia que eram fãs de armas.
Haviam armas espalhadas pela casa toda, penduradas nas paredes.
—A minha esposa forjou. Todas elas. Foram feitas especificamente para matar os vampiros da nossa raça. Algumas são besuntadas com uma erva mágica, outras com veneno de lobisomem. Mas, essa...
O Cullen pegou a lança com cabo de madeira.
—É de longe a minha favorita. Um metal especial forjado com o sangue dela, veneno de lobisomem e a erva mágica sob a luz da lua cheia. Foi de grande ajuda na batalha contra o exército dos recém criados, eu me lembro de ver a minha frágil esposa deslisar pela campina, desenterrar a lança e empalar um vampiro com o tamanho do meu irmão Emmett. A lança usou o peso, a força e a velocidade do vampiro contra ele mesmo, ele não morreu de imediato, ele se debateu e então cuspiu um sangue negro e ai ele morreu.
O bebê começou a chorar.
—Eu sei. É hora do mama.
Bella trouxe uma mamadeira com um líquido vermelho que eu identifiquei imediatamente como sangue e era sangue humano.
—Sangue humano.
—Ninguém morreu por isso. Carslile trás do hospital pra ela mamar, ele não roubou ele comprou.
A mãe tirou a chupeta da boca do bebê que chorou mais alto ainda.
—Aqui olha que delícia.
Ela estava com a criança no colo e o bebê não sabia se mamava ou se dormia. Bella a balançava e cantava uma música que não era bem uma canção de ninar.
Ela levou o bebê pra cima e a colocou num berço. A porta tinha uma placa com o nome dela.
—Bella, agora que eu sou humana eu posso...
—Não! Não de jeito nenhum. Lembra o que aconteceu comigo? Se eu não fosse transformada eu ia morrer. E você não pode ser transformada! Se você ficar grávida do Emmett, você vai morrer e seu filho vai crescer sem mãe! Mas, tem uma alternativa.
—Que alternativa?
—Duas na verdade. Você pode adotar ou ser inseminada.
—É. Apesar de eu não gostar dessa palavra inseminada, eu acho que é uma boa pedida.
—A criança dorme?
—Dorme. Ao menos umas duas horas por noite. Ela dorme menos que uma criança humana. Ah e você não pode caçar na cidade, se quiser se alimentar de pobres almas inocentes vá pra Seattle.
—Vocês não ficam preocupados de acordar a criança?
—Um dos últimos feitiços que eu lancei antes de... me transformar. Um feitiço de proteção e um feitiço silenciador invertido. Enquanto ela estiver no quarto ela não escuta nada o que acontece aqui fora.
—O que é isso ai?
—Uma babá eletrônica. Ela transmite o choro da Renesmee, quando ela acorda. Tem uma no berço e uma com a gente.

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