Believe It Or Not

29 Capítulo XXVIII


Notas iniciais
Hey cupcakes, como vão? Espero que bem, eu amei escrever esse capítulo, pois... bom, não vou dizer, vocês vão ter que ler para entender '-' kkkkkk Nele contem uma musica que eu gosto bastante, vou deixar o link para os curiosos de plantão: http://letras.mus.br/3-doors-down/1259650/traducao.html É isso, boa leitura!

Depois que terminamos o trabalho, Luke ficou conversando comigo sobre coisas aleatórias, até que resolveu ir embora. Saímos do quarto, e nos deparamos com um Ryan largado no sofá.

– Vamos, Ryan? – Luke já caminhava para a porta.

– Vou ficar mais um tempo, pode ir indo, depois passo na sua casa.

Luke bufou.

– O.K. – Virou-se para mim. – Tchau, Kate – Piscou um olho e saiu.

Suspirei. É, Ryan provavelmente reclamaria comigo. Fui até o sofá onde Ryan estava semi-deitado (sentado, mas quase deitado), fui até lá e deitei minha cabeça em seu colo, e ele, quase imediatamente, começou a mexer no meu cabelo.

– Tudo O.K.?

– Sim... – Mas não estava, ele estava com uma cara seria. – Eu ouvi o que Luke disse sobre mim.

– Amigão da parte dele, não é? – Ironizei.

Ryan deu um sorriso de lado. E depois olhou fixamente para mim. E ficamos assim por longos minutos. Não sei o que estava acontecendo, mas não queria desviar os olhos dele.

– E-eu já vou – Ele falou do nada quebrando o contato visual.

Levantei junto com ele, e seguimos até a porta, ele abriu e saiu, mas antes que eu pudesse fechar a porta, Ryan falou:

– Espera!

Abri a porta e o olhei. Eu não havia reparado, mas ele estava com a mesma camisa do dia em que veio aqui em casa para deixar Pricilla, após a morte de Jennifer, a diferença é que ele estava com uma jaqueta de couro por cima.

– O que foi? – Perguntei confusa, já que ele parecia nervoso.

– Você acreditou no que Luke disse?

– Sobre o quê?

Ryan respirou fundo, desviando o olhar. Até que ele olhou profundamente para mim, e antes de ele responder, eu soube do que ele estava falando.

– Sobre eu gostar de você.

Droga, esse é o momento em que fico sem saber o que fazer. Até porque eu estava confusa com tudo isso. Nem sei se estou confusa de verdade ou com vontade de evitar o que sinto.

– Eu não sei se acredito. Acho que se você sente algo, deve ser mais claro e dizer.

– Isso se aplica à você também? Ser clara e dizer? – Ele rebateu, e é, ele tem razão. – Não sei o que acontece, e não sei como ser claro, mas vou tentar. Antes, eu havia dito ''eu te amo'' para Jennifer, ela foi a primeira garota, fora minha mãe, para quem eu falei isso. E eu estava completamente certo disso. E por que eu acho que nada disso faz sentido agora? Porque eu gostava de estar com ela, gostava do modo que ela fazia eu me sentir, só que não é a mesma coisa. – Ele respirou fundo. – Eu não amava ela, se eu a amasse, as coisas teriam sido diferentes, não haveria tantas brigas, porque quem ama, consegue aguentar. E é isso que eu quero dizer. Eu fiz muita burrice até agora, e não vou deixar essa chance passar. Quando eu conheci você, minha intenção era só ter uma ajuda para descobrir quem matou Jenn, pois eu me sentia culpado por não ter ido ver ela quando mandou aquela mensagem, se eu tivesse ido vê-la, eu poderia até impedir que isso tudo acontecesse.

– Você não poderia impedir nada. Talvez se você estivesse lá, teria morrido também. Não se culpe da nada.

– Eu sei, agora eu sei perfeitamente disso, pois o motivo de eu estar investigando quem a matou não é ela, é você, eu quero poder te ajudar. E bom, não era disso que eu queria falar. Não tem nada haver com Jennifer. É sobre você. Eu... Eu te amo. – Ele olhou para o chão corando e em seguida voltou o olhar para mim – É, é isso. Não senti nada parecido por outra garota antes, tenho necessidade de estar perto de você, de te proteger e de saber que você está bem e feliz. E eu te aguento, apesar de você ser incrivelmente teimosa, e isso é uma das coisas que gosto em você. É, acho que gosto até do seus defeitos. Não precisa dizer nada, porque você provavelmente não sente a mesma coisa. Só quero que você saiba disso.

– Você acabou?

– Sim, acho que sim.

– O.K., agora é minha vez.

Sem pensar duas vezes, dei um passo para ficar bem próxima à ele. Senti o cheiro do seu perfume pela proximidade. E então colei meus lábios nos dele. Eu nunca havia tomado a atitude para um beijo, e espero que não tenha me saído mal. Minhas mãos foram para seu pescoço, e um delas bagunçava o cabelo dele. Ele, ainda surpreso, deu passagem para que eu aprofundasse o beijo. As mãos dele pararam minha cintura, ainda meio incerto, mas logo em seguida me puxando como se estivesse muito tempo se prendendo para não fazer isso. Nesse momento acabou toda a duvida que eu tinha, se é que eu tinha. Sim, ele era o ex da minha melhor amiga morta, mas eu o queria, e tinha certeza que era mais que desejo. Então parti o beijo do nada, deixando-o confuso, ele tentou retomar o beijo, o que me fez rir. Aproximei minha boca de seu ouvido e sussurrei:

– Eu também te amo. Fui clara? – Beijei o seu pescoço. Me soltei do seu abraço, e ele fez uma cara triste. – Vai para casa, está tarde e não quero que você bata o carro de novo.

Ele riu do que eu disse.

– Ai não... Eu pretendia passar o resto da noite aqui.

– Sua mãe vai brigar comigo! – Falei rindo, sabendo que a mãe dele gosta de mim.

– O.K., a gente pode continuar isso aqui amanhã?

– Sim, claro.

Ryan saiu meio relutante de lá. Entrou no carro da sua mãe, já que o dele estava sendo consertado pela batida, e foi embora. Já eu fiquei que nem uma abestalhada encostada na porta, não acreditando no que havia acabo de acontecer. Eu ainda sentia o cheiro dele, e sorria sozinha.

Até que algo fez meu sorriso murchar. Do outro lado da rua, em uma parte escura, havia um homem alto, de preto me observando, não pude ver seu rosto, pois estava muito escuro, mas ele olhava em minha direção, eu tinha certeza disso. Quando ele percebeu que eu o tinha visto, e o encarava estática, ele saiu correndo para longe. Rapidamente, fechei a porta, trancando-a.

– WINNY – gritei, indo ao quarto dela.

Antes que eu abrisse a porta, ela saiu de lá com uma cara de sono.

– Eu acabei de ver um cara me vigiando no outro lado da rua! – Falei muito rápido.

Não sabia se ela tinha entendi, mas provavelmente sim, já que ela arregalou os olhos e foi em direção ao telefone. Não que ligar para policia fosse ajuda, já que o cara devia estar muito longe agora. Então isso só iria incomoda-los.

Depois de uns quinze minutos eu entendi o porquê de Winny ter corrido pelo celular. Havíamos fechado a casa toda, mas então escuto a campainha, no momento fiquei com receio de ver quem era, então Winny se levantou do sofá e foi até lá. Abrindo sem nem perguntar quem é.

Brad, William e Derek entram pela sala, e imediatamente se espalham pela casa. Will vai até a cozinha, Brad para o quarto de Winny, e Derek para o meu. Provavelmente estavam com o intuito de verificar se não havia alguém nos vigiando. Porém, só um quarto não foi visto, e todos sabiam disso. Era difícil abrir o quarto de Jennifer, parecia um santuário, ninguém entrava lá. Winny entrou uma vez com o objetivo de limpar a poeira, mas ai sentiu o cheiro dela, e teve uma crise horrível de choro.

Era a nossa segurança. Então abri a porta do quarto de Jennifer com receio. A parede num tom de rosa que eu não via faz muito tempo.

~ Flashback on~

Já era tarde, nossos pais não sonharia nunca onde estávamos, e provavelmente nunca iriam descobrir. Jennifer estava mal por ter brigado com seu pai, novamente, e eu já estava meio chateada com algumas coisas em relação aos meus pais, eles eram hipócritas fingindo que estava tudo sempre bem, só que era obvio que não estava, e eu tentava ignorar tudo.

Eu e Winny eramos vizinha, já Jennifer morava no final da rua. Eram umas duas da manhã quando pulei a janela do meu quarto, Jennifer estava esperando ao lado da minha casa. Pude ver Winny saindo, pulando a janela também. Sempre que precisávamos uma da outra fazíamos isso.

– Oi – Jennifer sorriu tristemente, sabíamos o quanto as brigas com o pai dela a afetava. – Vamos logo suas fracassadas, se não vamos acabar acordando todos os vizinhos.

Winny riu pelo nariz, era uma mania dela.

Caminhamos rápido, porém silenciosamente, sem dizer nada, não queríamos acorda ninguém. Até que chegamos a uma parque, que fica à duas quadras da nossa rua.

Corremos até debaixo de uma árvore, na qual sempre íamos para conversar. Deitamos na grama, nossos olhares no céu. Por estar tudo escuro, podíamos ver as estrelas. E ninguém podia nos ouvir, era distante das casas.

– Vocês já pensaram de fugir de tudo isso? – Jennifer sussurrou.

– Sempre. – Também falei baixo, porém sabia que ninguém estava escutando a gente.

Fez-se silencio, mas era um silencio reconfortante. Até Jennifer colocar uma musica no Mp3 dela, que pude reconhecer como Runaway, de Three Doors Down.

Ouvi Jennifer sussurrando a introdução:

Do you ever think about running away (Você já pensou em sair correndo?)

'cause I was thinkin' about leavin' today (Porque eu estava pensado em ir embora hoje)

We'll follow forever where our hearts wanna go (Nós seguiremos até onde nossos corações querem ir)

Maybe we'll live somewhere where nobody knows our names (Talvez nós viveremos onde ninguém saiba nossos nomes)

Then things might change for the good (Assim as coisas podem mudar pra melhor)

– A gente vai morar juntas, né? Assim que pudermos sai de tudo isso? – Winny se pronunciou.

– Claro – Pela voz que saiu, eu tinha certeza que Jennifer estava sorrindo. – A gente pode planejar tudo, e dizer que queremos nos mudar de escola, por isso teríamos que morara sozinhas.

– Sim, mas os quartos tem que ter a parede roxa. – Winny falou empolgada.

– Não, tem que ser rosa! – Jennifer ria espontaneamente, o que era raro em dias como esse.

– Vamos cada uma pintar a parede do nossos quarto das nossas cores favoritas, O.K.? Mesmo que não moremos juntas, mas no futuro, sei lá. – Virei-me de barrida para baixo, para encara-las, e elas me olharam também. – Isso é uma promessa, certo?

– Sim, eu prometo. – Jennifer estava com uma lagrima em sua bochecha, mas disfarçou.

– Eu prometo. – Winny sorriu sonhadora.

~ Flashback off ~

Eu já estava com meus olhos cheios de lagrimas, mas eu tentava as conter. Adentrei no quarto de vez, a janela estava fechada, e não havia ninguém lá. Então sai quase imediatamente. A casa estava aparentemente toda segura, mas eu não era tão forte como achava.

Notas finais
É, alguns flashback mostram o lado ruim de Jennifer, espero que vocês tenham gostado desse outra lado dela. GENTE, ESTAMOS NO CAPITULO 28, TEM NOÇÃO DISSO? Pois é, está acabando e eu estou emotiva, vou postar logo se não vou acabar chorando aqui nas notas final .-. Espero o comentário de vocês, e até o próximo.