Believe It Or Not
3 Capítulo II
Notas iniciais
Eu não queria fazer aquela apresentação em homenagem a Jennifer, estar nas lideres de torcida não fazia sentido algum sem ela. Mas eu teria que ficar, pelo menos até descobrir quem a matou, estar em um lugar onde ela sempre estava e convivia ajudava um pouco. Então eu teria que me aproximar das vacas que eram ''amiga'' dela. Pricilla estava morrendo de felicidade por estar com o ex-lugar de Jenn em tudo, mas ela deu a ideia de fazermos um discurso na homenagem e depois dançarmos a musica favorita de Jenn. O que também era suspeito, mas O.K., acho que estou olhando todos de forma suspeita.
Quando cheguei na escola, todos olhavam para mim, afinal, ontem sai acompanhada da polícia, eu pude ouvir alguns comentando sobre isso na minha frente, descaradamente. Uns diziam que estou vendendo drogas, e outros falavam que eu matei Jennifer (o que já era de imaginar que todos falassem). Não me surpreendi com nada, na verdade eu esperava pior. Acho que o único que foi diferente foi Ryan, ele me olhou de forma estranha e me deu um sorriso... Não sarcástico, como costumava ser, e sim verdadeiro, como se ele soubesse o que estava acontecendo e me entendesse. Não sei se gostei disso, mas retribui o sorriso.
Fui para aula de inglês, sentei ao lado de William, que era muito engraçado e um ótimo amigo e sempre estava sorrindo, e de Brad, que as vezes era meio ignorante, porém era uma boa pessoa, ele é namorado de Winny.
– Hey, não liga para o que estão comentando, sabemos que você é inocente e é isso que importa – Brad falou assim que sentei.
– Sempre soubemos que você tem um lado assassina e tal, mas não faria isso com Jenn, pelo contrario, acho que faria isso com alguém que a fizesse mal. – William disse e não pude deixar de sorri.
– O problema não é esse – Abaixei a voz – O investigador também suspeita de mim.
– Droga, eu... – Nesse momento William parou, já que o professor que tinha marcação com ele entrou na sala. Ele fez careta e se virou para frente.
A aula começou e abaixei a cabeça, era horrível acordar cedo para ir à aula! Quando eu for trabalhar, vou trabalhar em algo de tarde!
***
Na hora do intervalo, fomos para a mesa em que sempre sentamos, nela estava Derek, eu, Winny, William e Brad. Conversamos sobre coisas aleatórias, mas não estava prestando tanta atenção, eu olhava para as mesas, será que alguém aqui matou Jennifer? Muita gente a conhecia, ou pelo menos, sabiam quem ela era. E agora ela deixou de ser a menina que todos conhecem para ser a menina que foi assassinada.
Todos conversavam, havia alguns sozinhos, uns lendo livros, outros ouvindo musica. Mas um grupo se destacava, as piranhas que odiavam a Jennifer. Sempre tem uma briga de garotas na escola, e Jenn já brigou de tapas com uma dessas meninas. E porque elas se destacavam? Porque elas tinham conseguido o que queria, tirar Jennifer do caminho e aparecer mais do que ela... Ridiculamente infantil, eu sei, mas Jenn era um pouco infantil.
O intervalo acabou e era aula de gramática, mas na verdade a professora nunca dava gramática, estranho né? Ela sempre passava algum texto para fazermos resumo ao algo do tipo, era como se a aula dela fosse um improviso, e eu não estava nem afim de assistir. Quando estava entrando na sala...
– Kate — Pude reconhecer a voz de Ryan e me virei, o que era estranho, ele me chamar pelo apelido, bem estranho. – Posso falar com você? – Nossa, como ele esta educado! Apenas concordei com a cabeça e o segui.
Ele andava rápido, e o acompanhei, ele me levou até os fundos da escola, onde tinha tipo um mini-jardim, bem escondido, será que ele queria me matar? Ri sozinha com meu pensamento idiota. Ele me olhou como se eu fosse doida.
– O que foi? – Perguntei meio grossa e me arrependi, ele parecia paciente.
– Eu ouvi o que estão inventando sobre você, sobre você ser culpada. E obviamente você já deve ter ouvido que também sou suspeito, ela terminou o namoro um pouco antes de morrer, né – Claro, eu suspeitei de você! Na verdade ainda suspeito, Ryan – Eu a amava, e não a mataria, mesmo ela tendo feito o que fez...
O investigador não era tão burro, também estava investigando Ryan, provavelmente.
Eu me lembro bem dos dias quem que Jennifer terminou com ele, parecia que Ryan estava a perseguindo, quase obsessivo.
~Flashback on~
– DROGA! – Jenn exclamou – Ryan não para de ligar, eu não aguento mais, será que ele não entende que acabou? Acabou o amor que eu sentia.
– Você devia estar feliz, isso quer dizer que ele se importa com você, ele te ama, pára se ser tão fria, vocês se conhecem a tanto tempo, vai acabar toda a amizade que vocês tinham antes? – Winny argumentou, ela deve achar que todos os namoros do mundo são perfeitos como o dela.
– Não quero nada com ele! – Falou mais alto, entretanto, não gritando – Não gosto dele como antes.
– Não adianta terminar com ele sem dizer o motivo, acho que você deve falar que não gosta mais dele como antes... Mas você simplesmente terminou! Por isso ele esta tão insistente – Tentei dizer algo coerente.
– Ele está compulsivo – Ela riu – Vou falar toda a verdade, vou mandar uma lista de todos os amigos dele que fiquei enquanto eu namorava com ele – Jenn disse já digitando uma mensagem.
– Que cruel, e imaturo, mas faz o que você quiser – Dei os ombros.
Winny me olhou indignada por não impedir Jennifer de fazer isso. Mas o que eu faria? A vida é dela.
Depois de alguns minutos, Ryan entrou pela porta xingando Jenn dizendo que ela era uma puta e que nunca devia ter o amado e verdade... O que eu não duvido muito, mas pude ver que ele estava transtornado, quase batia nela, e ela ainda ria de tudo! Ele saiu e Jenn foi se arrumar para sair para alguma festa, na qual provavelmente Ryan iria com os amigos, ela ficaria o provocando, agarrando alguém. Ela adora ver que as coisas giram em torno dela.
~Flashback off~
O que ele queria que eu fizesse? Eu suspeitava dele, eu lembrava do olhar assassino quando ele brigou com Jennifer. Mas eu não diria isso.
– Eu confio em você – Nem acreditei que realmente isso saiu da minha boca.
– Obrigado – Ele sorriu e me abraçou... Parecia verdadeiro, talvez eu tentasse confiar nele de verdade, ou não. – Mas não te chamei por isso.
– Então o que foi?
– Posso provar sua inocência – Isso pareceu musicas em meus ouvidos – Jennifer me enviou uma mensagem antes de morrer. Disse que queria que eu fosse lá, pois ela estava sozinha em casa, ou seja, prova que você saiu de casa mesmo e que não a matou, basicamente né? Depende na hora exata que ela foi morta, mas podemos mostrar isso ao investigador, é um começo.
Fiquei chocada, ele pareceria mais culpado ainda, não só aos meus olhos, se ele mostrasse isso a Bruce, o cara que esta investigando o caso, era praticamente certeza que ele iria andar com escolta.
– Isso praticamente vai fazer com que pareça que você a matou.
– Eu sei, mas estou disposto a te ajudar.
Dá para acreditar? Discutimos animadamente sobre isso, e terminou nem fui para aula, sei que não perdi nada demais mesmo... Só sai de lá quando vi uma mensagem de Derek, ele estava me esperando no carro, junto com Winny.
Cheguei no estacionamento, mega empolgada. Contei tudo a Derek e Winny e eles me olharam incrédulos.
– Bom, você pediu para te ajudar nisso, e acho que Ryan é muito suspeito – Winny disse.
– É, também acho, tipo, como assim? Ele quer pagar de mocinho para que os investigadores não suspeitem dele.
É, isso fazia sentido, Ryan poderia querer fazer com que todos achassem que ele era cheio das boas intenções para que todos não suspeitassem dele. Pode ser... Mas eu queria acreditar nele, é só que eu não conseguia! Ele parecia verdadeiro, só que eu tenho medo!
– É... Não sei, mas espero que isso prove minha inocencia.
– Pelo menos isso – Winny disse. – Mas fica de olhos bem abertos, tá amiga?
– Eu ficarei.
Entramos no carro, Derek colocou o CD do Bon Jovi e fomos cantando, até ele baixar o volume e me avisar uma coisa que havia totalmente esquecido.
– Ei, hoje de noite vai ter a apresentação da banda de William e Brad, vocês lembram né? É a primeira vez que eles tocam fora da garagem, é importante irmos.
Sorri de lado em pensar nisso, talvez fosse uma boa ideia sair um pouco.
– Claro que eu lembro! E nós vamos, né Katherine?
– Sim, sim, claro que vamos.
– Ótimo — Derek parou o carro na frente da minha casa — Passo de 18 horas para pegar vocês, esteja pronta — ele olhou para Winny, que sempre demora a se arrumar.
Rimos e eu e ela entramos em casa, almoçamos e ela foi dormir, enquanto fiquei estudando.
Arrumei-me um pouco antes da hora. Espero que ocorra tudo bem. Pensei que veria Ryan, já que ele da banda com William, Brad e Luke (o baterista que Jenn ficou).
Pensando nisso peguei no sono, e acordei com Winny me chamando.

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