Amélia Belmont não cresceu como as outras crianças do pequeno vilarejo de Longwell Green, na verdade, ela era uma garota única naquela região.

Ela era uma bruxa. Filha de bruxos. Herdeira de uma grande linhagem de bruxos.

Mas a magia não a assustava. Nunca precisou que seus pais lhe explicassem o que era, pois sempre esteve lá, fosse nos pratos que se limpavam sozinhos ou nas pessoas que apareciam e sumiam da lareira no meio da sala.

A pequena Belmont cresceu ouvindo histórias sobre como era o esplendoroso castelo de Hogwarts, onde estudaria ao completar 11 anos. Como a morte havia dado as Relíquias da Morte para os três irmãos bruxos. Como Você-Sabe-Quem havia sido morto pelo Menino-Que-Sobreviveu. E sobre tantas outras histórias que seu mundo e seus pais pudessem lhe oferecer.

Entretanto, diferente de muitas famílias conhecidas como puro sangue, os Belmont sempre pareciam dispostos a conhecer os costumes e histórias do povo trouxa, ajudando com o que precisavam. Povo esse que os viam como uma família de gostos e jeitos exóticos, com suas roupas coloridas e as crianças que estudavam em casa.

Adam, pai de Amélia, sempre educou a filha e o sobrinho, Alexandre Rosier, em casa, mas, diferente do que os trouxas pensavam, suas aulas não se tratavam de matérias como matemática e biologia (mesmo que às vezes elas surgissem), mas de astrologia e herbologia, por exemplo. Enquanto Celina, a Sra. Belmont, era responsável por lhes ensinar as regras do esporte que mais gostavam, o Quadribol.

Na pequena vila de Longwell Green, os Belmont eram a família exótica mais feliz e unida que existia. E para eles, apenas isso importava.