Belanote
4 Capítulo 4 - Defensor.
Notas iniciais
Um dos focos principais da Frieden foi em desenvolver um poderoso sistema de inteligência. Eles sabiam que o Belanote era uma arma poderosa, afinal super-humanos são chamados de super não e atoa, porem o músculo por mais forte que seja não se move sozinho, precisa de veias, sangue, ossos e um comando do cérebro.
Os oficiais contratados eram os músculos, a rede de inteligência era as veias que passavam informações para os soldados. E o cérebro era a base da Frieden. A assim sendo, só era necessário darem a ordem e o músculo desferiria um golpe aonde merecia ser ferido.
A organização usufrui de um poderoso programa de segurança, que analisam as fotos, textos e vídeos que são postados na internet. Analisam todos para ver se a alguma coisa que possa minimamente significar a quebra da ordem e da paz.
Dos muitos olhos atentos no sistema, um notou uma irregularidade. Das fotos tiradas por um satélite, do ultimo dia para o atual houve uma ligeira alteração na topografia de uma área afastada do centro da pequena cidade. Cruzando dados, não existe nenhum documento referente a construção, obras ou desmatamento. O que quer que fosse era por tanto ilegal. Cruzando outros dados, a inteligência deduziu que poderia ser uma luta ilegal ou coisa pior.
A informação foi passada para a agencia local, que por sua vez entrou em contado com o oficial na área.
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Ryan se encontrava no centro da pequena cidade, estava na sua sétima ronda quando seu dispositivo o alertou, a base entrava em contado com ele.
— Defensor Ryan na escuta, cambio. – Ele se comunicava pelo aparelho em seu antebraço, fazia parte do protetor de braço que lembrava os usados por gladiadores, cobria todo seu braço, antebraço e sua mão.
-Irregularidades na área (x-22.1; y-42.9.), espere o pior. – Informou o membro da inteligência – Provavel Ameaça Rank 4, equipamento habilitado. Informe quando terminar, cambio e desligo.
Ryan pensou por um momento o que fazer e logo se dirigiu a sua moto magnética.
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Era uma tecnologia recente, e muito pratica. A moto não tinha rodas e sim uma espécie de esteira que ligava a parte da frente a de trás parecida com as de um tanque de guerra, porém não eram de ferro. A medida que as esteiras rodavam, formava um campo eletromagneto que a fazia levitar. Ela um veículo que não gerava barulho ou resíduo, era movido a eletricidade. Era ideal para chegar em qualquer lugar, ele flutuava a uma distância X do chão, sendo assim não importava o terreno não existiam dificuldades.
Ryan chegou na coordenada marcada, encostou sua moto em uma arvore e abriu a interface holográfica em 3D de seu dispositivo no antebraço. Aquilo era a peça fundamental dos defensores, por ali ele podia fazer quase qualquer coisa.
Ryan odiava a violência e a desordem, por isso a muito tempo atrás se alistara para as forças especiais. Foi escolhido entre muitos e mandado para manter a paz nessa cidade. Ha 8 anos a traz teve intenso treinamento e a quase 5 mora aqui. Sua família se mudou com ele, seu nome verdadeiro era segredo, sua identidade era segredo.
Todo defensor possuía dois tipos distintos de equipamentos, o básico formado por um colete de corpo inteiro (Tronco e pernas), o protetor de braço e um capacete que cobria todo seu rosto. Não só para manter sua identidade em segredo, mas também por conta da justiça ser cega, todos os defensores tem aparência muito semelhante. Causando a impressão de uma justiça Onipresente. E o equipamento especial.
O equipamento especial era a parte fundamental do defensor, porem todos eram pesados de mais para serem usados sem o frenesi, portanto antes de selecionar RANK 4 no holograma Ryan engoliu uma cápsula de Belanote especial. Demorou menos de quinze segundos para fazer efeito, seus sentidos ficaram muito mais apurados e se sentiu mais leve, como se todo o seu uniforme e seu próprio peso corporal desaparecessem, era uma sensação maravilhosa, era como se tudo desaparecesse e ele fosse livre para voar. Por um segundo ficou triste, pôs sabia que a sensação não duraria para sempre, mas os seus efeitos eram o que importavam.
Finalmente selecionou o seu equipamento no holograma. Imediatamente seu protetor de braço começou a se mover para suas costas, abandonando o aspecto de aço e revelando ser algo liquido como se tivesse vida própria, das suas costas ele começou a se expandir e cobrir todo seu corpo. Após ser totalmente coberto, o metal liquido solidificou formando uma armadura completa e lisa. Por debaixo da armadura parecia que todo equipamento tinha desaparecido já que ela estava justa ao corpo. A armadura de Rank 4 de um defensor parecia um humano cinza sem rosto, sem detalhes e liso. Essa versão não continha armas.
Ryan não sentia mais aquela maravilhosa sensação, mesmo sobre o estado de frenesi o peso da armadura era algo notável. Dentro dela todos os sentidos dele funcionavam perfeitamente, até mesmo o tato. A parte especificamente que cobria seu rosto lembrava um espelho falso, ele podia ver o mundo, mas o mundo não podia lhe ver. Aquela amadura além de o proteger ainda melhorava suas habilidades já melhoradas. Era uma máquina de matar.
Em seu antebraço se projetou para fora da armadura o seu console, por ali ele tinha controle remoto a qualquer mecanismo ou dispositivo que houvesse na área. Ele optou por apagar as luzes. Com seus sentidos apurados, mais a visão térmica da armadura, ele teria uma boa vantagem.
Ryan então se aproximou do galpão se agachou, juntando energia enquanto murmurava algo pra si, e então saltou. Foi um salto limpo e metálico, quando chegou começou a cair ele esticou suas pernas, ficando parecido com um enorme prego. Atravessou o telhado, e caiu no chão em meio a escuridão. O buraco permitia a lua iluminar o ambiente, mesmo que um pouco. Ryan olhou para o alto e reparou na lua no céu, era uma noite linda.
— Fiquem aonde estão! – Sua voz era potencializada pela armadura, fazendo parecer estar usando um megafone, ela também saia metálica e inumana. – Estão presos por infligirem a ordem e por promoverem a violência.
Um lutador no centro de uma Gaiola segurava seu machado e boca ensangüentados. A Gaiola continuava ligada, ela usava sua própria fonte de luz, portanto não seria desligada junto com as demais lâmpadas. A luz do Belanote era fraca, não se propagava muito, ele se tornaria inútil se saísse dali, não tinha nenhuma cápsula por perto. Ryan iria se divertir.
Ryan investiu sobre o lutador usando toda sua velocidade, o golpe acertou com tudo o homem, sua arma foi lançada na direção oposta aonde seu corpo foi parar. O defensor foi em direção ao machado do homem e o examinou era uma peça de metal que já tinha experimentado muito sangue, o cabo continha uma tecnologia de ajuste de tamanho e sua serra tinha poder suficiente atravessar sua armadura.
— Não tenho autorização de matar pessoas desarmadas. — Ryan jogou a arma aos pés do lutador. Mas gostaria de poder ter para matar escoria como você mais vezes, ele pensou.
O lutador de pele negra inves de pegar sua arma avançou desarmado, deu três potentes chutes na lateral de Ryan, na perna, tronco e cabeça. Ele não se deu o trabalho de defender. Sentiu o impacto, e claro. Mas era muito melhor fingir que não. Eles sempre ficavam desesperados quando viam que suas armas não funcionavam.
Para surpresa de Ryan seu avançou ainda mais. Sua boca sangrenta se abriu em uma mordida, foi então que o Defensor percebeu que sangue na boca não era do próprio lutador. Ele defendeu com o braço esquerdo. Os dentes trincaram o metal cinza, mas tambem se trincaram. Ryan sentiu ódio, mas sorriu logo em seguida.
Ele não podia brincar mais. Quanto seu adversário o apertava com os dentes, Ryan segurou sua perna esquerda com o seu braço livre, o puxou e arremessou contra a cerca da A Gaiola.
Percebendo que não conseguiria o enfrentar Defensor desarmado, o lutador avançou em busca sua arma. A alcançou e e conseguiu desferir um unico golpe, o qual Ryan desviou com uma agilidade inumana.
Agora que Ryan tinha certeza que os dedos do lutador estavam envoltos na arma, lhe desferiu um gancho que entrou em seu queixo e saiu no topo de seu cranio.
Dezenas de pessoas eram testemunhas de seu ato de legitima defesa.
Isso fez com que todos se calarem. Na próxima hora ele organizou o encaminhamento de todos naquele lugar para a delegacia.
— Defensor Ryan aqui, cambio. – Disse no console em seu pulso, já não trajava a armadura.
— Central na escuta, cambio.
— Informo que já controlei a situação. Dezenas de pessoas pressas e duas mortas no local. Cambio.
— Bom trabalho, pode descansar agora oficial. Entraremos em contado quando outra ameaça aparecer. Cambio e desligo.
Ryan montou em sua moto magnética e foi rumo para casa, sorridente, com a maravilhosa sensação de ter ajudado a manter a paz e a ordem no mundo.
Ryan sentia que fez o bem.
E não existia sensação melhor que fazer o bem.
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