Lima — Ohio; meados de 1993 — Russell e Judy


Russell John Fabray era o filho mais velho de uma rica família de Ohio, o pai era viúvo e comandava os negócios da família a mão de ferro, assim como criava o filho e a filha, Margaret, Joel era um homem frio e duro com Russell durante sua infância, criava seu filho para ser visto, não ouvido, como um bom senhor cristão fervoroso que perdera sua esposa e a única mulher que já amara, ficando amargo e muito recluso, Russell cresceu como um garoto normal, que adorava jogar futebol e tinha ciúmes da irmã, ele se achava na responsabilidade de ajudar Maggie, (já que Joel praticamente a culpava por sua esposa, Lucy, ter morrido, já que ela morrera de parto), e acabou se tornando um pouco frio e distante por causa disso, o que não preocupava Joel, que achava que aquilo tornaria seu filho mais apto a assumir os negócios de tecidos da família um dia, mas sempre preocupou Maggie, a irmã dele, que era a única que parecia perceber o distanciamento de Russell, ou pelo menos se preocupar com isso.



Maggie também era a única que ainda conseguia derreter o coração de Russell, ela era a irmãzinha amada do garoto, apesar de ser apenas dois anos mais nova, só que quando Margaret decidiu que queria ser bailarina, totalmente contra os princípios de seu pai, (que já até planejara o casamento de sua filha com o filho de um empresário rico, o que uniria suas empresas e tornaria o império Fabray ainda maior), e surtou, disse que nunca uma Fabray iria viver esse estilo de vida leviano, já que como um cristão fervoroso, Joel também acreditava que viver de dança era impuro, Maggie não esperava tal resposta do pai e procurou ajuda em Russell, que não negaria isso á menina, mas quando Joel ameaçou deserdar os dois, ele deu para trás, deixando a irmã sozinha, quando ele a viu partir em uma manhã de domingo para NY, levava com ela o último resquício de humanidade de Russell, que rapidamente se tornou um homem prático, cruel e que acreditava veementemente que os fins justificam os meios, Joel havia criado seu filho á sua imagem e semelhança.



Judy Blagg era a filha mais nova de Kirsty e Joseph Blagg, que tinham quatro filhos, Cody, Lois, Peter e Judy, ela era alegre e bem humorada, Kirsty e Joseph eram cristãos fervorosos, que passavam seus valores para os filhos, Judy cresceu a vida inteira dentro dos duros padrões que seus pais colocaram, Kirsty era uma velha amiga de Lucy Fabray, sendo assim, era quase uma mãe para Russell e Margaret, que estavam sempre visitando-os, desde pequena, Judy era encantada com Russell, mesmo o garoto sendo seis anos mais velho, ela ficou arrasada quando Margaret sumiu sem explicações e Russell foi para a faculdade de administração, ele voltou anos depois quando ela estava começando sua própria faculdade de enfermagem, para assumir a empresa do pai, estava diferente, seus olhos verdes pareciam ainda mais opacos, ele estava mais distante, mas ainda era o único homem pelo qual Judy se apaixonara, e ainda era apaixonada, já Russell, se via em um impasse, Judy sempre foi como sua irmã mais nova, e lhe lembrava muito de Maggie, ele sabia que ela sempre fora apaixonada por ele, Peter lhe falara em uma vez que ele fora visitá-los. E ele nunca olhara para Judy daquele jeito, mas quando voltou e a vê-la, depois de seis anos, ela parecia tão diferente, os cabelos loiros estavam maiores, e os olhos azuis lhe pareciam tão encantadores, aquele mesmo verão ele falou com Joseph e pediu a mão da mulher, o homem prontamente aceitou, queria encaminhar a filha para uma vida boa e confortável, e Russell era um bom menino e seria capaz de sustentá-la.



Judy não poderia estar mais feliz do que quando eles se casaram em treze de março de 1986, quando eles voltaram de lua de mel, Judy voltou a assistir as aulas enquanto Russell comandava a empresa, ele era incrivelmente doce com ela, apesar de nunca mostrar isso fora de casa, e ela gostava de se dedicar totalmente a ele, mas logo ela começou a se sentir mal e ás vezes quase desmaiava, logo descobriu que estava grávida de um mês, Frannie Ann Fabray nasceu oito meses depois em catorze de novembro de 1987, recebeu o nome da avó de Judy, o casal não poderia estar mais feliz com a primeira filha, que era a cópia fiel de Judy, loira dos olhos azuis, dois anos depois eles resolveram tentar de novo, mas Judy não engravidava de jeito nenhum, tanto que só foram conseguir seis anos depois do nascimento de Frannie, mas quando as gêmeas, Charlotte Julie e Lucy Quinn nasceram, em oito de março de 1993, Russell não parecia muito feliz, ele sempre quisera ter um filho homem, e para a tristeza de Judy, quase imediatamente ele começou a desenvolver uma séria antipatia pelas duas meninas, Charlie e Quinn se pareciam muito com Russell fisicamente, as duas eram loiras dos olhos verdes amendoados, mas ao crescer, as duas inevitavelmente começariam a perceber que eram diferentes de Frannie, pelo menos aos olhos de Russell.



Havana, Cuba — No mesmo ano — Angélica e Ricardo


Ricardo Lopez veio com seus pais e os três irmãos, Juan, Rita e Rosa de Cuba para os EUA quando ainda era bebê, Alma queria dar aos filhos melhores condições de vida do que encontravam em seu país de origem, foram aprendendo a falar inglês aos poucos, enquanto que Ricardo já falava desde muito pequeno, e também balbuciava o espanhol, aos oito anos, sua família muito penosamente jurou a bandeira dos Estados Unidos e se tornaram cidadãos americanos, o que foi um alívio para a situação financeira da família, que vivia do salário de jardineiro de Ernesto, pai de Ricardo e de Alma, que era babá em uma casa de ricos em Miami, além do complemento, que vinha do salário de Rita como garçonete, mas Ernesto tinha diploma em medicina, só nunca pôde exercer por não ser cidadão americano, logo ao renunciar a bandeira de Cuba, a família se mudou para a cidadezinha de Lima, em Ohio, onde Ernesto começou a trabalhar no hospital e Alma se tornou dona de casa para criar os filhos mais novos, Ricardo, Rosa e Gabriel, o bebê de poucos meses, Ernesto e Alma, se dedicavam muito a seus filhos e os criavam para que se tornassem pessoas boas e honestas, o sonho de Ricardo logo se tornou ser médico como o pai que tanto admirava e ajudar pessoas como ele, se tornou um ótimo rapaz, cheio de valores e que não aceitava injustiça, dez anos após a família Lopez renunciar a bandeira cubana, Ricardo começou a faculdade de medicina.


Já Angélica Cardis, nascera no México, mas fora adotada ainda recém nascida pelo casal de descendentes italianos Carlo e Adriana, que criavam a menina com tudo o que ela tinha direito, ela era filha única, e sonhava em ser advogada, tinha dezoito anos e era uma moça muito bonita, vaidosa e sorridente quando começou a faculdade de direito e lá conheceu Ricardo, ele era um ano mais velho que ela, o sonho de todas as meninas do campus, alto, gentil, moreno e bonito, chamava a atenção por onde passava, mas com uma só troca de olhares, Angélica pareceu tê-lo enjaulado, eles namoraram por vários anos, eram o casal mais da faculdade, quando se formaram no verão de 1990, Ricardo a pediu em casamento e ela prontamente aceitou, eles viriam a trocar alianças um ano depois, em uma pequena cerimônia apenas para amigos, depois de dois anos de casamento, decidiram que era hora de ter um filho, não precisaram tentar muito para que Angélica engravidasse de uma menina, o casal não poderia estar mais feliz quando, na reta final da gravidez, o irmão mais velho de Ricardo, Juan, que voltara a morar em Cuba com a mulher e o filho, ficou gravemente doente, obrigando o casal a viajar naquele mesmo mês, Santana Diabla Lopez viria a nascer em dezoito de maio de 1993, na cidade de Havana, em Cuba, Juan melhorou alguns meses depois de Angélica voltar para os EUA com a filha recém nascida, Ricardo voltou para casa e eles finalmente se ajeitaram para viver em família, Santana era os olhos dos dois, a menininha perfeita que eles sempre quiseram, amá-la parecia quase inevitável.



Naquele mesmo ano — Joinesville, Califórnia — Peter e Karen


Peter Pierce era o filho mais velho de uma família de seis, Dominique, sua mãe, viera da Holanda com seus avós quando tinha apenas seis anos, instalando-se na Califórnia, e Rogér, seu pai, era descendente de alemães, Dominique morrera no parto da irmã mais nova de Peter, Idina, os quatro irmãos, Peter, Anna, Oliver e Idina, foram logo mandados para viver em internatos ao longo do tempo, já que Rogér viajava muito a trabalho e não tinha com quem deixá-los, em uma dessas escolas, Peter conheceu Karen Dawson, ela era neta da dona de seu internato, tinha perdido os pais muito nova e por isso vivia com a avó, isso e o fato de possuir um possessivo irmão mais velho, Jonatan, faziam de Karen praticamente intocável, mas Peter estava encantado com aquela garota de movimentos leves, olhos azuis, sorriso encantador e grandes sonhos, eles acabaram se encontrando ás escuras algumas vezes, e um romance logo começou a surgir, mas quando Karen engravidou, aos dezessete anos, nenhum deles estava preparado para tal baque, a avó da garota fingiu que ela não existia e a expulsou de casa, Peter pediu para ir para casa do pai e Rogér aceitou, mesmo a contragosto que o garoto trouxesse sua namorada grávida para casa, ele não queria deixá-los desamparados com um bebê a caminho.


Eles passaram por todo tipo de impedimento possível, mas quando Brittany Susan Pierce nasceu, em nove de fevereiro de 1993, nenhum dos dois estava realmente preparado, Karen teve que largar a escola para criar a menina enquanto Peter batalhava para arrumar um jeito de sustentar a namorada e a filha, trabalhando de noite e estudando de dia, ele queria sair debaixo da asa do pai e provar que seria sim capaz de sustentar sua família, ele se formou em administração quando Brittany tinha sete anos, começou a trabalhar com uma franquia de uma pizzaria famosa que logo fez sucesso na Califórnia, mas quando Karen se formou em dança clássica na OSU da Califórnia, os dois resolveram se mudar para Ohio, finalmente se casando em uma pequena cerimônia no civil, quando Brittany tinha doze anos, a segunda filha do casal, Alicia, nasceu, eles eram uma família feliz, e ninguém tiraria isso deles.



Ainda em 1993 — Lima, Ohio — Hiram e Leroy


Hiram Johann Berry era o filho único de Muriel e Martha Berry, Muriel era pastor em uma igreja e Martha era dona de um restaurante, sendo assim, Hiram passou a vida toda sendo duramente moldado aos padrões de sua igreja, mas logo ele começou a perceber que era diferente, aos dezoito anos e prestes a entrar na faculdade de de design de interiores, ele nunca havia namorado e seu estômago embrulhava só de pensar em beijar uma garota, já com garotos era diferente, ele perdeu as contas do número de vezes que sonhou beijando Philip Hubber, o capitão do time de futebol, ou quanto tempo passava olhando o corpo dos outros jogadores durante uma partida, ele demorou bastante para se aceitar, mas logo percebeu que era gay e se assumiu para seus pais pouco após terminar a faculdade e abrir o estúdio com o dinheiro que vinha economizando com trabalhos de design simples, a reação deles foi a pior possível, o que deixou Hiram muito magoado, mas ele decidiu seguir em frente.


Já Leroy Masquez tinha uma vida bastante diferente, nascido no Brooklyn, era filho adotivo de uma família de judeus, tendo crescido nessa fé durante toda a sua vida, seus pais, Ivana e Barry, tinham mais dois filhos, Gabe e Annelisse, que eram biológicos, mas nunca trataram Leroy nem um pouco diferente, criavam seus filhos para serem boas pessoas e os amavam a cada dia mais, tanto que quando Leroy saiu do armário, aos 22 anos e apresentou seu namorado, um calouro da faculdade de medicina que frequentava, o choque foi grande, mas Ivana e Barry tentaram ao seu máximo aceitar o filho. Em uma expedição da cruz vermelha, na qual Leroy havia acabado de se inscrever, no verão de 1987, para tentar esquecer o término recente, ele conheceu Hiram, foi amor á primeira vista, eles começaram a namorar uma semana depois de se conhecerem, um ano depois, no réveillon 1988-1989, Leroy pediu Hiram em casamento e no mesmo ano eles oficializaram sua união em uma pequena cerimônia apenas para amigos e parentes no civil, quatro anos depois, eles decidiram que queriam um filho.



Logo encontraram a jovem e sonhadora Shelby Corcoran, que aceitou ser barriga de aluguel para os dois, Rachel Barbra Berry nasceu em 11 de dezembro de 1993, em uma tarde de domingo, Leroy e Hiram nunca iriam esquecer aquele primeiro natal como uma família.



Quinn, Charlie, Rachel e Santana pareciam ter muito pouco em comum, mas seus destinos se chocariam drasticamente em uma tarde quente de dezembro, e nunca mais se separariam.


Notas finais
Eae Bitches, a primeira fic baseada em um talk-show (eu acho e.e) espero que gostem, deixem seus comentários por favor. iremos começar com a infância de Trindade profana e Charlie *u* então comentem se gostarem.