Being A Happy Family

70 Cap. 69 | Lima, Ohio | 2012 | Don't Fight


– Lá é perfeito! Tem milhões de programas de imaginação virtual, a Srta. Nevelle me ensinou como funcionam, disse até que eu era promissora! Você só precisa escolher uma realidade e jogar! — Charlie falava sem parar sobre a faculdade que tinha ido visitar enquanto Santana a olhava com um sorriso calmo. — eu amei aquele lugar!

– Sabia que ia amar, Char... — deu um pigarro fraco e puxou o lençol para cobrir o pescoço.

–E... E você, como está? – Charlie perguntou enquanto passava a mão pelo rosto de Santana que deu um suspiro fraco que fez com que o coração a loira apertasse.

–Eu me sinto melhor – Mentiu, Charlie não precisava saber que tudo nela doía naquele momento, ela não achava que agüentaria ver o olhar triste da loira para ela sempre. – Mas... Continue falando sobre sua visita – disse com um sorriso.

– Não tem mais nada para falar, eu só... Vou enviar a confirmação esse fim de semana e começar a procurar um apartamento. — a loira falou, pegando as duas mãos da morena e as beijando. — eu te achei mais corada... Isso é bom.

– Acho que sim. — sua garganta estava extremamente seca, mas ela já tinha desistido de tomar água, sempre ficava daquele jeito. — você falou com a Britt? Eu soube que ela passou em uma faculdade na Califórnia.

–Não, Eu... Eu ainda não falei com ela sobre isso, mas eu recebi uma mensagem – indicou o celular — sobre ela poder vir te visitar hoje, tudo bem? – perguntou enquanto olhava para Santana que sorriu levemente e assentiu.

–Sim, vai ser bom vê-la – Respondeu enquanto olhava atentamente para Charlie, não querendo que a garota interpretasse mal as suas palavras, mas o sorriso dela continuava o mesmo – Você parece realmente animada com a faculdade – Constatou e Charlie riu levemente – Eu sabia, quem foi a oferecida que deu em cima de você! – acusou e Charlie riu mais uma vez.

– Ninguém, e se alguém tivesse dado, sabe o que eu diria? — perguntou a loira, e Santana gesticulou para que continuasse. — eu já tenho uma namorada, e ela é a mais linda do mundo.

–Por favor, só esta falando isso pra me agradar – Santana implicou e Charlie saiu da cama, dando a volta e deitando ao seu lado – e você realmente sabe como me agradar – disso com um leve sorriso. Elas ficaram em silêncio por alguns segundos, apenas se olhando, como se estivesse decorando cada detalhe da outra até que Charlie quebrou o silêncio.

– Eu amo você – Disse e segurou sua mão – Você sabe disso, não é? – Perguntou e Santana apenas assentiu.

– Claro que eu sei, nem estaria aqui mais se não soubesse. — os olhos castanhos perdem o foco, mas voltam a fitá-la logo depois. — já teria desistido. — Charlie suspirou e a puxou para seu colo, acariciando os cabelos escuros, ela queria tanto lhe dizer que ela podia ir se fosse demais... Que não queria que ficasse só por ela, mas as palavras engasgavam em sua garganta, ela não era capaz de falá-las e se sentiu um ser humano horrível por causa disso.

–Ei, adivinha só – Charlie começou a falar, tentando parecer animada, Santana a olhou com curiosidade – Beth esta começando a ler, isso significa que só falta algum tempo para que eu possa obrigá-la a ler todos os livros de Harry Potter – Disse e Santana riu levemente – Finn também já aprendeu a trocar fraudas – adicionou e se sentiu aliviada ao ver Santana sorrindo.

– Tava com saudade desse sorriso. — a loira acariciou sua bochecha, se inclinando para dar um beijo no lugar e então um selinho.

– Eu também. — sussurrou com carinho. — agora deita aqui, vamos tirar uma soneca. — levantou o lençol para que Charlie se deitasse.

Enquanto isso, Quinn levava Beth pela mão, andando pelos pátios de Yale, a menina estava animada e apontava para tudo alegremente, falando com a mãe rindo sem parar.

–É Tão grande mamãe! – Beth exclamou enquanto Quinn sorria para a menininha – é aqui que a senhora vai estudar, mamãe? – perguntou enquanto olhava para Quinn que assentiu.

– Sim...

–E a mama vai visitar também, não é? – perguntou esperançosamente e Quinn riu levemente.

–Sim, meu amor, ela vai nos visitar e nós iremos visitá-la – afirmou. O Sorriso da menina aumentou.

– E a tia Sarlie? — perguntou a menina, com os cachos dourados pulando em seus ombros.

– Ela vai pra outro lugar, junto com a Sanny, mas vem te visitar também. — Quinn falou, pegando a filha nos braços já que elas tinham acabado de chegar ao prédio técnico onde iria encontrar com a sua coordenadora e falar sobre as acomodações, já que não poderia ficar nos quartos da universidade por conta de Beth.

–A Sanny também vem visitar? – Perguntou enquanto envolvia o pescoço de Quinn com seus bracinhos.

–Sim, ela também vem nos visitar, talvez demore, mas ela vem – Respondeu, sentindo-se levemente angustiada – e ai vocês vão brincar bastante – concluiu enquanto se divertia com o sorriso animado de Beth.

–Vamos brincar de princesas! – A Loirinha disse animada – Tia Sarlie vai ser o cão – adicionou e Quinn riu abertamente para o ciúme da filha.

– Tá certo, baby. — viu uma mulher de terninho verde vindo na direção das duas com uma prancheta nas mãos.

– Srta. Fabray? — ela tinha um forte sotaque inglês e estendeu a mão quando a loira assentiu. — sou Rosie Fitch, coordenadora geral de Yale, designada a lhe encontrar aqui. — olhou o relógio de pulso e estalou a língua. — pontual, eu gosto, adorei sua ficha quando a li, bem competente. — pigarreou e então olhou para Beth. — ooh! — seu sorriso sumiu rápido enquanto ela olhava de Quinn para a garotinha loira. — então... Esse é o imprevisto de que David me avisou.

–Yeah – Quinn disse, parecendo sem graça – Essa é a Beth – disse a menininha acenou alegremente para a mulher que retribuiu com um sorriso hesitante.

–Bem, isso muda um pouco as coisas – Ela respondeu séria enquanto via Beth deitar a cabeça no ombro da loira enquanto a olhava curiosamente.

– Bem... Eu não ocultei, a citei diversas vezes na minha carta de inscrição, avisei que ela não iria interferir no meu desempenho acadêmico, já estou procurando uma escolinha e tudo mais... — a loira arrebitou o nariz, ela era Quinn Fabray, ninguém a intimidaria.

– É, mas uma aluna com um filho é bem diferente, afinal, seu tempo e sua mente não estarão aqui, na Academia de Yale — fala sério, precisava mesmo ela falar o nome todo? Quinn se segurou para não revirar os olhos. — afinal, não podemos tomar de conta do aprendizado de uma aluna que recebe telefonemas a cada dois minutos porque o nariz da filha está escorrendo.

– Olha só, eu não sou uma criança, tenho noção do que estou aqui para fazer, não precisa "tomar" de conta de nada, está certo? — Quinn perguntou, respirando fundo para não se irritar. — Beth é problema meu, não da Academia de Yale, fui aceita aqui quando todos já sabiam, então tenho a minha vaga, faço dela o que me entender, seu diretor já conversou comigo, se quiser discutir com ele, pode fazê-lo.

A Mulher olhou para Quinn que sustentou seu olhar, ela estava levemente irritada com toda aquela situação, Ela conhecia suas responsabilidades, não precisava de ninguém lhe dizendo o que devia ou não fazer em relação a sua filha.

Enquanto isso nos corredores do hospital, uma ansiosa Brittany caminhava em direção ao quarto de Santana, havia passados as ultimas semanas criando coragem para vê-la, não sabia como a encontraria, sabia que não queria uma imagem bonita como a das princesas da Disney, mas sabia que deveria mostrar para Santana que estava ali para cuidar dela. Parou em frente à porta e respirou fundo, esfregando as mãos na calça jeans e abriu a porta.

Seu estomago revirou ao vê-la deitada na cama com Charlie que com o barulho da porta sendo aberta, levantou a cabeça para olhá-la, as duas se olharam por alguns segundos e em seguida desviaram o olhar.

– Eu disse que viria – Fora tudo o que Brittany disse sem olhar para Charlie.

– Ela acabou de dormir, a enfermeira me avisou para tentar não acordá-la por um tempo, fez uns exames bem dolorosos hoje pela manhã. — sussurrou a mais baixa, ajeitando a latina sobre o travesseiro e cobrindo-a com todo o cuidado, o que fez a cabeça de Brittany tombar para o lado, Santana parecia tão... Frágil, como uma boneca de pano rasgada e abandonada. — ficou feliz em te ver, não deve dormir por muito mais tempo. — Charlie puxou uma cadeira, onde a bailarina se sentou e ajeitou-se na outra cadeira.

– Então... — Brittany começou após alguns segundos desconfortáveis. — como anda a faculdade?

– Bem... Eu fui aceita na Carlisle – Charlie respondeu enquanto escondia as mãos nos bolsos da calça.

–Aquelas suas coisas de nerd? – Brittany perguntou e Charlie tentou não levar aquilo como uma ofensa, afinal era Brittany, a garota não tinha filtro. Charlie sorriu e assentiu.

Mais alguns segundos de silêncio, ambas olhavam para Santana uma vez ou outra, sem realmente saber como iniciar uma conversa.

–Como soube? – Brittany perguntou, fazendo Charlie a olhar confusamente – Que você... Gostava da Santana – esclareceu e Charlie abriu e fechou a boca algumas vezes, pensando em como dizer aquilo.

– Na verdade... Foi bem... Súbito, em um minuto, ela era só minha melhor amiga e depois, do nada, havia mais, havia essa corda invisível amarrando meu coração a ela, um laço mais forte que tudo. — suspirou enquanto a morena rolava na cama e se virava para as duas, ainda adormecida. — não tenho certeza como eu soube, de repente, eu só... Sabia.

– Entendi. — Brittany sorriu de lado, ela normalmente não compreendia muito as coisas, mas era expert em sentimentos, pelo menos disso podia se gabar. Naquele momento, o corpo de Santana começou a tremer, ela abriu os olhos rapidamente e vomitou ruidosamente no balde que ficava ao lado da cama, fazendo as duas loiras se levantarem de uma vez.

Charlie prontamente se colocou ao lado de Santana, esfregando suas costas.

– Merda... — A latina resmungou enquanto tossia fortemente, ate perceber a outra loira no quarto — B-brittany?

– Ei, San... E-eu senti saudades — Disse timidamente.

– San, eu vou deixar vocês sozinhas e infernizar as enfermeiras um pouquinho, ok? — Charlie beijou sua têmpora e acariciou seu ombro antes de sair e deixar as duas sozinhas, se encarando.

– Você está ótima. — Brittany falou, e Santana bufou, revirando os olhos e fazendo-a rir. — para o que passou você está ótima, Santana.

– Me faça rir. — ela fez um gesto com a mão e puxou a bandeja ao lado da cama, onde havia uma jarra de água limpa, alguns copos descartáveis, pasta de dente e escova, devagar, ela limpou os dentes, enxaguou e cuspiu em um dos copos. — é nojento, eu sei, mas a enfermeira já vem buscar e meu pai disse que não posso levantar sob nenhuma circunstância então ou era isso ou ficar com gosto de vômito na boca.

Brittany apenas sorriu para Santana e se aproximou, sentando na beirada da cama.

– estava com saudades desse seu jeitinho emburrado — Disse e a latina fez beicinho. — Disso também — Continuou, indicando o beicinho de Santana que revirou os olhos.

– Você adora o meu jeito — Santana fez pouco caso.

– É... Eu amo — A loira respondeu e Santana se sentiu levemente desconfortável com as palavras da loira.

– Esse lugar é horrível. — mudou de assunto com um pigarro. — sinto falta da minha cama, da minha casa...

– Você está indo bem, San. — os olhos azuis doces de Brittany a fitaram e seu coração bateu um pouco mais rápido. — logo vai estar em casa, você vai ver.

– Deus te ouça. — a latina falou, pegando um livro qualquer na mesinha de cabeceira, era um dos de Harry Potter que Charlie mantinha ali por perto, começou a folheá-lo só para fingir que estava ocupada com alguma coisa.

– Posso falar a verdade? Estou aqui mais por que quero você de volta — Brittany disse de repente e Santana parou o que estava fazendo e começou a processar as palavras da loira.

– Britt...

– Santana eu amo você e desistiria se achasse que Charlie é boa o suficiente pra você... Mas não acho que ela seja. — Disse e Santana respirou fundo, aquilo era muito pra ela.

– Brittany, eu... — a loira a interrompeu, inclinando-se e cobrindo seus lábios com os dela, pegando-a de surpresa.

– Não... — Santana conseguiu dizer enquanto afastava a loira que a olhou, sem entender.

– Eu não posso lidar com isso agora, Britt. — a latina suspirou, apertando o lençol em seu colo. — mesmo que você estivesse certa, o que não está, mas mesmo que estivesse, e Charlie não fosse boa o suficiente para mim, ela é boa o suficiente para me trazer a paz que eu preciso nesse momento. — sua voz mal passava de um sussurro, Brittany franziu o cenho.

– Como assim? Você não me ama? — perguntou.

– Amo, B, eu te amo muito, mas tenta entender...

– Não há nada aqui pra entender, se você quer ficar com ela, então pode dizer adeus para mim. — falou a loira, se levantando da cama.

–Não, eu não posso! Eu não posso dizer adeus pra nenhuma de vocês – Santana disse enquanto sentia seus olhos arderem – Eu amo você Brittany, mas... Eu amo a Charlie também, ela é importante pra mim e esta no meu coração assim como você! – Exclamou.

– Não deve ser tão difícil escolher – A Loira retrucou – Eu estive com você todos esses anos, San, eu amei você... Eu amo você! – respondeu.

– Para com isso! — Santana gritou, colocando as duas mãos nos ouvidos. — para com isso, Brittany!

– Eu cansei, Santana! Cansei de você agir como se eu não fosse capaz de te ajudar, enquanto a Charlie entra e sai daqui a cada dois minutos, pajeando você como um padre, eu também sou sua amiga. — Brittany falou, irritada.

– Ela é a minha namorada! – Santana esbravejou, irritada e pode ver a expressão magoada da loira – Britt-Britt...

–Namorada? É Isso? Você diz me amar também, mas esta namorando com ela... Eu não entendo Santana... Não entendo essa sua indecisão – Respondeu enquanto respirava fundo – Você me amava...

–Eu amo você – Santana respondeu – Muito, mas eu já disse... Eu amo a Charlie também – Completou.

–Ela não merece você – A Loira replicou – Meu Deus, ela tentou te enforcar uma vez! – Acusou, irritada.

– Aquela não era ela! Você não vê? Charlie nunca seria capaz de fazer algo assim! — Santana afirmou, uma lágrima descendo pela sua bochecha.

– Óbvio que é! Ela quase te matou, Santana! Ela não vale a pena! — a latina dobrou os joelhos e os abraçou, fitando-a com os olhos cheios de lágrimas, se sentia tão... Fraca, derrotada, não queria brigar com Brittany, sentia que seu tempo estava acabando e não era assim que queria terminá-lo.

–Eu a amo.

–Não, você não ama! – Brittany disse – Você só quer alguém pra ficar do seu lado nesse momento e pode muito bem ser eu, por que eu amo você, ok? Eu a amo mais do que você possa imaginar e mais do que Charlie possa te amar! – Adicionou.

–Brittany, Chega Ok? – Santana disse e enquanto respirava fundo – Eu não quero passar meus últimos momentos com você brigando – Disse e a Brittany apenas suspirou, cruzando os braços em seguida.

–Santana, Me desculpa eu só...

–Ela disse ‘chega’, Brittany – a loira olhou para trás e revirou os olhos ao ver Charlie a olhando, seria.

– E isso é seu problema por quê? Sempre se metendo nas histórias dos outros, hein, Charlotte... — a dançarina falou, se virando repentinamente, Santana viu suas mãos e percebeu que estavam tremendo, arregalou os olhos enquanto os tremores começavam a passar pelo seu corpo, com um frio assustador.

– Meninas! — gritou, apavorada, prendendo a respiração.

– Você que tá se enfiando aqui, Brittany, ouviu o que ela disse, é a MINHA namorada, e você veio aqui brigar com ela! — Charlie falou, empurrando a mais alta.

– Meninas! Não briguem! — a morena jogou as pernas para fora da cama e tentou se esticar para pegar o controle e chamar as enfermeiras, enquanto Brittany empurrava de volta e a de olhos verdes avançava nela, as duas ouviram um forte estrondo quando o corpo de Santana bateu no chão gelado e começou a tremer.

Notas finais
Olá Bitches, Gostaram do capítulo? Espero que sim por que esse é o último... :v To zoando, esse é o último dessa temporada, vamos ter uma próxima temporada, postada a qualquer momento e.e E Sim, mudamos a personalidade da Brittany por que ela sendo sonsa me irritada e.e agora, espero que tenham gostado, até a próxima temporada, espero que vocês acompanhem. xD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!