Being A Happy Family

45 Cap. 44 | 2010 | Lima, Ohio | Stop lying to me!


Quinn entrou no quarto de Charlie a fim de pegar o caderno da loira para “comparar” suas respostas com as da irmã que estava na sala jogando vídeo game, ela começou a vasculhar o quarto em busca da mochila de Charlie, e a avistou debaixo do cobertor da cama da garota, suspirou enquanto ia até lá e puxava a mochila, que estava aberta, fazendo com que tudo caísse no chão.

A Garota sentiu seu coração acelerar rapidamente ao ver os diversos cigarros, comuns e os de maconha, no chão, suas mãos tremiam em pensar onde Charlie havia conseguido aquilo e se estava usando, ela se agachou para juntar tudo antes que a irmã aparecesse, mas algo chamou sua atenção debaixo da cama, ela puxou rapidamente e ofegou ao ver que eram garrafas quase vazias de Whisky, sua mente estava dando giros enquanto se perguntava o por que da sua ‘irmãzinha’ ter tudo aquilo? Ela chegou a tal ponto de não saber mais nada sobre a vida de Charlie?

Ela passou a mãos pelos cabelos e guardou tudo rapidamente, empurrou as garrafas para debaixo da cama e deixou a mochila onde estava, levantou-se rapidamente e dirigiu-se até a porta, saindo rapidamente do quarto, tombando com Charlie no corredor.

-O Que esta fazendo aqui? – Quinn perguntou nervosamente para a irmã, seus olhos estavam levemente avermelhados e aquilo só deixou Quinn mais nervosa.

-Eu moro aqui – Charlie disse como se fosse óbvio. – Qual seu problema? – perguntou enquanto andava em direção ao seu quarto, mas Quinn ficou na sua frente.

-Aonde você vai?

-Pro meu quarto.

-Por quê?

-Não é da sua conta – Charlie respondeu enquanto passava por ela enquanto franzia o cenho, estranhando a atitude da irmã, quando a porta fechou Quinn apenas começou a pensar no que fazer. Charlie estava fumando e bebendo! Aquela não parecia ser a sua irmã.

A loira mais velha andou até seu quarto o mais rápido possível, pegou seu telefone em cima da cama e discou o número rapidamente, trancando a porta logo após. — Alô? — perguntou ao ouvir a ligação ser atendida do outro lado.

- Quinn? — a voz da latina era sussurrada. — eu to na aula de matemática, o que você quer? – perguntou baixo, somente as melhores amigas da latina sabiam que na verdade ela era meio que um gênio da matemática, desde pequena ela conseguia resolver os problemas mais loucos e por isso, frequentava aulas de matemática avançada apenas por pura diversão, e também porque podia faltar as aulas de matemática comum durante seu dia escolar normal.

-Eu encontrei drogas e bebidas nas coisas da Charlie – Quinn disse enquanto respirava fundo – Eu não sei como ela conseguiu aquilo e estou preocupada Santana! Temos que fazer alguma coisa!

-Espera! Drogas? Bebidas? Tem certeza que isso é dela, Quinn? – Santana perguntou, tentando convencer mais a si mesma do que a loira – pode ser coisa daquele crápula do Jimmy. – Adicionou rapidamente enquanto via a professora de costas e explicando alguma coisa que ela não deu atenção, estava mais preocupada com o que Quinn dizia ao telefone.

- E-eu não sei... Por favor vem pra cá o mais rápido possível. — pediu a loira com a voz trêmula, apertando o telefone na palma da mão com força.

- Srta. Lopez, você está no telefone com alguém que sabe resolver essa equação? — perguntou a professora, erguendo uma sobrancelha para a garota, que apenas se virou para desviar da mulher e ver o quadro.

- A solução é zero. — respondeu rápido, deixando a mulher mais velha incrédula. — pode deixar, Quinn, estou indo.

Quinn ficou em seu quarto esperando em silêncio enquanto olhava para a porta do banheiro que dividia com Charlie, entrou no banheiro e tentou abrir a porta que dava acesso ao quarto da outra loira, mas estava trancado o que só a fez ficar mais desesperada.

-Quinn! – Ela ouvia a voz de Santana no quarto e a encontrou em pé próxima a cama parecendo estar pálida e bastante preocupada – pode me explicar melhor o que aconteceu agora antes que eu acabe enfartando! – A Latina pediu enquanto olhava para a loira.

-Eu só estava procurando os exercícios de casa dela e encontrei a mochila dela cheia de cigarros e garrafas de Whisky debaixo da cama, isso não parece ser coisa dela, Santana! Eu estou preocupada!

-Okay... Você conversou com ela? – Santana perguntou enquanto tentava ficar calma.

-Ela... Esta trancada no quarto – Quinn respondeu enquanto fechava os olhos com força e passava as mãos pelo cabelo e Santana colocava as mãos na cintura enquanto pensava no que fazer, a preocupação de Quinn estava começando a passar para ela que acreditava fielmente que Charlie nunca faria algo daquele tipo.

A morena andou a passos firmes até a porta do quarto de Charlie e bateu devagar, levemente, com os nós dos dedos, encostando seu ouvido na porta para ver se ouvia algo suspeito.

- Quem é? — a loira lá dentro perguntou, enquanto estava jogada em sua cama ouvindo musica e vendo anime no computador.

- Cha-Bear... — só existia uma pessoa que a chamava assim, essa ideia a fez levantar, tirando os fones de ouvido e tropeçar pelo tapete até a porta para destranca-la.

- Você não tinha aula de matemática? — perguntou, enquanto a latina praticamente invadia seu espaço pessoal e entrava no quarto com tudo, olhando em volta e logo depois se virando novamente para ela, passando as mãos umas nas outras nervosamente. — Tinha, mas lá estava muito chato, então resolvi te visitar... — justificou, mas a loira ergueu uma sobrancelha.

-Está tudo bem? – Charlie perguntou confusamente enquanto franzia o cenho e Santana apenas sorriu docemente.

-Claro! Por que não estaria... Nossa, seus olhos estão meio... Vermelhos – Disse enquanto invadia o espaço pessoal de Charlie novamente que se afastou enquanto andava para longe da latina. – Que foi? Não posso mais me aproximar da minha melhor amiga? – Perguntou.

- Não desse jeito estranho – Charlie respondeu enquanto franzia o cenho.

- Por que seus olhos estão assim? — perguntou a latina, ignorando o que a loira tinha dito antes.

- Eu não dormi bem á noite... To com sono. — respondeu, bocejando longamente, o que fez Santana apenas ficar mais desconfiada, se havia alguém que conhecia Charlotte, esse alguém era ela e ela sabia que Charlie só bocejava quando estava entediada, nunca cansada, e a julgar pelo fato de que seu computador estava na cama e tinham fones de ouvido, ela devia estar vendo animes, por isso, de jeito nenhum ela estaria entediada.

-Aliás, sabe por que a Quinn está agindo de forma estranha? – Charlie perguntou enquanto Santana ainda olhava para seus olhos – Santana! – Chamou mais uma vez e a latina pareceu despertar de seus pensamentos.

-Huh, eu sei lá... Deve ser coisas sobre ser a rainha do baile – disse enquanto sentava na cama da garota, ela bateu a mão contra a testa de forma teatral – Droga, eu preciso do meu celular, mas o esqueci em casa... Você pode me emprestar o telefone daqui? – Santana perguntou sorrindo.

-Não quer meu celular?

-Não! O Telefone da casa serve – Disse e Charlie estranhou, mas deu de ombros enquanto se dirigia a porta dizendo algo sobre ir pegar o telefone, quando a porta se fechou, Santana começou a abrir as gavetas e a vasculhar tudo, até achar a mochila de Charlie.

Assim que a abriu, o queixo da latina caiu, ela viu ali várias cartelas de cigarros assim como cigarros de maconha e garrafas de vodka e uísque, começou a mexer por entre as coisas desesperadamente procurando algo que provasse que aquilo não era da loira.

- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? — ouviu um grito irritado vir da porta e se virou para ver Charlie com o telefone na mão e uma cara irritada.

- Charlotte, o que é tudo isso? — perguntou, tentando manter a calma, olhando a menina irritadamente. — o Jimmy te deu isso? Responde, Charlotte!

- Quem foi que te deu permissão pra mexer nas minhas coisas?! — a loira perguntou, arrancando a mochila da mão da mais baixa.

- Você tem noção que nessa quantidade de maconha você pode ser presa, Charlotte? Desde quando você guarda segredos de mim?! Você ta viciada, é isso?!

- Desde que você começou a guardar de mim! Por que você tem o direito de guardar as coisas de mim e eu não tenho, hein, Santana!? — reclamou, tentando ao máximo não levar em conta as outras perguntas, ela não estava preparada para se perguntar as outras perguntas citadas.

- Porque você tem um futuro! Eu sou sem salvação! — gritou a latina, com a mandíbula travada. — minha mãe sabia disso, por isso ela foi embora e nunca mais voltou! Você não, você tem futuro e eu não vou te deixar destruir isso!

- Eu não preciso de você me dizendo como viver minha vida – Charlie disse enquanto jogava a mochila na cama e olhava para Santana – Me deixa em paz – Adicionou.

-Será que você não entende que você esta acabando consigo mesma! – Santana exclamou – e que isso acaba comigo também! – Disse enquanto se aproximava de Charlie – tem que parar, Charlie.

-Você não manda em mim! – Charlie esbravejou enquanto segurava o braço de Santana com força, sentindo a raiva aumentar dentro de si.

- Charlie... Para, você ta me machucando... — pediu a morena, olhando para dentro dos olhos da loira. — para com isso... Não deixa... Você pode controlar isso... Você pode porque eu sei e eu te amo... — a loira soltou um som gutural. — Ouviu isso? Eu te amo.

- Não ama não, para de mentir para mim! — gritou a loira, jogando Santana com força na cama, pegando a mochila e correndo quarto afora.

Charlie atravessou a sala rapidamente enquanto era observada por Quinn que arregalou os olhos ao vê-la sair e bater a porta com uma força enorme. Então Santana também desceu as escadas.

- O Que aconteceu? – Quinn perguntou enquanto olhava para a latina que respirou fundo enquanto a olhava.

-Ela está... Perdida – Respondeu enquanto sentiu seu coração apertar.

Charlie estava agindo por impulso e enquanto dirigia não fazia ideia para onde estava indo até parar na casa de Jimmy. Ele sabia mais do que ninguém o que fazer quando ela estava assim.

Enquanto isso, na casa dos Fabray, Santana saia pela porta ignorando os apelos de Quinn e entrava no carro, fechando a porta com força, ela dirigiu sem rumo, só queria deixar aquele quarto, aquela casa, ela queria que seu coração descansasse, que sua mente descansasse, chegou a sua casa e entrou correndo, passou pela sala e pegou uma garrafa de vodka no bar de seu pai.

Subiu até o seu quarto, pegou a blusa que Brittany havia lhe dado e uma caixinha rosa que ela sempre deixava escondida debaixo de sua escrivaninha, então entrou no banheiro e fechou a porta, tomou um gole do líquido e abriu a caixa, pegando uma navalha e então fitando a palavra "lebanese" na blusa, ela queria alivio, só isso, sua cabeça girava com imagens de Charlie, de Brittany, seu coração batia desregulado.

Devagar, a morena passou a lâmina pelo seu braço vendo o sangue descer e cair no azulejo branco do banheiro, cortou mais uma vez, sentindo um pouco da inquietação dentro de si passar quase imediatamente, ela fitou os cortes e então se virou para o vaso sanitário e vomitou ruidosamente. Até que ouviu a porta no andar de baixo se fechando e uma voz ecoando pela casa.

- Santana?! — era Brittany.

Ela ficou em silêncio até que a garota entrasse no banheiro e arregala-se os olhos para o sangue no braço de Santana que apenas repirava fundo enquanto encarava um ponto do azulejo do banheiro, a loira correu até ela e lhe abraçou fortemente enquanto a ouvia começar a chorar.

-O Que aconteceu, San? – Perguntou preocupada enquanto sentia a garota tremer em seus braços enquanto soluçava.

-Eu não consegui Britt, eu não consegui cuidar dela – Santana chorava e não demorou muito para que a garota soubesse do que se tratava, ela a abraçou com mais força enquanto acariciava seu cabelo.

-Vai ficar tudo bem, San. – dizia enquanto beijava sua testa e sentia um nó na garganta ao olhar para o corte no braço da latina.

Notas finais
Gostaram do capítulo? Com drama básico como sempre u.u
Tenho que falar algo: Quinn não sabe ser discreta '-' Justsaying!
espero que tenham gostado do capítulo! não deixem de comentar! :D
Até o próximo capítulo! Bye!

PS: Se não comentarem, não postaremos. 2bjs!