Being A Happy Family
39 Cap. 38 | Lima, Ohio |2009| Little Beth.
Se Quinn ou Charlie acharam em algum momento que criar um bebê seria fácil, elas estavam estritamente enganadas e isso ficou óbvio no momento que pisaram em casa, primeiro foi tranquilo, a pequena mamou e ficou sendo mimada por Santana, as gêmeas, Judy e Noah, até que Puck teve que ir para casa já que era tarde e eles combinaram que ele ia respeitar os horários de Quinn e da casa dos Fabray, pois mesmo que ele quisesse estar sempre com Beth e isso fosse maravilhoso, a barra estava meio pesada e muita gente em cima do neném tarde da noite não seria bom.
Judy teve que ir ao mercado comprar fraldas já que a neta só tinha algumas poucas coisas que ela tinha comprado escondido de Russell antes de descobrir sobre a tatuada, quando começou a ter esperanças que a neta pudesse viver com elas e as fraldas estavam acabando, Quinn estava há quarenta e cinco minutos tentando fazer Beth se calar, ela chorava e jogava os bracinhos para cima, já com o rosto todo vermelho de irritação.
Santana tinha dormido no sofá (Deus sabe como, com aquela barulheira toda, provavelmente estava cansada demais depois de perder as seccionais e passar mais de doze horas sentada em uma cadeira na sala de espera da maternidade, para manter os olhos abertos), Charlie estava sentada na poltrona e olhava a irmã balançando a filha insistentemente, falando com ela para ver se a fazia se calar.
- Baby Beth... Por favor, não faz isso com a mamãe, você tá com sono, não tá? Eu sei, meu amor, eu sei, agora fecha os olhinhos pra mamãe e dorme um pouquinho, vai... — a garota insistia, com o bebezinho irritadiço em seu colo.
- Quinn... Eu vou ligar para a Britt vir buscar a Santana, você fica bem? — perguntou Charlotte, mas Quinn nem mesmo olhou na direção da irmã gêmea. — Quinn? — ela se aproximou e tocou o ombro da garota, que balançava o bebê, elas se encararam e Charlie sorriu para tranquiliza-la. — você quer que eu tente? — os braços de Quinn estenderam Beth para a irmã, que a pegou delicadamente e ajeitou no colo, virando-a na vertical para encostá-la no ombro, passando a mão de cima a baixo nas costas da sobrinha, que foi gradualmente se calando e colocando sua mãozinha na boca, com um fraco soluço escapando de sua garganta, fazendo com que as duas se olhassem, surpresas.
- Como você conseguiu isso?! — Quinn perguntou, quase gritando.
- Shhhh... — a loira dezessete minutos mais nova pediu, colocando o dedo nos lábios para que Quinn fizesse silêncio, percebendo a sobrinha se mexer levemente pelo barulho alto, mas logo depois voltando a chupar o dedo e fechar os olhinhos para dormir. — eu cuidava dos nossos primos, lembra? Passei quase um mês com o John e a June, Santana me ensinou alguns truques bem úteis.
- A Santana? — Quinn franziu o cenho enquanto Charlie sorria docemente para o bebê quase adormecido com a cabeça em seu ombro.
- Por incrível que pareça ela é boa com crianças, quando eu entrava em pânico por causa dos bebês, sempre chamava ela e ela começou a me ensinar algumas coisas, como que alguns bebês não gostam de ficar na horizontal, como a Bethany, não é não, supersobrinha? — a loira sorriu para o bebê adormecido, indo pisando em ovos até perto do sofá para colocá-la no carrinho. — faz à mamadeira dela, eu vou acordar a Santana e deixá-la em casa, qualquer coisa me liga.
- Pode deixar, maninha, não sei o que faria sem você. — Quinn falou, abraçando a irmã levemente e beijando sua bochecha.
- Morreria. — zombou a outra, indo até o sofá e se sentando na ponta, passando os dedos longos pelos cabelos escuros de Santana enquanto Quinn sumia pela porta da cozinha para fazer o alimento da filha recém-nascida. — Sanny? — chamou docemente, acariciando a bochecha da latina devagar e se inclinando para lhe dar um beijo no rosto, ela simplesmente não conseguia se livrar daquele hábito que as duas tinham para se acordar, na hora que seus lábios tocaram a pele quente da latina, ela sentiu um enorme peso sair de seus pulmões, simplesmente não conseguia evitar, se sentir melhor, enquanto o cheiro doce do perfume da outra garota entrava pelas suas narinas. — acorda... Eu tenho que te deixar em casa.
A morena abriu os olhos cautelosamente e piscou devagar, encarando as íris perfeitamente verdes de Charlie, aqueles olhos que ela simplesmente não conseguia deixar de amar, suas pálpebras pesaram e ela as fechou de novo, estendendo as mãos na direção da loira, que sorriu calmamente, colocando uma mecha de cabelo da morena atrás da sua orelha, se levantando e inclinando-se novamente para colocar uma mão atrás do joelho da garota menor e a outra em volta de seus ombros, a erguendo do sofá macio com cuidado, involuntariamente, a latina jogou os braços em volta do pescoço da loira, escondendo o rosto no pescoço da mesma e lhe causando arrepios ao sentir a respiração quente da latina em sua pele fina, a levou com cuidado até a porta se perguntando quando ficara tão forte, pegou as chaves, abriu a porta com dificuldade, e antes que pudesse sair, seus olhos caíram sobre uma garota baixinha e morena que a fitou nervosamente como se estivesse pensando se batia ou não, ela ficou pálida na hora, a baixinha segurava uma espécie de cesta, com um laço cor de rosa amarrando plástico em volta.
- Ra-Rachel...? — Perguntou a loira, passando direto pela judia para ir até onde o carro estava estacionado.
- Hey, Charlie... Só vim... Ver a Quinn e o bebê... Elas estão aqui, né? — perguntou, parecendo nervosa. — e também vim trazer isso, é uma cesta, Têm algumas coisas de bebê, eu imaginei que vocês não tivessem muitas coisas porque ela não planejava criar o bebê e tudo mais, você acha que é demais? É só um presente sabe. Pensei que vocês fossem precisar e...
- Rachel! Respira! — pediu Charlotte. — abre o carro para mim, a Santana é pesada! — entregou a chave com um braço meio sem jeito para a baixinha, que segurou a cesta com uma só mão e abriu a porta, onde Charlie deitou a latina delicadamente no banco de trás, acariciando seu rosto delicadamente quando ela ameaçou acordar e sussurrando algo em se ouvido. Cena que fez Rachel suspirar, o amor delas era fofo e ela pensou se algum dia alguém a amaria como Charlie amava Santana, e se essa pessoa a amaria de volta como Santana o fazia com Charlie, para quem estava perto, era óbvio que elas se amavam, mesmo que estivessem um pouco afastadas por causa da Amanda, Brittany e toda aquela confusão.
Charlie fechou a porta do carro delicadamente e se virou para entrar na porta do motorista. — a Quinn e a Bethany estão lá dentro, pode entrar, tenho certeza que elas vão adorar o presente.
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Quando a judia viu o carro da mãe de Quinn partir, logo sentiu o nervosismo tomar conta de seu corpo, isso a fez segurar a cesta mais forte contra o seu corpo, a fitando novamente, se perguntando mais uma vez se não era muito exagerado, rapidamente arrancou o enorme laço rosa que amarrava plástico, deixando apenas um elástico pequeno, jogou o enfeite no gramado e fitou o alpendre novamente, andando devagar e com passos pesados pela estrada de cascalhos até pisar na madeira, deu três passos até a porta e percebeu que Charlie a havia deixado aberta.
Aquilo atrapalhava todo o seu esquema ela se perguntou se faria algum sentido fechar a porta e então bater, mas logo percebeu que seria muito idiota e pisou devagar para dentro, fechando a casa atrás de si, seu corpo inteiro tremia e ela se sentia suando frio.
- Charlie?! — ouviu a voz de Quinn vindo até o hall e seu corpo inteiro se sobressaltou.
- Não... Sou eu... Rachel. — avisou à morena, vendo a loira aparecer ali levando a pequena Beth no colo com um braço e a mamadeira cheia no outro. — a... Charlie me mandou entrar e... — a judia mordeu o lábio tentando se lembrar de tudo o que tinha planejado falar por mais de duas horas enquanto andava em círculos pela cidade tentando juntar coragem para ir ver Quinn, mas, com os olhos verde-caramelados da loira nos seus, simplesmente não conseguia se lembrar de nada, inclusive do próprio nome.
- Oi... Pode entrar. — Quinn falou, logo depois se achando idiota já que a judia já estava lá dentro, então se virou e foi seguida pela baixinha até a sala, gesticulando levemente para que a mesma se sentasse, o que ela fez enquanto observava a loira posicionar Beth para alimentá-la.
- Eu... Trouxe isso. — Rachel falou, estendendo a cesta, que Quinn olhou devagar e abriu um enorme sorriso. — são coisas para a neném, eu imaginei que você não fosse ter muitas coisas... Afinal, foi tudo muito repentino. — Isso é uma gracinha. Obrigada, Rachel, nós não temos mesmo muita coisa para a Beth. — falou a menina, fazendo Rachel sorrir para o bebê que já terminava de tomar o leite, satisfeita que Quinn tinha gostado do presente. — você quer segurá-la? — perguntou a loira, encarando os olhos cor de chocolate de Rachel, que apenas assentiu e estendeu as mãos devagar, a loira ajeitou o pequeno bebê nos braços da morena.
E de repente, ali estava aquela coisinha, em seus braços, uma réplica minúscula de Quinn, com aquela pele branquinha linda, os olhinhos meio puxados, tinham a mesma cor verde azulada que os olhos de Quinn tomavam quando ela dava aqueles lindos sorrisos de boca toda, como o que ela mantinha no rosto naquele momento ao ver a dupla no sofá, Rachel delicadamente passando os dedos pelo rostinho do bebê e segurando sua mamadeira, aqueles olhos castanhos pelos quais Quinn se derretia brilharam ao ver aquelas bochechas rosadas, devagar, ela tirou a mamadeira vazia da boca de Beth e entregou para a mãe da mesma, que sorriu e sentiu seu rosto corar, o que a baixinha achou bem fofo, ela precisava ir embora, e sabia disso, não só porque já era tarde e ficar fora de casa até aquela hora lhe traria problemas, como tinha medo do que teria coragem de fazer se Quinn continuasse a olhá-la daquele jeito.
A loira mordeu o lábio e se sentou ao lado da baixinha, olhando para o bebê no colo da mesma, então para o rosto dela, que sorria abertamente olhando de mãe para filha e percebendo cada mínima semelhança.
- Eu... Preciso ir... — a judia falou, fazendo um beicinho. — meus pais vão ficar preocupados, eu só vim deixar a cesta.
- Tudo bem... Eu fico feliz que tenha vindo. — Quinn falou, de repente se sentindo desconfortável ao perceber que elas haviam permanecido caladas por pelo menos cinco minutos. A loira estendeu os braços e pegou o bebê delicadamente do colo de Rachel, balançando-a levemente em seu colo enquanto dirigia a visitante até a porta. — Obrigada, Rachel. — ela disse.
As duas se olharam nos olhos pela ultima vez em meses, elas duas sabiam o que aquele obrigado significava, como elas viviam mandando aquelas mensagens uma para a outra, de como ambas gostavam de saber que a outra estava lá para ampará-la, Quinn antes temia que Rachel a tivesse "abandonado", que ela tinha perdido aquele apoio mútuo e silencioso, de olhares trocados e sorrisos quando Beth nasceu, mas ali estava a morena, e Quinn sentiu um alívio tomar seu peito enquanto o carro vermelho da garota mais baixa sumia na esquina, ela continuava lá, e, a loira esperava, estaria para sempre.
Notas finais
Gostaram da interação Faberry? espero que sim.
Bye e que venha 2010!!!
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