Being A Happy Family

35 Cap. 34| 2009| Lima, Ohio | The Pig


O beijo rolou por mais alguns segundos antes que Charlie percebesse o que estava acontecendo e se afastasse da morena abruptamente, a fitando com os olhos verdes arregalados, Rachel se afastou rápido e cobriu a boca com a mão, olhando para a loira.

- Por quê diabos você... — Charlie já ia perguntar quando Rachel se aproximou novamente, a interrompendo.

- Me desculpa, me desculpa, me desculpa, droga! Eu não queria! — exclamou, levantando da cama e passando as mãos nervosamente pelos cabelos.

- Mas por quê você...? — Charlie continuava muito confusa, sentada na cama com o rosto pálido.

- Merda, Charlie, merda, por que você tem que ser tão parecida com ela?! — Rachel soltou de uma vez logo depois cobrindo a boca ao perceber que havia feito besteira novamente.

- Com quem? — a loira ficou ainda mais confusa, tentando raciocinar de quem a morena estaria falando, mas a única pessoa que conseguia se lembrar e as pessoas diziam constantemente que era parecida com ela era Quinn. — QUINN? O que a Quinn tem com isso?

— Quem foi que falou na Quinn? — perguntou Rachel, se alterando e com a respiração ofegante.

- Bem... Você disse parecida e... Geralmente as pessoas dizem que eu pareço com a Quinn porque ela é minha gêmea e tudo mais... E mesmo que eu não me ache muito parecida com ela... Não sei, quer dizer, nós duas somos loiras e tudo mais e nossos olhos são quase a mesma coisa e... peraí! Você gosta da Quinn!? — Charlie terminou sua longa linha de pensamento, fazendo a respiração de Rachel falhar e seu coração bater muito rápido.

- N-não, de o-onde você ti-tirou isso?! — a morena perguntou, se enrolando nas palavras e percebendo que tinha sido pega no momento seguinte.

- Rachel! Dês de quando você gosta dela!? — Charlie perguntou, parecendo indignada pela judia não ter lhe contado.

- Eu n... Dês de... Eu não sei, ok?! Acho que desde o baile. — falou, roendo o canto da unha do dedão, sentindo as lágrimas chegarem aos seus olhos.

- Charlie... Não conte para ela! Por favor?

- Como assim não contar? Mas e se ela sentir a mesma coisa?! — Charlie perguntou, com seus olhos verdes inocentes.

- Ela nunca vai sentir a mesma coisa, Char, ela é a Quinn Fabray! A Headcheerleader popular que domina aquela escola! E eu sou Rachel Berry, a nerd do clube do coral, se ela me disser um oi que não seja para insultar eu já estou no lucro! Ela nunca vai me olhar assim. — os olhos da morena brilharam de lágrimas ao dar de cara com a realidade tão abruptamente. — agora por favor, me deixe sozinha. — pediu.

- Mas nós ainda não terminamos! — reclamou a loira, fazendo beicinho e sem se dar conta da conversa sentimental que haviam acabado de ter.

- Nós podemos terminar amanhã. Eu preciso ficar sozinha. — pediu, a voz falhando das lágrimas, a loira ficou de pé e pegou sua bolsa.

— eu volto amanhã, Rach. — falou, dando um beijinho na bochecha da judia e saindo pela porta.

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No quarto de Brittany, o silêncio reinava, nada se ouvia a não ser as páginas da revista de Brittany virando, ela folheava a Teen Vogue com a cabeça de Santana nas suas pernas, a latina encarava o teto e estava imóvel há no mínimo dez minutos , a loira apenas esperava a morena estar pronta para falar enquanto fitava a coleção outono-inverno da Louis Vuitton, ela duvidava muito que Santana estivesse bem após toda aquela confusão com Charlie e Amanda, ela sabia que a morena ia dar uma de durona e agir como se nada tivesse acontecido mas também sabia que ia acabar falando simplesmente porque seus pensamentos iam começar a ficar bem caóticos.

- Você quer que eu ligue para a Dani? — a loira perguntou, começando a ficar preocupada. — ela saberia o que fazer. — apesar de Brittany não ir nada com a cara da australiana, ela chegava a gostar um pouquinho da menina por ser tão boa para Santana, parecia que elas liam a mente uma da outra, e aquilo a deixava com um pouquinho de ciúmes.

Mas naquele momento a morena a fitou com os olhos cheios de lágrimas e aquilo a fez jogar a revista para o lado e se inclinar sobre o corpo de Santana, que agora se encolhia como uma bola enquanto os soluços atravessavam seu corpo. Parecia que agora estava caindo a ficha na mente da latina, Charlie não a deixara escolha, ela teria de esquece-la e aquilo provocou uma dor tão forte em seu coração que foi como se arrancassem um pedaço dele.

Ela enterrou o rosto no pescoço de Brittany, aspirando seu cheiro de baunilha que sempre provocava um efeito quase mágico nela, a sua respiração foi gradualmente voltando ao normal enquanto alguns últimos soluços escaparam pela sua garganta, a loira apenas apertou os braços em volta da outra garota fortemente.

- Você tem que dar adeus. — não foi um conselho, não foi como se ela estivesse mandando, foi apenas uma percepção, do óbvio, Santana não estaria bem até que fechasse aquela parte da sua vida, ela não queria que Charlie soubesse que a havia deixado tão destruída, porque ela temia que algumas pessoas soubessem que tinham aquele poder sobre ela.

- Como? — a morena limpou algumas lágrimas e fitou os olhos azuis da loira. — Você vai achar um jeito. — Brittany disse docemente, colocando uma mecha do cabelo escuro de Santana atrás da orelha da mesma enquanto ela brincava com a sua saia.

- você é a pessoa mais inteligente que eu conheço, Sanny. — a loira disse, ficando de joelhos e segurando as duas bochechas da morena para que a mesma a fitasse nos olhos antes de encostar suas testas, as duas com olhos fechados. — eu te amo, San.

- Eu também te amo, Britt. — ela falou, segurando nos cotovelos da loira para mantê-la o mais perto possível de si mesma. — promete que nunca vai me deixar? — pediu, querendo que seu sistema nervoso se afogasse em Brittany, que tudo que ela sentisse fosse a loira que a envolvia, então a beijou calmamente, pedindo por tudo, o sabor, cheiro, maciez da pele da loira, queria que tudo a envolvesse em uma bolha e ela parasse de sentir o sangue queimar a parte ferida de seu coração.

- Eu prometo. — a loira falou, acariciando os cabelos escuros da morena, beijando sua testa levemente.

- Eu tenho que ir. — Santana falou, se afastando para sair da cama. — prometo que volto mais tarde, eu só... Tive uma ideia. — falou, levantando e se inclinando mais uma vez para colocar sua mão direita entre os cabelos dourados de Brittany e pegá-la pela nuca para deixar um longo beijo profundo nos lábios finos antes de sair do quarto.

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— Hey, Ms. Hudson. — Charlie cantarolou, quando a mulher abriu a porta da casa para a garota. — eu vim deixar mais algumas coisas da Quinn, ela não levou todos os pijamas naquele dia.

- Ah, claro, ela está no porão assistindo TV, pode descer. — avisou a mulher, dando um sorriso simpático um pouco apagado pelas linhas de cansaço que marcavam seu rosto. — é aquela porta branca bem ali. A loira assentiu fracamente e andou até a porta, que estava entreaberta, desceu devagar e assim que pisou no assoalho, viu Quinn erguer a cabeça do sofá e fitá-la, esfregando os olhos um pouco sonolenta.

- Hey Char... — ela estava com marcas de travesseiro no rosto e o cabelo bagunçado. — você trouxe meus pijamas?

- Sim, o de sushi, de margaridas e o das bonequinhas. — a loira falou, se aproximando do sofá onde a irmã a fitava, ela agora percebera que estava um pouco nervosa, principalmente por causa do que Rachel lhe revelara mais cedo, ela se perguntava se Quinn deveria saber daquilo, se ela tinha algum direito de saber ou algo assim. — o de sushi é meu, mas você gosta de dormir com ele e ele fica folgado, assim a barriga não fica apertada e meu sobrinho fica bem.

- Na verdade, é uma menina. — Quinn revelou, sorrindo fracamente e se inclinando para a mesa de centro que tinha em frente ao sofá e pegando um papel pequeno que estendeu para a irmã gêmea, que pegou o que a garota estendia e percebeu que era um exame, um ultrassom, e dava para ver o rostinho do bebê. — uma foto dela. Para você guardar. — a outra loira ficou em silêncio, fitando a foto da sobrinha por alguns minutos. — senta aqui comigo? — Quinn pediu, e Charlie apenas assentiu fracamente enquanto dava a volta no sofá e se sentava ao lado da irmã. — como está lá em casa?

— Bem. — Charlie afirmou, ainda fitando o exame, passando os dedos delicadamente pelo rosto do bebê. — Frannie queria vir vê-la, acho que você deveria saber disso. Ela quis mesmo, mas papai disse que não permitiria que ela viesse procurá-la e fez várias ameaças, foi horrível, ela está bem chateada. Eu acho que vou mandar esse ultrassom para ela. Só para que veja que estamos bem.

- Faz bem. — a outra loira disse, e Charlie apenas devolveu um sorriso nervoso. — o que aconteceu?

- Como assim? — a garota a fitou, erguendo um pouco os olhos para fitar a irmã gêmea.

- Você está estranha, Char.

— Eu? Mas eu estou normal. — a loira disse, franzindo o cenho levemente.

- Não está não. — Quinn balançou a cabeça levemente em desaprovação. — foi a Santana? Se ela tiver feito algo a você...

— Santana não fez nada. — Charlie sentiu seu coração doer ao ouvir o nome da latina.

- Então foi a cabeça de fósforo? Ah, vamos lá, Char, por favor, não me faça sentir como se eu não fizesse parte da sua vida mais do que eu já sinto, por favor, parece que vocês estão continuando suas vidas e eu estou aqui, presa com um idiota que não consegue arranjar um emprego e esperando um bebê que eu não queria, enquanto todos olham para mim como se tivessem pena ou como se eu tivesse pedido por isso, fora todas as estrias e gordura e esse maldito bebê expulsando tudo o que eu como e gastando todo o meu dinheiro enquanto explode para fora das minhas roupas como um maldito suflê, um suflê que pisa na minha bexiga e brinca de escadinha com as minhas costelas, então se você tem algo para me contar, Charlotte, mesmo que seja uma coisa horrível, eu só preciso sentir de novo que estou próxima de você, como nós éramos antes do bebê acontecer. — Quinn desabafou, sentindo as lágrimas descerem pelas suas bochechas, Charlie a fitou, surpresa, nunca imaginou que a irmã se sentia assim, então apenas se inclinou sobre ela.

- Quinn, é a Rachel...

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Quando Charlotte chegou em casa, suas costas doíam e ela estava exausta, ainda dentro do uniforme das Cheerios, implorava por um banho, entrou na casa empurrando a porta com o próprio corpo e agradecendo aos céus que seu pai estava no trabalho e a mãe, na casa da tia Lois, subiu as escadas vagarosamente e entrou debaixo do chuveiro, colocou um pijama e desceu para fazer bacon para o jantar, quando ouviu a campainha tocar, foi até lá e viu uma cesta no chão, o que achou bem estranho, então percebeu que tinha um bilhete preso na parte de cima e o pegou rápido para ler o que tinha escrito.

"Você não me deixou escolha, a não ser deixá-la, e isso me dói muito, mas tudo o que eu mais quero é que seja feliz e se eu estar longe de você a faz feliz, que assim seja, mas antes, eu tenho um presente para você, considere esse novo amigo um adeus sincero meu e um olá a um novo futuro, eu só espero que não estejamos nos despedindo para sempre.

Atenciosamente,

A.S. AKA Santana Lopez"

Após ler o bilhete, Charlie se virou novamente para a cesta e, em um solavanco, puxou o pano que a cobria, revelando seu conteúdo. Um porquinho cor de rosa com um enorme laço rosa na cabeça.

Notas finais
Capítulo super atrasado!! nos desculpem D:
espero que comentem, e temos duas sugestões para o nome do novo amiguinho da Charlie: York e Hugo. Qual vocês preferem?
*Brittana Shippers ainda comemorando*
*Chartana Shippers entrando em depressão*

Charlie: O Cupido e.e Deixem seus comentários dizendo o que acharam :3