Beijo De Gelo
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Por favor deixem um review, eu realmente fico desanimada quando tem poucos. Não dói e faz bem.
Só para avisar, a fic não é Gruvia e sim Graytear, então, fãs de Gruvia, leiam por sua própria conta e risco. Obrigada aos que decidirem ler desde já pela mente aberta ^^
OBS: o negócio de a culpa ser do jusjteff era brincadeira. Uma fic não tem nada a ver com a outra, é que a ideia veio, só isso.
— Então... — ele disse, se aproximando de mim com cuidado — posso fazer uma coisa?
— Tanto faz — respondi, tentando parecer indiferente. Mas, claro, eu não estava. O que Gray Fullbuster fazia comigo não era nada INDIFERENTE para mim. Quem me dera. Isso acabava com meu orgulho.
Ele começou a se aproximar muito e isso me deixou desconfortável. Merda, Gray, o que diabos você quer? Tentei controlar o calor que eu sentia infestando minhas bochechas. Que MERDA era aquela? Por que eu estava ficando corda só com a aproximação desse maldito mago do gelo? Logo eu, Ultear, no auge do meu orgulho próprio? Aquilo era impossível.
Mas o que aconteceu depois foi mais.
Gray simplesmente agarrou minha cintura com o braço, me puxando mais para perto, e colou os lábios dele nos meus. Como se não fosse nada. Como se eu esperasse isso. Como se esse ato fizesse qualquer maldito sentido.
E eu sabia que ele estava na expectativa agora. Ele começou com um selinho, quase um toque de lábios, para ver como eu reagia. E, claro, eu o fiz exatamente como não deveria: retribuí. Fiz certa pressão com os lábios e prendi-o na minha direção colocando os braços ao redor de seu pescoço.
E logo depois, meus lábios estavam abertos e minhas costas pressionadas, meus dedos perdidos em uma floresta de cabelos negros e lisos exatamente iguais aos meus. Aquele maldito mago do gelo, pensei.
A sensação de beijar Gray Fullbuster é algo único. A boca dele é gelada, mas há algo agradável naquele gelo. Queimava a minha pele e entorpecia meus nervos, dava calafrios que subiam e desciam pelo corpo todo, mas que não eram desagradáveis. A língua dele se mexia com ritmo e suavidade, invadindo minha boca, trazendo algo como alívio, que a preenchia por completo, como a água. Em compensação, a pressão que ele fazia com os lábios era sólida, como gelo, forte e firme. Havia algo inexplicável naquilo, como podia ser tão inexperiente e tão bom?
Apesar do turbilhão de sensações que invadia meu corpo ser rápido como a luz, na verdade aquele foi um beijo bem lento. Eu sentia cada toque dele, na boca, na cintura, tudo.
Nos afastamos por um momento, e a reação imediata do meu corpo foi procurar ar para preencher meus pulmões vazios. Mas minha mente (até então entorpecida pelo beijo) tinha outras ocupações. O próximo beijo foi muito mais rápido e desejoso, e em questão de instantes estávamos procurando um lugar confortável para deitarmos.
No dia seguinte, acordei com ele ao meu lado, e com toda a confusão e mistura de sentimentos que tinha em minha cabeça, só havia uma coisa de que eu podia ter certeza: eu não me arrependia.
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