Behind Those Walls
4 Who Knew - Parte Um
Notas iniciais
Plus, muito obrigada pelos reviews, adoro ver que estão gostando, acompanhando e dando opinião!
“Olha lá, Britt Britt.” Santana apontou com a cabeça para a escada, onde uma estonteante Quinn Fabray tinha acabado de aparecer, acompanhada por uma morena baixinha com o maior nariz que Santana já vira em seus quase dezesseis anos de existência.
A festa estava acontecendo no terceiro andar — embora a música alta já pudesse ter seus primeiros indícios dois andares abaixo – havia mais ou menos uma hora que o corredor estava tomado por adolescentes bebendo, fumando, se beijando, dançando e, bem, basicamente só isso por enquanto. Algumas portas de quartos estavam abertas e os elevadores obrigatóriamente parados no andar, com cadeiras entre as portas, impedindo que elas se fechassem automaticamente.
“S, acho que vou lá falar com a Quinnie e a menininha do lado dela.” Brittany sorriu se afastando, e Santana só observou enquanto aquela garota tão doce ia falar com a amiga e a sua suposta nova colega de quarto. Então, Santana decidiu que queria falar com alguém. Seus olhos percorreram o andar, procurando por ele, e quando o avistaram, a latina andou rapidamente até onde estava o rapaz.
“Veja quem temos aqui, ninguém mais ninguém menos que Santana Lopez em carne e veneno.” Noah Puckerman sorriu, abraçando Santana pela cintura e sorrindo para a garota “Como está, meu amor?” Ele disse enquanto os dois se afastavam para conversar em um canto.
“Veneno? Gentil da sua parte, Puckzilla.” Santana sorriu de volta. Puck era um dos poucos verdadeiros amigos que Santana já tivera, e seu ‘casinho’ com ele não passava de uma relação de pura conveniência, quando um deles precisava de um ombro amigo ou algo a mais o outro sempre estava lá. Santana tinha certeza de que Noah sabia de seu amor secreto por Brittany, mesmo sem nunca ter mencionado isso para ele. Puck apenas parecia entendê-la, mas mesmo assim Santana evitava tocar no assunto ‘B’. “Amor? Perdeu o seu amor pelos seus testículos, idiota?”
“Senti sua falta, irritadinha.”
“Tanto faz.” Santana se fez de indiferente, apesar de querer que Puck estivesse por perto para conversar durante praticamente todo o verão. Por que seu maldito celular não funcionara em Porto Rico? E sua família não te dava um segundo de descanso?
“Como vão as coisas? Percebi que trocou de companheira de quarto.” Puck comentou. Logicamente Santana gostava da loirinha com quem agora dividia o quarto, e ele sabia perfeitamente que se dissesse algo a mais sobre o assunto ‘Brittany’, não iria pra nenhum hospital; apenas acordaria sendo recebido no inferno, ou quem sabe no céu, mas nada em sua vida tinha sido tão grandioso até agora, e sinceramente o inferno parecia mais animado.
Puck parou de pensar em como sua morte seria planejada pela latina quando ela começou a falar. “Tudo bem, por que o interesse? Continua com a Finnessa?” Ela usou um tom de sarcasmo maneirado.
Puck riu do apelido que sua melhor amiga dera para seu outro melhor amigo e companheiro de quarto. “Nenhum interesse, mas perguntar se as pessoas estão bem é considerado como algo educado. Pelo menos de onde eu venho.” Ele deu com os ombros “E observar não é nenhum crime. E respondendo à sua pergunta, claro, Finn não conseguiria se virar sem mim.”
“Convencido.”
“Esqueceu de dizer maravilhoso.” Noah disse, sorrindo. Ele viu Quinn, Brittany e mais uma garota baixinha chegando perto deles, e percebeu que Santana ficou um pouco mais tensa ao ver a garota de quem gostava de papinho furado com a tal anãzinha, mas decidiu manter-se quieto. Se Santana quisesse contar, ela contaria, e Puck não tinha nenhuma pressa para receber a confirmação de algo tão óbvio.
“Oi gente.” Brittany disse de um jeito tão fofo que quase fez Santana corar. ‘De onde vem todas essas emoções? Dios mio! Tenho que parar de assistir aquelas malditas novelas com mi abuela’.
“Puckerman, Santana, essa aqui é a Rachel. Ela é nova aqui.” Quinn apresentou a garota baixinha do nariz grande, como se ela não pudesse fazer isso sozinha.
“Olá.” Rachel disse timidamente, agradecida por Quinn tê-la apresentado, afinal, aquela garota latina que supostamente era Santana a intimidou com apenas um olhar, já o garoto parecia estar se divertindo com a situação.
“Bem, vou lá falar com os meninos. Sabe, preciso de uma conversa que não mencione Justin Bieber ou aquela garota de duas personalidades a tal de Hanna Montana.” Puck disse sorrindo sarcasticamente. “Vejo vocês por aí.”
“A propósito, parabéns pela festa, Puckerman. Pensei que nunca conseguiria algo que requere tamanha capacidade mental, planejou sozinho?” Quinn comentou sorrindo e levantando uma sobrancelha, ela adorava provocar pessoas que não estavam acostumadas com isso.
“Ha-ha. Boa, Fabray.” Puck disse antes de sair da, agora, rodinha de garotas.
“Cruel.” Santana mencionou “Ficou mais afiada durante as férias, Bee?”
“Sempre fui, minha querida.”
“SPIN THE BOTTLE!” Finn Hudson gritou de algum lugar fazendo Quinn, Brittany e Santana trocarem olhares animados.
“Vamos!” Santana exclamou e percebeu que Rachel parecia confusa “O que foi? Nunca jogou?” a latina até acrescentaria um apelido, mas ainda não tivera tempo para pensar em algum, ‘Talvez criatura dos bosques? Não, você pode fazer melhor que isso, Lopez.’.
“Nunca.” Rachel admitiu, olhando para uma rodinha de adolescentes sentados no chão recém-formada, que só aparentava receber mais pessoas e tinha uma garafa vazia no meio.
“Bem, aqui nós jogamos mais como um ‘Verdade ou Desafio’. Mas vem logo senão não nos deixam jogar mais.” Quinn segurou o pulso de Rachel suavemente, a puxando para a roda e sentando-se no chão ao seu lado. Brittany sentou perto de um garoto loiro que Quinn nunca tinha visto antes, e Santana teve que ir para o outro lado da roda por falta de espaço.
*
‘Meus lábios tocaram os seus, e eu me senti extremamente ridícula. Nunca imaginei que a primeira vez que nos beijássemos seria assim. A sensação de ter seus lábios selados aos meus era incomparável, eu esperara demais por aquele momento, quando acariciaria seus longos cabelos loiros enquanto nossas línguas se movessem no mesmo ritmo. Tudo aquilo estava acontecendo, mas não do jeito que eu queria, e sim bem ao contrário.’. Santana pensava enquanto Brittany afagava suas bochechas suavemente, e logo depois separava seus lábios dos de Santana. ‘Maldito jogo. Maldito garoto desconhecido que fez aquele maldito desafio à Brittany, certo de que a garota nunca iria desconfiar de suas intenções suas de ver duas garotas se beijando. Idiota. Estúpido. Ele tirara vantagem da minha Britt, tudo bem que de minha não tinha nada, mas mesmo assum, eu bem que queria foder com a vida daquele babaca dali pra frente.’.
Todos os sóbrios ficaram chocados com o que acabara de acontecer, os bêbados ainda esperando que mais garotas começassem a se beijar ou algo do tipo. Santana estava sentada sobre seus joelhos, encarando suas mãos e esperando que ninguém notasse sua imensa vontade de chorar. A única pessoa que parecia confortável, ou até mesmo feliz, era Brittany, que sentara-se com as pernas cruzadas e enrolava uma mecha de seus cabelos entre os dedos, sorrindo com o canto dos lábios.
*
“Britt Britt, tá tudo bem?” Santana perguntou enquanto entrava no quarto com a amiga, surpresa por Brittany não ter dito uma sequer palavra desde que as duas deixaram a festa.
“Santie?” Brittany disse virando-se bruscamente para encarar Santana, e chegando mais perto da garota.
“O que foi, B?” A latina engoliu em seco.
“Por que você me beijou?” A loira perguntou com uma expressão séria.
“Porque você aceitou o desafio, Britt.” Santana simplesmente não conseguia ser rude com uma garota tão adorável.
“Mas você poderia ter dito que não queria.” Brittany disse, chegando mais perto e olhando Santana nos olhos, seus corpos quase se tocando.
“Mas eu queria.” Santana disse sem pensar, e logo que percebeu o que tinha dito queria bater a cabeça na parede até morrer; quando, de repente, Brittany cortou a distância entre as duas e tocou seus lábios mais uma vez nos da morena.
‘Nossos lábios se encaixaram perfeitamente, e o beijo fluíu. Eu senti os lábios de Brittany contra os meus e percebi que ela acabara de sorrir. Não pude conter minha felicidade, a Britt também queria aquilo. Nada tinha sido forçado. Não era um estúpido jogo. Nenhum garoto tinha feito nada para que aquilo acontecesse. E aquele sim foi o nosso primeiro beijo.’
Notas finais
Críticas, sugestões? ;P
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