Behind These Hazel Eyes
9 Capítulo 9
Notas iniciais
– Como eu cozinhei a senhorita lava a louça – ele riu divertido se espalhando na cadeira
– Ah, mais eu te ajudei, não é justo
Ela ria enquanto dirigia-se a pia para organizar a bagunça deixada pelo cozinheiro, mais o rapaz não resistiu, logo Puck já estava em pé ao lado de Quinn implicando com o jeito que ela lavava a louça, só para vê-la aborrecida, só pra ver novamente aquela ruga entre as sobrancelhas, só para poder admira-la um pouco mais. Depois de muito provocar a garota, o moreno pegou um pano de prato e começou a secar o que estava sendo lavado, e assim os dois engataram uma conversa despreocupada sobre afazeres domésticos, mais foram interrompidos pela campainha.
Quinn deu um gemido baixo de desaprovação, quem poderia ser em um domingo?
– Noah – ela o olhava com um sorriso travesso nos lábios
– Hum? – ele ergueu os olhos que estavam concentrados em deixar um prato brilhando
– Abre a porta pra mim?
– Como? – ele começou a rir ao ver a garota rindo – Tudo isso é preguiça?
– Não – ela rapidamente começou a se explicar – Eu e a Santanna estamos fazendo um seminário com um garoto e uma garota da turma, e bem ,essa garota é um pouco sistemática, ela ameaçou passar o fim de semana inteiro enfiada aqui em casa pra fazermos esse trabalho, mais como é só pro mês que vem, e eu estou de ressaca ..
– Você quer que eu faça cara de mau e espante ela? – ele ria da explicação da garota
– É, quase isso – ela riu e se aproximou um pouco mais do garoto o encarando nos olhos – Não quero ter preocupações hoje
Puck assentiu com a cabeça rindo da atitude de fuga da garota, caminhou até a porta pensando na inocência que a loira carregava em si, no ar infantil por baixo da capa de uma mulher independente, ele sorriu com os pensamentos que o invadiam e abriu a porta encostando-se na madeira e ergueu os olhos para encarar quem estava do outro lado.
O sorriso que continha em seus lábios foi desfeito na hora em que seus olhos encontraram um enorme par de olhos negros que ferviam de raiva ao vê-lo parado do lado de dentro dessa porta. Era Dave, que encarou o moreno de cima a baixo e respirou mais forte ao ver o rapaz a vontade naquela casa.
– Noah o que .. ?
A fala de Quinn morreu ao ver o rapaz que estava parado diante de sua porta encarando Puck, ela simplesmente congelou ao ver Dave a encarando, desviando o olhar dela para Puck, dele de volta pra ela, ele tinha um olhar confuso e uma expressão fechada de raiva. Foi quando o mais alto encarou por longos momentos a roupa que ela usava, que ela se lembrou que estava muito a vontade com um pequeno short e a camisa de Puck.
– O que você quer aqui? – Puck o encarou com ferocidade, forçando Dave a voltar a encará-lo nos olhos
– Eu .. eu .. – o mais alto olhava para a loira e voltava a encarar o rapaz parado a porta com uma atitude mais hostil – Vim pra ficar com a Quinn
– Dave eu já te disse .. – a garota começou a falar com a voz trêmula mais foi interrompida por Puck que se posicionou a frente dela e a empurrou levemente pra trás com uma das mãos
– Você não tem nada o que fazer aqui – os olhos de Puck ferviam de raiva encarando Dave
– Quem está sobrando aqui é vc meu amigo, não é Quinn? Diz pra ele querida – Dave tentava encarar a garota por cima do ombro do rapaz de moicano
– Agora chega – Puck bateu as mãos no peitoral do mais alto o empurrando pra trás e pra mais longe da porta – O que vc precisar falar fale comigo, não precisa se dirigir mais a ela
– E quem vc pensa que é pra falar assim? — Dave retribuiu o empurrão empurrando Puck com mais força, fazendo o garoto bater as costas no assoalho da porta . Quinn suspirou forte assustada e apreensiva, suas pequenas mãos seguraram as de Puck o puxando pra dentro, o moreno apertou sua mão com carinho tentando passar-lhe segurança, gestos esses que não passaram despercebidos por Dave, que deu uma alta gargalhada da cena e caminhou agressivo em direção a Puck com os punhos fechados, mais o moicano foi mais esperto, empurrou a loira pra dentro do apartamento e desviou de um dos punhos que vinha na direção do seu rosto, fechou os punhos e concentrou parte de sua força em um deles, que atingiu em cheio o rosto de Dave, que cambaleou pra trás e apoiou-se no corrimão da escada pra não tombar pra trás, ainda não satisfeito, Puck foi em direção ao rapaz apoiado na parede e deu-lhe mais um soco no rosto.
– Fica longe daqui, fica bem longe da Quinn – Puck vociferava alto as palavras quando deu as costas para Dave, caminhando de volta ao apartamento
Mais ele não esperava a reação do outro rapaz. Dave não aceitou ouvir tais palavras e principalmente no tom em que foram disparadas contra ele, então ele rapidamente levantou-se, o que fez com que a loira que assistia a cena de dentro do apartamento desse um grito, o que assustou um Puck distraído, que logo era puxado pela gola pra trás, como ele havia sido pego de surpresa, Dave não encontrou dificuldades em puxá-lo violentamente, o que fez com que o moreno desequilibrado caísse pra trás rolando escada abaixo. Dave sorriu satisfeito com a cena e desceu em direção ao rapaz que tentava se levantar após a queda, mais ainda não era o suficiente, ele chutou repetidas vezes violentamente em direção as costelas do rapaz caído e o empurrou pelo ultimo lance de escadas abaixo, ele apenas gargalhou satisfeito ao ouvir o grito desesperado da loira que corria em direção ao rapaz caído.
Dave entrou na frente de Quinn quando ela tentava desesperada descer correndo o segundo lance de escadas com lagrimas nos olhos, ele segurou com força os punhos da garota antes que ela tentasse empurrá-lo, limpou um rastro de sangue que descia de seu lábio com a pequena mão da loira, que encontrava-se branca pois o aperto em seus pulsos era tão forte que prendia sua circulação. Dave a olhou com uma expressão que beirava ao descontrole e começou a despejar palavras:
– Você deve estar se divertindo com esse ai não é Lucy? – ele gargalhou e balançou a loira puxando-a pra mais perto de si, enquanto Puck levantava com dificuldade e caminhava em direção aos dois – Pode se divertir um pouco mais, eu deixo, mais não muito ..
Puck apoiou-se na parede para ficar em pé, segurando com uma das mãos o local em suas costelas que havia recebido chutes e com uma leve dificuldade de respirar, ele tentou puxar o mais alto para longe da garota
– Sai daqui seu verme
Dave o empurrou novamente fazendo com que o rapaz caísse por mais alguns degraus e arrancando mais um grito desesperado de Quinn, que já estava cega em meio a tantas lagrimas. Ele a segurou mais forte e a beijou a força, poucos segundos depois de selar seus lábios nos da loira, ele a empurrou pra trás e começou a caminhar para longe deles.
Quinn ajoelhou-se desesperada ao lado e Puck, que gemia de dor segurando as costelas, mais ao perceber que a garota chorava desconsolada ao seu lado, ele abriu um leve sorriso e sussurrou pra ela:
– Você está bem ?
– Não importa como eu estou – ela soluçava de tanto chorar e passava uma de suas mãos por cima da mão do rapaz que segurava sua costela – Preciso te levar pro hospital
– Não preciso de hospital – o rapaz sentou-se com dificuldade e segurou as pequenas mãos entre as suas, observando os pulsos da loira ganharem uma coloração arroxeada – Temos que cuidar de vc, como vc está?
– Noah, eu estou ótima – ela chorava desesperada agora passando suas duas mãos com cuidado no rosto do garoto que continha alguns cortes
– É o que me importa – ele falava com um pouco de dificuldade de respirar – Acho que preciso de um pouco de água, podemos voltar pra sua casa?
– Você consegue se levantar? – ela parecia estudar com olhares atentos cada espasmo de dor que ele parecia ter
– Perfeitamente
Ele forçou um sorriso e segurou uma das mãos da garota que passeava em seu rosto e a beijou carinhosamente. Ela agora conseguia conter as lagrimas, mais a expressão aterrorizada continuava em seu rosto. Puck então carinhosamente e lentamente passou as pontas dos dedos secando o rosto da loira, apoiou-se na parede e se levantou com dificuldade entre gemidos de dor. Os olhos atentos da loira voltaram a percorrer toda a extensão do tórax do rapaz, e ela avançou até ele, colocando um de seus braços em volta da cintura dele, com cuidado para não fazer com que ele sentisse mais dores, e posicionou um dos braços do rapaz em seu ombro. Ele sorriu satisfeito com a atitude da garota, mais não queria apoiar-se nela, então forçou seu peso em um lado do corpo apoiando-se na parede para subir os dois lances de escada até finalmente entrar no apartamento da loira.
Ela movimentava-se lentamente com medo de causar mais dores do que as que o rapaz já sentia, acompanhou os movimentos do rapaz que fez menção de atirar-se no sofá, mais foi impedido pela pequena mão da loira em sua barriga. Ela pode sentir que os músculos definidos, que por baixo da camiseta, contraiam-se de dor. A garota conseguiu acomodá-lo em sua cama, o deitando sobre os travesseiros altos e colocando mais almofadas nas costas do garoto. Ele apertava os olhos tentando segurar a dor e respirava ainda mais forte.
Quinn começou a erguer lentamente a camiseta do rapaz para chegar até a parte mais atingida, ela precisava ver como estava se formando o roxo, ela estava com muito medo de alguma lesão, de que ele tivesse quebrado alguma costela. Ele entendeu o que a garota fazia, esticou os braços a ajudando a tirar totalmente a camiseta e voltou a se deitar um pouco de lado deixando que ela analisasse o local que ele havia sido atingido. A loira olhava preocupada, apertava de leve alguns lugares e logo parava quando o rapaz reclamava de uma dor mais forte.
– Não é pq vc é minha medica particular que vc pode ir apertando tudo desse jeito viu loirinha – ele riu com dificuldade tentando descontrair a tensão que sentia da garota
– Ah Noah – ela começou a acariciar as costelas do rapaz enquanto seus olhos transbordavam lagrimas novamente – Eu sou culpada de vc estar assim, eu nunca mais falei com ele, não sei o pq ele apareceu aqui hoje, assim, desse jeito, nessa hora, não era pra vc ter se machucado, e vc se machucou muito, olha seu rosto com cortes, vc caiu da escada, vc tem noção de como isso é perigoso? E ele ainda te chutou, eu estou muito preocupada, preciso te levar ao hospital e ..
Quinn começou a falar num ritmo acelerado, ela movimentava uma das mãos no ar demonstrando sua aflição, enquanto a outra mão continuava seu caminho pelas costelas de Puck, ela falava praticamente sem fôlego enquanto as lagrimas desciam de seus olhos e morriam em seus lábios, lábios que o rapaz não conseguia desviar o olhar, não só por estarem despejando um turbilhão de frases, mais por serem lábios levemente desenhados, delicados e possuíam um tom rosado que o garoto podia jurar que nunca havia visto aquele tom em nenhuma outra pele. E no meio de todas essas palavras, Puck levantou-se em um impulso, ficando sentado frente a frente com a loira na cama, ignorando todas as dores que apunhalavam seu corpo naquele momento, ele a encarou fundo nos olhos, baixou seus olhos para os lábios que agora estavam entreabertos, voltou a encarar a imensidão naqueles olhos verdes molhados por lagrimas. O rapaz sorriu levemente, levou uma de suas mãos a nuca da garota e selou seus lábios nos dela, e manteve esse contato por alguns instantes até que a sensação de surpresa da garota passasse, ele então descolou os lábios mantendo apenas poucos centímetros de distancia, sorriu abertamente e voltou a colar seus lábios nos dela ao ver um grande sorriso se formar na garota diante de si. Ele então começou a acariciar a nuca da loira com as pontas dos dedos fazendo movimentos leves enquanto aprofundava o beijo. Os dois sentiram uma explosão de sentimentos dentro do peito ao sentirem as línguas se encontrando,macias, calmas, tocando-se em um ritmo dançado lentamente, a garota então continuou com uma das mãos acariciando ainda mais lentamente as costelas do rapaz e levou a outra mão livre até o ombro nu e musculoso, o puxando para mais perto de seu corpo. Ela se deixou levar pelo ritmo dos lábios que se tocavam, entre mordidas sentiu seu lábio inferior sendo sugado pelos lábios do moreno, sorriu com os arrepios que sentira, e logo selou seus lábios demoradamente nos lábios dele, encerrando lentamente o beijo.
Os dois mantiveram-se na mesma posição, de olhos fechados e com as testas coladas, respirando agitados recuperando o fôlego perdido entre os movimentos das línguas que se buscavam como uma necessidade.
Quando os lábios voltaram a se encontrar apenas traçando um destino, lentamente transformando um roçar em um beijo calmo e carinhoso, foram interrompidos pelo celular de Quinn que tocava o que parecia ser um som ensurdecedor. Ela não queria desgrudar seus lábios dos de Puck, mais ele interrompeu o beijo rindo da irritação da loira.
– Atende – ele passou levemente seu nariz na ponta do nariz da garota
– Não quero – ela respondeu entre resmungos enquanto acariciava o rosto do moreno com as pontas dos dedos
– Alô? – Puck havia pego o celular do criado-mudo e atendeu, deixando a garota surpresa com a rapidez e esperteza com que fez isso
– Alô ? Puck ? – a voz latina perguntava do outro lado da linha
– Oi Sant – o rapaz riu da fala surpresa da amiga no outro lado da linha – Você dormiu em casa?
– Dormi sim, vc dormiu ai ? – a morena tinha um tom divertido na fala ao perguntar isso
– Pois é, dormi, pelo menos tentei – o rapaz ria das caretas de insatisfação que a loira fazia em sua frente – Perai Sant, fala com a Quinnie
– Oi S. – a loira sorria tímida enquanto recebia beijos do rapaz em uma de suas mãos
– Huuuum Quinnie – a morena ria abertamente do outro lado da linha – Como vc ta amiga?
– Santana estou ótima e vc? Vem pra casa? – ela sentiu as bochechas ruborizarem com o comentário da amiga
– Aconteceu alguma coisa Q? Sua voz está diferente – a morena perguntou mais seria
– Sim S. Vem pra casa, e pede ajuda pra Britt e pro Sam, traz uma roupa pro Puck, um pijama, uma troca de roupa – o rapaz olhou serio para a loira em sua frente ao ouvir tais palavras
– Não vai me dizer que ..
– É por ai S
– Estou ai em 20 minutos
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