Notas iniciais
Muito obrigada a todos que estão acompanhando, espero que vcs gostem ..

Do lado de fora da festa estava Quinn, completamente bêbada, dando tapas e socos no peito e no ombro de Puck, que permanecia parado, rindo do esforço que a loira fazia para colocar força nos pequenos punhos fechados, e quanto mais ele ria, com mais força ela tentava bater. Até que ele segurou os braços dela com carinho, fazendo com que ela parasse e o olhasse nos olhos. Ele sorriu divertido e ela continuava com cara de brava,parecendo cada vez mais irritada. Ele então começou a observar os detalhes do rosto da loira, a pequena ruga de irritação formada entre as sobrancelhas, os olhos semicerrados, os lábios comprimidos em um bico de reprovação, a respiração agitada, a fala rápida, embolada.

- Me larga Puckermann – ela se debatia entre os braços do rapaz

- Eu prefiro quando vc me chama de Noah – ele sorria divertido do esforço da garota

- Eu não estou brincando, me larga

- E o que vc vai fazer com toda essa força? – ele soltou os braços da garota

- Vou sair de perto de vc – ela começou a caminhar em direção de volta a festa

- Não senhorita – ele a segurou pela cintura, puxando-a de volta para a sua frente – Essa festa já acabou, nem estava boa mesmo

- Pois pra mim estava ótima, eu estava me divertindo muito com o .. com o .. – ela franziu mais ainda o cenho tentando se lembrar do nome do rapaz

- Quanta elegância Fabray, não se lembra o nome do cara com que vc praticamente transou no meio da sala – agora o moreno tinha uma expressão dura no rosto

- Como é que é? – ela o olhou espantada e mais indignada

- Acho que vc está com algum problema de audição – ele riu debochado

- Ora seu .. – ela voltou a dar socos com os pequenos punhos fechados no peitoral do rapaz – Como vc se atreve a falar isso, eu não estava fazendo nada, vc que estava com aquelas duas la e ..

- Não estava fazendo nada? – ele cruzou os braços, ainda sentindo os pequenos socos – Eu é que não estava fazendo nada. O que vc viu? Não me viu beijando ninguém

- Vi vc .. – ela parou pra pensar alguns instantes – Eu vi vc fazendo tudo seu cafajeste

- Eu cafajeste? – ele riu longamente – Como se vc se importasse

- E eu me importo – ela falou com a voz um pouco mais baixa, mantendo a expressão seria no rosto

-Se importa com um conhecido?

- Como? Isso .. nossa! Como vc é infantil!! – ela afirmou exaltada, com as mãos entre os cabelos, agora gritando com o rapaz – Não esqueceu isso? Já passou tempo, somos amigos, convivemos juntos o tempo todo Puckermann. E vc por acaso quer que eu te veja de outro jeito?

- Eu .. – o rapaz calou, abaixou a cabeça e respirou fundo

- Ai seu .. – ela voltou a dar socos pelo peitoral, ombro e tentando atingir a cabeça do rapaz – Eu não suporto mais vc

- Para com isso maluca – o rapaz segurou forte a cintura da loira, a ergueu colocando-a em seu ombro e se distanciando da festa em que estavam

- Me põe no chão – ela se debatia tentando se desvencilhar do rapaz

- Para quieta, assim vc vai se machucar – ele a segurava com força para não desequilibrar

- Me solta, eu vou gritar

- Grita

- ME SOLTAAAAAAA AHHHHHHHH – ela se debatia mais – Me solta vai. O que?- ele manteve-se em silencio – Tá me levando pra minha casa? Ah, ótimo

A garota parou de se debater, desistindo, sabia que não conseguiria se desvencilhar do rapaz, apenas apoiou seu rosto em uma das mãos e esperou o rapaz entrar no campus da universidade. Ao perceber que ela havia parado de lutar contra, ele decidiu coloca-la no chão. Quinn o olhou fundo nos olhos, bufou cruzando os braços e saiu correndo na direção contraria do prédio de seu apartamento.

- Ah como vc é teimosa

Puck gritou correndo atrás da garota, a alcançando e voltando a coloca-la em seu ombro. Caminhou com ela em silencio até a frente da porta da garota. Voltou a coloca-la no chão ao parar em frente a porta. A loira buscou a chave dentro da pequena bolsa e entregou para o rapaz resmungando um “não consigo abrir” sem nem ao menos tentar. Ele riu dos resmungos e abriu a porta, segurando a mão da garota e a puxando pra dentro.

- Pronto, já me trouxe pra casa, pode ir

- Não vou Quinn

- E não vai pq? Posso saber? – a garota caminhou torta, trançando as pernas, e jogou-se no sofá

- Não vou te deixar sozinha, não dessa vez

Ela olhou fundo nos olhos do rapaz, suspirou e deitou no sofá. Ele sorriu com a cena e percebeu que ela não lutaria mais contra ele. Caminhou até ela e segurou uma das mãos da loira a puxando para si. Ela resmungou bastante até ficar em pé na frente do rapaz, que ria a cada resmungo da garota. Ele a segurou carinhosamente pela cintura e passou um dos braços da garota em seu ombro, a apoiando e a levando até o quarto.

- Você consegue colocar uma roupa mais confortável? – ele a sentou na cama ajoelhando-se em sua frente

- Pra que? – ela resmungou

- Pra ficar mais confortável

- Mais ta tudo girando – ela se jogou pra trás na cama

- Eu sei – ele riu – Mais vc vai se sentir melhor

- Como vc não fica bêbado?

- Eu fico – ele sorriu e tirou a camisa azul que vestia, ficando apenas com uma camiseta preta – Mais só quando sei que ninguém vai precisar que eu cuide ou salve uma loira em apuros

- Ahn – ela riu –

- Bom, vou na cozinha, vc precisa comer alguma coisa

O moreno se levantou e foi em direção a cozinha, demorou alguns minutos la preparando duas canecas de chocolate quente. Ao voltar para o quarto se deparou com a cena da loira usando um pequeno shorts e sua camisa abotoada, ela já estava deitada e dormindo em sua cama, com a coberta cobrindo apenas os pés. Ele não pôde deixar de sorrir com a cena, era perfeita. Puck então deixou a caneca de Quinn em seu criado-mudo, pegou algumas almofadas do sofá e sentou-se ao lado da cama da garota. Tomou seu chocolate observando os detalhes do quarto da garota, as fotos da família e amigos deixados pra trás em Ohio, observou alguns bichos de pelúcia, roupas e sapatos em cima de uma cadeira no canto .. cada pedaço do quarto parecia revelar um pouco da personalidade da loira que estava ao seu lado. Sorrindo com o rumo de seus pensamentos, ele a olhou mais uma vez, afastou com as pontas dos dedos uma mecha caída nos olhos da garota, acariciou levemente seu rosto, apoiou então seu queixo na beira da cama e ficou a observando, observando a respiração calma, as costas que subiam e desciam a cada inspiração. Era a paisagem mais linda que ele poderia apreciar, ele via naquela garota uma beleza que beirava a perfeição, não havia defeitos. Ele segurou então uma das mãos dela e então adormeceu, sentado no chão, com o rosto apoiado na cama da garota.

Com os primeiros raios de sol da manhã, Quinn sentiu uma forte dor de cabeça e começou a despertar do sono pesado, ela parou uns instantes pra pensar onde estava, pois não conseguia se lembrar da noite passada. Aos poucos ela começou a ter noção de que estava em sua cama, vestindo algo que não era seu, as cenas da noite passada começaram a passar bagunçadas pelos olhos ainda fechados. Então ela se concentrou e sentiu um toque quente em sua mão, respirou fundo e sentiu o cheiro que sentia na camisa que estava usando, em algo quente em seu lado. Ela foi abrindo os olhos na velocidade que a claridade permitia, e viu Puck, ali, dormindo sentado, completamente torto entre o chão e a cama, segurando sua mão, então ela passou os olhos por ele e encontrou duas canecas em seu criado-mudo, uma cheia e uma vazia, e então se lembrou dos últimos instantes acordada. A loira deu um sorriso calmo e observou o rosto do rapaz que parecia dormir sereno, apesar de desajeitado. Logo seus olhos voltaram a pesar e ela voltou a se entregar ao sono, mais entrelaçando antes seus dedos entre os dedos do rapaz.

Quinn dormia um sono relativamente tranquilo, algumas horas atrás ela havia acordado com uma das melhores imagens em frente aos seus olhos: Puck dormindo ao seu lado, no chão tecnicamente, mais aquela visão tinha feito seu coração se acalmar, e assim ela pôde relaxar e dormir mais tranquila. Mais ao ouvir barulhos diferentes, a loira se mexeu na cama e ainda de olhos fechados procurou a mão forte que dormira segurando. Ela girou um pouco mais na cama e resmungou em protesto ao perceber que não encontrava a mão do moreno, ela então começou a perceber uma movimentação vinda de fora do seu quarto, algum barulho que não conseguia decifrar, mais se mantinha de olhos fechados.

Notas finais
ouuuun *-*