Behind The Peace
1 Capítulo 1 - Chamada de Netero
Notas iniciais
Behind The Peace
Capítulo 1 — Chamada de Netero
Mackenzie Nogushi, 19 anos e Hunter há mais de cinco; Dante Hasegawa, de 20 que formara-se como Hunter quando possuía 15 anos assim como Mackenzie (que formara-se com 14), sua melhor amiga. Claro que, antes do exame Hunter treinaram duro para conseguir passar e acabaram por achar o exame fácil demais. Sorte? Não.
Apenas dedicação em demasia.
Realmente, fazia alguns anos desde que eles haviam passado no exame Hunter. E durante tanto tempo, continuaram treinando e proclamando que iriam ficar mais poderosos do que o próprio Netero; sonho não realizado até aquele momento. E claro, haviam conseguido a devida atenção — já merecida — por tanto esforço e dedicação.
Vamos combinar, Mackenzie não tinha nenhum talento para aprender novas técnicas e lutar, bem diferente de Dante.
Numa lanchonete, Mackenzie estava à espera de seu melhor amigo, que a chamara ali sem motivo aparente. Dissera que era urgente, mas até aquela hora não havia chegado. Estava começando a achar que aquele papo todo era mentira.
— Mackenzie! — uma voz grave passou pelos ouvidos da garota de cabelos ruivos que encontrava-se sentada na cadeira próxima à mesa da lanchonete. Ela não teve reação alguma. O dono daquela voz era um garoto alto, magro, com cabelos negros e olhos amarelos, que correu em direção à garota exclamando seu nome. — Mackenzie!
A ruiva olhou-o por um instante, arqueando uma sobrancelha.
— Qual o motivo desse entusiasmo todo, e por que me chamou aqui, Dante? — perguntou, cruzando os braços e fazendo um biquinho com os lábios.
— O presidente Netero acabou de ligar. — Mackenzie olhou como se um ponto de interrogação se formasse acima de sua nuca.
— E o que ele queria?
— Que fôssemos acompanhar uns pirralhos para o NGL. — a garota gargalhou com o comentário, apoiando as mãos na cintura.
— Aquela estado autônomo, né? E pra quê?
— Para evitar que eles se machuquem.
— Hm… o que o faz pensar que iremos? — disse num tom zombeteiro, deixando que um grande sorriso ferino esboçasse-se em sua face.
— Tem um bom dinheiro na jogada, Mackenzie. Eu não recusaria. São só crianças, não vai dar trabalho…
— Exatamente por isso que dará trabalho.
— Mas é por dinheiro. — Nogushi apoiou o indicador no queixo, ponderando por um bom tempo. Então, finalmente, proclamou solenemente:
— Então tudo bem. Afinal, ainda é uma ordem do presidente e acima de tudo, tem grana na jogada, certo? — o moreno sorriu, alegre ao conseguir fazer a garota aceitar sem esforço. Já era esperado de uma Hunter Mercenária que ganhara a confiança de Netero como Mackenzie. — Ao menos eles são Hunters, não é?
— Sim. São dois garotos, segundo ele. Agora, eu não sei onde ele está com a cabeça para mandar crianças, se forem como ele diz, para o NGL.
— Cara. — Dante fitou-a quando ouviu o chamado, esperando por alguma frase. Mackenzie abaixou o tom de voz. — Você sabe… Netero já está ficando gagá. Vai por mim. — Dante riu da frase da ruiva, logo lembrando-se de um detalhe importante.
— Aliás, Mackenzie… temos que nos livrar das armas para irmos para lá.
— Eu sei. Mas não ligo para as armas. Nós sabemos usar Nen e seus derivados. É tudo o que precisamos. — deu de ombros. — E quando temos de ir?
— Agora. — a ruiva encarou-o como se chamasse-o de idiota, com o olhar debochado de sempre direcionado ao Hunter.
— O quê? Você ficou maluco? — Mackenzie sorriu debochada, cruzando os braços.
— Os moleques são insistentes, palavras do Netero. Precisamos nos encontrar com eles rápido. — Dante suspirou, andando até a cadeira de Mackenzie e puxando-a para trás, como se a dissesse para levantar e o acompanhar. — Já devem estar dentro do NGL. — disse emburrado, virando a cadeira para frente, fazendo a ruiva levantar-se de imediato.
— Se eu caísse dessa cadeira e batesse a cara no chão, você seria um homem morto. — reclamou, pegando a jaqueta que deixara pendurada na cadeira em que Dante quase derrubou. Olhou em volta da lanchonete, percebendo que a maioria dos clientes os encarava, talvez por estarem falando alto ou quase se espancando ali mesmo. Tratou de abaixar um pouco o tom de voz, para que as pessoas parassem de encará-los. — Mas eu preciso das minhas malas.
— Eles vão confiscar tudo mesmo. — Mackenzie fuzilou-o com os olhos.
— E a comida? Morremos de fome?
— Eles não vão deixar salgadinhos entrarem por lá, Mackenzie, eu já pesquisei bastante sobre o NGL, nada que seja industrializado é permitido lá dentro. Quer dizer, se você levar um salgadin—
— E quem disse que eu vou levar um salgadinho?! Ao menos água, e…
— Garrafas de águas são de plástico. Vão confiscar.
— Levamos uma de metal.
— Vão confiscar.
— Então levamos uma de vidro.
— Vão confiscar.
— Então… fazemos um copo com alguma coisa natural, sei lá.
— Vão confiscar.
— … — a ruiva encarou-o por um momento, franzindo o cenho. — Você nem está ouvindo o que eu tô falando, seu idiota.
— Vão confis… quer dizer, estou ouvindo sim. — Dante cruzou os braços irritadiço, pigarreando.
— Mas tudo bem, se você quer que não levemos nada, não vou discordar. Mas caso nós morrermos de fome…
— Você fala como se lá fosse um lugar deserto sem comida alguma. — a ruiva bufou, dirigindo-se à porta do restaurante. — Pelo menos uma garrafa de água para o caminho? — perguntou.
— Não estamos tão longe, Mackenzie. Não faça escândalo. — Dante estreitou os olhos para a amiga, que bufou nervosa com a atitude do moreno.
Os dois deixaram a lanchonete, sem se preocupar com dinheiro sendo que não compraram nada. Dante tinha certeza que Mackenzie reclamaria pelo resto do caminho sobre garrafas de água e comida, sendo que a mesma queria levar para o NGL e o garoto tinha certeza que iriam confiscar. Plásticos não entrariam lá, ao menos chegou à conclusão com todas as pesquisas.
E ainda teriam que proteger dois moleques que nem saberiam direito o que se passa dentro do NGL. Realmente, Netero já estava velho, e muito provavelmente, ficando decrépito.
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