Been Here All Along
20 19. Intuição De Mãe
Notas iniciais
Primeiramente, pergunto, como vocês estão? Eu estou bem.
Vamos as explicações;
Bem a duas semanas atras, voltei a estudar, e se algumas de vocês assistem jornal, sabem que os Institutos Federais estavam em greve, mas que voltaram, e bem, por causa da greve, teve atrasos, e junto com esses atrasos, meu estresse começou, se tudo tinha que dá errado deu, a famosa lei de Murphy. Meu primeiro dia foi péssimo, por não ter recebido uma noticia nada agradável.E alguns deles se sucederam ao decorrer desta semana.
E como minha cabeça estava cheia de estresse, não conseguia escrever o capitulo, só ontem de 23:00 horas que comecei, e decidi terminar hoje, para isso tive que acordar cedinho.
Peço desculpas a todas vocês.
E espero que gostem do capitulo.
Nos vemos embaixo
–Nós também amamos você, pequena travessa.
Essa sempre seria a parte mais difícil. Mas a única coisa que nos deixavam tranquilos era que Nicole estaria com pessoas de confiança. Só assim viajaríamos tranquilos. Para um novo começo de nossas vidas...
Pov. Bella
Sábios são aqueles que acreditam que tudo na vida tem um propósito. Que tudo acontece em seu tempo certo. E nada é por acaso. Afinal, se me falassem há alguns anos atrás que no momento presente eu estaria casada e com uma filha e um marido maravilhoso, eu certamente chamaria a pessoa de louca. Pois para uma pessoa como eu que nunca acreditava que o amor entre duas pessoas totalmente distintas e de sexos opostos existissem, estou saindo melhor impossível.
Definição de vida perfeita não encontro, pois nada é perfeito. Minha vida com Edward e Nicole não poderia ser descrita melhor. Nesses dois anos de casada, nossa bolha de cumplicidade, crescia gradativamente a cada dia que se passava. Claro que como todo casal normal, tínhamos discussões, mas por coisas bobas, às vezes até sem nexo, não sei por onde começava se por mim ou Edward, acho que estávamos empatados nesse quesito. Edward continuava o mesmo de sempre. Brincalhão, amoroso, teimoso e ciumento. Tudo em nossa vida nunca entrava na rotina, principalmente nossa vida intima, que através de anos de convivência, soltei-me mais para a abrangência de novas liberdades e fantasias; sempre que ele aparecia com ideias, a excitação para realizá-las se tornava presente como que instantaneamente para ambos.
Em relação à Nicole Edward continuava o mesmo ciumento. Nossa pequena, com seus seis anos de idade, cada dia se mostrava mais inteligente e amorosa. Tinha um temperamento um pouco teimoso – Edward sempre dizia que puxou a mim nesse aspecto. – Mas continuava a mesma menininha que peguei pela primeira vez em meus braços. Sua aparência se tornava cada vez mais idêntica a de Edward. Só os cabelos que eram loiros, chegando à cintura, com grandes cachos definidos nas pontas, que a diferenciava do pai. Seus olhos, verdes-esmeraldas, como os de Edward, era o que mais me fascinava. Eles tinham um poder incrível de persuasão. Principalmente quando usados por ela. Era difícil de resistir a minha adorável filha. Seus melhores amigos eram Julie e Joseph. Principalmente Joseph, os dois tinham uma amizade curiosa, ele tinha um instinto de proteção extremamente forte em relação a ela, mas não como ele tinha com Julie. Eu tinha certa convicção que os dois ainda teriam algo no futuro. E Edward iria pirar com isso.
Como Nicole já estava dormindo a muito tempo, pois seu dia na escola tinha sido agitado e cansativo, eu tinha mais tempo para pensar em lembranças do passado que marcaram minha vida nesses seis anos. Edward também não estava em casa, só chegaria na base de 23h00min, pois teria uma reunião inadiável com os acionistas. Com isso cá estou sozinha, em minha grande cozinha, repassapando as lembranças.
Lembro-me agora de nossa lua de mel há dois anos. Edward tinha feito surpresa, não contando a mim, onde seria. Mas quando aterrissamos. Sentados na poltrona do jatinho particular. Ele passou os braços envoltos a mim, sussurrando em meu ouvido: Bem-vinda a Verona, querida. A cidade de Romeu e Julieta.
Flashback On
–Você não vai mesmo me dizer para onde estamos indo? – Perguntei virando-me para ele, que estava tranquilamente sentado na poltrona do jatinho alugado.
–Já lhe disse que não Bella. Acalma-se mulher que irá gostar de onde estamos indo.
–Sabe que odeio surpresas. – Resmunguei como uma criança contrariada, cruzando os braços contra o peito. Fazendo com que Edward risse de minha expressão emburrada.
–Mas dessa você irá gostar. – Tentou beijar meus lábios, mas me esquivei, fazendo com que os seus, beijassem minha bochecha. – Você é muito mimada. – Gargalhou com vontade, tirando saro com minha cara. E fazendo que eu ficasse ainda mais raivosa. – Que tal você dormir um pouco. Estamos cansados, afinal tivemos um dia agitado. – Continuava calava, mas tinha que concordar com ele, eu estava realmente cansada.
Aconcheguei-me na poltrona reclinável da melhor forma possível. Virando para o lado oposto de Edward. Minha mente estava em turbilhões de pensamentos. Todas em relação, onde meu marido estaria me levando. Tentei puxar alguma memória de nossas conversas, onde ele teria falado algo, mas nada. Em certo momento cansei, e fui tomada pela inconsciência. Mas antes senti os seus braços me rodeando, e puxando-me contra seu corpo. Seu rosto repousou sobre a curvatura do meu pescoço. Onde depositou um beijo na própria região, provocando-me calafrios.
–Eu sei que está acordada minha pequena teimosa. Sei também que essa raiva sua irá se dissipar no momento em que descobrir onde estamos. – Abri um pequeno sorriso, com os olhos ainda fechados, e no instante seguinte, meus pensamentos foram desligando, dando inicio á uma rodada de sonhos.
Fui acordada por beijos em toda região do meu ombro e nuca.
–Acorda dorminhoca, chegamos. Não estava tão curiosa para saber onde estávamos indo. Então abra seus lindos olhos, que lhe direi.
Despertei-me gradativamente. Meus olhos tentavam se acostumar com a claridade imposta a eles. Levantei a cabeça, que agora estava encostada no braço de Edward.
–Onde estamos? – Perguntei ainda meio grogue pelo sono.
Edward apenas me apertou mais em seus braços, que estavam envoltos a mim. Sussurrando com sua voz ainda mais rouca, provocada pela recente dormida. Em meu ouvido de forma sensual e carinhosa ao mesmo tempo, apenas com seu jeito único.
– Bem-vinda a Verona, querida. A cidade de Romeu e Julieta.
No instante de suas palavras fiquei fascinada, meu despertamento foi involuntário, todo o sono ainda acumulado em mim, havia desaparecido no piscar de olhos. Só por ouvir a palavra Verona. Edward sempre soube que o lugar onde queria visitar. Desde minha adolescência, onde descobri o mundo dos livros, o clássico Romeu e Julieta eram meu favorito. O amor proibido entre ambos me incendiava por dentro. E conhecer a cidade onde se passa a historia do casal, deixava-me emocionada. E Edward sabia disso.
Lembram-se daquela pequena raiva fingida que estava dele. Então, havia evaporado.
–Você é perfeito sabia. – Murmurei olhando através da janela do jatinho. Para depois então, olhar em seus orbes verdes. Inclinei-me para beija-lo de forma apaixonada, eu mesma não conseguia conter meu entusiasmo, e nosso beijo expressava isso.
–Nem precisa falar, eu sei que sou perfeito. – Comentou rindo, tentando recuperar o fôlego do recente beijo.
–Convencido também. – Acompanhei em sua risada contagiante. Para logo em seguida brotar em mim uma expressão séria. – Obrigado por proporcionar a mim momentos tão maravilhosos como esse. Eu te amo, muito.
–Eu também. Mas fique sabendo que esses momentos estão apenas começando, La mia cara Isabella.
Edward já era incrivelmente encantador falando nossa língua, imaginem em italiano. Nossa lua de mel não poderia ter sido escolhida em lugar melhor.
Flashback Off
Visitamos todos os lugares possíveis, já que o tempo era curto. E nossas noites eram sempre agitadas, com jantares e danças, acabando apenas quando nossos corpos caiam exaustos sobre a cama, depois de ardorosas noites.
Mas o que nunca consegui esquecer. Foi o desempenho de Edward como um italiano nato, derreti-me por completo. Se ele já era irresistível falando a mesma língua que a mim, imaginem em italiano. Meu Deus, que homem era aquele, e quando começou a falar palavras em italiano depois de termos feito amor à noite toda, desfaleci em seus braços como uma manteiga.
–Tendo pensamentos pecaminosos Senhora Cullen.
Acordei de meus devaneios em um sobressalto. Derrubei a louça que estava sendo lavada por mim dentro da pia. Fazendo um barulho audível. Edward ficou por trás de mim, repousando suas mãos em minha cintura. Apertando o local levemente.
Ele havia chegado um pouco tarde do trabalho, já tinha me avisado. Nicole já dormia em seu quarto no seu sono tranquilo.
–Te fiz uma pergunta Isabella. – Sussurrou em meu ouvido, mordendo o lóbulo de minha orelha. Como ele queria que eu tivesse pensamentos coerentes desse jeito. – O que tanto pensavas antes de minha chegada? Seus pensamentos não deveriam ser nada puros, pois o gemido de soltou de satisfação te entregava. – Oh Deus! Eu havia gemido, e nem percebi. Está séria a coisa mesmo.
–E-eu, e-eu...
–Eu o que? – Eu podia sentir o tom brincalhão em sua voz. Edward amava me deixar assim, era sua diversão quando não respondia suas perguntas por está inebriada com sua presença e ações que faziam em meu corpo.
Juntei todas minhas forças, que se tornavam quase inexistentes a cada minuto que se passava e respondi, felizmente, sem gaguejar.
–Lembrava-me da nossa lua de mel.
–De que parte em especial? – Continuou com a tortura em meu pescoço. Suas mãos agora tracejavam um caminho de toda minha cintura até o quadril.
–Na parte em que você se encarnou em um italiano sacana. – Respondi, sem rodeios. Soltando um alto gemido quando mordeu meu ombro.
–Eu sabia que você nunca se esqueceria disso. Você esta se tornando um tanto safada. — Dei um sorrisinho sacana quando ele concluiu sua frase.
–Você me tornou assim querido. Não reclame, que isso é um caminho sem volta. – Virei-me para ele olhando em seus olhos, já escuros pelo desejo contido. Enlacei seu pescoço aproximando nossos corpos, roçando-os levemente.
–Não irei reclamar disso, minha pequena devassa.
– Por que insiste em me chamar de pequena?
–Quer mesmo discutir isso? Não acha isso óbvio demais. – Levantou-me botando a mim em cima da bancada. Automaticamente cruzei minhas pernas em volta de sua cintura.
–Se for em relação a minha altura, esmurro você. – Olhei com os olhos em fenda para ele.
–Você já sabe a reposta, e claro que é em relação a você. Já viu o seu tamanho para o meu? – Perguntou debochado.
–Cretino.
–Mas você ama. Que tal deixarmos isso de lado, e continuar com seus pensamentos pecaminosos, só que dessa vez na pratica, lá em nosso quarto. – Nem respondi Edward já foi logo me pegando em seus braços, subindo as escadas, e indo para nosso quarto.
Nosso quarto era bem maior do que o antigo, a casa que compramos, dava duas da antiga. Edward e eu escolhemos um grande espaço, pois pensávamos em ter filhos. Não muitos, pois não sou galinha chocadeira, mas no máximo dois, para fazer companhia a Nicole, pois ela seria uma ótima irmã mais velha.
Chegando em frente a grande cama. Ele me jogou, em seu centro, fazendo com que a mesma afundasse com meu peso. Fiquei apoiada pelos cotovelos, observando sua beleza estonteante, enquanto Edward tirava o terno e afrouxava a gravata. Ele ficava tão sexy de terno, tinha certa tara com isso. Principalmente quando ia visitá-lo, e presenciava-o tão entretido, que às vezes não notava minha presença. Sempre de cabeça baixa, analisando alguns papeis, com uma caneta na boca, em posição máscula. Eu pirava com isso, sempre acabava o agarrando. E isso acontecia tantas vezes, que certa vez, acabamos em um sexo selvagem no escritório, poderia dizer que foi um dos melhores que já tive com ele, e sempre que podíamos, repetíamos a dose.
–Daqui a pouco precisarei de água. – Falou com um tom zombeteiro.
–Por quê? – Questionei confusa pelo seu comentário. Minha voz já estava rouca e quase inaudível.
–Porque do jeito que você está me secando, ficarei desidratado. – Gargalhou, subindo na cama, ficando por cima de mim. Aproximou meu rosto do seu. Fazendo com que sentisse sua respiração descompassada pela excitação. – Pronta para a reencarnação do seu italiano sacana, minha ninfeta?
–Sempre.
Fui silenciada por seus lábios sedentos e desejosos. Essa noite seria inesquecível.
[...]
–Hora de acordar preguiçosa. – Escutei uma voz sussurrada em meu ouvido, e braços me apertado pela cintura.
–Argh... Deixa-me dormir. – Reclamei, tampando os olhos e virando para o lado oposto da voz.
–Nada disso. temos que ir trabalhar, e Nicole tem que ir a escola. – Continuou, enquanto eu tentava dormir.
–Estou cansada. Não quero sair da cama. – Resmunguei, puxando o lençol de volta, que Edward provavelmente tinha tirado.
–Parece que terei que te convencer. – Depois disso, Edward puxou o lençol abruptamente. Sentando-se em cima de mim. Eu estava de bruços para baixo. Senti pelo a temperatura de seu corpo, que ele já havia tomado banho, mas estava usando apenas uma calça moletom. Ele começou a trilhar beijos por toda minha coluna, infiltrando suas mãos por debaixo de meu corpo, tocando em meus seios, por cima da camisola preta, que eu havia colocado, depois de um esplêndido banho de banheira. Com toda tortura, soltei um gemido, ainda de olhos fechados. Edward afastou meus cabelos de minha nuca, assoprando o local e beijando. Depois indo a direção ao meu ouvido, sussurrou.
–Era isso que você queria para acordar, não é safada. Não teve o suficiente de mim pela madrugada?
Eu só sabia gemer.
Com isso, Edward me virou, mas ainda continuando em cima de mim. Seu peso não me incomodava, ao contrario, apenas uma gostosa sensação de esmagamento. Vai entender.
Nossas passadas de mãos foram ficando cada vez mais quente. Quando percebei já estava sem a camisola. E quando fui tirar a calça de Edward. despertei-me por uma batida de porta, e uma suave voz vinda através dela.
–Mamãe, papai?
Sem pensar, empurrei Edward assustada, fazendo com que ele caísse em um baque surdo no chão, se eu não estivesse tão nervosa, teria rido. Procurei rapidamente minha camisola, botando-a. Edward ainda continuava no chão, era até pecado desperdiçar um sexo com aquele homem, mas Nicole era nossa prioridade.
–Já vai filha. Espera um pouco. – Falei um pouco mais alto para ela escutar, depois abaixei o tom, e fui em direção a Edward. – Querido desculpa. Fiquei nervosa, mas você terá que resolver esse pequeno probleminha. – Ele me entendia o que era. Ajudei-o a se levantar. Passou a mão em seus revoltosos cabelos, soltando um suspiro de insatisfação.
–Mais tarde continuaremos. E irei cobrar essa derrubada de cama, Dona Isabella. – Disse calmo, indo em direção ao banheiro. Apenas ri, e segui para a porta, olhei para a porta onde Edward estava, e com um suspiro, rodei a fechadura. Onde de lá saiu, uma pequena garotinha, animada. Sorri com isso.
–Bom dia querida. – Desejei-lhe quando ela pulou em meus braços, quase me derrubando. Nicole não era, mas tão pequena assim, minha cria estava crescendo.
–Bom dia mamãe. – Cantalorou. – Cadê o papai? – Varreu os olhos curiosos por todo o quarto.
–Está no banho. Nélida chegou? – Perguntei, enquanto ela saia dos meus braços e se jogava na cama.
–Sim. Está preparando o café. Ela que me arrumou mamãe. – Explicou, ligando a TV, em um canal de desenho. Já estava pronta com o uniforme do colégio. E Nélida era nossa governanta, sempre me ajudava na casa e com Nicole quando eu ou Edward estava ausente.
Deixei Nicole assistindo, e fui para o closet pegar uma roupa para trabalhar. Escolhi um conjunto de terninho e saia preto, acompanhado por uma blusa rosa bebê.
Entrei no quarto novamente, no mesmo instante em que Edward saia do banheiro, já vestido com uma calça social.
–Quem é essa garotinha que invadiu meu quarto? – Perguntou atraindo a atenção de Nicole, que até então, não havia percebido a presença do pai.
–Papai... – Gritou animada pulando na cama. Quando Edward se aproximou, ela se jogou, sendo pega no ar, por ele. Os dois sempre tinham essa brincadeira, no início, ralhava com eles dois, pois tinha medo de que ambos se machucassem, mas como vi que nada surtia efeito, acostumei-me, pois era uma brincadeira particular de ambos.
–Bom dia princesa. – Ainda escutei antes de fechar a porta do banheiro.
Tomei um banho rápido, sem lavar o cabelo. Ou chegaria atrasada, quer dizer eu já estava. Mas como Tanya chegava cedo e eu agora era dona do meu próprio escritório, dava para resolver.
Mas também culpa de Edward, que usou e abusou de mim a madrugada à dentro, quer dizer, acho que foi mais o contrario, ri com o pensamento. Estava virando mesmo uma maníaca, nem no banho deixava de pensar em momentos íntimos com meu gostoso maridinho.
Vesti-me rapidamente, meus amores já estavam na mesa, tomando café. Dei um beijo de bom dia em Nélida, nesses dois anos, formamos um vinculo materno. Como ela já era uma senhora de meia idade tratava-me como filha.
Comemos em meio a brincadeiras e conversas descontraídas. Nicole não parava de falar o quanto estava animada com o que iriam fazer hoje no colégio. Encantava-me com sua narração infantil. Edward e eu prestávamos imensa atenção em suas palavras. Gostávamos de participar de sua vida, e como ela estava crescendo, queríamos que esse vínculo apenas crescesse, para que nossa filha sempre pudesse contar com a gente.
Agora sobre a verdadeira maternidade de Nicole. Ainda não havíamos tido essa conversa, mas eu sentia que estava próxima. Como ela era extremamente inteligente não demoraria muito. Só que ainda me faltava coragem, e o medo sempre me assolava quanto a esse assunto.
Saímos de casa por volta das 07h:30min, como tudo ficava próximo, Edward e Nicole não chegariam atrasados.
Paramos na portaria do colégio. Onde tinha criança por toda parte se despedindo de seus pais, o barulho entre elas era razoável. Alice e Rose já nos esperavam com os seus filhos, todos estudavam no mesmo colégio, imaginem só a bagunça. Uma vez ou outra aparecíamos aqui, pois quaisquer uns dos seis tinham entrado em alguma confusão, ou até todos. Porque era sempre assim, se mexessem com qualquer um deles, todos se sentiam na obrigação de ajudar, e brigar com quem tivesse feito o ato. Principalmente quando mexia com as meninas da família, ai era quando a coisa ficava séria. Nós mães, repreendíamos, mas às vezes achávamos fofo, essa união de todos eles.
Beijei todos os meus sobrinhos e sobrinhas. Que vieram correndo em nossa direção quando nos avistaram. Cumprimentei Alice e Rose que estava um pouco que descabeladas para acalmar a zona. Quando o sinal tocou. Aproximei-me de Nicole, abaixando em sua altura.
–Se cuida filha. Qualquer problema ligue, eu te amo. – Beijei seus rostinho,e a abracei, Edward só olhava nosso ritual de todos os dias, com a mochila dela nas mãos.
–Também te amo mamãe. Até mais tarde.
Ela beijou Edward, falando as mesmas palavras com ele também. Quando a vi entrar pela porta, alastrou-se em mim um sentimento de perda inexplicável, um aperto descomunal no coração. Como se algo estivesse para acontecer.
–Está sentindo alguma coisa? – Perguntou Edward preocupado pelo meu silêncio, já estávamos estacionados em frente ao meu escritório.
–Não, estou bem. É só uma preocupação boba. – Sussurrei enquanto saia do carro. Edward fez a volta, parando de frente para mim.
–Tem certeza? – Sua preocupação era evidente. Apenas balancei a cabeça em consentimento. – Qualquer coisa ligue para mim, se não estiver se sentindo bem, vejo lhe pegar está bem?
–Ok! – Rocei nossos lábios, abraçando-o apertado. Sai do calor de seus braços, entrando no prédio sofisticado. Não sem antes, de olhar seu carro partindo.
Minha manhã se passou lentamente, com o mesmo sentimento, só que cada vez ficava ainda mais forte, e isso me assustava. Tanya até me ofereceu um copo com água, pois meu nervosismo era evidente. E só por volta das três da tarde, o horário que Nicole saia do colégio, que recebi uma noticia de Edward.
–Bella, aconteceu uma coisa. – Seu tom era agonizante, mesmo por telefone.
–Edward, pelo amor de Deus, o que aconteceu? Diz que não foi nada com Nicole. – Eu sentia que havia sido com ela, mas não queria acreditar nisso.
–Infelizmente foi. Mas por favor, acalme-se e se estiver em pé se sente.
–Como você quer que eu fique calma, se o seu nervosismo é palpável. E por favor, não me deixe mais aflita. O que houve com nossa filha. – Seu silencio continuou, como se encontrasse forças para falar. – Fala Edward. – Choraminguei.
–Nicole foi sequestrada por Irina.
No mesmo instante, minha cabeça girou, só ouvia as suplicas de Edward para que eu respondesse, mas não conseguia. Em seguida, minha vista escureceu, e a única coisa que pensei antes de desmaiar, foi em como eu iria me manter calma, enquanto Nicole estava nas mãos de uma louca, e em meu bebê, que mesmo pequenino em meu ventre, já passava por estresses. Sim, eu estava grávida.
Continua...
"Respeite seu coração, suas intuições e até mesmo sua loucura".
Notas finais
Podem me matar agora, mas eu tinha que terminar o capitulo assim, meu segundo bebê está chegando ao seu fim. Só apenas mais 4 capítulos para finalizá-la, ainda não sei se junto com o epilogo ou não.
Espero que tenham gostado. E antes que surtem, vocês sabem que odeio final infeliz, então não fiquem desesperadas.
Não tenho previa para o outro capitulo, não irei prometer, pois não sei se vou cumprir, e odeio quebra de promessas.
Bjos
Bom fim de semana...Até a proxima
OBS: Quero recomendações, estou sentindo falta delas rsrsrs
Fale com o autor