Been Here All Along

17 16. Casa Comigo?


Notas iniciais
Oi queridas? Como estão? Eu estou bem.
Espero que gostem do capitulo
Dessa vez fiz um misto, com Pov. Bella e Edward.
Espero que gostem
Nos vemos embaixo

E eu não tinha pressa para nada. Apenas a pressa de ser amada novamente pelo incrível homem que estava embaixo de mim. O único homem, que me fez pela primeira vez, sentir prazer de uma forma diferente.



Pov. Edward




Em apenas uma noite, tinha conhecido uma Bella que não imaginava ser possível, quer dizer, se falando dela tudo era uma surpresa, sendo ela uma caixinha de surpresas. Nessa noite ela me mostrou uma pessoa solta e até pervertida, acredito que a bebida ajudou muito. Mas seus gestos eram sóbrios, de um jeito malicioso, não vulgar ou baixo. E eu tinha adorado.

Era madrugada, não tínhamos pregado os olhos, para apenas curtir a presença um do outro.

–Bella? – Estávamos deitados na imensa cama do quarto de hotel depois de uma intensa noite de amor. Bella havia se entregado para mim de uma forma esplendorosa, cada vez que simplesmente, eu olhava em seus olhos, apaixonava-me ainda mais por ela. Nossa nudez estava coberta apenas pelo lençol fino. E peças íntimas.

Ela continuou calada apenas esperando que eu continuasse.

–Casa comigo? – Ela levantou a cabeça, olhando para mim assustada.

–Está brincando comigo, não é? – Se seus olhos pudessem saltar das orbitas isso havia acontecido neste exato momento.

–Claro que não. Por que achas isso? – Olhei para ela esperando uma explicação.

–Não sei. Eu não consigo pensar em nada.

–Então já está na hora de você aceitar que em minhas palavras em relação a você são as mais absolutas verdades.

–Eu acredito. Mas o porquê dessa pressa?

–Simplesmente porque quero me unir a você de todas as formas humanamente possíveis. Mesmo estando indo de forma contraria. Pois já temos uma filha, e a consumação já se fez presente. – Brinquei fazendo com que suas bochechas se tornassem vermelhas.

–Para com isso Edward. – Murmurou envergonhada com a cabeça enterrada em meu peito.

–Como é que depois de tudo que aconteceu em algumas horas atrás você pode ter vergonha de mim?

–Eu não sei. – Disse com a voz abafada.

–Você é mesmo inacreditável. – Acariciei seus cabelos ainda úmidos pelo recente banho. – Mas não muda de assunto. Você aceita se casar comigo?

–Se eu aceitar... Não vai significar que terei que casar com você amanhã, né? — Levantou o rosto olhando-me de forma acusatória.

–Você sabe que se dependesse de mim casaria com você agora mesmo. Mas como depende de nós dois. Sim, isso não significa que precisamos ter pressa.

–Sem pressa?

–Sim. Mas eu tenho minhas condições?

–Quais condições? Olhe que já está abusando. – Disse divertida, apoiado com o cotovelo no colchão.

–É mínima. Não é uma condição, é mais um pedido. – Analisei primeiro sua expressão antes de falar. E ela estava calma e paciente. – Você aceitaria morar comigo?

–Antes de casar?

–Sim. Veja isso como uma experiência de uma vida a três.

–E moraremos em minha ou em sua casa?

–Por enquanto na minha, se não se importar. Pois temos o quarto de Nicole, o que facilita muito. Mas depois do casamento, se você aceitar, iríamos para nossa própria casa. Ou seja, venderíamos a sua e a minha, e comprávamos a nossa.

–Então eu aceito. – Respondeu com convicção.

–Morar ou casar comigo?

–Os dois.

–Sério? – Bella assentiu. – Não sabe o quanto me faz feliz aceitando. – Apertei-a em meus braços, beijando seus longos cabelos. – Eu te amo.

–Eu também... Para onde você vai? – Sai do calor de seus braços indo em direção a uma mesinha com gaveta. Tinha deixado lá o anel que daria a Bella, mesmo não tendo a certeza de que ela aceitaria ou não.

Quando voltei Bella me olhava de forma curiosa. Mas sua expressão mudou rapidamente, para uma de espanto, quando viu a caixinha em minha mão direita.

Sentei-me na cama ao seu lado, enquanto Bella mantinha a mesma posição. Ela estava deitada de lado, seu braço esquerdo estava dobrado, apoiando o cotovelo na cama, e com a cabeça sustentada pela mão.

–Isso não é o que estou pensando não é? – Ri de sua frase embolada.

–Se você está pesando que isso em minhas mãos seja um anel de noivado, acertou.

–Você é inacreditável. Tinha tudo armado para essa noite. E se eu não aceitasse? – Questionou de jeito superior.

–Eu sabia que iria te convencer. Nem que botasse Nicole no meio do meu discurso. – Ri de sua expressão desacreditada. – Tcs, tcs, Bella, Bella... Quando você irá admitir que não resisti aos meus encantos.

–Nunca.

–Olhe que faço essa frase possível.

–Cala a boca e me dá logo meu anel. – Gargalhei de seu jeito mandão.

–Oh futura esposa mandona fui arrumar. Espero está vivo até o dia do meu casamento.

Abri a caixinha mostrando de lá um anel dourado com pequenas pedras de diamantes. Mesmo sabendo que Bella gostava de coisas simples, esse foi o que mais tinha chamado a minha atenção na joalheria.

–Santo Cristo! Como é lindo. – Sua guarda tinha baixado totalmente. – Você deve ter gastado uma fortuna, não posso aceitar.

–Claro que pode. Não me importo para isso. Deixa de sua besteira. — Peguei sua mãe direita, botando o anel lentamente em seu dedo anelar. Dando um beijo em seguida. Tinha ficado lindo em sua delicada mão.

–Obrigado.

–Eu que devia agradecer por está me dando esse presente. Nenhuma fortuna do mundo compraria o que sinto por você. Agora sim eu acredito que os melhores sentimentos são aqueles com valor inestimável, pois nunca poderá ser comprado, só construído.

Bella já estava sentada na cama, com lágrimas nos olhos.

–Você sempre me faz chorar, tens que parar com isso. – Limpou os olhos com as costas das mãos sorrindo.

–Espero que seja de felicidade.

Deitei de barriga para cima. Levando Bella junto e aconchegando em meus braços. Ela admirava sua mão onde o anel estava depositado, seu sorriso não saia de seus lábios.

Bella poderia ser marrenta e bater o pé quando lhe dizia o contrario, coisa que Nicole aprendeu com ela. Mas quando amava, percebíamos apenas em só olhar em seus olhos. Sendo que ela nunca foi daquelas pessoas, que precisam escutar milhares de eu te amo em um único dia. Bella gostava de ser surpreendida por gestos, não palavras. Como a mesma dizia. Palavras às vezes podem ser falsas, já que são ditas com facilidade, mas gestos, não. Já que redigem de algum esforço da pessoa amada. E eu concordava plenamente nessa sua frase.

–Vou confessar uma coisa. – Enrolei uma das mechas longas de seus cabelos, enquanto continuava. – Eu planejei milhares de formas para te pedir em casamento. Liguei até para Alice pedindo sua opinião. Ela apenas disse; surpreenda. Digo que fiquei desesperado, afinal minha irmã sempre foi a mais criativa e apenas disse isso. – Bella riu baixinho escutando. – Então, decidi pesquisar em sites, e tudo que via pela frente, mas nada parecia perfeito. Planejava me ajoelhar, dizer a você um lindo e apaixonado discurso, para te surpreender. Mas nada me encaixava não uma coisa mecânica e planejada há tempos. E hoje a noite era a oportunidade que estava em minhas mãos, mas ainda não via brecha para o pedido. – Bella olhou para mim de uma forma meiga. – E olha só o que aconteceu. O meu pedido de casamento a você, fui da forma mais informal que já aconteceu. Sinto até um pouco de vergonha.

–Pelo que?

– A forma como te pedi em casamento. – Bella balançou a cabeça, olhando-me de forma discriminativa.

–Não tem o porquê de ter vergonha. Quantas vezes precisarei dizer a você que tudo tem que correr naturalmente. Gosto de ser surpreendida, e não ter uma sombra de certeza do que irá acontecer. E me diga, do que adiantaria se me levasse para jantar em Paris. Ou fizesse uma festa, e um discurso incrivelmente belo? Isso não seria nosso, não seria apenas íntimo em nossa relação, algo único. Seria publico, sem surpresas, e não de forma simples e encantadora. – Abriu um pequeno sorriso, e acariciou minha bochecha. – Edward, eu sempre gostei de coisas simples e inesperada. Nosso encontro mesmo foi de forma estranha, mas não esperávamos por isso, e olhe onde estamos hoje. O que quero dizer é que não existiria pedido melhor para ser substituído por esse.

–Você é mesmo incrível. Cada dia me apaixono mais por você. – Confessei, puxando-a para cima de mim, e aproximando nossos lábios.

–Ainda bem, já pensou se fosse o contrário. – Brincou para enfim, unir nossos lábios desejosos um pelo outro.

–Acho melhor dormimos um pouco. Daqui algumas horas amanhece, e temos que ir pegar Nicole. E ela estará com todo o gás. – Apertei meus braços em sua volta, depositando um beijo em sua bochecha. Antes de Bella deitar a cabeça em meu peito.

–Sim. Temos que está preparados. Ela exigirá nossa atenção até o ultimo raio de sol – Riu, bocejando.

–Oh Deus. – Gemi. – Bom dia.

–Bom dia.

Adormecemos logo em seguida, pois em poucas horas uma garotinha estaria pronta para sugar nossas energias.

[...]



–Oh meu Deus! Que linda aliança é essa Bella! – Exclamou Rose quando entramos em sua casa.

–Como se você não soubesse de nada. Tenho certeza que a anã já fofocou para você. – Gracejei. Sendo fuzilado por Rose.

–Deixa só ela ouvir isso. Bella ficará viúva antes da hora. – Zombou enquanto Bella ria da troca da nossa troca de carinho. – E sim ela falou, mas não os detalhes do anel. – Esqueci de comentar que Alice me deu uma ajuda básica por telefone, e com isso tive que prometer que mostraria o anel.

–Ela me protege. – Lacei a cintura de Bella. Beijando seu pescoço.

–Nem me bote no meio, Senhor Cullen. – Murmurou.

–Obrigado pelo apoio querida noiva. – Meu sarcasmo poderia ser ouvido a quilômetros.

–Cadê minha menina? – Perguntou para minha querida amiga. Ignorando-me completamente. Mas afirmo que sua pergunta me deixou curioso, esperando pela resposta de Rose.

–Está tomando café com Julie, Joseph e Emmett. Vamos entrar logo, antes que aqueles quatro acabem com minha cozinha. – Rimos de seu provável comentário. Aqueles juntos eram bagunça na certa, pois Emmett era mais criança do que todos eles.

Rose seguiu na frente com Bella conversando, provavelmente perguntando como havia sido à noite. Mulheres!

Quando entramos na cozinha, surpreendi-me. Eles estavam quietos demais, cada um tomando seu café sozinho. Menos Nicole que era ajudada por Emmett. Ela estava mastigando um pãzinho e sua roupa estava um pouco lambuzada de suco.

–Vejo que não está nem sentindo nossa falta, não é Nicole?

Nicole após ouvir a voz da mãe, levantou a cabeça olhando em nossa direção. Abriu de forma encantadora um belo sorriso com pequeninos dentes de leite.

–Mamãe, papai! – Emmett a desceu de sua cadeirinha. E a pequena correu em nossa direção, abraçando as pernas de Bella. Minha noiva se abaixou e pegou nossas filhas no colo beijando toda extensão de seu rostinho.

–Que saudades de você querida. – Falou abraçando-a ainda mais apertado.

– Olha o exagero Bella. Não faz nem um dia que você deixou de ver Nicole. – Emmett tirou saro, e em um gesto infantil Bella lhe mostrou a língua. Arrancando gargalhas de todos, até dos meus sobrinhos que continuavam na mesa observando a cena.

–Você só quer saber de sua mãe. Ficarei triste assim. – Fiz drama olhando para as duas. – Eu não mereço nem um beijinho? – Estendi os braços, enquanto ela se jogava nos mesmos. Beijando meu rosto.

– Fica titi não papai. Sinti sadade de voxê. Né dinda? – Falou um pouco mais alto para Rose escutar.

–Verdade. Foi um trabalho botar essa menina na cama. Acredita que disse que só dormiria se vocês dois contassem uma história para ela. Minha sorte é que o Emmett inventou uma brincadeira que acabou cansando os três, só assim dormiram.

–Deus Nicole! O que falamos sobre não dá trabalho aos seus padrinhos. – Bella olhou para ela desacreditada esperando resposta.

–Nick foi anjinho mamãe, foi sim. – Olhou para Bella com os olhinhos redondos, desarmando-a completamente.

– Você é mesmo impossível. – Falou rindo mais para si mesma do que para todos, mas como eu estava próximo escutei.

Acabamos tomando café da manhã por insistência de Rose. Segundo ela estávamos precisando recuperar as energias. Claro que isso foi com segundas intenções. Rose estava a tento tempo com Emmett que já estava pegando as piadas do marido. Deixando Bella totalmente envergonhada.



Um mês depois...



Pov. Bella



Já tinha me mudado para casa de Edward há quase um mês. Uma semana depois de nossa noite memorável, arrumei minhas coisas me mudando para lá. Minha casa estava alugada, por tempo indeterminado. Já que nos dois decidimos esperar um pouco para casar realmente como manda a tradição, afinal um casamento precisava de planejamento. Mesmo eu imaginando um simples, só uma casa maior estava em nossos planos. Então não tínhamos pressa.

Nicole não estranhou em nada por eu dormir com seu pai. Toda noite era exigido que contasse uma história para ela. Seja Edward, ou eu mesma, o importante era que sua história fosse contada antes de dormir. Agora eu perguntava. Como um ser tão pequeno e com tanta pouca idade tinha um poder tão grande de persuasão, segundo Edward, ela tinha puxado isso de Alice. E eu começava a concordar.

Falando em Alice. Em algumas semanas atrás havia descoberto que estava esperando um bebê, não sabia o sexo, por ainda o feto ser pequenino e possuir um mês e algumas semanas. Nossa felicidade foi completa. Já que Alice e Jasper eram os únicos que não tinha filho. Jasper estava babando na gravidez. Com Edward sempre tirando saro quando ligava, dizendo que teria que aguentar se fosse menina, pois se Alice já era um ser incontrolável, imagine sendo outra miniatura. Coitado de Jasper tinha ficado desesperado.

Hoje tinha em mente de ir visitar Edward na empresa. Meu turno acabaria em poucos minutos. E como Edward só largava as 18h00min da tarde, teria ainda duas horas.

Conversava com Tânya sobre um recente caso que estava em julgamento, quando deu meu horário. Despedi-me de minha amiga, indo em direção ao estacionamento para pegar meu carro. Liguei a chave na ignição dando partida logo em seguida. O vento adentrava pela janela semiaberta, bagunçando meus cabelos.

Estacionei quase em frente a empresa alguns minutos depois, como estava em pouco transito, por milagre, o percurso foi rápido.

Decidi primeiro passar na creche que era logo um dos primeiros andares. Como já me conheciam na empresa, como a noiva do Cullen, não precisava de autorização para pegar Nicole na creche.

–Senhorita Swan como está? Veio buscar Nicole? – Leah Black era uma garota adorável. Era responsável pelas crianças, apesar da pouca idade, sua competência era palpável na empresa. Porque administrar uma ala de crianças não era fácil, mesmo com ajuda.

–Estou ótima Leah e você? Sim. Onde ela está? – Perguntei enquanto entrava avistando varias crianças com diferentes idades brincando pela grande local.

–Estou bem, obrigado. – Sorriu meigamente. – Nicole está no parquinho. – Por ser um local grande, tinha varias divisoras. Ia da área de recreação até um minidormitório na hora da soneca da tarde.

Segui em direção aos brinquedos. Avistando Nicole com uma das funcionarias, descendo no escorrega.

–Filha? – Chamei a pequena que olhou diretamente para mim. e sorriu animada.

–Mamãe! – Gritou chamando a atenção de algumas funcionárias. Fiquei de cócoras e abri os braços para recebê-la. Que veio correndo pulando em meus braços.

–Divertiu-se muito hoje? – Perguntei quando levantei com ela em meu colo.

–Huru. – Respondeu balançando a cabeça. — Mamãe cadê papai? – Procurou em todos os lugares tentando encontrar Edward.

–Vamos agora encontrá-lo querida. Papai ainda não sabe, é surpresa. Por isso que vim lhe pegar.

–Selio? – Olhou para mim com os olhos grandes.

–Sério. Topa? – Perguntei tocando na ponte de seu minúsculo nariz.

–SIM! – Gritou, fazendo-me gargalhar por sua agitação.

Fui em direção a Leah para me despedir. Nicole encheu-a de beijinhos prometendo voltar amanhã. Entrei no elevador, apertando o andar de Edward, que era o ultimo. Nunca vi homem para gostar tanto de altura, o que era o oposto de mim, já que morria de medo.

Entrei no local, com Nicole tagarelando em meu colo. Alguns da empresa já me conheciam, pois tinha vindo uma vez. Mas a nova secretária de Edward não, pelo que pareceu.

–Boa noite. Edward se encontra? – Perguntei parando em frente a sua mesa. Ela era jovem, aparentava ter vinte e cinco anos no máximo. Era ruiva, altura mediana, e corpo de modo escultural. Não vou negar que senti um pouco de ciúmes.

–Tem horário marcado? – Sorte dela que era educada. Mas não preciso dizer que ela fez uma espessura de mim, e depois voltou a digitar.

–Creio que não preciso de hora marcada. Só quero saber se ele se encontra.

–Sim. Mas pelas normas da empresa não posso deixá-la entrar sem autorização.

–Nem a noiva e a filha dele? – Perguntei vendo sua postura cair em alguns segundos. Ri internamente, não era uma pessoa muito ciumenta, mas nesse momento estava sendo.

–Senhorita Swan? – Assustada perguntou, apenas assenti. – Oh me desculpe, pode entrar.

–Obrigado. E não precisa avisá-lo.

–Está bem.

Entrei em sua sala. Não tinha mudado nada desde a ultima vez que vim. Tudo do mesmo modo, impecavelmente organizada. Edward estava de cabeça baixa analisando alguns documentos. Mas ao ouvir o fechar de porta, levantou imediatamente. Sua expressão passou de surpresa para alegria, em questão de segundos.

–Bella? Nicole? O que fazem aqui. – Levantou se sua cadeira pegando a pequena atirada que se jogou em seus braços. E deixando um selinho em meus lábios.

–Não gostou da surpresa? – Perguntei sorrindo.

–Claro que gostei, só não esperava por ela.

–Se esperasse não iria ser surpresa. Como larguei mais cedo decidi passar aqui para te buscar. Seu turno já vai acabar certo?

–Sim. Estava apenas assinando um contrato, depois disso podemos ir.

–Ainda bem. Pois estou faminta, só estou com o almoço. – Sentei em uma cadeira de frente para sua.

–O que já lhe disse sobre ter que comer Dona Isabella? – Olhou para mim com uma expressão preocupada. Botou Nicole no chão, onde a pequena foi em disparada para uma mesinha que tinha para ela desenhar. Enquanto sentava de frente para mim, em sua cadeira.

–Você parece meu pai nessas horas. Eu já sei, é a ultima vez, prometo.

–Você disse a mesma coisa da ultima vez. – Acusou.

–Essa será a ultima vez, prometo. – Revirei os olhos.

–Dessa vez espero que sim. Quando acabar aqui iremos sair para jantar, e não aceito um não como resposta. – Disse olhando para mim sobre os óculos. Esqueci-me de falar, mas Edward agora estava usando óculos para leitura, o que o deixava ainda mais sexy.

–Deus que me livre recusar. – Rimos enquanto ele voltava a ler o contrato.

[...]



Já era tarde da noite quando escuto uma vozinha me chamar. Estava chovendo muito lá fora. Tínhamos jantado fora como ele havia prometido. Nicole dormiu no caminho de volta para cara. Edward dormia tranquilamente com os braços em minha volta. Estaria dormindo também se não estivesse sido acordada.

–Mamãe... – Nicole chamou de novo com a voz baixa e tremula. Parecia que estava chorando. Assustada, sai do aconchego dos braços de Edward, e sem fazer barulho abri a porta. Onde tinha uma pequena menina, arrastando uma boneca de pano, com os olhos em lagrimas.

–O que houve minha pequena? – Perguntei pegando-a em meus braços, enquanto a mesma botava a cabeçinha no vão de meu pescoço.

–Monstlo mamãe. – Disse apontando para fora da janela do quarto. Como eu poderia esquecer. Nicole tremia de medo por tempestades. Desde novinha era um de seus medos, e a chuva forte ao lado de fora tinha a assustado.

–Não é monstro filha. É chuva. – Respondi rindo de sua inocência.

–Dexa Nick domi aqui? – Perguntou temerosa.

–Claro que você vai dormir aqui. – Levei Nicole para a cama, botando ela entre o meio. Deitei logo em seguida, e ela se agarrou mais a mim como um gatinho. Abracei-a sussurrando uma melodia, e logo depois ela adormeceu, sem me soltar.

Edward acordou logo depois um pouco assustado olhando para o lado, e quando viu Nicole na cama um vinculo se formou em sua testa.

–Como Nicole veio parar aqui? – Sussurrou confuso.

–Ela veio aqui chorando. Medo de tempestades lembra?

–Tinha me esquecido. Ela demorou a dormir? – Perguntou beijando os cabelos da filha.

–Não. Assim que vou acordou. Irei deixá-la aqui. Ela pode acordar de novo, e se não ver nenhum de nós dois com ela irá começar a chorar novamente.

–Eu sei. – Confirmou. – É melhor ela dormir mesmo aqui. – Acariciou meu rosto, para logo em seguida beijar meus lábios. — Boa noite. – Desejou antes de se deitar de novo.

–Boa noite querido.

–Bella?

–Hum...

–Eu não poderia ter escolhido uma mãe melhor para Nicole, a não ser você. Eu te amo

Sorri de lado, sussurrando um eu te amo também. Para logo em seguida, vê-lo fechar os olhos. Eu não poderia mais viver sem esses dois.


Continua...


“O amor não se vê com os olhos, mas com o coração”.


William Shakespeare

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Mereço reviews? Recomendações?
Espero que tenham gostado... A historia vai se desenrolando aos poucos.
Quero recomendações gente kkkk. Estou sentindo falta delas, sei que tenho leitoras o suficiente para isso.
Até semana que vem.
Bjos