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9 Capitulo 9 - Penélope


Eu e Jayden estávamos tentando comprovar nossa teoria, mas estava mais difícil do que pensávamos, o motorista era um homem tranquilo e na hora do crime, ele estava do outro lado do estacionamento jogando no celular, as câmeras pegaram ele, Jayden disse que a conta bancária de Nia estava a mesma desde o inicio do ano, não havia nenhum gasto acima de 3.000 doláres, um assassino custaria bem mais que isso, mas ainda havia a probabilidade de que Tina ou Penélope pagaram o assassino. Foi então que lembrei, meu pai estava trabalhando até tarde aquele dia na construção, como ele não viu nada?

— Pai, eu tenho uma pergunta para te fazer, aquele dia você ficou até tarde na construção né? Que horas? Você não viu nada?

— Fiquei até umas 23:00, eu estava trabalhando dentro da casa, Olívia passou lá, me deu o jantar, ouvi alguns barulhos, mas quando olhei pela janela não vi nada, então achei que seriam gambás ou ratos pelas madeiras.

— Olívia, quando foi até lá, viu alguma coisa?

— Eu estacionei meu carro na rua, andei pela área de fora, mas não vi nada.

— Não viu nenhum outro carro sem ser o seu e do papai lá?

— Tinha alguns estacionados no final da rua, mas não me lembro como eram.

Então aparentemente se o assassinato aconteceu depois das 22:00 já que nossa ligação foi 21:54, entre ás 22:00 e as 23:00 ocorreu o assassinato e o corpo foi jogado depois que meu pai saiu, a pessoa provavelmente poderia estar esperando meu pai sair e era um dos carros que Olívia viu era o do assassino.

— Eles disseram que o caso foi solucionado – chega Jayden abrindo a porta da minha casa

— O que? Como? – digo

— Liga a TV

— O caso da adolescente de 16 anos Peggy Daniels foi resolvido está manhã quando um homem, Peter Olavo de 36 anos, foi parado pela polícia na ponte do rio de Woodstock, segundo a polícia o homem tentou fugir quando viu a viatura. A polícia encontrou em seu porta-malas em um pé de cabra com sangue que teria sido usado como arma do crime, o homem foi preso e um exame de dna foi feito, o sangue do pé de cabra era o da vítima, o suspeito se declara inocente das acusações e até então não preferiu falar nada, a polícia ainda investiga o que motivou a horrível ação . – diz a repórter

— Peter Olavo trabalha na minha construção – diz meu pai

— Você acha que ele faria? – pergunto

— Claro que não, responde ele.

— Ninguém acha também que seriais killers fariam, e eles fazem – disse Olívia

— Isso não é possível, como ele a encontrou? Por que ela seria um alvo? – pergunto

— Christine, seriais killers não tem um alvo específico, talvez ele tenha a achado andando sozinha e resolveu a matar, sabia da construção e por isso jogou o corpo lá – diz Jayden

— Mas olha para foto dele, ele não parece assassino – digo apontando pra tv

— Harold Shipman era um senhor calmo e gentil, matou 250 pessoas. Yang Xinhai um japonês simpático invadia casas e matava pessoas, no total foram 65 mortes e 23 estupros. Nunca se sabe quem pode ser. – afirma Jayden

— Então você está desistindo Jayden? – pergunto

— Sim, sinto muito, mas já está resolvido Christine, e quanto menos eu lembrar disso, mais se passa minha dor. Tenho que ir para Atlanta com minha família, vamos passar o natal lá, se precisar de um amigo é só me ligar.

Jayden havia desistido, mas eu não. E eu acreditava no meu pai, se Peter Olavo um sujeito qualquer não fez aquilo, então ele não fez, e eu ainda irei achar a verdade. Vou para o meu quarto e decido fazer uma série de orações em busca de uma resposta, até que Camille bate na minha porta

— Oi irmã – diz ela com um sorriso gentil

— Não somos irmãs – respondo

— Olha, eu sinto muito, estou aqui para te prestar condolências pela morte da Peggy, mesmo que não pareça, você sabe que eu gostava muito dela.

— Você acredita no que estão dizendo na tv?

— Eu não sei, no fundo sinto que possa ter sido a Penélope.

— Por que fala isso? – pergunto

— No dia do baile, todas nós dormimos na casa da Nia, mas ela não, e ela sumiu pelo resto do baile, mas não fale isso para ninguém, que fique entre nós.

— Claro que não Camille, eu cheguei a pensar no motorista da limosine

— Você não conheceu o pai dela, mas ele é um mafioso assustador e ele saberia aonde esconder um corpo, a Lamborghini dela estava no estacionamento antes do baile, era o único carro fora o dos professores e a limosine. E e se ela a mandado de Tina e Nia, contratou alguém da equipe do pai e ajudou? Peggy não sumiu no estacionamento? O motorista de limosine estava lá o tempo todo, viu ela, alertou a o contratado que estava na lamborghini, que a sequestrou, matou e junto com Penélope jogou na construção, depois plantaram o pé de cabra do carro daquele homem inocente.

— Camille, como você pensou tudo isso? – pergunto

— Eu fiquei dias pensando e tentando encaixar as coisas e isso me ocorreu.

— Minhas orações foram atendidas.

Até que a polícia bate na minha porta, e adivinhem? Levam eu e meu pai até a delegacia, a alegação era a seguinte, Peter Olavo disse que eu tinha sido a mandante do crime, os pais de Peggy disseram que Peggy ficou 5 dias comigo na minha antiga casa em Noonday e que havia sofrido lavagem cerebral, e a polícia afirmou que no depoimento de Peter ele deixava claro que esperou Peggy na rua, a deu uma pancada na cabeça por trás e a levou até sua construção junto com meu pai e os dois jogaram o corpo no buraco, e que tudo isso foi parte de um ritual da possível “seita” na qual eu participava.

— Que tipo de ritual envolve bater com um pé de cabra na cabeça da pessoa? – pergunto para os policiais

— Eu sei senhorita, mas você não tem álibi, nem seu pai, sua madrasta disse que o viu apenas por 15 minutos ás 22:30 naquela noite, fora isso não tem como provar o que ele estava fazendo todo esse tempo na construção, e até descobrirmos essa história a fundo, você e seu pai estão sobre custódia.

— Não, eu posso provar que foi Penélope Casanova, eu posso.

— Mas antes a senhorita tinha dito que ela era um suspeito improvável.

— Ela é provável, eu posso provar, eu tenho uma teoria.

Por que Peter Olavo diria que eu fui a mandante? Se ele disse, alguém o mandou dizer, e quem seria essa pessoa?

A mandato da polícia, fomos a casa de Penélope com uma escuta pra provar minha teoria, eu e Camille teríamos que conversar com ela e esperar por ela admitir pelo menos algum detalhe sobre o crime, para poder ser incriminada. Mas a questão era que Penélope não iria confessar para mim, não se eu usasse um modo diferente de abordagem.

— Camille e... Christine, tudo bem? Querem entrar? – diz Penélope abrindo a porta com uma expressão estranha

— Sim claro – digo me sentando no sofá

— Amiga, precisamos conversar, eu sei que você tem um coração bom, e acontece que Christine está se sentindo muito mal pela morte de Peggy, como você é a pessoa mais doce que conheço, achei que poderíamos vir aqui pra distrairmos ela e fazer ela esquecer um pouco dessa dor. – diz Camille

— Eu achei que vocês duas eram “animigas”

— O que é animiga? – pergunto

— Alguns dias amiga e outros inimiga.

— Sim, mas eu precisei apoiar ela nesse momento e queria sua ajuda, já que Nia saiu da cidade e Tina já esta nervosa demais com a gravidez. – diz Camille

— Ok, vamos fazer algo diferente, venham, vamos jogar tênis. – diz Penélope me puxando

— Aonde? – pergunto

— Na minha quadra de tênis no meu quintal, duh! – diz ela rindo

O quintal era enorme, tinha uma quadra de tênis e basquete, piscina, jacuzzi e parece até que vi uma sauna ali de canto. Jogamos tênis e nos sentamos pra comer alguns cachorros quentes com suco

— Então, você viu que pegaram o criminoso? – diz Camille

— Eu vi, triste né, eu nunca imaginaria que seria um homem daquele, mas não vamos falar no assunto para não machucar Christine – diz Penélope

— É melhor, comentarmos para minha aceitação – digo

— A coitada foi colocada dentro do porta-malas do homem, acredita? Você teria coragem de colocar alguém no seu porta-malas? – pergunta Camille

— Ah não, você já viu um porta-malas de Lamborghini? Não cabe ninguém ali, mal cabem minhas compras do shopping – diz Penélope rindo

— Nossa, mas caberia o pé de cabra né? Se o seu pneu furar – digo

— Meu pneu é um P Zero da Pirelli, ele tem sensor, eu tenho um aplicativo no meu celular que avisa quando preciso calibrar o pneu ou trocar, não preciso de pé de cabra, isso é tão anos 80

— Uau, quanta tecnologia.

Já era, sabíamos que não tinha sido Penélope, toda a teoria de Camille foi perda de tempo, além de tudo, ela tinha um álibi, ela saiu do baile pra transar com um dos amigos de Jayden e depois dormiu na casa dele, e podiam provar, tinham fotos juntos nos horários do crime, a policia não mais acreditava em mim, e iria ter que ficar sobre custódia em um centro de detenção juvenil, e meu pai, na cadeia.