Bed Of Blue Roses - DaenerysTargaryen/Jon Snow
18 Capítulo 18
Notas iniciais
— O Senhor da Luz diz que o corpo dela foi aceso com a chama da vida que veio através de você, Vossa Graça. — Disse Melisandre aproximando-se.
— Como isso poderia ter acontecido? — Jon não entendia o porque ter voltado da morte teria influenciado naquilo.
— Ele disse que o fogo que está em Vossa Graça, dá a vida ao que mais ama. — Kinvara interveio.
— O fogo do Senhor da Luz queimou a maldição, assim como Vossa Graça queimou a amaldiçoadora, estava nos planos que esse fogo chegasse até ela.
— Quer dizer? — Jon não poderia acreditar no que estava percebendo. Olhou com os olhos cheios de lágrimas para a esposa, que estava estática.
— O herdeiro do Trono de Ferro está a caminho e o Senhor da Luz o abençoa. — Melisandre sorriu, algo que ele mesmo não vira antes.
— Agradeço a ambas, poderiam nos deixar a sós, por favor? — Elas reverenciaram e se retiraram, deixando-os sozinhos. Jon ajoelhou-se a sua frente e via as lágrimas caindo dos olhos de Dany, porém ela não se mexia. — Você ouviu, Dany? Nosso bebê está aqui. — Colocou a mão na barriga ainda imperceptível da esposa. — Vamos ter um bebê, meu amor. — Dany o olhou ainda desnorteada e o abraçou forte, chorando muito, agarrada ao marido, enquanto Jon agradecia a todos os deuses por terem salvo suas duas vidas que estavam com ele naquele abraço.
Jon estava acordado, olhando Dany envolta em seus braços ressonando baixinho. Ele temia dormir e que algo acontecesse com ela e com o bebê, precisava estar vigilante e protegê-los de tudo e de todos. Ele viu Dany se mexer e balbuciar algumas coisas sem nenhum nexo e a aconchegou melhor em seu calor. Ela acordou aos poucos e olhando-o fixamente sorriu, derretendo o coração do marido.
— Não vai dormir, marido? — Ela sorriu e acariciou o rosto dele.
— Estou cuidando de vocês. — Ele acariciou a barriga.
— Você sabe que mesmo tendo uma esposa grávida, é permitido que descanse com sua rainha. — Ela sorriu em divertimento.
— Meu descanso é vê-los bem e seguros. — Ele a beijou.
— Porém precisamos descansar, logo teremos muito a fazer e muito para planejar. — Ele beijou-lhe o topo da cabeça e adormeceram, sonhando com o futuro do reino e todas as coisas que lhes foram prometidas.
Na manhã seguinte, Jon acordara sozinho e sobressaltado. Havia tido o pior dos pesadelos naquela noite. Sonhara que Dany estava presa em um lugar escuro e misterioso, sua visão era turva e cheia de sombras. Em certa altura, ouvira os choros baixos dela e vira um homem, foi ali que deu-se conta de ouvir o brandir de uma espada. “Não, por favor.”, dizia a esposa aos prantos, “Deixe meu bebê em paz!”, ela gritou e ele tentou chamá-la, correr para ela, porém não tinha voz e não saia do lugar. Desesperado e atormentado, conseguira acordar com o coração em pulos.
— Dany! — Gritou a esposa e saiu da cama as pressas, olhando por cada cômodo do grande aposento real. — Dany!
— Jon? — Ela saíra do lado oposto ao quarto. — O que houve? Estava olhando algum vestido para o anúncio do bebê … — Jon a abraçou forte. — O que houve, amor? Tudo bem?
— Agora sim. — Ela devolveu o abraço.
— Acho que existe algo que você precisa me contar, certo? — Sentaram-se na cama e Dany pegou as mãos do marido. — Seja honesto comigo, Jon. Me explique o que quis dizer ontem a noite.
— Sobre ter voltado? — Perguntou nervoso.
—Sim, não havia me dito nada disso quando nos conhecemos.
— Meus irmãos me esfaquearam, por ter defendido os Selvagens. Precisávamos lutar contra os White Walkers e não poderia negar nenhuma ajuda, sabia o que estava vindo. Eu me transferi para o corpo de Ghost por alguma razão e fiquei ali algum tempo, vendo eles me esfaquearem de todas as formas. Sor Davos protegeu meu corpo, bem como eu, enquanto Ghost e os outros Patrulheiros que me apoiavam. E quando ela me encontrou, seu Deus me trouxe de volta. — Ele abaixou a cabeça. — Isso teoricamente foi o fim da minha obrigação para com a Patrulha da Noite e me sinto envergonhado por não ter dito antes isso a você. Espero que possa perdoar seu marido. — Ela o olhou por segundos que pareciam eternos para em seguida beijar seus lábios, encostando suas testas.
— Não há em que perdoar o senhor meu marido. Só precisamos confiar um no outro agora, mais do que nunca.
— Prometo que assim será. E que terá de ter guardas com você para onde for.
—Ora, porque? — Dany perguntou. — Não preciso disso.
— É pela segurança de vocês. Conquistamos simpatizantes, porém inimigos dispostos a tudo. — Lembrou-se do sonho e do homem que a ameaçava. — Não podemos permitir que eles tentem contra sua paz.
— Eles jamais se meteriam com o o Rei Protetor. — Ela sorriu docemtente. Afinal ele jamais abandonaria as pessoas que mais ama. — Jon sorriu de volta e a beijou fervorosamente. — Temos que planejar tudo sobre o bebê agora. Lady Margot e Tyrion estão cuidando dos detalhes do quarto do novo príncipe ou princesa.
— Eles estão vivos ainda? — Jon zombou e Dany gargalhou diante disto. Ambos se estranhavam com frequência, o que ocasionava em cenas engraçadas.
— Por enquanto, porém eles estão fazendo o melhor que podem. Confio extremamente neles.
— Eu sei querida, também confio, porém os dois não conseguem concordar em absolutamente nada.
— Mas ainda acho que tudo isso pode ser amor, meu marido. — Dany fez uma cara sapeca. — Quem sabe ambos ainda não se casam.
— Quem vai saber. — Jon deu de ombros. — Ambos são muito inteligentes e independentes.
— Mas o amor nunca se sabe quando vai chegar, certo? — Sentou-se no colo do marido e o beijou com carinho.
— Nisso eu acredito. — Entrelaçou seus dedos ao dela e colocou a mão em sua barriga, encostando sua cabeça no colo dela.
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