Because You Loved Me?

4 Capítulo IV - Solution Part 1


Notas iniciais
Olá Pessoal! Agradeço a todos que estão acompanhando minha fic ^-^
Bem, dividi o capitulo duas partes, pois achei que tinha ficado muito grande, bom que quem sabe mantem um pouco de curiosidade sobre o que vai contecer :)
Boa Leitura!

Finn

Essa semana passou rápido, acho que foi por conta dos ensaios extras do Glee Club, pois as seletivas estavam próximas. Mas isso não era minha principal preocupação, e sim o fato de Puck ter me beijado em sua casa, e ainda parecer estar afim da Rachel. Eu deveria já estar esperando isso, afinal estamos falando do Puckerman, o ser sem sentimentos movido apenas por sexo. Mas não estou afim de desistir dele ainda, claro não posso demonstrar nada, pois poderia ser o fim da minha popularidade e da dele possivelmente. Bem, cá estou eu sentado na sala do coral, esperando Mr. Schue chegar para o ensaio começar. O sinal bateu e todos os membros que faltavam chegaram assim como o professor.

- Bom dia pessoal – disse ele, e nós respondemos, vasculhando sua pasta ele tirou um papel de cor amarelada e mostrou para nós – tenho em mãos nossa inscrição nas seletivas, que serão na nossa escola esse ano.

Nossa isso só poderia ser um sinal, uma apresentação na nossa escola, não poderíamos perder em casa, não é mesmo?

- E o tema dessa vez é... – o garoto da bateria “rufou os tambores” – apelo emocional.

- Como assim Mr. Schue? – perguntei curioso, pois estava começando a ter uma ideia.

- Teremos que apresentar uma musica que expresse emoção, como se estivesse pedindo com o coração – respondeu ele – alguém tem alguma ideia?

Todos se entreolharam, eu abaixei a cabeça pensativo, não sei se conhecia alguma musica assim, e nem se concordariam em cantar algo que eu propusesse. Num estalo, me veio à mente uma musica que eu cantava no chuveiro quanto estava no primeiro ano, sim aquela me parecia um apelo. Encarei o professor e levantei a mão.

- Sim Finn?

- Acho que conheço uma musica, e gostaria de poder canta-la nas seletivas – disse e Rachel e Puck me encararam espantados.

- Não acho que deva ser uma boa ideia – disse Santana – afinal é capaz de ter um ataque cardíaco por conta da sua gordura se tentar alcançar alguma nota muito alta.

Ela riu e a encarei com uma louca vontade esgana-la.

- Ok, sem brigas – disse Mr. Schue – está bem, podemos ver se entramos num acordo, mas nos diga que musica tem em mente?

Reo Speedwagon Can’t Fight This Feeling – falei.

- Eu acho que o Finn se sairá bem nessa musica, já o vi cantando, é perfeita para ele – disse Kurt.

- Alguém contra? Menos você Santana – Santana abaixou rapidamente a mão, mais ninguém objetou – está bem, Finn você terá o solo, pesquisarei mais uma musica para cantarmos em grupo.

O sinal bateu novamente e todos saímos. Rachel agarrou em meu braço e me acompanhou até o armário.

- Estou orgulhosa de você Finn, sabe decidi ficar quieta dessa vez, para não ouvir reclamações – disse ela e eu sorri de canto.

- Fico grato por ter feito isso, significa muito para mim, cantar essa musica – falei e ela sorriu – vou ir para o treino, te vejo mais tarde.

Dirigi-me para o vestiário e encontrei Puck terminando de se vestir para ir ao campo.

- Hey Brow – disse.

- Iae, o que foi isso no Glee hoje? – perguntou ele me encarando.

- O que? Eu decidir cantar nas seletivas? – perguntei.

- É.

- Bem, sinto essa necessidade de me expressar, e acho que com a musica será mais fácil – comentei terminando de colocar os equipamentos – vamos, se não a Beiste vai se zangar.

Ele ainda me encarava enquanto caminhávamos para o campo. Treinamos duro mais uma vez, já que estávamos chegando próximos dos jogos importantes, tínhamos que dar o melhor de nós. Quando eram quatro horas, ela nos dispensou para o chuveiro.

- Puck, poderia me esperar gostaria de falar com você – disse quando não havia quase ninguém no banheiro, ele assentiu com a cabeça e saiu.

Algo de estranho está acontecendo, há muito tempo não tenho visto Puck demorar no banho como antigamente. Parecia até que ele fugia de alguma coisa. Terminei meu banho e sai do banheiro. Puck me esperava encostado em seu armário. Vesti-me e senti que os olhos do garoto me observavam. Assim que coloquei a camisa me sentei para colocar o tênis.

- Diga, Puck, que tal ir em casa jogar vídeo game? – perguntei e ele arqueou uma das sobrancelhas.

- Ah não sei Hudson, acho que terei que ficar em casa – falou ele e eu abaixei os olhos.

- Poderia me responder só mais uma pergunta?

- Claro – respondeu ele indiferente.

- Você por acaso não está gostando da Rachel, está? – perguntei e o encarei.

- Que isso hã? Somos amigos, lhe disse ano passado que jamais voltaria tentar atravessar você novamente – falou ele, e me senti envergonhado de desconfiar dele, mas feliz por saber que ele não queria nada com ela.

- Me desculpe, devo estar imaginando coisas – disse e me levantei – estamos bem?

- Estamos – e batemos os punhos saindo do vestiário.

Puck

Droga o Finn começou a desconfiar de algo. Mas tenho que ficar com a cabeça fria e pensar num modo dele terminar com ela. Como? Eu ainda não sabia, então acho melhor começar a estuda-lo mais de perto.

- Hey Brow, acho que vou aceitar seu convite – comentei assim que chegamos ao estacionamento.

- Sério? O que houve, para mudar de ideia? – perguntou ele me encarando com uma sobrancelha erguida.

- Nada, só acho que será divertido – respondi, e ele sorriu sem graça – te vejo amanhã então?

- Está bem, minha mãe estará fora mesmo, poderemos ficar a vontade – disse ele entrando no carro, mas antes de sair ele me encarou mais uma vez com aquele sorriso infantil na cara.

Assim que ele saiu do estacionamento, fui até meu carro e sai também. Chegando em casa ouvi minha irmã berrar da sala.

- Mãe o Noah chegou.

- Para de me chamar de Noah sua pirralha, para você eu sou Puck – vociferei e ela me ignorou.

- Noah – respirei fundo, minha mãe podia me chamar assim, afinal ela me pôs no mundo – fiquei sabendo que trouxe alguém em casa enquanto estive fora, e você sabe muito bem o que penso sobre isso.

- Foi apenas o Finn, eu não estava com vontade de ficar sozinho aqui – falei.

- E daí chamou seu namoradinho? – disse a garota, avancei contra ela que num instante correu para trás da mulher que me encarava da cozinha.

- Não quero saber de mais ninguém aqui, estamos entendidos? – perguntou ela.

- Ótimo, quer que eu fique sozinho como meu pai, sem problemas – disse subindo as escadas e indo para meu quarto batendo a porta assim que entrei.

Eu não ligo muito para o que aquela baixinha fala, mas tem hora que eu não me importaria se um carro a atropelasse. Fiquei de cabeça quente por bobagem, to com muita coisa na cabeça é isso. Fui para o banheiro e tomei uma ducha gelada, vesti apenas uma cueca Box e me deitei na cama. “Acho que passarei o fim de semana fora, assim eu consigo pensar melhor no que fazer quanto a Rachel” pensei enquanto me virava de bruços. Mandei uma mensagem para Finn perguntando se eu poderia ficar por lá, e ele disse que poderia. Então decidi dormir, para levantar cedo no outro dia e sair dessa casa o mais rápido possível.

Finn

Nossa, por que isso tão de repente? Puck do nada manda uma mensagem dessas, estranho. Enfim, o importante é que ele vai passar o fim de semana aqui. Tenho que avisar minha mãe e o Burt.

- Mãe – comecei quando estávamos sentados a mesa prestes a jantar – o Puck passara o fim de semana em casa, tudo bem?

- Tudo bem querido, assim você não se sente solitário – falou ela – como irei para Washington com o Burt, e Kurt vai pra casa do Blaine, será bom que tenha uma companhia.

- E por que não chamou a Rachel? – perguntou Burt.

- Digamos que não estamos tão próximos ultimamente – comentei.

- O que você fez? – perguntou Kurt.

- Nada, apenas sei lá, não devemos durar muito tempo agora – comentei indiferente e todos me olharam incrédulos.

- Como assim filho? – perguntou minha mãe.

- Pensei que vocês se amassem? – falou Burt.

- É – disse Kurt.

- Por favor, não venham com perguntas, não sou bom com interrogatórios – falei me levantando – apenas acho que amo outra pessoa agora.

Subi as escadas e me joguei na cama, e reli a mensagem que Puck me mandou, foi inevitável o sorriso se formar em meu rosto. Quando foi que tudo isso começou a final? Deve ter sido no primeiro ano, quando começamos a passar muito mais tempo juntos por conta do Glee Club. Eu estava me tornando um gay no armário, nossa quem me visse assim pensaria que foi a convivência com o Kurt. Mas o garoto não tem culpa de nada, afinal nós nem nos falávamos direito quando entramos no Club.

- Finn? – ouvi alguém me chamar, me fazendo para com o dialogo comigo mesmo, era o Kurt.

- Fala cara.

- O que esta havendo com você? Parece tão estranho – falou ele sentando em sua cama que era de frente com a minha.

- Nada – disse me sentando para encara-lo – apenas coisas demais em minha cabeça.

- Eu não sou idiota Finn, vamos lá, somos irmãos pode contar tudo para mim – falou ele num tom sincero.

- Não sei, acho melhor não – falei me deitando novamente.

- Não confia em mim, é isso? – perguntou ele.

- Não cara, é que sei lá, só não quero falar sobre isso – na verdade gostaria de poder me abrir com alguém, pedir conselhos, mas Kurt seria esse alguém?

- Certo, não vou mais incomoda-lo, já que não confia no seu próprio irmão – falou ele se levantando para sair.

- Espere – ele parou e olhou para mim – sente-se, eu falo.

Com um olhar curioso ele voltou a sentar em sua cama e a me encarar. Olhei para os lados e depois suspirei longamente.

- Eu acho que possa estar gostando de um... Garoto – disse por fim.

Ele arregalou os olhos um tanto pasmo, mordeu o lábio inferior e depois sorriu.

- Ai Finn, isso é... Uma noticia e tanto – e riu baixinho – e quem seria esse “sortudo”?

- Noah Puckerman.

Ai o queixo do garoto caiu.

- Tinha que ser justamente por ele? Se fosse o Sam, até poderia pensar em ter chances, pois ainda não desisti da minha suspeita de que ele é uma certa porcentagem gay – disse Kurt, e franzi meu cenho – enfim um conselho, desista, você só vai se machucar se continuar com isso.

- Como pode ter tanta certeza disso? – perguntei.

- Finn, estamos falando do Puck, o cara que faz sexo simplesmente por diversão, sem nem querer saber como a outra pessoa se sente – respondeu ele.

Abaixei a cabeça, realmente ele estava certo, nossa eu estava alimentando algo fantasioso. Idiota como sempre. Senti uma mão em meu ombro e encarei aqueles olhos azuis.

- Não fique assim, ok? Aproveite a amizade dele, já será algo muito bom – e depois saiu.

Joguei-me para trás e encarei o teto. Seria mesmo impossível o Puck mudar? Acho que não, mas também só acho isso por que estou afim dele. Ah que droga de situação. Melhor eu dormir, pois é o melhor que faço por enquanto.

Na manhã seguinte, levantei com um pouco de dificuldade, não tinha dormido direito, minha mente estava muito agitada. Fui até o banheiro, fiz minha higiene matinal e desci. Já estava sozinho, havia apenas um bilhete na geladeira que dizia: “Finn, deixei o café preparado, espero que não tenha problemas em arrumar o almoço, qualquer coisa só pedir comida que depois eu pago. Beijos Caroline.”.

Peguei um pedaço do bolo que estava na mesa e um copo de suco. Comi rapidamente e subi novamente, dei uma ajeitada na minha cama, escovei os dentes e desci para a sala assistir TV enquanto o Puck não chega.

Não demorou muito e ouvi um barulho de um carro estacionando na frente de casa. Corri até a porta e a abri. Vi Puck pegando sua mochila e trancando o carro, e logo depois vindo em minha direção.

- Hey Brow – cumprimentei-o.

- Eae Finn – disse ele quando batemos os punhos – espero que tenha algo para comer, pois estou com fome.

Notas finais
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