Because... I love you
1 Sinto a falta dele ...
Notas iniciais
Sexta-Feira
POV Ally
Mais um dia em que eu luto pelo melhor, para viver melhor.
Olho constantemente para o relógio de parede daquela sala e nada do tempo passar, odeio este ruído constante do giz branco a bater contra a placa preta do quadro, revelando letras serem escritas no mesmo.
-Bem alunos, por hoje é tudo! Na próxima semana quero um trabalho escrito sobre o assunto de hoje, podem sair! – Disse a minha professora de Filosofia calmamente com aquela sua voz fraca mas relaxada.
Levantei-me, peguei o meu material escolar com cuidado e guardei-o calmamente dentro da minha mochila, fechei-a e coloquei-a às costas. Sai da sala andei pelo corredor com as paredes pintadas de tons de azuis e fui de encontro ao meu cacifo que era o último da direita, o mais próximo da saída da escola. Abri o cacifo tirei de lá os meus livros e o meu capacete, e fechei o cacifo.
Dirigi-me a saída da escola e fui para o parque de estacionamento da mesma, cheguei ao meu pé da minha moto, coloquei o meu capacete, sentei-me na moto e pus a chave da moto na ranhura e liguei-a. Pus o pé no acelerador e acelerei o mais que podia, precisava espairecer, sentir o vento a lutar contra mim, fazendo esvoaçar as partes do meu cabelo que restavam fora do capacete, eu gostava daquilo a velocidade corria no meu sangue.
Comecei a abrandar a velocidade da mota quando avisto o meu prédio, estacionei-a mesmo a frente da porta do prédio, desligo-a, tiro a chave e o meu capacete e saio de cima da moto, coloco o capacete debaixo do braço e abro a porta do prédio, entro e chamo o elevador e entro no mesmo carregando no botão que dizia 3 andar, quando as portas se fecham eu encosto-me a umas das paredes do elevador fechando os olhos, numa tentativa falhada de descansar, pois logo ouvi o tlim do elevador e as portas abriram-se. Sai do mesmo e logo encontrei uma porta com uma placa estreita e preta com letras brancas que dizia terceiro direito, pus a chave na fechadura e rodeia abrindo a porta, logo entrei dentro da minha casa, fechando a mesma.
Olhei em volta percebendo que tudo estava em ordem e posando o capacete e as chaves numa mesinha que havia mesmo a direita da porta. Andei um pouco mais no corredor deparando-me com a porta do meu quarto era simples apenas tinha um tom aborrecido de castanho, abri-a retirei a mochila que estava nas minhas costas e pousei lentamente no chão ao pé da porta, sentei-me na cadeira da minha secretária e retirei o meu telemóvel que se encontrava no bolso esquerdo das minha calças, olhei para o visor e … nada, nem uma chamada ou mensagem dele estava preocupada, ele não dava notícias há um dia e isso estava-me a matar por dentro, guardei o telemóvel novamente no bolso e olhei para o meu relógio de pulso.
-17:38 – Disse baixinho.
-Estudo uma horinha, arranjo-me, como qualquer coisa e vou trabalhar, sim deve dar tempo – Pensei.
Levantei-me e fui buscar os meus livros, sentei-me de novo e comecei a estudar precisava mesmo de pensar noutra coisa, sem ser no Austin, estava mesmo preocupada…
Passado algum tempo dei de novo uma olhadela no meu relógio.
-18:50 – Disse de no baixinho.
Levantei-me de novo e fui até ao meu armário, comecei a mexer as roupas de uma lado para o outro até encontrar aquilo que queria, acabando assim por vestir uma calça de ganga rasgada, uma blusa simples, calcei umas botas de cano médio e agasalhei-me com o primeiro casaco que vi. Sai do meu quarto e fui directa para a cozinha, abri a porta do frigorífico e retirei os restos de ontem para um prato, pus o prato dentro do microondas e meti uns 3 minutos, coloquei a panela suja dos restos dentro do lava-loiças e esperei a minha comida aquecer, nesse mesmo instante o microondas deu sinal, retirei a comida lá de dentro sentei-me na mesa e comi rápido para me despachar e deixei o prato dentro dos lava-loiças ao pé da panela suja. Peguei nas minhas chaves e no meu capacete e sai de casa a correr, peguei na moto e acelerei pelas ruas até chegar ao bar, estacionei a moto e entrei, dentro do bar, ainda estava vazio porque ele só abria as 21h30m e eram 21h15m.
-Boa noite, meninas! – Disse sorridente.
-Boa noite! – Disseram todas.
-Ally já chegaram os uniformes, vens?! – Disse a Trish, ela é bastante simpática damo-nos muto bem.
-Sim.
Seguia até a cabine de funcionários, ela foi buscar um saco de pano e deu-me.
-É isso, vai te vestir que as outras já se trocaram – Disse a Trish, calma.
-Ok.
Sai e fui em direcção ao WC, estava bastante curiosa para saber qual era o uniforme que tinham escolhido, eu tinha visto vários modelos, mas ainda não tinham escolhido um definitivo. Entrei e troquei, sai e fui ver como me ficava ao espelho.
-Uau – Sussurrei.
-Assenta-te como uma luva! – Disse Trish observando-me da porta.
O uniforme era um top preto de manga comprida, uma saia até ao joelho larga branca e um sapato de salto alto preto.
-Concordo!
Rimo-nos.
-Vai lá, os clientes estão a chegar – Disse Trish, saindo do WC.
Sai da casa de banho e fui para trás do balcão, há muito tempo tinha deixado de servir às mesas, porque houve uma vez que uma colega minha do balcão se sentiu mal e pediu que a substitui-se, desde ai a dona do bar deixou-me ficar no balcão porque toda a gente amou as bebidas e shots que eu faço. Estava de costas a preparar as bebidas atrás do balcão quando uma voz quente, rouca e sedutora despertou a minha atenção.
-Quero 3 cervejas por favor.
Virei-me de frente para o balcão e deparei-me com ele, sim, aquela voz só podia ser dele, do loiro sorrindo para mim.
-Olá Austin! – Disse tranquila, baixando-me para pegar as cervejas.
-Oi Ally. – Disse sorrindo.
Levantei-me e pus as cervejas em cima do balcão.
-Por onde andas-te? Estiveste desaparecido… — Perguntei-lhe preocupada, abrindo as garrafas.
-Desculpa, fiquei sem bateria e nós precisamos de falar. – Disse olhando para mim e pegando nas cervejas.
-ALLY PRECISO DE TI AQUI! – Gritou a Ellen da outra ponta do balcão.
-Austin, falamos quando eu chegar em casa, ok?! – Disse para ele e virei costas.
Depois disto nunca mais o vi, provavelmente deve ter ido para casa. A noite estava muito movimentada também não admira era sexta-feira. Finalmente tínhamos fechado, já me tinha trocado, estava agora a chegar a porta do prédio, abri-a, chamei o elevador carreguei no botão para o meu andar e subi, abriram-se as portas do elevador e eu sai do mesmo.
Estava a tirar as chaves do bolso, quando comecei a sentir uma respiração quente a bater contra o meu pescoço, sorri com aquilo, porque eu sabia perfeitamente de quem era dono daquela respiração.
-Estava a ver que nunca mais chegavas, pequena. – Disse abraçando-me por trás.
Abri a porta e entramos dentro de minha casa. Pus a minhas coisas em cima da mesinha.
-Não me digas que tiveste a olhar pelo binóculo da porta? – Perguntei rindo.
-Mais ou menos – Riu-se.
-Vamos para o meu quarto, Austin. – Disse pegando na mão dele e dirigindo-o até lá.
Entramos no meu quarto e eu fui até ao me armário e peguei no meu pijama.
-Já volto! – Disse saindo do meu quarto.
De repente sinto uma mão quente me puxar pelo braço, fazendo-me virar de frente para ele.
-Sabes que não precisas … — Ele disse num tom brincalhão.
-Parvo – Foi a única coisa que me saiu naquele momento.
Sai do meu quarto e fui me trocar a casa de banho, quando voltei ao meu quarto. O Austin estava deitado na cama apenas de calças, olhando para o teto pensativo. Fui até ele e me deitei do sei lado e me aninhei nele, e então ele cobriu-nos e deu um demorado beijo na minha testa.
-Pequena, aconteceu alguma coisa enquanto eu estive fora? – Perguntou num tom de preocupação.
-Não, não aconteceu nada – Disse enquanto fazia com o meu dedo pequenos círculos em um dos braços que me abraçava.
-Ainda bem! – Disse num tom aliviado. -Ally, eu …
Notas finais
Kisses Virginia :*
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