Beauty And The Beast
8 Real Love
Notas iniciais
Olha quem resolveu aparecer das cinzas como uma fênix e.... parei.
Espero que gostem, meus amores ♥
Me perdoem se o capítulo ficou meio estranho, mas é que a caixinha de postagem do nyah simplesmente não está indo com a minha cara :(
Blaine deu um grande casaco para Kurt e lhe deu um último abraço, vendo que ele ainda possuía lágrimas em seus olhos ao se despedir. Blaine sentiu uma forte dor em seu peito, mas mesmo assim não impediu que o castanho em sua frente fosse embora. Sabia que era isso o que precisava ser feito.
Ele agora sentia uma coisa que nunca sentiu em sua vida: a dor de um coração partido. Além da saudade que estava deixando bem óbvio que apareceria em qualquer momento. A Fera sabia que não era a mais amável criatura, mas Kurt havia conseguido despertar o melhor nele e agora ele nem poderia mais passar seus dias tentando se redimir e mostrar com todo o seu coração o tamanho da gratidão que sentia por não ser mais da maneira que costumava.Ele nem sabia que ainda conseguia chorar, mas foi ao ver Kurt se distanciando cada vez mais do castelo que ele percebeu que ainda tinha sentimentos. E seu coração agora doía. Doía tanto que parecia nem bater direito. Toda a mobília da Fera percebeu o quão triste estava o moreno ao entrar novamente no castelo e, por mais que quisessem lhe dizer palavras de apoio, sabiam que talvez o silêncio fosse o melhor para o momento. Blaine se trancou na biblioteca, pensando tristemente no quanto Kurt adorou quando ganhou aquela biblioteca. Proporcionar aquela alegria para o castanho foi o que fez Blaine perceber que podia amar e foi justamente com Kurt que ele descobriu o amor. Tudo para agora estar com seu coração totalmente despedaçado. Porém, ainda que seu coração estivesse doendo, sua consciência estava limpa por ele ter finalmente feito uma boa ação para alguém. Ele ajudou aquele por quem se apaixonou e, por mais que não possa agora estar ao lado dele, pelo menos sabe que ele pode ser feliz e cuidar de seu pai.E quando se ama, a alegria do nosso amor é o que mais tem valor aos nossos olhos. Agora Blaine sabia que sua maldição nunca seria quebrada, no entanto tinha a certeza de que, pela primeira vez em sua vida, fez a coisa certa e colocou alguém na frente de si mesmo ao invés de se preocupar apenas com o próprio bem estar. [...]Kurt corria pela floresta sem olhar para trás, pois sabia que se olhasse daria meia volta e correria de volta para os braços de Blaine e simplesmente não podia voltar, pelo menos não agora. Precisava ir atrás de seu pai para saber se ele estava bem, além de que Kurt já estava com saudades do Hummel mais velho.As lágrimas caíam sem parar na medida em que ele se afastava do castelo e se aproximava da vila onde morava antes de se tornar morador do grande palácio de Blaine. Quando chegou ao vilarejo correu até sua antiga casa, entrando de qualquer jeito e procurando por seu pai.Ao encontrá-lo, Kurt simplesmente se grudou no pai e começou a chorar sem parar, dizendo repetidamente o quanto senti falta de seu pai e no quanto sabia que também sentiria falta de Blaine. Nos dias que se seguiram Kurt apenas soube contar ao seu pai o quão diferente a Fera estava e Burt se encontrava imensamente feliz por ver o brilho nos olhos do filho e, mais feliz ainda, por saber que havia sido bem cuidado dentro daquele horrendo castelo.No oitavo dia desde que Kurt havia voltado, ele já havia descoberto todos os truques do espelho que lhe havia sido entregue e ficava triste sempre que o via, pois percebia que Blaine parecia demasiadamente abatido com absolutamente tudo, inclusive consigo mesmo.A preocupação de Kurt lhe rendeu algumas noites mal dormidas, noites onde ele ficava apenas observando aquele espelho e procurando uma maneira de atravessá-lo apenas para abraçar a Fera. Porém ele sabia que não tinha maneira alguma de obter sucesso e, vencido pelo cansaço, parou de tentar. No décimo dia foi quando tudo pareceu cair ao redor de Kurt. Sebastian, dominado pela irritação de não ter o castanho para si, apareceu arrombando a porta e dizendo que todos deveriam internar Burt, pois o velho, como eles o chamaram, estava ficando louco. Assim diziam eles, mas Kurt apenas dizia que isso era coisa da cabeça deles.Quando tentaram arrastar Burt para fora da casa dizendo que o mesmo havia inventado a existência de uma Fera que havia prendido seu filho, Kurt tomou coragem para fazer algo que sabia que iria se arrepender: ele mostrou o espelho para todos. Sebastian, no mesmo momento em que colocou seus olhos na tal Fera, botou em sua cabeça que precisava matá-la e mesmo que Kurt tenha tentado interferir, foi totalmente em vão.Kurt olhava desesperado para seu pai enquanto via Sebastian indo na direção do castelo junto com seus “parceiros”. Tinha medo do que eles poderiam fazer com Blaine e queria fazer algo para protegê-lo da mesma maneira que sabia que Blaine o protegeria se estivessem em situação inversa. – Eu preciso ajudar ele, pai. – Kurt disse quase chorando.– Pegue Phillippe e vá! – Coordenou Burt, jogando um casaco para o filho e o ajudando a pegar o cavalo. Kurt deu um abraço em seu pai e sai em disparada no cavalo diretamente para o castelo. Sabia que chegaria lá após Sebastian, mas ainda assim precisava intervir na injustiça que estava para acontecer.
[...]Blaine estava sentado encarando a sua rosa que lhe foi entregue ao ser enfeitiçado. Ele ouvia gritos vindos dos andares debaixo, mas pouco se importava com o que estava acontecendo. Ele sabia o que era, pois ouvia Lumiére dizendo “protejam o chefe, eles vieram matá-lo”, mas ele não conseguia se preocupar com isso.Ele sabia que mais cedo ou mais tarde eles chegariam para machucá-lo ou até mesmo matá-lo, mas agora não fazia mais diferença. Faltavam apenas algumas horas para a última pétala da rosa cair e ele sabia o que aquilo significava e não sabia se queria mesmo ser essa Fera para o resto de sua vida. Talvez fosse melhor se entregar ao seu destino.Vi um jovem de olhos esverdeados e cabelos castanhos invadir o cômodo em que ele estava e o encarou com um olhar de tédio, sem demonstrar nem um sequer movimento. Não queria uma briga, estava disposto até mesmo a abrir os braços e permitir que o rapaz o matasse.Foi obrigado a ir andando para o lado de fora, a grande sacada, como se fosse uma pessoa que havia sido raptada e estava sendo obrigada a fazer algo. Andou sem problemas e estava com as mãos levantadas em rendição. Porém, uma doce voz gritando pelo seu nome pareceu o despertar. – Kurt! – A Fera praticamente sussurrou e olhou para baixo, dando as costas para seu inimigo e nem se importou. – Por favor, faz alguma coisa! Não se entrega desse jeito! – Kurt gritava para Blaine.Porém a Fera assentiu tarde demais. No instante seguinte ele já estava jogado ao chão com uma estaca de madeira enfiada em si. Tudo foi tão rápido, ele não sabia como tinham chegado naquele momento, apenas sabia que a raiva que sentia daquele ser que atirou nele era enorme e, em um momento de força súbita, Blaine levantou e foi andando com o outro até a beirada. Ele não iria derrubar o outro, mas admitia sem problemas que não se importou quando o viu cair.Agora já sem forças, a mobília encarava o corpo de Blaine atirado no chão. Kurt chegou naquele momento e se grudou aos prantos abraçando Blaine. O castanho chorava sem parar e tudo só piorou quando viu que o ser em seus braços estava com os olhos fechados e uma expressão tão tranquila que aparentava que ele apenas dormia. Porém seu sono seria eterno.Kurt, ainda debruçado no peito da Fera e chorando, não se conteve de dar um beijo em seu rosto e sussurrar suavemente:– Eu te amo, Blaine...
Notas finais
E o que acharam? Me deixem saber ♥ O próximo capítulo já é o último :/ Bjo ♥
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