Notas iniciais
Olá amados leitores, dessa vez eu não estou atrapalhando o capítulo. Amei os reviews amores e estou correndo contra o tempo para postar rápido. E eu ganhei recomendações ALELUIA!
Então, esse CAPÍTULO É DEDICADO ESPECIALMENTE A: TEAM LEO ; And Allegra; Anne Sidle -Obrigada por me desempacarem das 8 recomendações. Vocês foram incríveis e eu achei a coisa mais perfeita que eu já vi. Obrigada mesmo, gente!

Pov: Narradora.

Enquanto Annabeth jazia sozinha em um pedaço de terra abandonado, gravemente ferida e desacordada -além de estar notavelmente cercada de monstros que apenas esperavam estar no ponto para fazer da semideusa a próxima refeição -Percy estava em sua mansão, dormindo não tão calmamente quanto gostaria. Por ironia do Destino (ah, convenhamos, ele adora ser irônico) na hora em que o corpo de Annabeth experimentou o atrito com o chão, Percy acordou imediatamente. Suando a atordoado por algo que nem mesmo conseguia identificar. Sua camisa estava completamente molhada por seu suor e seu corpo todo tremia. Ele notou que o sol já estava de pé e que acordara um pouco tarde. Levantou-se rapidamente, caminhou até a sacada e observou o horizonte. O dia estava realmente lindo, mas algo ainda estava errado. Ele sentia como se alguém estivesse cutucando seu coração com uma espada. Um arrepio percorreu-lhe a espinha ao olhar para baixo, na janela que pertencia ao quarto de Annabeth.

Percy nunca foi muito bom em entender sinais, mas algo dizia que devia ir até o quarto de sua esposa, pois havia algo lá que deveria ser visto por ele. E mesmo sem entender suas próprias ações (ele estava aprendendo a se acostumar com isso desde que conhecera Annabeth, afinal foi apenas quando ela chegou que -primeiramente -ele passou a pensar um pouco mais em suas ações, sendo assim, tentar entendê-las) ele correu em direção ao quarto dela, sem se importar de estar fazendo barulho ou mesmo assustando Grover que mal acordara e já via seu patrão correr desesperadamente pela casa.

Logo que entrou no quarto dela, viu que alguma coisa estava errada. Primeiramente, ela não estava lá; Segundo, estava tudo... arrumado demais para aquela hora da manhã -não que a filha de Atena fosse desorganizada, mas o nível de limpeza do quarto estava acima dos padrões naquela manhã; Terceiro, aquela sensação estranha de algo estava errado ficou ainda mais forte e mais uma vez Percy ficou pensativo.

Por impulso, caminhou até o guarda-roupas de sua esposa, ele estava levemente entreaberto, ele o abriu lentamente, como se esperasse que um monstro saltasse de lá e o atacasse. Mas acabou que o filho de Poseidon encontrou algo ainda pior ao se deparar com o móvel finalmente aberto. As roupas... as roupas de Annabeth -em sua maioria -tinham sumido.

Ela sabia que não fora um roubo ou mesmo uma lavagem de emergência. Era algo bem diferente de suas estúpidas teorias. Se atreveu a olhar para cima do móvel, onde sabia muito bem que ficara a mala onde a bagagem de Annabeth havia ficado logo quando se mudou para a mansão. Logo notou que lá faltava uma das malas, a mais importante e maior dentre as outras.

"Seria possível? Poderia ela ter fugido?" -pensou ele logo que imediatamente. "Não... Por que raios ela iria embora?" Indagou ele internamente, a sensação dentro dele transformou-se em um "frio na barriga".

-Annabeth... -ele murmurou assustado.

-Está tudo bem? -uma voz conhecida perguntou atrás dele. Rachel parecia ter levantado a pouco tempo, os cabelos ruivos estavam ainda despenteados e as roupas pareciam ter sido escolhidas e vestidas às presas, por além de não combinarem estavam um tanto quanto amassadas.

-Não... -ele respondeu pensativo. -Acho que... que... -ele não conseguia nem mesmo falar. O fato, apesar de ser suporto por ele, era irreal e perturbador demais para que pudesse mesmo estar acontecendo. Já fora abandonado uma vez... não conseguiria passar por isso de novo, não vindo dela.

-Que o quê? -insistiu a ruiva, preocupada com ele.

-Que Annabeth foi embora. -ele completou abaixando a cabeça e tentando controlar os nervos.

-Não é possível. -ela disse calmamente, com uma certeza que Percy gostaria muito de ter.

-Como pode saber? -ele perguntou encarando-a acabado.

-Ela o ama. -ela respondeu com simplicidade e certa mágoa. -Por que iria embora... -ela disse, mas logo sua voz perdeu-se no ar, parecia que uma grande constatação havia finalmente lhe atingido -A não ser que ela estivesse zangada. Estava? -perguntou a ele que continuava de cabeça baixa encarando algum ponto no chão de madeira escura e polida.

-Não. -ele disse, mas logo reviu todos os passos da noite passada, tentando encontrar algum erro. -Não... sei. -ele disse depois de alguns segundos pensando. Ele ainda estava tentando entender como a mente se sua esposa funcionava, ela era complexa e ele costumava quebrar a cabeça para decifrar o que ela estava pensando -mas admitia que adorava esse trabalho.

-Percy... isso é sério. -ela disse rapidamente adentrando no quarto. -Annabeth pode ter ido embora por minha causa. -ela disse por fim, relevando o que achava que Percy provavelmente não descobriria sozinha -e de fato, ele não conseguiria.

-Por sua causa? Não faz sentido para mim. -ele disse e Rachel sorriu corajosa para ele -pensando algo como "é claro que não".

-Percy, não passou por sua cabeça nem por um segundo que ela pudesse estar com ciúme de nós dois? -ela perguntou corando e ele não respondeu durante um tempo.

-Por que ela teria? -perguntou ele indignado, -Nós não temos nada -ele disse mais frio do que gostaria e Rachel sentiu-se mais mal do que gostaria também. -Ela deveria saber.

-Contou a ela o porquê de eu estar aqui? -perguntou a ruiva tentando chegar ao foco da questão.

-Não tive tempo. -ele disse rapidamente. Ele estava enjoado, aquela sensação não havia passado e agora com toda essa conversa com Rachel estava ficando ainda mais forte e o deixando ainda mais perturbado. -Tem alguma coisa errada... -ele murmurou e Rachel percebeu.

-O quê? -perguntou ela preocupada. -O que tem de errado?

-Não sei dizer ao certo. -ele levou as mãos ao peito e massageou de levo o lugar onde ficava o coração. -É que tem algo errado comigo... sinto como se estivesse tendo a alma arrancada de dentro do peito. -ele disse, mesmo sem saber de onde vinham aquelas palavras. -Acontece toda a vez que penso em Annabeth. -completou compartilhando com Rachel sua descoberta.

-Você de ir. Deve procurá-la. -ela disse rapidamente, depois de dar um suspiro profundo ao ver o ex-noivo tão apaixonado.

-Por quê? Ela me deixou. -ele disse, agora tomado por uma súbita raiva.

-Ela está confusa. E isso é culpa nossa, Percy. -ela disse tentando eliminar aquele sentimento dele. -Você pode agir primeiro e pensar depois. -ela aconselhou e ele pareceu concordar.

-Rachel... -ele sussurrou depois que uma onda de dor tomou seu peito, fazendo com que ele quase caísse de joelhos no chão. -Eu acho que ela está em perigo. -ele constatou.

-Então vá. Corra trás dela o mais rápido que pode. -ela disse vendo o estado deplorável em que ele se encontrava. -Se ela voltar para a casa dou um jeito de avisar, mas você deve ser rápido. -ela advertiu, dessa vez não só por imaginar e constatar a situação, mas porque estava prevendo algo, algo que não teve coragem de compartilhar com Percy -não queria que ele ficasse pior do que já estava. -Só lembre-se de ouvir o lado dela antes, tudo bem? -ela o advertiu temendo que a dor de ter sido abandonado tomasse conta de seus sentimentos e pensamentos, limitando suas ações.

-Avise Grover, estou indo a cavalo -ele disse antes de passar pela ruiva correndo desesperadamente.

* * * *

Enquanto isso...

A garota continuava desacordada e as harpias passaram a ficar com água na boca -era costume delas comerem a presa apenas quando o volume de sangue diminuir consideravelmente e os músculos ficarem mais fáceis de serem rompidos. Mas ao longe as harpias podiam ouvir que não poderiam perder mais tempo esperando que sua presa ficasse no ponto, afinal alguma coisa se aproximava e, se fosse rápidas, poderiam fazer desta a próxima refeição pois o cheiro era o mesmo e ainda mais forte.

Foram na direção de sua presa, mas forem impedidas antes mesmo de colocarem as mãos em Annabeth. Uma faca, não muito grande e nem muito pequena atravessou uma delas com precisão, transformado-a em pó rapidamente. As outras se assustaram e olharam na direção de onde o objeto fora jogado e se depararam que do meio das árvores da mata mais fechada surgia um garoto, certamente mais um semideus. Agora ele estava com certa vantagem, pois matara a líder e agora restavam apenas mais duas.

Ele sacou uma espada negra e a empunhou antes de correr nas direção dos monstros que logo vieram em sua direção. Com um golpe rápido e uma desvio eficiente, porém não tão preciso, saiu do caminho das bestas voadores e conseguiu subir em uma raiz de árvore alta o suficiente para que pudesse subir e encontrar impulso suficiente para atingir uma delas no ar, que mal teve tempo de virar-se e atacar. Restava apenas mais uma, era a maior de todas, tinhas as unhas afiadas e nojentas -ele tinha certeza que havia restos de semideuses presos entre elas -não gostaria de se unir ao clube, por isso tomou mais cuidado. Ela era feroz, mas nem um pouco inteligente, logo que se lançou sobre o garoto, o mesmo correu na direção oposta, como se estivesse fugindo, mas tudo o que queria era encontrar um galho baixo o bastante para atrapalhar o voo do monstro.

O mais próximo e adequado ficava próximo à garota caída, ele tinha urgência em ajudá-la, mas tinha de se livrar do mostro primeiro. Logo que chegou perto dela, fez um esforço para afasta-la da linha do galho com o máximo de cuidado que conseguiu garantir em três segundo e então a harpia atacou os dois, mergulhando no ar, e batendo uma das asas na galho baixo o que lhe fez perder velocidade e direção, foi a deixa perfeita. Ele a acertou bem na cabeça. Uma chuva de pó tomou suas roupas, mas ele já não mais se importava.

Aproximou-se com cuidado da garota, podia sentir que ela estava gravemente ferida e lutava para continuar viva. O corte na cabela, um pouco antes da linha dos cabelos loiros era profundo e ela perdia muito sangue. Teve de tirar sua camisa para estancar o sangue, com cuidado para não mover o pescoço dela. Mesmo arranhada, descabelada e desacordada ele podia ver o quanto a moça era bela. Então lhe veio a grande questão: o que fazer com ela?

Não podia leva-la para a cidade, seria muito perigoso e levantaria muitas suspeitas dos mortais sobre os ferimentos estranhos dela, não achou prudente ir para o caminho oposto, pois lá -pelo que ouvira -só encontraria a casa de um homem amaldiçoado que não poderia atender a moça com certa cortesia. Não podia atendê-la melhor ali, pois o cheiro deles chamaria mais monstros e ele não teria condições de defendê-la contra mais seres devoradores de semideuses. Decidiu que o jeito era leva-la consigo. Não era muito forte, mas a moça não parecia muito pesada.

Limpou o ferimento da cabeça dela com um pouco de néctar que estava sempre levava consigo, não era muito, mas foi o suficiente para parar o sangramento e obrigar o organismo dela a reagir mais. Os arranhões mais simples e recentes foram rapidamente cicatrizando, eles estavam estragando a pele de porcelana da garota e ele ficou feliz em vê-los desaparecer.

Tomou-a nos braços com facilidade, podendo sentir que agora a luta da moça para continuar viva ficara mais branda. Ela estava um pouco mais longe da morte agora, e ele podia identificar isso com facilidade devido a seus "dons naturais", sendo filho de certo deus grego geralmente mal visto pelos mortais independentemente do século em que se encontram.

-Vai ficar tudo bem... -ele disse a ela, mesmo sabendo que ela não poderia ouvir. -Agora você está protegida por Nico Di Ângelo. -completou, mesmo não sabendo dizer se isso era bom ou ruim para ela. -É bem melhor que estar com harpias famintas -ele imaginou e logo verbalizou.

Notas finais
Espero que tenham gostado *-*
Deixem reviews!
Digam "oi" para mim.
Recomendem -é muito legal quando fazem isso!
Beijos
até mais *-*