Notas iniciais
Oi amores, aqui estou eu. Primeiro quero muito agradecer a vocês por terem me ajudo com as minhas... questões. E eu queria muito dedicar esse capítulo para machadomay e Louise Edwards, essas lindas leitoras me deixaram recomendações superfofas que me fizeram querer escrever para vocês mais esse capítulo. Obrigada

Pov: Annabeth.

Naquela noite, esquecendo todas as regras da boa educação e das formalidades existentes, saí de casa em um horário inapropriado, com roupas de dormir amassadas e cabelos desgrenhados e com sandálias que arrastavam um pouco no chão, caminhei rapidamente até a casa do conde Charles. A distância e o nervosismo me fizeram ficar mais ofegantes do que normalmente eu ficaria se não tivesse fugido de casa no meio da noite para bater na porta de um homem e pedir que ele se case comigo para salvar meu bebê.

A cidadezinha estava quase totalmente fazia, isso era a melhor coisa sobre morar numa cidade pequena, logo depois das dez horas da noite ela estava quase completamente desabitada de vivas almas. Alguns homens estavam em bares e se assustaram ao ver-me praticamente correr pela ruas parecendo assustada. Normalmente esse tipo de comportamento claramente estúpido não seria de meu feitio, mas era tarde demais para pensar em atos como esse uma vez que eu visava um futuro para alguém que eu nem mesmo conhecia, mas já amava por me lembrar de uma época -que parecia tão distante, mas ao mesmo tempo tão real e viva dentro de mim -em que eu podia alegar ter atingido o ponto mais alto do que chamamos de "felicidade".

Finalmente cheguei à porta da casa dele e me atrevi a bater na porta, sem nem ao menos me importar se ele já dormia ou não. As luzes estavam apagadas, o que significava que eu deveria estar despertando a casa toda com minhas batidas rápidas e fortes na porta de madeira escura, até que os nós de meus dedos ficassem vermelhos e doloridos. Uma criada veio correndo atender a porta, vestia uma camisola amarelada e segurava uma vela, cuja a luz refletida em seu rosto a fazia parecer algum tipo de monstro por causa da verruga no rosto e o cabelo posto para o alto perfeitamente desgrenhado e medonho. Logo que me viu colocou-se a me repreender sobre meu comportamento inadequado de bater na casa de alguém no meio da noite, ainda mais vestida daquele jeito e sozinha. Nada de que eu já não soubesse.

Ela continuou a brigar comigo, até o momento que seu patrão apareceu ao pé da escada, vestindo roupas normais e um olhar curioso pairando sobre mim.

–Annabeth Chase... -ele disse assim que chegou até a porta. -O que faz aqui tão... sonolenta? -ele perguntou apontando para meus trajes e eu... incrivelmente, consegui rir. -Pelo o amor de deus, Berta, deixe-a entrar. Está frio e ela pode pegar um resfriado. -ele disse e Berta me deixou entrar.

–Creio eu que não esperava me ver tão cedo em sua casa, não é mesmo? -perguntei e ele assentiu com a cabeça.

–Certamente. -ele disse. -Mas eu fico muito feliz em vê-la. -ele disse enquanto tirava seu casaco e o colocava em meus ombros. Nem notei que estava remendo de frio, aquele ponto eu não sentia mais nada em meu corpo.

–Eu preciso... preciso muito de sua ajuda. -olhei para o lado e vi que a empregada que abrira a porta para mim ainda estava nos observando, seu rosto ainda estava com cara de quem via a maior ofensa da história. -Será que podemos conversar em um lugar mais reservado? -perguntei.

–Claro... -ele disse e eu o acompanhei até a biblioteca de sua casa. Não era tão grande e bonita como a que eu costumava amar na casa de Perseu. A dele, além dos livros, tinha um monte de engenhocas que ele brevemente comentou ter construído com todo carinho. -Acho que já pode me revelar os motivos de sua visita, Annabeth.

–Ah... eu preciso perguntar-lhe e gostaria muito que me respondesse... se ainda está de pé a proposta que havia me feito.

–A de casamento? -ele perguntou curioso.

–Sim! -eu disse quase em grito.

–Imaginei que você nunca fosse aceitar, pareceu tão certa de que eu marido ainda poderia voltar e tudo mais, então... responda-me: por quê? -ele disse sentando-se em uma cadeira de frente para mim e apontando-me outra. Nem consegui sentar, comecei a falar e andar ao mesmo tempo que me explicava.

–Eu ainda estou certa que meu marido ainda está no mundo dos vivos, mas nesse momento eu não posso ficar esperando por ele... Além disso, agora eu preciso muito proteger alguém que eu não conheço, mas amo demais. É por causa dela que eu estou aqui, pedindo para você para que, se ainda estiver disposto, se case comigo!

–Tudo bem... -ele disse confuso por um momento, provavelmente por causa da minha explicação longa e bastante detalhada. -Dei-me um minuto para raciocinar. -ele disse e respirou fundo. -Acho que só não entendi aquela parte de proteger alguém que você ama. Quem está protegendo? -ele perguntou confuso.

–Meu filho. -eu respondi depois de respirar fundo. -Estou grávida e você já deve ter ouvido falar que moças viúvas não tem muita credibilidade, ainda mais quando carregam um filho. -eu disse e ele pareceu entender. -Mas eu entendo se isso for demais ara você e não querer uma noiva que... bem, já venha com uma encomenda. -eu disse apontando para minha barriga.

–Bem, sendo assim... Acho que podemos marcar a data do casamento logo amanhã de manhã. -ele disse e suspirei aliviada. -Eu quero que saiba, Annabeth, que eu vou ter um enorme prazer em ajudar você a criar essa criança. -ele esclareceu. -Posso assumir como meu filho, se quiser. Não importa. Eu quero mesmo ajudá-la, ainda mais agora. -ele disse e eu sorri.

–Obrigada! Deuses, como eu estou aliviada. -eu disse quase chorando de tanta emoção.

–Eu fico muito feliz em ajudar você. -ele disse segurando uma de minhas mãos e me puxando, em seguida, para um abraço acolhedor. -deixei minhas lágrimas caírem aos poucos, já não mais aguentava segurá-las. -Vai ficar tudo bem, querida. -ele disse. Não parecia um momento nada romântico, mas sim uma amizade forte e cuidadosa.

Mais tarde, Charles convidou-me para dormir em sua casa. O quarto de hóspedes era uma lugar confortável e aconchegante. Naquela noite demorei um pouquinho para dormir, não por causa de eventuais pesadelos ou coisa parecida, mas apenas uma inquietação dentro do peito. Rezei aos deuses para que protegessem a mim e, seja lá onde esteja e como esteja, a Percy também.

X X X X X X X X X X X X

Pov: Narradora.

Annabeth estava vivendo sua própria crise, mas isso não significa que os outros personagens estão sem fazer nada de importante. Percy já estava caminhando a dois dias quando seu horizonte finalmente estava preenchido pela cidade natal de Annabeth e por mais que estivesse aliviado por saber que estava mais próximo dela, algo o fez parar. Algo não... Alguém.

A ruiva correu na direção do moreno e pulou em suas costas animada. Ela estava machucada, desgrenhada e um pouco suja, mas estava sorrindo. Mal conseguia deixar o amigo falar em meio a seus abraços. Nico estava logo atrás dela também parecia satisfeito em ver Percy vivo e aparentemente bem. Porém seu olhar estava perdido e um pouco confuso.

–Finalmente encontramos você! -a ruiva disse quase em um grito.

–Estamos procurando você a alguns dias, mas só agora conseguimos seguir seu rastro. -ele disse.

–É muito bom ver vocês de novo. -Percy disse sorrindo. -Fico aliviado sem saber que vocês escaparam e que estão aparentemente bem. -Percy disse enquanto avaliava silenciosamente a condição dos amigos.

–Você fez de tudo para nos salvar, seria uma enorme desfeita se não tivéssemos corrido e ficado bem. Era nossa obrigação, Percy e eu ainda nem tive tempo de agradecer. -disse Rachel.

–Bom, acho que hoje provavelmente é meu melhor dia. -admitiu Percy. -Não foi nada fácil esses últimos tempos, mas agora eu sei que estou perto de Annabeth. Posso quase sentir a presença dela. -ele confessou com os olhos verdes brilhando.

–Ah... sobre isso. -disse Rachel um pouco vacilante. -Acho que temos que conversar um pouco.

–Conversar? Eu não tenho tempo para isso. Fico muito feliz em vê-los, até emocionado, mas eu preciso muito chegar até a cidade e encontrar minha esposa.

–Percy... não é seguro. -advertiu a ruiva que foi acompanhada por um aceno de concordância vindo de Nico.

–Isso não é problema. -Percy disse imediatamente.

–Dessa vez é. -Nico disse.

–Eu já enfrentei muita coisa ruim nessa vida, não vou me abater dessa vez apenas porque as coisas não vão acontecer como o planejado. Quando alguma coisa minha foi como o planejado? -ironizou irritado, já podia ter chego mais perto dela.

–Ninguém esta duvidando da sua coragem. -disse Rachel rapidamente, tentando parecer calma. -Mas dessa vez nem mesmo você poe lidar com as forças que estão agindo para separar Annabeth e você. -a voz dela tremeu um pouco, estava tão atordoada com sua últimas visões que nem mesmo gostava de falar ou lembrar delas, pois um arrepio sempre atingia sua espinha e a fazia sentir aquele medo paralisante que ela não podia se permitir sentir, ainda mais agora que finalmente passou a entender melhor o dom que possuía.

–Do que vocês dois estão falando afinal? -perguntou Percy já cansado daquela conversa sem pé nem cabeça.

–Percy eu venho tendo sonhos... Sonhos sobre você, sobre Annabeth e sobre... outras coisas. -ela disse engolindo a seco.

–Que tipo de sonhos? -perguntou rapidamente. -Dessa vez, eu sugiro que você seja um pouco mais clara! -ele disse elevando o tom de voz, mesmo inconscientemente sendo rude.

–Não fale assim com ela. -Nico o advertiu, não estava gostando do tom que ele usara para falar com a ruiva. Não fazia ideia do que o amigo teria passado, mas ninguém tinha culpa e Rachel estava ali, antes de mais nada, para ajudar. Ele rezou aos deuses que encontrassem Percy rapidamente pois já não mais aguentava ouvir Rachel falar sobre como precisava avisar Percy sobre o que estava acontecendo ou sobre como as coisas iriam ficar complicadas se não chegasse a tempo. O mínimo que ele poderia tratá-la era com delicadeza e cuidado.

–Desculpe, Rachel... eu não quis... -ele disse, mas a ruiva era compreensiva.

–Eu entendo... Não se preocupe. Eu sei o quanto quer reencontrar Annabeth, mas como você mesmo deve saber, ao lado dela está alguém que representa muito risco por não estar sendo guiado por alguém que deseja fazer o bem. -ela disse e Percy pareceu entender.

–O Sr. Chase, não é mesmo? Você sabe quem o está guiando?

–Sei. Ou melhor, desconfio. Nomes não devem ser citados, mas eu tenho uma forte suspeita sobre alguém que não poderia suportar o fato de você estar começando a conhecer a felicidade. alguém que faria de tudo para punir você. -disse Rachel em um tom de mistério, Percy estava tentando acompanhar a linha de raciocínio dela, mas ao mesmo tempo estava perdido em meio do caos que se formava em sua mente.

–Anfi... -ele começou, mas logo foi interrompido por Rachel.

–Não diga o nome! Ela pode saber que desconfiamos, isso pode colocar Annabeth em risco. Você não pode simplesmente chegar agora na cidade e tomar Annabeth da casa dos pais, você não conseguirá. Temos de ser cautelosos, temos de ter um plano antes de mais nada. -Percy olhou para o horizonte e para os amigos mais uma vez, eles suplicavam com os olhos para que ele ficasse, mas aquele horizonte prometia sua bela esposa com olhos cinzas...

–Eu sei que estamos pedindo muito. -disse Nico. -Ninguém deveria ficar longe de quem ama, mesmo estando tão perto. É quase tortura, eu sei... mas você arriscaria tudo para mantê-la segura não importando o quanto isso doa. -Nico disse e Percy e Rachel o olharam com atenção, Percy teve quase certeza que ele sabia mais ou menos o que ele sentia e da forma mais clara.

–Eu não posso continuar mais tanto tempo longe dela. -ele disse.

–Podemos fazer contado, mas você deve se esconder, eu prometo que vamos achar um jeito, mas agora precisamos manter você vivo antes de mais nada. -Rachel disse e estendeu a mão para Percy. Mesmo relutante, ele a segurou e a ruiva e Nico o levaram para um canto mais perto das sombras. -É só por um tempo. Eu prometo. -ela disse e Percy teve vontade de pedir que ela não fizesse promessas que não pudesse cumprir.

Mas já era tarde demais para rever promessas... ele mesmo havia dito que não iria mais se separar de Annabeth.

Talvez sejam todos sonhadores ou ótimos mentirosos.

Notas finais
Recomendem. Deixem reviews. Favoritem. Adoro vocês e nos veremos em breve! *-* Agora eu estou oficialmente livre para escrever.