Beatween Heaven And Hell
2 Uma filha?
Notas iniciais
Malas de diversos tamanhos e cores estavam por toda a sala, a maioria eram rosa — claro, mais também haviam outras tantas na cor roxa. Provavelmente não eram de Bobby, mas não perdi a oportunidade de zoar com ele:
- É Bobby, vai viajar com suas malinhas Pink? — disse quando Bobby e Sam vieram caminhando em minha direção.
Bobby arfou com um sorriso. — Que nada. São da minha filha. – ele exclamou com animação e eu e Sam ficamos pasmos. Como assim uma filha? De onde ela havia saído?
- FILHA?? — eu e Sam gritamos ao mesmo tempo com uma expressão completamente patética — Que filha?
Bobby soltou um risinho pelo nariz e simplesmente me entregou um porta retrato que estava sobre a estante da sala.
Era de uma menina de aparentemente 10 anos em uma balança. Tinha cabelos loiros bem lisos que caíam em seus ombros e emolduravam seu rosto branco e seus olhos incrivelmente azuis.
Não se parecia nada com Bobby, exceto pela simpatia do sorriso. Era uma criança linda, tinha uma beleza angelical.
- Caramba Bobby, ela é linda, mas... — murmurei e Sam me fitou – De onde ela veio afinal? Não é possível que de uma hora para outra você vire pai. E sem querer ofender, ela tem 10 anos! Não acha que está velho demais para ter uma filha dessa idade?
- Ela não tem mais essa idade Dean. Aos 10 anos ela foi para um internato no exterior para estudar, queria ser investigadora criminal...eu e a mãe dela fazíamos o possível para ela continuar nessa carreira, mais agora voltou e não consegui mais segurá-la longe da vida de caçadora e de John. — Bobby contou enquanto eu e Sam prestávamos bastante atenção. – Não conseguia olhar nos olhos dela sabendo que fui eu que havia matado sua mãe.
- Ela sabe disso? — Sam perguntou e Bobby suspirou profundamente fitando o chão ressentido.
- Não. E espero que continue assim. – Ele encarou a mim. – Peço a ajuda de vocês. Não quero contá-la que fui eu que a deixei órfã. Desamparada quando ela mais precisava. Eu estava com medo, não tive outra opção se não mandá-la para um internato.
- Não se preocupe Bobby. – Sam o confortou com um pequeno sorriso de canto. – Lhe ajudaremos no que precisar.
Bobby sorriu e pegou habilmente seu casaco sobre o sofá caminhando até a porta em seguida. – Obrigado garotos. – ele pegou a chave do carro e a colocou no bolso de dentro do casaco. Bom... eu irei comprar sal, porque nunca é demais não é?
Assim que vi a porta se fechar e o som do antigo motor da caminhonete de Bobby ficar cada vez mais baixo, me virei para Sam com a sobrancelha erguida.
- Estranho tudo isso, não é? – Murmurei confuso.
Sam deu de ombros e eu me joguei no sofá e liguei a TV. A casa de Bobby podia ser desarrumada, suja, e sombria, mas a televisão era enorme. Estava passando a final do campeonato de baseball. Eu realmente nunca tive tempo de assistir, mas agora que as coisas estavam um pouco mais tranqüilas consegui me dar ao luxo de ver um pouco, afinal, até quando será que as coisas seriam assim?
- Pois é, realmente essa história toda é bem estranha. – Sam respondeu um tempo depois. Eu apenas assenti apoiando minha cabeça mais confortavelmente no travesseiro.
- Pelo menos vamos poder atormentá-la. – Soltei uma gargalhada. – Falar com os namoradinhos dela. — Ter uma adolescente na casa de Bobby seria realmente estranho.
- Dean, ás vezes você parece ter 3 anos! – Sam meneou a cabeça de um modo reprovador.
- Tá, Tá... E você parece o Dexter. – Respondi rindo e Sam arfou se levantando. Foi para o quarto de Bobby.
Eu o ignorei e continuei assistindo o jogo de Baseball.
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