Beati Bellicosi
4 ☾ Leave a message ☽
Notas iniciais
―Oi Scott do pet shop, e ai?
―Então Addie, você passou na entrevista ― ele respondeu, animado do outro lado da linha.― Você pode ir encontrar o Deaton exatamente agora, pra acertar os detalhes da contratação.
―Eu não posso agora.
―Por que não?
―Eu estou preenchendo uns papeis ― menti ― pra faculdade.
―Ah, é mesmo? ― Scott perguntou do outro lado da linha, me fazendo girar em volta, afinal se houvesse um novo lobisomem, faria sentido que Scott fosse procurar por ele, ainda mais se alguém do bando dele tivesse transformado o garoto.
―Sim ― respondi ― Tenho que entregar eles até a meia noite. Mas eu vou falar com o Deaton então, sobre isso, pra eu ir lá amanhã.
―Engraçado eu achei que tinha te visto há muito pouco tempo, numa cafeteria.
―Eu estava procurando uma nova cafeteria perto da minha casa,e eu estou cogitando café de soja.― enquanto eu lembrava do café de soja não pude evitar de fazer uma careta e Scott pareceu rir disso, levantando a minha teoria que ele estava me vendo, e nem faria o minimo sentido voltar atrás na minha história que eu estava preenchendo a papelada. Uma péssima hora para peeras não terem visão ultravioleta, por calor ou qualquer outra coisa do tipo.
―Eu conheço uma no centro da cidade, eu posso te levar lá, agora. ― estreitei os olhos.
―Por que você está obcecado com me tirar de onde eu estou exatamente agora?
―Nada, é que você é nova aqui, achei que eu estava sendo simpático.― respondeu ― Ainda são sete e quarenta, eu vou mandar um amigo te buscar.
―Scott, é muito legal isso, mas eu tenho que ir, até mais. ― e cliquei desesperadamente no botão de desligar, não exatamente me arrependendo por ter acabado de colocar no forno essa torta de climão para alguma hora posterior, mas sabendo que eu teria alguma chace de me redimir mais tarde. Ou inventar uma ótima história, sobre a minha captura e adestração de Tom, antes ou durante a inclusão dele na matilha.
Comecei a andar pela floresta a noite, que parecia uma cena de filme de terror daqueles super trash onde o assassino a qualquer momento da próxima moita e te matar, mas muito bem nesse filme de terror eu não era a mocinha burra, eu só tinha um par de Sai e um enorme e feroz cachorro que agora estava se coçando numa casca de arvore e quando eu me aproximei o suficiente ele virou se deitando no chão ficando de barriguinha pra cima para que eu fizesse carinho. Eu coloquei as minhas mãos na cintura fazendo cara de bravo.
―Nós temos que correr, Ky, vamos logo! ― o cachorro não me mexeu ― Se você sair daqui agora, eu vou te dar mais carne seca.
Isso fez ele se animar, começando a cheirar os arredores e me guiar cada vez mais dentro da floresta, me fazendo agradecer profundamente pelo meu treinamento na praetor. A medida que kylo corria pela floresta e eu podia acompanhar sem problemas, sem perder o fôlego ou ficar exausta, mas para isso foram anos de treinamentos e aperfeiçoamento. A primeira vez que eu tive que procurar a minha própria comida, dar um jeito de me aquecer sozinha na floresta eu chorei pela minha mãe, mas agora anos depois eu havia aprendido como me tornar parte da floresta, como usar tudo a minha volta a meu favor.
Um uivo veio da parte mais alta da floresta e eu corri em direção ao som dele, pegando uma das minhas bombinhas de wolfsbane para que ele, com seus problemas de raiva na sua primeira lua cheia não arrancasse a minha cabeça fora, sim eu sou uma peeira eu acalmo lobos, mas eu não estou afim de marcar a minha bela pele com cicatrizes.
Na ponta da montanha, havia um lobo solitário uivando para a lua, ele era completamente com os pelos cor de areia. Ele não parecia raivoso, apenas triste e solitário sentando nas suas patas traseiras. Tentei não fazer barulho, só observei por um segundo. Tempo o suficiente para ele pegar o meu cheiro e virar na minha direção rangindo os longos dentes cheios de saliva e me soltando um olhar mortal.
―Cachorro bonzinho ― eu disse saindo da moita que eu estava escondida e indo em direção a ele, com a minha mão esticada a frente do meu corpo, pedindo paz e tentando invocar os meus “poderes” e acalmar o lobo, que ignorou a minha onda de paz e amor vindo em minha direção, salivando, pronto pra arrancar um belo pedaço da minha carne de primeira. ― Eu estou aqui pra ajudar, Tom? Se acalme okay.
Isso fez com que ele se acalmasse um pouco mais, cheirando ao redor e parando de rugir e vindo na minha direção, tentando pegar direito o meu cheiro eu sorri pra ele, indo em sua direção delicadamente, o primeiro contato é fundamental pra conexão de confiança entre lobos e peeiras. A minha mão tocou o focinho molhado e gelado do lobo, e eu escorreguei meus dedos pela lateral do lobo tocando o rosto dele e acalmando, quando o rosto dele estava prestes a acentar completamente na minha mão e que eu mandasse ele desfazer a transformação. Houve um estrondo perto de nós, e um grito de dor, então Tom assustado avançou sobre mim, pulando pela minha cabeça e enfiando as suas patas nos meus ombros duramente me jogando no chão minha cabeça errando as pedras por uns poucos centímetros, eu me virei assustada vendo a direção em que o lobo tinha corrido e ficando feliz em saber que kylo estava seguindo ele pela floresta.
―Você está bem? ― aparentemente a coisa que havia feito o barulho era humana e masculina, uma mão grande surgiu no meu campo de visão para que eu pegasse e levantasse, mas eu estava com raiva demais pra isso, me levantei sozinha sacudindo a terra e grama das minhas roupas e pensando como proceder agora que eu tinha que correr atrás de dois animais que corriam infinitamente mais rápido que eu ― Você está machucada ou algo do tipo, você caiu nas pedras! deixa eu te levar pro hospital.
―Não, eu to bem, só preciso achar meus cachorros, que diabos você estava fazendo aqui?
―Eu? eu estava dando uma volta, e você?
―Eu tinha dois cachorros e eu estou usando leggins o que você acha que eu estou fazendo? Jogando banco imobiliário é que não é.
―Faz sentido, muito sentido, mas eles são espertos vão voltar pra casa, já você precisa ir urgentemente para um hospital, você está sangrando.
―Eu to bem, eu vou procurar meu cachorro.― me virei, puta da vida começando a fazer caminho pra fora do monte, em busca do Tom e Kylo ouvindo os passos desajeitados do garoto atrás de mim ― Por que está me seguindo?
―Stiles ― ele respondeu.
―O que? ― eu perguntei, imaginando que se eu fingisse que ouvisse o kylo e corresse rápido o suficiente, ele me deixaria em paz.
―Meu nome.
―Seu nome é uma música da Taylor Swift?
―Mas, não é… olha o sangue… sério, Taylor Swift?
―É sim, eu fiquei com essa droga de música uma semana na cabeça, we never go out of style.
―É Stiles, S-T-I-L-E-S.― ele respondeu, enquanto a voz da taylor swift surgia na minha mente cantando Style. ―Vem, deixa eu te levar pro hospital.
Eu afastei as mãozinhas dele um segundo antes de me tocar.
―Eu estou bem, só preciso achar os meus cachorros, eu coloco um bandaid e fica tudo bem.
―Tenho quase certeza que tem um pedaço do seu braço faltando, eu não acho que um Band aid vai funcionar. Meu pai é chefe de polícia, ele pode achar seus cachorros. ― sugeriu, ainda andando nada silencioso perto de mim, como se a qualquer momento fosse me agarrar pela cintura e me jogar sobre os ombros. Felizmente eu tinha treinamento pra evitar esse tipo de situação.
E continuei andando com Stiles na minha cola, quando mais rápido eu andava mais rápido ele vinha junto.
― Quer parar de me seguir? Segue teu rumo.
―Não posso te deixar sozinha no meio do mato sangrando! ― Stiles protestou.
―Eu passo uma semana por mês sangrando, isso aqui não é nada.
Isso o fez parar um pouco e eu andei mais rápido pensando que havia algo de muito errado com o tom, ele não deveria ser um lobo completo era a sua primeira lua cheia, mesmo alfa tinham dificuldade de ficar completamente na forma de lobo pra um novato fazer isso de primeira. Ainda perdida na floresta tentei por alguns minutos apitar com o meu apito especial para cachorros mais nada aconteceu. Kylo não deveria ir longe, muito menos sem dar notícias, eu tinha ele a muito tempo o treinei pessoalmente até haver um laço entre nós, ele sempre voltaria pra casa seguindo meu cheiro, mas ficar longe dele sem saber onde ele estava doía.
―Eu sinto muito por isso ― alguém disse atrás de mim, segundos antes de me atingir na cabeça e me apagar.
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