Notas iniciais
Oi amores! Bom, estou totalmente decepcionada! Tivemos mais de 200 acessoas e apenas 10 comentários! Ei! Eu não mordo! Podem comentar... Será um prazer respondê-los! Boa Leitura...

POV — Renesmee

Corri para fora do salão atrás de Sophie, quando cheguei lá fora olhei para um canto e a vi segurando os cabelos e vomitando na grama. Fui até onde ela estava preocupada e segurei seus cabelos, ela continuou vomitando.

— O que houve? Cadê o Seth? – Perguntei preocupada.

— Nós bebemos muito e depois fomos dançar. – Ela deu uma pausa para vomitar mais. – Aí começou a me dar enjôo e saí correndo, provavelmente Seth está em algum canto vomitando também.

— Pelo amor de Deus Sophie. Pra que beber tanto assim? – Perguntei brava desta vez.

— Foi mal...

— Fica aqui, vou procurar o Seth pra nos levar pra casa.

Saí à procura do garoto, entrei no salão novamente, já não estava tão cheio então foi fácil achá-lo, ele estava perto do banheiro masculino, com o terno nas mãos e a gravata solta em volta do pescoço.

— Seth! – Gritei.

— O que é Quill? – Ele perguntou meio zonzo.

— Que Quill o caramba! Acorda garoto! – Falei brava.

— Mãe?

— Cala a boca Seth. – O puxei pelo braço até onde Sophie estava.

Assim que chegamos, peguei a chave do carro no terno de Seth, os coloquei no banco de trás e dirigi até em casa. Assim que chegamos Suzzy veio ver o que havia acontecido.

— O que houve?

— Sua irmã e seu cunhado inventaram de se embebedar e agora estão ai, mais loucos do que... Do que sei lá o que. – Respondi brava.

— Pode ir se trocar Nessie, eu me viro daqui em diante.

— OK. – Respondi e fui pro quarto me trocar.

Depois de alguns minutos Sophie entra no quarto e se joga na cama.

— Nessie me ajuda?

— Ajudar em que sua maluca?

— Me ajuda a trocar de roupa?

— Vou te enfiar em baixo do chuveiro.

Ajudei Sophie a tirar sua roupa de baile e depois liguei o chuveiro, ela entrou e tomou um banho, preparei um pijama pra ela e levei uma toalha até o banheiro, ela saiu e se trocou, depois deitou na cama e eu joguei alguns cobertores em cima dela.

— Você está bem? – Perguntei me sentando ao seu lado.

— Mais ou menos.

— Sua irmã brigou muito?

— Um pouco...

— E o Seth?

— Está dormindo no sofá. – Respondeu bocejando.

— Então vai dormir você também...

Apaguei as luzes e Sophie logo dormiu, mas eu não consegui pregar o olho, fiquei pensando no “nosso” beijo, quando meu celular apita.

“Sua amiga está melhor?”

“Um pouco.”

“Que bom...”

“Desculpa, eu queria muito ter ficado, mas ela precisava de mim.”

“Tudo bem... Não esquenta... Oportunidades não faltarão.”

“=)”

“Você já vai dormir?”

“Não. Estou sem sono e você?”

“Também.”

Ficamos trocando mensagens a madrugada toda, até que não agüentei mais, meus olhos começaram a ficar pesados.

“Não agüento mais... Tenho que dormir...”

“Então Boa Noite... Durma com Deus, pequena.”

“Boa Noite... Durma com Deus também.”

(...)

Alguns dias depois, eu estava saindo para tirar o meu horário de almoço, como em um dia qualquer, quando algo me chama a atenção. Na verdade não era algo, era alguém... Mãe? Fiquei parada feito uma estátua, será mesmo?

— Renesmee! – Ouvi uma voz doce gritar. Virei-me e era minha tia Alice. – Até que enfim te encontramos!

— Oi tia. – Falei ainda pasma.

De repente toda a minha família estava em minha frente, eu olhava dentro dos olhos de cada um deles, e em alguns eu via decepção, em outros via alegria – talvez por ter me encontrado – mas o que mais me feriu foi o de meu pai, ele estava triste, decepcionado. Senti os braços gélidos de minha mãe me abraçar, com tanta força que quase perdi o ar.

— O que estão fazendo aqui? – Perguntei.

— Ficamos a sua procura durante meses. – Rosalie falou.

— Vamos conversar em outro lugar. – Falei.

Eles concordaram e nós fomos até a floresta perto da cidade. No caminho ninguém disse uma palavra, foi um silêncio caótico.

Assim que chegamos meu pai foi o primeiro a se pronunciar.

— Estou decepcionado Renesmee. No que estava pensando? Que poderia viver uma vida normal, longe de nós?

— Sim, foi isso que eu pensei, e estava conseguindo até vocês aparecerem. Eu sinto muito se decepcionei vocês, mas não podia mais viver daquele jeito, eu estava sufocada.

— Filha... – Minha mãe tentou argumentar, mas eu a interrompi.

— Por favor... Eu amo vocês mais que tudo na vida, mas não posso voltar. Eu estou vivendo a vida que sempre quis, eu tenho um trabalho, estou fazendo faculdade... De moda tia Alice. – Olhei para ela enquanto falava, e ela não pode deixar de sorrir. – Eu estou feliz, por favor, não me peçam para voltar. – Olhei para o chão.

— Nós queremos sua felicidade Nessie, mas acima de tudo a sua proteção. — Meu avô Carlisle se pronunciou desta vez.

— Eu sei disso, mas eu estou bem... Não se preocupem comigo, eu sei me proteger.

— Renesmee... – Meu pai falou. Eu parei de frente a ele, e estiquei minha mão.

— Quero que veja... – Coloquei-a sobre seu rosto e mostrei tudo o que havia passado desde que fui embora, as amizades que fiz, meu trabalho, minha faculdade, mostrei que havia descoberto o amor e que acima de tudo eu estava feliz.

— Por favor, não me peça pra voltar. – Falei em pensamento para o meu pai.

Ele assentiu para mim e olhou para o chão.

— Eu quero que saiba... – Ele começou. – Que nossa porta sempre estará aberta para você filha. – Ele me abraçou forte.

— Eu sei. – Sussurrei em seu ouvido e senti as lágrimas percorrerem meu rosto.

— Eu te amo filha, e espero que não se decepcione na vida que quer levar, mas se isso acontecer, saiba que sempre poderá contar comigo... Com meu colo, com meu ombro para você chorar... Você sempre será minha bebêzinha. – Ele sussurrou de volta ainda me segurando em seu abraço. Eu sempre fui muito apegada com meu pai, ele sempre esteve pronto a se sacrificar para me ver feliz, e sei que neste momento ele está fazendo isso. Sei que se pudesse ele estaria chorando agora.

Depois de alguns segundos ele me soltou de seu abraço e me olhou dos pés á cabeça. Depois se afastou para que minha mãe chegasse perto de mim, no mesmo instante ela me puxou pra si em um abraço apertado, era incrível como ela é forte.

— Mãe, me desculpe, mas...

— Shiiiii. – Ela falou deitando minha cabeça em seu ombro. – Não precisa se desculpar, uma hora isso ia acontecer. Você precisa se descobrir e viver sua vida, assim como eu fiz. Você já é madura o suficiente para fazer suas próprias escolhas e arcar com as conseqüências delas... É difícil para mim, aceitar que você cresceu, mas eu confio em você.

— Obrigada mãe. – Sussurrei entre lágrimas.

Depois de me despedir de toda a minha família, depois de chorar muito, eles decidiram ir embora, mas ficou um clima estranho ao meu redor, fiquei pensando no que meu pai disse: “espero que não se decepcione na vida que quer levar, mas se isso acontecer, saiba que sempre poderá contar comigo...”. Porque eu me decepcionaria? Será que ele sabe de alguma coisa que eu não sei? Bom, isso não importa, só sei que a “visita inesperada” da minha família me deixou bem abalada. Eles sempre fizeram de tudo para me proteger, minha mãe “quase morreu” para que eu pudesse nascer, e como eu retribuo? Fugindo!

Eu estava confusa, minha cabeça doía muito e quando percebi estava quase na hora de voltar ao trabalho, e nem sequer havia comido nada, minha barriga roncava e do nada me veio uma sede tremenda... Fazia semanas que eu não caçava e toda essa confusão me deixou vulnerável á isso. Preciso caçar, mas não posso faltar ao trabalho... Foi então que decidi voltar ao trabalho, mas pedir o resto do dia de folga, eu podia dizer que não estava me sentindo bem ou até simular um desmaio. Então assim o fiz, fui até o café e conversei com meu chefe, ele na mesma hora me liberou dizendo que sou uma ótima funcionária e que eu deveria procurar um médico para ver o que eu tinha. Antes de sair avisei Suzzy e depois fui até a floresta, à sede era tanta que três cervos não foram o suficiente para saciar minha vontade. Algumas horas depois voltei para casa e tomei um banho bem demorado, coloquei roupas confortáveis e me joguei na cama.

Os pensamentos ficavam cada vez mais perturbadores em relação á minha família e a minha “suposta traição”, eu me sentia culpada, não sei por que, mas algo me diz que eu deveria ter voltado com meus pais. Mas não era o que eu queria, eu quero terminar minha faculdade, fazer o que eu bem entender, eu quero viver um grande amor, me casar, ter filhos, ser uma mãe tão carinhosa e amável com a minha... Mas para isso acontecer tenho que deixar meus sentimentos um pouco de lado, sei que pode parecer egoísta da minha parte, mas é disso o que eu preciso.

Depois de horas intermináveis deitadas na minha cama, resolvi sair para respirar um poço de ar fresco, já estava anoitecendo, quando passei em frente a um bar, não estava muito cheio, então resolvi entrar, nunca havia bebido antes, mas dizem que ajuda a esquecer os problemas – pelo menos de momento – e isso é tudo o que preciso agora, não me importa que os problemas voltem depois, eu só preciso esfriar a cabeça... Agora.

Sentei-me em uma mesa e logo veio uma moça me atender.

— Posso ajudar? – Ela perguntou.

— Eu espero que sim. – Falei sorrindo. – Me traga a bebida mais forte que você tiver, por favor. Ela assentiu e se virou para ir até o balcão.

Ela pegou algo e depois de alguns segundos voltou com um copo, dentro dele pude ver um líquido esverdeado.

— O que é? – Perguntei.

— Absintho. – Ela respondeu colocando o copo sobre a minha mesa e depois saiu.

Fiquei encarando o copo por alguns segundos e depois o virei para dentro. Aquilo descia queimando em minha garganta, meus olhos começaram a queimar e depois de um tempo tentei distinguir do que se tratava aquela bebida.

Acho que tem algum tipo de erva aqui no meio. – Pensei.

Fiquei encarando o copo por um tempo, e resolvi pedir mais um. Fiz sinal com a mão para a moça e ela veio até mim.

— Traz mais um, por favor. – Pedi e ela assentiu e saiu.

Alguns segundos depois ela voltou com outro copo daquele líquido esverdeado. O peguei e virei como o primeiro, minha garganta não queimou tanto como a primeira vez. E foi assim o resto da noite, a moça estranhou minha atitude e perguntou se eu estava bem, eu respondi que sim e eu ainda estava realmente sóbria, acho que meu lado meio vampira é forte mesmo... Pensei que não ficaria bêbada, mas me enganei... Minha cabeça começou a rodar muito, eu não conseguia pronunciar as palavras direito, pois minha língua se enrolava toda, minhas pernas não me obedeciam e muito menos minhas mãos. Eu não sabia o que estava acontecendo, tentei levantar, mas minha cabeça girou fazendo-me sentar de volta. Resolvi esperar um pouco, afinal uma hora aquela sensação teria que passar. Foi quando ouvi gritos e vi de relance dois homens brigando, ouvia os barulhos dos dois se socando, mas não via direito, apenas alguns flashes. De repente um cheiro muito forte preencheu minhas narinas, era... Sangue? Aquele cheiro me estava entorpecendo os sentidos, o álcool queimava em meu estômago e a vontade de sangue humano me dominava. Arrastei-me até fora do bar e comecei a seguir aquele cheiro que tanto me “embriagava”. Até que tudo ficou escuro e eu já não me controlava mais.

(...)

Com dores por todo o corpo e fisgadas na cabeça tento me levantar, sem saber onde estou começo a andar pelo pequeno apartamento, dou de frente para um espelho que se encontra no fim do corredor e me vejo toda ensangüentada.

O desespero começa a tomar conta de mim, temendo que o pior tivesse acontecido.

Tento encontrar a saída, e quando vou abrir a porta dou de cara com um rapaz, moreno, alto, corpo forte, cabelos pretos...

— Você está bem? – Ele pergunta entrando no apartamento e fechando a porta.

— Quem é você? – Foram as únicas palavras que consegui dizer.

— Eu é que pergunto quem é você? Na verdade, o que é você?

— Não entendi... – Fiz-me de desentendida.

— Você não é humana, mas também não é vampira, pois corre sangue em suas veias – ele colocou sua mão sobre meu peito – E posso ouvir seu coração batendo... O que você é?

— O que você sabe sobre vampiros?

— O suficiente...

Notas finais
Bom, é isso. Não tenho muito a dizer desta vez... Nos vemos nos reviews!