Bear Again - HIATUS

4 Um dia Normal... Ou não!


Notas iniciais
Oi de novo minha moranguinhas! Muito obrigada pelos reviews do capitulo anterior... Temos leitoras novas... =) Mas senti falta das antigas... =( Bom, espero que gostem deste capítulo, e se quiserem deixar a Titia Sahh e a Titia Lia felizes, favoritem, comentem e recomendem! =) Boa Leitura...

POV – Renesmee

E quando estou prestes á mordê-la ouço um barulho do lado de fora da casa tirando-me daquele transe... “O que é que eu estou fazendo?” Me levanto tapando o nariz e corro até a cozinha, bebo um copo de água fria e pego uma maçã que está em cima da mesa em uma fruteira, puxo uma cadeira e me sento, delicio minha maçã e depois volto para o quarto. “Eu preciso caçar ou a vida vai ficar cada vez mais difícil...”

Deitei-me na cama e em segundos o sono havia tomado conta de mim.

— Nessie, Nessie! – Ouço Suzzy gritar e bater na porta do quarto.

— Já acordei... – Falei ainda sonolenta.

— Temos que sair em trinta minutos! O café já está pronto.

— Obrigada Suzzy. Já estou indo.

Espreguiço-me levantando da cama, tomo um banho, faço minha higiene matinal e abro o guarda-roupa, fico ali escolhendo uma roupa durante uns dez minutos. Até que finalmente decidi e me troquei. Penteei meus cabelos fazendo um coque com tranças e calcei uma sapatilha. Sai do quarto e Suzzy estava sentada á mesa.

— Bom dia! – Digo me sentando.

— Bom dia! Vejo que as roupas da minha irmã lhe serviram certinho... – Ela sorriu.

— Sim... Muito obrigada por me emprestar. – Falei passando margarina em uma torrada.

— Imagina.

Conversamos mais um pouco enquanto terminávamos o café da manhã e depois seguimos para o Le Bom Café. Assim que chegamos os clientes foram chegando também, fui atendendo-os com um sorriso no rosto e tentando ser o mais simpática possível. – Suzzy disse que isso é muito importante – E até recebi algumas gorjetas, fiquei muito feliz. Conforme o dia foi passando ela me ensinava mais coisas e eu até que aprendi rápido. Já no fim do dia, quando estávamos indo pra casa, vi alguns jovens com mochila e conversando enquanto riam, fiquei olhando e Suzzy logo quebrou nosso silêncio.

— Você tem vontade de fazer faculdade Nessie?

— Uh... Sim, mais ainda não sei qual curso. – Falei meio confusa.

— Minha irmã faz Design e conheço um garoto que está fazendo Administração.

— Me interesso por moda. Tem alguma faculdade pra isso? – Eu ri me lembrando de Alice.

— Na verdade tem sim! – Ela respondeu com um tom alegre.

— Sério? E onde fica? – Agora quem estava contente era eu.

— Não muito longe daqui. O problema é que as mensalidades não são nada baratas... – Ela falou um pouco chateada – Daria quase todo o seu salário.

— E não tem como conseguir uma bolsa ou algo do tipo?

— Na verdade tem, mas poucas pessoas conseguem. Tem passar com a nota máxima na prova e comprovar que você não pode pagar a mensalidade.

Bom, inteligência é o que não me falta... Não querendo me gabar, mas quando se tem cem anos e eles foram passados dentro de casa estudando, posso com certeza me considerar inteligente. E quanto ao salário... Eu não poderia pagar uma faculdade e me sustentar ao mesmo tempo.

— Tá pensando em que Nessie? – Fui despertada de meus pensamentos.

— Em fazer a tal prova pra conseguir a bolsa.

— Se quiser posso ir com você até a faculdade e te ajudar a estudar. – Ela soltou um sorriso simpático.

— Seria um prazer. – Respondi retribuindo o sorriso.

Chegamos em casa e Suzzy disse que ia fazer o jantar.

— Quer ajuda?

— Não precisa Nessie. – Ela respondeu lavando as mãos.

— Eu até que cozinho bem... Aprendi com a minha avó. Se precisar de ajuda...

— Ah, já que você insiste. – Ela riu.

— Lavei minhas mãos e nós começamos a fazer o jantar.

Depois de mais ou menos uma hora o jantar estava pronto. Comemos e depois Suzzy me convidou pra assistir filme, nós nos sentamos no sofá e escolhemos uma comédia romântica. É estranho, mas eu a conheço há apenas dois dias e sinto como se fossemos amigas de infância, mesmo ela sendo mais velha que eu – em aparência né? – nós nos damos muito bem. Até me lembra minha mãe...

— E então Nessie... Tem namorado? – Suzzy me perguntou enquanto assistíamos ao filme.

— Ah... Não... Não sou muito boa com essas coisas. – Senti minhas bochechas corarem.

— Entendi... Você é tímida. – Ela deu um leve sorriso. – Mas você é linda, aposto que logo terá muitos garotos babando por você lá no café. Além de café vamos ter que servir babadores também... – Ela gargalhou.

— Nem me diga isso Suzzy. – Senti minhas bochechas queimarem, logo estava mais corada do que antes.

— Ei, eu posso te apresentar á um amigo... Aquele que te falei que faz administração. Ele também não tem namorada... – Ela falou com um sorrisinho cheio de intenções.

— Por favor, não faça isso. Eu morreria de vergonha. Nem saberia o que dizer.

(...)

E ficamos naquela conversa por mais um tempo, eu convenci “a senhora cupido” de deixar minha vida amorosa – que não existia – por conta do destino. Foi difícil, mas ela até que aceitou. Nós rimos pelo resto da noite, mas começou a ficar tarde, então resolvi ir me deitar. Tomei um banho, coloquei um pijama e fui dormir.

POV – Jacob

Era de madrugada, eu saia do trabalho quando ouvi gritos, saí correndo em direção aos barulhos e quando cheguei eu a vi, ela cambaleava de um lado pro outro, estava com a boca e a blusa cheias de sangue enquanto se afastava de alguém que estava caído no chão, logo percebi o que havia acontecido. Eu sendo quem sou não poderia deixar aquilo passar impune, mas quando se trata dela tudo muda. Eu tenho que protegê-la não matá-la, mesmo sabendo o que ela é. Aproximei-me discretamente, e quando ela estava prestes a cair no chão, corri e a peguei em meus braços.

Acordo de madrugada assustado com o coração batendo em ritmo acelerado.

— É ela!...

Sentei-me na cama e passei a mão na nuca agarrando os cabelos. “De novo esse sonho doido... E o pior de tudo é que nem consigo ver o rosto dela. Será que vai ser assim que eu vou conhecê-la? Não me parece uma maneira muito boa de ter um imprinting com alguém... Pelo menos não era assim que eu imaginava que seria.” Fiquei conversando com meus pensamentos durante alguns segundos e depois me levantei. Fui até o banheiro e joguei água no rosto, estava uma noite quente e com certeza não conseguiria mais dormir. Fazia semanas que estava apenas com comida humana então resolvi ir até a floresta que não ficava muito longe daqui para caçar. Coloquei uma roupa qualquer e saí do prédio a pé. Fui caminhando por entre aquelas ruas vazias e silenciosas e depois de alguns minutos cheguei á ponte que dividia a cidade da floresta. Atravessei a ponte e corri floresta á dentro, assim que encontrei um lugar “seguro”, tirei as roupas e as coloquei em um canto para que pudesse pegar depois, enfim dei um salto e me transformei. “Ah como é bom estar em forma de lobo outra vez, nem lembro quando foi a última vez.” Assim me sinto livre e parece que os problemas simplesmente evaporam. Finquei minhas patas na terra e a senti por alguns segundos, depois corri o mais rápido que pude até farejar algo, uma gazela bebia água á alguns metros dali, fui chegando perto devagar e antes que ela pudesse correr pulei em cima dela e saboreei minha presa, senti que ainda não era o suficiente mas já estava na hora de voltar. Quando estava prestes a me transformar em humano senti um cheiro familiar, um cheiro que não sentia á anos... “Não pode ser...” — pensei. Fiquei abaixado e quieto até o vampiro passar correndo por mim, logo fui atrás dele o que foi em vão, ele era ágil e habilidoso, conseguiu fugir. Resolvi voltar pra casa, logo seria de manhã, e o meu querido trabalho me esperava logo cedo. Me troquei e voltei andando pra casa. Cheguei ao meu apartamento e sem mesmo tirar a roupa me joguei na cama, dormi do mesmo jeito que caí.

Um mês depois...

— E aí Seth! – Falei dando um soco de leve no ombro dele.

— E ai cara! – Ele falou sorrindo.

Estávamos adiantados então ficamos ali fora conversando antes de as aulas começarem, Seth como sempre ficava dando em cima das garotas, que pareciam ignorá-lo, o que me fazia rir e muito da cara dele. Até que eu olhei para a entrada da faculdade e vi uma garota, ela tinha cabelos levemente alaranjados, a pele branca e olhos tímidos, no mesmo instante eu congelei...

”Tudo em mim se desfez enquanto eu olhava aquele rosto de porcelana. Todas as linhas que me prendiam à minha vida foram rompidas em golpes rápidos, como se alguém cortasse as cordas de um feixe de balões de gás. Mas eu não fiquei à deriva. Um novo fio me prendia onde eu estava.
Não um fio, mas um milhão deles. Fios não, cabos de aço. Um milhão de cabos de aço me prendendo a uma única coisa — ao próprio centro do Universo.
Podia perceber isso agora — como o Universo girava em torno daquele único ponto. Eu nunca tinha enxergado a simetria do Universo, mas agora ela era clara. A gravidade da Terra não me prendia mais ao lugar em que eu estava.
Agora era aquela garota que me mantinha ali.”

— Jake! Jake! – Seth me chacoalhava pelos ombros tirando-me do meu estado de transe.

— O... Oi. – Respondi gaguejando e olhando para garota que conversava com... Suzzy?

— O que aconteceu? Você está bem? – Ele perguntou preocupado.

— Não. Eu não estou bem... Ou estou não sei. – Balancei a cabeça a fim de esquecer aquela cena e me virei para Seth.

— Como não sabe? O que está acontecendo? Parecia que você estava em outro mundo...

— Seth eu... – Não consegui falar.

— Eu o que? Tá me deixando confuso.

— Tive um imprinting. – Sussurrei.

— Teve um o que? – Ele perguntou surpreso.

— Tive um imprinting porra! – Falei ainda sussurrando.

Notas finais
Gente, essa aqui é a Suzzy: http://revistaadam.com.br/wp-content/uploads/2013/11/Blake-Lively-Wallpapers-2010-2.jpg Bom gente, queria pedir mais uma vez que vocês comentem, favoritem e se não for pedir muito recomendem! Outra coisinha... A parte do Imprinting que está em negrito e itálico foi retirada do livro, claro que eu fiz algumas modificações para se encaixarem á história, mas não nos pertence, pertence á Stephanie Meyer! Bom, é isso! Vejo vocês nos reviews e no próximo capítulo! Beijinhus.