Bear Again - HIATUS

2 Mais um dia tedioso...


Notas iniciais
~Heey. Aqui é a Lia, a outra escritora da fic. Bom, aí está o primeiro capítulo, espero que gostem. ~Beijos da titia Lia^^

Ouça Skylar Grey — Wear Me Out

POV – Renesmee

Eu estava envolvida com meus pensamentos, tentando descobrir do que se trata aquele sentimento tão profundo chamado amor... “No Google existem mil explicações, mas todas diferentes. Alguns dizem ser prazeroso, outros, doloroso... Acho que só vivendo para descobrir realmente do que se trata.”

— O que não vai acontecer tão cedo minha querida Nessie. – Meu pai diz entrando no meu quarto que estava com a porta entreaberta.

— Privacidade não existe? – Eu perguntei enquanto me levantava da cama.

— Desculpa, mas não pude deixar de ouvir.

— Você nunca pode não é pai?

— Olha é tão difícil para mim quanto para você. Acha que eu escolhi ler a mente das pessoas? – Franziu as sobrancelhas.

— Não acho que seja difícil pra você estar sempre ciente dos meus pensamentos e atos.

— O que foi que aconteceu com a minha pequena Nessie? Ingênua e Educada? – Meu pai perguntou passando a mão levemente nos cachos mal feitos dos meus cabelos.

— Ela cresceu! – Eu empurrei sua mão.

— O tempo não pode ter passado tão rápido.
— Já se passou cem anos, papai. Quando vai ver que eu já cresci?

Ele não disse uma palavra, apenas dirigiu-se até a escrivaninha e pegou o porta-retratos que continha uma fotografia minha ainda recém nascida. O silêncio gritante daquele momento começou a me incomodar, até que minha mente foi invadida pelas lembranças de minha mãe...

(...)

Sou despertada de minha transe com meu pai acariciando meus cabelos. Parece um ato de afeto, mas no fundo, não é, é apenas algo que ele faz para tentar me acalmar, antes de voltar a brigar comigo.

— Sabe querida, eu sei que você cresceu e entendo toda essa curiosidade, mas eu tenho medo que alguém lá fora possa te machucar.

— Papai, eu também entendo sua preocupação, mas você um dia também saiu de casa e começou sua vida.

— Isso antes de eu me tornar um vampiro...

— Se você fez isso enquanto era um frágil humano, porque eu que sou meio vampira, não posso fazer? Eu poderia acabar com qualquer humano que tentasse me machucar.

— Essa não é a questão Renesmee.

— Você sempre encontra um jeito de se desviar do assunto não é? Eu já sei me cuidar sozinha!

Foi quando minha mãe entrou no quarto.

— Filha nós já conversamos sobre isso... – Ela falou calmamente enquanto pegava na corrente do meu pescoço, que ela mesma havia me dado.

— Mãe...

— Não me venha com “Mãe”, seu pai está certo!

Foi então que eu já sem forças para discutir, me joguei na cama aos prantos.

— Isso não é justo! Você é tão hipócrita! Eu só estou tentando ver o mundo com os meus próprios olhos!

Sinto a pele gélida de minha mãe tocar meu rosto, eu me viro e deito minha cabeça sobre seu colo.

— Filha nós te amamos, e não queremos que você se machuque. – Ela acaricia meus cabelos.

— Nenhum humano pode me machucar...

— É aí que você se engana... Eles não podem te machucar fisicamente, mas psicologicamente...

— O que quer dizer? – Eu me levanto e olho-a confusa.

— Um dia você vai entender...

Deito minha cabeça novamente sobre o colo dela, a raiva que eu sentia agora se transformara em calma, meus olhos começaram a pesar, e eu adormeci. Sei que devo isso ao meu querido tio Jasper...

(...)

Eram três da manhã quando acordei assustada, tive um pesadelo. Digamos que uma visita noturna do terrível passado de minha mãe... Levantei-me da cama ainda sonolenta, fui até o banheiro e joguei água fria no rosto, o vento gelado da madrugada beijou minha face ainda molhada fazendo-me arrepiar. Voltei até o meu quarto e vesti um hobby de seda da cor lilás, fui até a janela e a luz da lua prateada refletia em minha pele, fiquei observando o horizonte por alguns minutos...


POV- Jacob


Pi! Pi! Pi!

“Droga! Já é de manhã.”

Bato a mão no despertador desligando-o e cubro a cabeça com um travesseiro. Fico deitado ali por mais alguns minutos e depois me levanto da cama coçando os olhos e bocejando. Vou até o banheiro, tiro a única peça de roupa que estou usando e entro no chuveiro, tomo um banho de aproximadamente vinte minutos. Pego no guarda-roupa uma calça jeans e uma camiseta cinza, coloco um tênis qualquer e saio para o trabalho.

(...)

— Atrasado de novo hein Black! – Ouço meu chefe dizer assim que adentro o bar.

Eu nem olho, apenas sigo para o balcão que por sinal já está cheio de bêbados, começo a servi-los e assim que tenho uma brecha, vou até a estufa e pego alguns salgados, entro na cozinha e me sento em uma cadeira para tomar meu “café da manhã”.

“Às vezes, eu me pergunto por que levo essa vida. Eu poderia ser bem-sucedido, mas as escolhas erradas me levaram pro buraco.”

Sou despertado de meus pensamentos por meu chefe me chamando.

— Dou cinco minutos, para estar em minha sala — ele diz, enquanto passa por mim.

Eu engulo seco, e termino de comer. Logo em seguida, me levanto, mas minhas pernas começam a tremer demais, de modo que volto a me sentar. “Eu não estou pronto para ser demitido, na verdade, não posso. Eu dependo desse emprego para manter minha faculdade.” Reúno coragem suficiente, de modo que me levanto e caminho até a sala de meu chefe, com muitos olhares curiosos sobre mim. Assim que entro, ele pede pra que eu me sente.

— É a terceira vez essa semana, eu poderia demiti-lo — ele me repreende, se debruçando sobre sua mesa — Mas sabe por que eu não farei isso?

— Porque seria muito complicado me substituir, se levar em consideração o salário e local de trabalho? — brinco, deixando ele furioso.

— Não — ele responde, se levantando e me rodeando — Porque eu tenho dó de você. Agora volte ao trabalho.

Eu me levanto com cautela, e quando estou na porta meu chefe me chama. Eu o encaro.

— Você só tem mais uma chance, não a estrague.

“Meu Deus, se está me ouvindo agora, agradeço por ainda ter um emprego!”

Suspirei aliviado. Voltei ao trabalho e quando deu meio dia, terminei o que tinha para fazer e fui pra casa. Cheguei ao meu apartamento, almocei e depois me joguei no sofá da sala, coloquei no canal de esportes, mas acabou que nem assisti, estava tão cansado que acabei cochilando ali mesmo.

(...)

Acordei com o meu celular tocando, era Seth.

— Fala aí Seth!

— Cadê você cara? Esqueceu que hoje tem prova?

— Não, não me esqueci... Mas espera ai. Que horas são?

— 18h40minh! – Ele gritou.

— Puta que pariu! Tenho que desligar!

Levantei-me correndo do sofá, corri para o chuveiro e fui largando a roupa jogada pelo caminho. Tomei o banho mais rápido da minha vida e me troquei mais rápido ainda. Peguei minha mochila, desci até o estacionamento e peguei a minha moto. Em menos de dez minutos eu já estava na faculdade. Quando entrei na sala vi Seth, Paul, Jared e Embry conversando.

— E aí cara? – Paul veio em minha direção – Que cara de sono é essa?

— Perdi hora... – Eu disse enquanto passava a mão na nuca.

— Tá foda hein...

— Nem me fale. Não agüento mais essa vida. – Eu me sentei jogando a mochila sobre a carteira.

O professor chegou à sala e todos se sentaram, a aula começou, mas para os garotos parecia que não, ficavam conversando e cantando as garotas da sala como se não tivesse ninguém lá na frente tentando explicar alguma coisa. A hora da prova chegou e eu não sabia nada, pedi para o meu chefe para ficar em casa depois do almoço para estudar e acabou que desperdicei meu tempo... Fazendo o que? Dormindo!

Foram horas intermináveis até que deu 23h30minh. Peguei minha moto e fui pra casa, quando cheguei tirei a roupa e cai na cama. Acordei de madrugada, mais específico ás 03h30minh morrendo de calor, abri a janela e olhei para o céu que estava ficando escuro, a lua estava coberta quase por completo... “Eclipse total da lua!”

Fiquei olhando durante alguns minutos, e quando a lua ficou coberta por completo senti um estranho arrepio na minha nuca.


POV – Renesmee

Foi quando de repente o céu começou a escurecer, olhei para a lua e rapidamente ela ia desaparecendo, senti uma mão gélida tocar meu braço, me virei e era minha tia Alice.

— É o eclipse total da lua. – Ela disse enquanto olhava para o céu.

— É lindo!

Ficamos ali paradas, observando a lua desaparecer. E quando ela sumiu por completo pude sentir um estranho arrepio na minha nuca.

— O que foi? – Ela perguntou.

— Eu não sei. Senti um arrepio na nuca. – Eu respondi enquanto passava a mão por debaixo dos cabelos.

— Dizem que é sorte! – Ela cochichou com um sorriso meigo.

— Pena que você não pode ver meu futuro...

— Pena mesmo?

— Talvez nem tanto... – Eu ri – Já basta meu pai ficar lendo minha mente. – Nós rimos.

Ficamos ali por mais alguns minutos, mas o sono começou a tomar conta de mim.

— Vá dormir. – Ela disse calmamente enquanto me abraçava.

— Boa noite Alice.

— Boa noite Nessie.

Ela saiu do quarto, eu tirei meu hobby e me deitei. Fiquei pensando no que minha tia havia dito: “Dizem que é Sorte”. Tomara que seja mesmo, pois estou precisando...

Adormeci depois de alguns segundos.

(...)

— Mãe, estou indo caçar. – Eu anunciei enquanto passava pela sala.

— Eu vou com você. – Ela respondeu se levantando do sofá.

— Será que posso ir sozinha? Acho que posso me cuidar sozinha. – Retruquei.

— Filha...

— Não sou mais criança... Será que dá pra me deixar caçar sozinha?

Minha mãe olhou para o meu pai que assentiu que sim com a cabeça. Eu fui até ele e coloquei a mão em seu rosto.

“Obrigada”

— Não me decepcione! – Ele murmurou enquanto arrumava uma mecha do meu cabelo que estava caída no rosto.

Eu apenas sorri em resposta e saí correndo pela porta da entrada. Adentrei a floresta silenciosamente e depois me escondi atrás de alguns arbustos esperando o momento perfeito para atacar a minha presa, um urso marrom. Quando eu estava prestes a atacá-lo o vento trouxe um cheiro diferente... Resolvi deixar o urso de lado e seguir aquele cheiro, quanto mais perto eu chegava, mais minha garganta ardia, fazendo-me desejar aquilo que ainda não sabia o que era. Quando enfim cheguei ao meu destino, fiquei paralisada. “Então esse cheiro é de um... Humano?”

Fiquei observando-os por alguns minutos, cada passo, cada movimento, cada palavra...

Até esqueci que estava ali para caçar, fiquei apenas admirando-os. Tão frágeis, correndo perigo, mas ainda sim desafiando seus próprios limites, por mera diversão.

“Eu preciso saber como é, eu preciso descobrir o que eles têm de tão perigoso...”