Beacon Hills Institute

32 Vampiros e mais vampiros


Notas iniciais
Sim, demorei... Estou mesmo em uma epoca dificil, estudo e estagios estão ocupando e muito meu tempo. Desculpa pessoal... Mas continuarei escrevendo, mas a frequência de atualização, infelizmente, vai ter q diminuir!

Era para ser mais um dia normal na escola, ou seja, para Stiles consistia em assistir aula, dormir (na mesma aula), colorir o livro texto com todos os tipos de marcadores de texto que dispunha (ele já tinha uma coleção, esse era um de seus hobbies secretos), fazer perguntas estranhas e imprevisíveis aos professores , trocar mensagens com os amigos, não em celular, e sim em bolas de papel! Arcaico, de fato, mas muito divertido, ainda mais quando uma dessas bolas errava o alvo e acertava o professor que se via estarrecido tentando entender a lógica daqueles garranchos... Coitado, poucos conseguiam seguir o ritmo do formidável grupo do Stiles! Enfim, para o jovem humano aquele dia podia ser um dia igual a qualquer outro se não fosse por :

Houve um assassinato no dia anterior, aliás, ocorrera a poucos metros dali, na reserva de Beacon Hills.

Um vampiro foi morto, Aby pertence a uma famosa família de caçadores de vampiros, não precisa ser um gênio para somar 1 + 1 e tirar uma conclusão precipitada dos fatos!

E para piorar, 1/3 da classe era composta por vampiros góticos e metidos a valentões.

Conclusão... O normal tinha sido substituído pelo sinistro que resultava em um desconfortável silêncio e intensa tensão na sala, algo discrepante com o perfil da turma sempre tão barulhenta. Pelo visto, até o professor Finstock tinha percebido.

— O que diabos está acontecendo? — disse ele fazendo um sinal com a mão, como estivesse enxotando alguma mosca imaginária — O clima aqui está tão pesado e por um momento pensei que estivesse, de novo, em reunião com a minha ex-mulher discutindo sobre o nosso divórcio!

Ao falar isso e notar que seus alunos nada falaram para se defender retornou a dar sua aula com um olhar desconfiando.

Stiles teve que concordar com um aceno com a cabeça com aquela fala de Finstock, não com a parte do divórcio em si, mas em relação ao “clima pesado”. Sim, parecia que uma nuvem negra pairava sob as suas cabeças indicando que uma terrível tempestade estava prestes a ocorrer. Isso teve início desde que Abraham adentrou na sala, os vampiros (góticos/valentões) ficaram lançando olhares nada amistosos para o caçador, conforme as horas passavam essa batalha de olhares só se intensificava.

— Não se preocupe. — dissera Scott em um certo momento — Eu irei te proteger.

Owt! Isso soou muito fofo, McCall assumira mesmo o papel de “alfa” do grupo, entretanto estava jogando o seu charme protetor para a pessoa errada.

— Eu sei me cuidar sozinho. Não preciso de sua pena! — respondeu ríspido Aby.

— Não é questão de pena! — por um momento a íris de Scott passaram do seu tom castanho para algo rubro, mas isso durou apenas alguns instantes de modo que Stiles (que observava toda a conversa, afinal, Scott e Aby sentavam na sua frente) não pode ter certeza que de fato presenciara um evento real ou apenas fora sua imaginação — Eles são sete vampiros e você só um! Sei que você é forte ,Van Helsing, mas não é imbatível e nem imortal! Além do mais, quero te proteger não por pena e sim por ser meu amigo, ok?

Oh! Ponto para Scott, pois o loirinho ficara sem palavras e (desta vez os olhos de Stiles não se enganaram) até o tinha visto corado um pouco.

— Eu também irei ajudar. — anunciou Issac de sua cadeira a frente do Holandês — Somos uma equipe, esqueceu? Não deixamos ninguém para trás!

— Exato. — concordou Alisson, ele sentava a frente de Scott (lógico) — Você não está sozinho, Aby... Sei muito bem o que está sentido, se fosse um lobisomem a ser morto seria eu o alvo das suspeitas. Mas também sei que tenho amigos fieis que irão estar me apoiando e acreditam na minha inocência. — ela deu um sorriso amigável que foi correspondido por um resmungo embaraçado dado por seu companheiro caçador.

— Não esqueçam de mim! — agora era a vez de Ethan se incluir na conversa, levantando a mão como uma criança do primário tentando chamar atenção do professor — Posso não ser um bom lutador fora d´agua, mas posso dar apoio moral! Tipo, mandando vibes positivas!

— E-eu também posso ajudar... N-não sei como...Mas... — sussurrou Elizabeth, pela primeira vez estava sentada próxima a eles, normalmente a garota escolhia uma cadeira em um ponto estratégico, longe dos outros seres sobrenaturais e relativamente próximo do formidável grupo do Stiles, mas hoje fora uma exceção, de certa forma isso era uma evolução.

— Eu posso fazer com que os troncos das árvores cresçam, capture nossos inimigos, e que seus galhos adentrem na pele se espalhem e ramifiquem perfurando seus tecidos e órgãos, depois farei que se expandam, germinem, floresçam, frutifiquem sobre seus corpos... Por fim, não restará nada a não ser o que vocês humanos chamam de carne moída. — descreveu Flora com o seu tom de voz da “mulher do google tradutor” o que só deixou sua fala ainda mais macabra. Todos se viraram para encara-la abismados com os planos da garota-planta, talvez a falta de expressão facial não significava que ela não era capaz de ter sentimentos, tal como raiva e sede de vingança.

— Isso parece ser uma forma bem eficiente de eliminar nossos inimigos. — concordou Lydia, a única que não parecia afetada com a descrição gore de Flora — Provavelmente não deixaria nem evidências que nos incriminem, não é?

— E desde quando você se importa? — questionou Aby franzindo o cenho.

— Só por que você é irritante, não signifique que não me importe, querido. — piscou a ruiva — Ainda tenho a esperança de dar uma arrumadinha em seu visual rockeiro rebelde, por que, né? Sinceramente, essa moda já passou... Além disso, deixar seus cachinhos loiros escondidos debaixo dessa toca horrorosa!? Isso é uma atentando ao pudor!

— Você nunca vai tocar no meu cabelo e muito menos nas minhas roupas. — praticamente rosnou, ou melhor, sibilou como um gato pronto para brigar com o seu rival.

Lydia lixou suas unhas e ignorou o olhar do caçador.

— Nunca diga nunca. Você realmente não conhece o poder de Lydia Martin.

— Bem... Quanto a mim. — interpôs Danny diplomaticamente, evitando que mais um conflito se iniciasse no grupo — Também tem o meu apoio, mesmo que eu não saiba muito bem o que está acontecendo e nem como ajudar...

Stiles tinha presenciado toda aquela demonstração de afeto...Não! De BROMANCE! Aquilo era tão lindo! Seus amigos todos unidos em prol de defender Abraham! Como estava orgulhoso! Tinha demonstrar isso de algum modo, como...

Se lançando para frente e puxando Aby e Scott para um bro-abraço.

— Isso foi lindo! Acho que vou chorar! Somos tipo... Aqueles carinhas dos filmes da sessão da tarde, unidos para se meter em encrenca mas mesmo assim salvar o mundo!

— Er...Que bom...Para você... — Scott disse nervoso, tentando não ligar para os olhares dos lançados por seus amigos, Issac e Danny seguravam o riso e Ethan dava o sinal de “ok” com a mão, como estivesse incentivando aquela demonstração de afeto. Pior era Alison e Lydia, ambas sorriam, mas bem que podiam estar gargalhando...

— Melhor me largar agora senão pode dizer adeus aos seus braços! — Aby tinha uma forma bem amistosa de demonstrar que compartilhava dos mesmos sentimentos que Stilinski.

— Sem dúvida, um momento muito lindo. — confirmou alguém.

“Oh...Não... Já acabou a aula do Bobby?!” aquela fora uma pergunta retórica pois lá estava Adrian Harris, professor de química, os mirando criticamente por cima da armação negra do seus óculos, na verdade, seu foco visual se concentrava em Stiles (como sempre), aquele “profissional do ensino” tinha algum tipo de cisma com o jovem Stilinski, talvez não conseguisse aceitar que apesar do garoto hiperativo parecer completamente distraído em suas classes ainda era capaz de tirar as maiores notas da turma. De alguma forma isso feria seu orgulho de professor carrasco ou sei lá o que...

— Eu já devia imaginar que o senhor Stilinski estava por trás disso tudo. — soltou um dramático suspiro — Achei estranho que uma parte considerável da turma não estava presente na minha aula, logo, tive que vier pessoalmente aqui para investigar o ocorrido...

— Nós já estávamos indo! — cortou Lydia sem paciência para todo aquele discurso, professor Harris não dava a mínima se os alunos faltavam a sua classe (na verdade aquilo era uma vantagem, servia de justificativa para baixar ainda mais a nota dos alunos faltosos), mas essa regra mudava quando Stiles e seus amigos estavam envolvidos...

Stiles notou que os vampiros também faziam parte dos alunos atrasados, ainda estavam ali na sala, os observando, aquilo era estranho e meio irritante, contudo, pelo visto, professor Harris não parecia notar a presença daqueles alunos em particular, apesar de os mesmos também não estarem presente na aula de química.

— Senhorita Martin, não é com esse tom que se deve dirigir ao seu professor, você não quer que eu chame os seus responsáveis, não é?

Lydia estava prestes a dar uma resposta em um tom perigosamente mais distante do que se devia dirigir a um professor quando foi interrompida.

— Espera um pouco... — Stiles mirou mais uma vez a sua volta — Você deixou o resto da turma sozinha no laboratório de química para vir nos emboscar...Digo procurar por nós?

Adrian rolou os olhos, como se aquela observação fosse a coisa mais idiota do mundo.

— Lógico.

— Tem dois bruxos na nossa classe e mais um cara que se diz ser alquimista... E você deixou eles sozinhos, sem supervisão, em uma sala cheio de soluções e material para fazer uma boa poção a la Harry potter?

— Senhor Stilinski, não me lembro de ter pedido a sua opinião de como eu, um adulto formado e com mestrado na área de educação, devo lidar com os meus alunos. Além disso, conheço meus alunos sei que alguns deles são maduros o suficiente para se manterem comportados por alguns min...

Uma explosão seguida de estrelas multicoloridas, um verdadeiro show pirotécnico. Fumaça colorida se propagou pelo corredor. Não precisava ser um Sherlock para deduzir a origem da agitação, o laboratório de química era localizado a poucos metros dali. Pelo visto, senhor Harris não conhecia de fato o potencial dos seus alunos, principalmente os de origem sobrenatural, para criar situações, digamos peculiares.

— Droga! — Adrian saiu afoito pela porta, com um lenço sob o nariz.

Stiles suspirou aliviado ao se livrar do professor, contudo não tinha muito tempo para comemorar, já que os vampiros arquinimigos ainda estavam ali, observando... Será que estavam só esperando o momento certo para atacarem? Pois... Meio que aquele momento poderia ser agora, já que a confusão lançada pelos aspirantes a Snapes no laboratório de química conferia uma boa distração para os professores e monitores.

— Nos vemos na aula de educação física. — disse um deles , precisamente aquele que tinha mais pincergs, aquilo devia ser algum tipo de status no grupo, ou seja, como insígnias e medalhas de honra para um soldado, quanto mais melhor, logo era presumível que aquele deveria ser o líder da gangue. E como chefão, indicou para os outros saírem e assim fizeram. Silenciosamente e também de maneira mais sinistra possível.

Stiles não imaginou que aquela fala referia na possibilidade de ter uma reconciliação, que os dois grupos iriam brincar juntos sobre a grama verde, rodeado por bichinhos felizes e um arco-íris. Não... Possivelmente aquela fala não era um bom sinal.

— O que vamos fazer agora? — Elizabeth, em um sussurro assustado, questionou.

— Eu nunca gostei de educação física mesmo... Todo aquele negócio de suor, correr, ter que gastar energia e tal, não faz muito o meu estilo. Faço lacrosse em parte por que Scott se utilizou de subterfúgios ilegais para me fazer parte da equipe, isso por que ele não queria ficar sozinho.

— E-ei! N-não foi por causa disso! — gaguejou o suposto Alfa, corando consideravelmente enquanto olhava nervoso para Alison que cobria a boca com a palma da mão, escondendo um sorriso.

— Sabem? Scott sempre foi tímido, no primário ele ficava colado em mim, segurando a minha mão, quando era o primeiro dia da escola...

— STILES! — rosnou, mas devido ao seu nervosismo parecia mais que estava com algum problema de tosse crônica.

— Se quiserem faltar a aula... — falou Aby dando os ombros, deixando transparecer que não ligava — Mas eu vou.

— Você não tem que provar nada a eles... — tentou argumentar Issac.

— Pelo contrário, tenho que provar sempre quais são minhas intensões! Para eles e para todo mundo! — praticamente gritou, destoando da sua postura indiferente e durona, por alguns segundos Abraham parecia nervoso ou mesmo desesperado — Eu não matei aquele vampiro... — acrescentou em um murmuro quase inaudível.

— Você não vai sozinho. — Scott disse decidido, outros membros do grupo assentiram em concordância.

Aby soltou um longo suspiro resignado.

— Não quero arrasta-los para uma confusão que está associado com a minha família. — resmungou.

— Aby, Aby, Aby... — Stiles negou com a cabeça — Ainda não entendeu? Você pertence ao fabuloso grupo do Stiles, confusão é nosso codinome secreto! Ou seja, nosso lema é : sua confusão é nossa confusão!

— Eu não fui informada desse lema e quando entrei... — agora foi a vez de Lydia resmungar.

Van Helsing apenas soltou uma risada seca e curta.

Je bent gek ... (vocês são loucos).

~*~*~*~

Passos rápidos, os outros estudantes sabiam muito bem que deveriam sair do caminho quando um lobisomem, ainda mais, um Hale, estava exalando fúria, quase que literalmente, se podia muito bem compara-lo a uma locomotiva, expelindo fumaça e ressoando seu apito (que no caso seria o rosnado), uma declaração/alerta para que ninguém se aproximasse. Por fim, chegara no seu objetivo. O camaro negro estava estacionado em sua vaga habitual, o que não era habitual era um certo vampiro encostado no seu carro.

— Pietro. — rangeu os dentes.

— Derek — saudou o outro sorridente, pelo visto, era imune ao evidente mal humor do amigo — Lindo dia, não?

— O que está fazendo aqui?

— O que achas? Eu vou com você!

A cara amarrada de Derek deu lugar a uma expressão de surpresa, que consistia somente no arquear de suas sobrancelhas e fitar o amigo.

— Perdão, pensei ouvir que você iria comigo... — disse por fim, depois de alguns segundos de silêncio.

— E eu que pensei que lobisomens tinham uma boa audição. — provocou Pietro.

— Aonde você pensa que eu vou, precisamente? — novamente rangeu os dentes.

— Capturar o Stiles!

— Eu... Eu não vou captura-lo! Eu só vou falar com ele! — se o Xerife ouvisse aquilo iria pensar que Derek seria algum tipo de louco pervertido e isso resultaria em dolorosas consequências, não só dores emocionais como físicas (lembrar da Magnun calibre 44). Olhou para os lados, nervoso, pensando que algum policial podia ter ouvido aquela conversa, mas pelo visto, estavam sozinhos.

— Aham, sei. Para isso você vai levar o camaro? Tipo, não sei se você sabe, mas a faculdade e escola são meio que vizinhos.

— Eu sei! —respondeu exacerbado.

Agora era a vez do vampiro arquear as sobrancelhas para o companheiro.

—Talvez eu queira leva-lo para um lugar em particular, para que possamos conversar sem a intromissão daqueles amiguinhos dele. — revelou por fim, passando a mão nos cabelos negro, sinal de impaciência e resignação.

— Hum... Entendo. — Pietro parecia concordar com aquele plano. Derek rosnou, não era como estivesse esperando aprovação do vampiro para tratar de seus assuntos.

— E aonde você entra nessa história? — Inqueriu ríspido.

— Soube que um vampiro morreu na reserva ontem.

O Hale cruzou os braços e encostou no carro, soltou um suspiro. Já devia esperar isso, notícias como aquelas navegam rápido na comunidade sobrenatural.

— Você vai atrás do Stiles por que ele estaria envolvido de alguma forma...?

—Andou falando com a minha irmã? — perguntou desconfiado.

— Mais ou menos. — deu um meio sorriso — Ela ligou para mim para saber sobre informações em relação aos clãs de vampiros de Beacon Hills, se eles relataram o desaparecimento de algum membro.

— Às vezes eu esqueço que você é um representante de sua raça. — disse insatisfeito consigo mesmo, obvio que Pietro iria saber de antemão dessas coisas, ainda mais sendo ele um vampiro e da prestigiosa família a qual ele pertence.

— Correção, os Beaumont são os “fiscais” dos clãs, somos nós que contabilizamos, ouvimos reclamações, tentamos apartar as brigas... Uma função muito chata, se quer minha opinião! Ela só ligou para mim por que meu irmão mais velho está viajando a negócios... Logo, recaio sobre meus ombros a responsabilidade de ser babá de todos. Um saco!

Os vampiros, diferente dos lobisomens, tinham formas diferentes de organizar a sua raça, designado os clãs para assumir determinadas funções, como se toda a raça fosse, na verdade, uma grande empresa. Pietro não age em conformidade com a importância de sua família preferido gastar seu tempo consumindo doces, jogando games e pintando aquelas camisas com piadas estranhas.

— Então, Stiles e essa morte... Qual seria a relação?

— E por que você pensa que tem alguma?

— Sua atitude. Além disso, ouvi rumores... — desta vez Derek observou uma mudança no semblante do amigo, os olhos de íris vermelhas faiscaram... Raiva? Pietro, o sempre sorridente e relaxado ,estava irritado? Aquilo era algo novo — Dizem que Aby seria responsável pela morte, o que é uma tremenda mentira!

— Ele estava lá.

— Hã?

— O Van Helsing estava na reserva junto com Stiles e Scott. — falou — pelo visto, os três idiotas foram investigar o crime, como se a polícia já não estivesse fazendo isso! Agiram de forma inconsequente, quem quer que fosse que matou o vampiro podia ainda estar ali! Stiles podia ter... — rosnou notou que suas garras tinham crescido e seus caninos também. Estava tão transtornado que quase se transformara? Esse era o efeito Stiles em sua vida...

— Laura não sentiu o cheiro do Abraham na arma, não é? — Pietro perguntou, esperançoso.

— Não. Mas você sabe que os Van Helsing são caçadores profissionais...

— O que você quer dizer com isso? — franziu o cenho, olhos vermelhos cintilando novamente.

— Pietro, você sabe muito bem o que quero dizer.

— Ele não matou aquele vampiro ,Derek, você mesmo disse que Aby estava junto com Scott e Stiles!

— Ele foi treinado para caçar seres sobrenaturais, mais precisamente vampiros! Não acha estranho que uma estaca de prata tenha sido usada? Essa arma é uma assinatura dos Van Helsings! Eles sabem lidar com nossas habilidades, podem muito bem ocultar seus rastros!

— Eu conheço o Abraham, ele nunca faria algo assim! — Pietro rosnou, era a primeira vez que o Hale via o amigo agir daquela maneira... Pelo visto, havia mais do que amizade compartilhado entre o vampiro e o caçador. Uma sensação amarga nostálgica o dominou.

— Não deve confiar tanto em um caçador. — resmungou.

— Nem todos são como a Kate. — Derek encarou Pietro se arrependendo de ter revelado parte do seu passado para ele... Aquele vampiro era o único que sabia sobre seu romance proibido com a caçadora da família Argent que quase custou a vida de todos de sua alcateia — Sei que Aby não é como ela... O simples fato de ele ser amigo do Stiles já devia sanar as suas desconfianças, Derek. Ainda mais, Scott o integrou no grupo, não é? Tipo, eles são meio que uma alcateia! Isso já prova que ele não é como os outros Van Helsings!

O lobisomem não disse nada, sabia que o amigo tinha razão em muitos fatos, mas mesmo assim, era difícil simplesmente tranquilizar a sua paranoia.

— Enfim. — Pietro sorriu novamente, sua raiva anterior totalmente esquecida — Eu vou te acompanhar para sua missão de “busca e captura”...

Falou isso enquanto abria a porta do carro, do lado do carona e entrava. Quanta audácia!

— Eu já disse que só vou conversar com ele! — se defendeu prontamente.

— Assim, aproveito e vou me encontrar com o Aby.

— Você podia ter ido sozinho... — resmungou, entrando e ligando o carro.

— E perder a oportunidade de te ver “atacando” o seu novo namorado? J-A-M-A-I-S!

— Por que somos amigos mesmo? — soltou um suspiro, seu amigo e família pareciam compartilhar um hobbie em comum: azucrinar a vida de Derek!

— Owt! — Pietro cutucou a bochecha do lobisomem — Por que fui o único que não fugiu quando você deu um tremendo rugido no nosso primeiro dia de aula. Eu lembro que até o professor se tremeu todo ao provar do poder rabugento de Derek Hale.

— Tsk... — não tinha como argumentar quanto aquilo.

— Além disso, Laura me pediu para filmar o momento! — acrescentou risonho — Na verdade, estou sendo pago para isso! Ela me prometeu dois mikshakes!

— EU SABIA!

Notas finais
Peço perdão pela a demora, mas infelizmente estou com pouco tempo para escrever... Então, pessoal, peço paciência e que não abandonem a história devido a demora...Cada cap eu faço de coração, mas as responsabilidades da vida chamam (estágio, estudo, família...)! Espero que entendam! Caso não saibam: Splatter ou gore é um subgênero do cinema de terror que, deliberadamente, se concentra em representações gráficas de sangue e violência gráfica.